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Curioso Felino 2🌻
🙂‍↕️🥰❤️ninguém ficará pra trás❤️🥰🙂‍↕️
2106 palavras • 11887 caracteres • ⏱ 8 min 25 s

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Os pontos médicos, eram a honra e orgulho dos elfos, em questão de medicina, cura de doenças físicas ou mentais, eles eram a espécie mais avançada de todo o mundo, os segredos que aquele laboratório escondia não podiam ser acessados por qualquer um, a maioria das vezes, era preciso visitar mais alguns lugares e se mostrar não ser apenas um “erro da barreira” para olhar os hospitais. 


Como era nossa primeira visita, e nós só passamos por um teste, nós conseguimos apenas chegar na parte mais superficial, algo que qualquer hospital de primeira linha do lado de fora teria, mas com eles eram mais completo, e complexo, salas esterilizadas, pessoas que não eram apenas elfos, mas todas as raças possíveis de serem colocadas num único hospital enorme poderiam ser colocados.


Eles não mostravam seus segredos, mas não viam problema em ajudar as outras espécies, eles acreditavam que conseguiam fazer um trabalho decente sem acabar facilitando a vida de ninguém. 


O lema deles é “se ele descobriu algo com essa cura, é porque ele já sabia algo e eu apenas facilitei o entendimento dele”.


A Dandara estava impressionada, ela viu muitos pacientes ali, pacientes com corpos tão mutilados que nem pareciam mais corpos, outros com venenos mortais sendo mantidos apenas pela magia daqueles que amavam, e outros que estavam com os corpos curados da forma errada, tipo, com vários tumores por todo o corpo, com uma cabeça ou outras coisas extras, ou o mais comum, que eram corpos com ossos tortos por serem curados da forma errada.


Elfo: todo curandeiro que se preze sabe que só curar não adianta, se você tentar curar um osso quebrado deslocado, ele vai curar, mas na posição que ele estava, vários magos que pensavam que saber a cura os deixavam invencíveis acabaram virando homens tortos por virarem os ossos errado


Dandara: eu não sabia que tinha como usar o “cura” de forma errada


Elfo: é, e esse é o primeiro ponto, também tem o cuidado pra não misturar as carnes, o cuidado pra não repor o sangue errado no corpo do médico, a vida de um curandeiro não é fácil não, apesar do quão fácil a magia deixou nossa vida, ela trouxe novos problemas também…mas isso pode ser resolvido, afinal, mesmo com todos esses problemas, ainda é o grande presente que nossa Criadora doou com tanta sabedoria para nós.


Eu fiquei com uma cara pacífica, apenas olhar tudo aquilo, aquelas técnicas, mesmo de forma superficial, parecia estar melhorando minha magia, e além disso, ver os elfos trabalhando, ajudando tantas pessoas, parecia despertar mais alguma coisa em mim que eu mesmo não sabia direito o que era. 


E do meu lado, a Dandara tava com um rosto absurdamente sério, um que eu não costumava ver nela com muita frequência, o que me deixou curioso de cara, e toda tímida, ela falou.


Dandara: é, a magia é algo incrível…mas você já teve uma situação em que uma criança nasceu sem magia?


Guia: pelo menos 10 vezes por dia, mas não se preocupe, é só nós consertamos eles que fica tudo bem


Dandara: consertá-los? Como assim?


Guia: vem, deve estar acontecendo agora.


Então, nós seguimos o guia até um ponto diferente, uma sala médica cheia de outros elfos curandeiros observando uma cirurgia. E lá embaixo, em uma sala esterilizada, estava um bebê, um recém nascido, o coitadinho não tava se mexendo, e o peito dele estava aberto, se preparando para algo ser inserido nele.


Guia: coitadinho, ele acabou de nascer e já tá lutando pela vida, ainda bem que ele não tá fazendo isso sozinho.


Não falamos nada ainda, nós queríamos ver o que aquele bebê iria passar, antes de julgarmos. Então, depois do buraco no peito ficar pronto, um dos ajudantes do médico abriu uma caixa super futurista, tirando algo brilhante dentro, era uma bola de gude, do tamanho do buraco que abriram no bebê, e a energia que ela emanava, eu entendia o que era.


