logo do projeto lunar

Capa
Curioso Felino 2🌻
🤯🫠🥳ao infinito, E ALEM🥳🫠🤯
2025 palavras • 11366 caracteres • ⏱ 8 min 06 s

🤯🫠🥳ao infinito, E ALEM🥳🫠🤯

0
0
0

Rever aquele doidinho foi reconfortante de formas que nem são possíveis de descrever por meios normais, mas eu ainda tinha muitos lugares pa ir, e muitas coisas pra ver.


E para um desses lugares, tive que me preparar bastante, primeiro tive que tirar qualquer visita presencial que eu faria no mês, e tive que colocar todos os meus trabalhos do mês como coisas de encomenda, foi complicado, muito, e muito demorado mesmo, mas vendo como no começo de um dos meses, eu tinha um mês inteiro apenas de entregas a distância, senti como no fim, tudo valeu a pena.


E Montado em cima do Zorro, me preparei com a maior alegria do mundo para ver aquela maravilha dentro do reino dos gigantes, depois de tudo que eu aprendi com ele, se tornou fácil agora como respirar e respirar chegar no reino dos gigantes sem usar a escada, e dessa vez eu estava sozinho, não estava levando ninguém comigo, aquele era um dos momentos em que eu queria aproveitar as coisas sozinho.


A ilha era bem longe de onde o reino Sapiens ficava, a ponto de que eu tive que cavalgar um dia inteiro e ainda ter que parar e dormir numa ilhazinha