Antônio: é um núcleo mágico


Guia: correto, muitas pessoas pensam que bebês podem apenas viver sem magia, mas não é tão simples assim, a magia para reinos que já o possuem a mais de 10 gerações já tão com a magia tão enraizada neles que um bebê nascer sem magia é equivalente a nascer sem um coração ou os pulmões, o corpo de bebês da nova geração de magos não tem forças pra sobreviver sem magia…


O guia então parou de falar por alguns segundos, tapando a boca e tentando parar as lágrimas, conseguindo para-las bem a tempo.


Guia: depois de muitos choros de mães e muita tristeza, criamos esse método para fazer os pobrezinhos conseguirem ter a própria magia…


O guia então ficou em silêncio, um silêncio e um rosto que demonstrava mais do que empatia, era o silêncio de alguém que já passou por algo assim, e sabia que tinha vezes, que esse procedimento falhava.


Guia: vai, aguenta, você consegue.


Nós seguramos o ar, eu nem conhecia o bebê, mas não precisava conhecê-lo pra torcer pra que ele sobrevivesse.


Depois que o corpo do neném foi fechado, o peito onde o núcleo foi posto começou a brilhar, e o brilho se espalhou por todo o corpo dele, a ponto dele brilhar em azul por alguns segundos antes do brilho sumir, diferente de nós dois, os médicos estavam totalmente calmos, então, nós ouvimos batimentos, mas o que mais conseguimos ouvir foi um choro. Nós quase gritamos com toda a força do mundo, felizes pelo bebe estar bem, mas nós não chegamos tão longe assim e nos contemos.


Eu nunca pensei que ficaria tão feliz em ouvir o choro de um bebê, mas isso aconteceu, e com o choro do bebê, ele foi levado pra uma outra sala.


Guia: se desejarem, posso levá-los até a mãe


Antônio: não vai dar problema?


Guia: tenho certeza que ela quer que o máximo de pessoas possível saibam do milagre que o seu bebê passou.


Eu olhei pra Dandara, e ela confirmou com a cabeça que queria ir, e sorrindo, já esperávamos a cena linda que veríamos.


Levou menos de 5 minutos pra chegarmos na sala certa, a mãe ainda estava sendo ajudada pelas médicas enfermeiras, e ainda segurava a mão de seu marido, só pra garantir que ela não dormiria antes de olhar o bebê.


E assim como eu, quando eles ouviram o choro, a mãe pareceu se aliviar, estando mais tranquila, e quando ela viu o bebê, ela o segurou nos braços, sorrindo da forma mais carinhosa que eu já vi, ela chorou bastante, e não era pra menos, o filho dela mal nasceu e ela quase o perdeu, mas os elfos o salvaram.


Mãe: (chorando) oi…campeão (funga) não se preocupa, você já passou pela maior provação que alguém poderia passar.


O bebê parecia tranquilo no colo da mãe, e vendo como ela e o pai abraçavam seu filho, fiquei feliz imaginando quantas pessoas assim aqueles elfos salvaram.


Quando olhei pra Dandara, eu vi que ela estava olhando com olhos cheios de desejo, um desejo puro, um desejo de…ter o que aquela família tem, uma criança, amor, carinho, união com aqueles que você mais amava no mundo. Ela já tinha a maioria dessas coisas, mas olhando aquilo, ela queria o que estava bem na frente dela, uma criança. Eu não queria que ela se apressasse, mas quando eu abri a boca pra falar.


Antônio: Dará…


Dandara: não precisa falar nada Melzinho, eu não vou ser apressada


Antônio: ainda bem.


Eu queria isso tanto quanto ela, mas tinha alguns lugares que eu queria ir antes disso, muitos lugares mesmo.


E mesmo depois de tudo o que nós vimos, o Guia se emocionou de novo, e aquilo não parecia atuação, gostava como ele não parecia ter medo de mostrar os sentimentos pra nós, o que não era pra menos, aquela cena era muito linda mesmo.


Guia: não importa quantas vezes eu veja isso, eu sempre fico emocionado


Antônio: não é pra menos também


Guia: querem ver o próximo andar?


Antônio: não obrigado, nós já vimos o suficiente


Guia: jura? Então tá.


Então, nós começamos a ir pra saída, pelo que ele falou, acho que nos tornamos confiáveis o bastante pra conseguir ir mais fundo no conhecimento deles, mas agente não tinha mais tempo, e sinto que já vi o suficiente de todo o território Elfo hoje, e pelo visto, a Dandara também, mas enquanto íamos pra saída, a Dandara ficou curiosa sobre uma coisa.


Dandara: aquele núcleo que colocaram no bebê é absurdo, mas isso não é meio que uma trapaça? se algum mago der um jeito de colocar isso no próprio corpo, ele não vai ficar mais forte instantaneamente?


Guia: ah, não, não é assim tão fácil, funciona nos bebês sem mana, por que, eles não tem nenhuma mana, então o núcleo pode se espalhar por todos os pontos do corpo onde a mana deveria existir e não existe, como vocês viram, se algum mago que já tem mana tentar implantar um núcleo daqueles no próprio corpo, ele vai inchar os caminhos de mana que já tem, os fazendo se estourarem por dentro, e o fazendo vomitar a própria mana pra fora do corpo…além da mana sair por outros lugares também.


Fiquei com um enjoo instantâneo, eu tava imaginando tudo aquilo na minha cabeça e tava em alta definição, mas apesar do enjôo, a Dandara não parou.


Dandara: mas não tem um método pra conseguir implantar o núcleo?


Guia: olha, até tem, mas eles são muito complicados, e levam um tempo que até pra nós é muito grande, pessoas que usam esses métodos são apenas doidos por ganância que já abandonaram a sua humanidade a muito tempo…hehehe, e o irônico é que, comparando com magos normais, a força desses magos é bem inferior a magos do mesmo nível que eles, já que enquanto eles estavam tentando encontrar a forma certa de trapacear, magos da mesma idade estavam se fortalecendo e aprendendo mais do mundo da forma certa.


Apesar de não citar nenhuma raça específica, o guia elfo parecia bem orgulhoso do que falava, talvez ele estava orgulhoso de todos os animais inteligentes, a humanidade em geral, se isso sequer era possível.


Dandara: mas e a diferença de tempo?


Guia: que diferença de tempo?


Dandara: ah, não fale desse jeito, você sabe que muitas raças, como os Sapiens, não vivem muito


Guia: isso se vocês só não se esforçarem


Dandara: como assim?


Antônio: existe um segredo.


A Dandara então ficou em silêncio de novo, aquela altura eu me impressionava que ela se impressionava com o que eu dizia.


Dandara: sem brincadeira, as vezes você aparece uma enciclopédia ambulante


Antônio: vou encarar isso como um elogio (tosse) mas escuta, existe um templo no mar branco, que tem livros que guardam segredos da aura, da magia e do Chi. Segredos que fazem raças que vivem menos tempo, como nós, conseguirem “trocar de pele”, transcender, e de nível em nível, começamos a envelhecer mais devagar, pra conseguirmos absorver melhor tudo que esse mundo tem a oferecer.


E depois de ouvir tudo aquilo, o queixo da Dandara caiu no chão, de novo, mas ela o pegou a tempo, e depois perguntou.


Dandara: e por que você não foi aquele lugar?


Antônio: por que é um lugar muito perigoso, guardado por grandes gigantes como porteiros, e com muitas armadilhas dentro, afinal, seria perigoso se um conhecimento desse caísse nas mãos erradas…se eu quiser ir pra lá, vou precisar de todo mundo, do Davi, do Brutus, de você, da Saytus, do Jay, todo mundo


Dandara: tem certeza que o Jay vai aceitar?


Antônio: vou perguntar a ele mais por educação, agente nunca se falou muito, nem no tempo da escola…e também…tem o fato de que além de tudo isso, é muito complicado “transcender” junto do fato de que muitas pessoas rejeitam essa ideia, por não pensarem em aguentar o fardo de ver seus entes queridos morrendo na frente deles, o Brutus e o Davi eu sei que estão doidos pra transcenderem, mas é você? Tá disposta a viver mais do que as pessoas que tiveram tanto carinho com você?


A Dandara demorou a responder, mas não por medo, mas por que ela me olhou no fundo dos olhos, vendo se eu iria falar mais alguma coisa pra ela, e depois de ver que eu tinha acabado, ela pegou minha mão e colocou gentilmente em cima do coração.


Dandara: enquanto você ainda estiver comigo, vou ficar bem


Antônio: bom saber.


E depois de chegarmos em meu cavalo e na vassoura de Dandara, nós fomos embora, enquanto eu apenas pensava na pessoa que estaria me esperando quando eu voltasse.


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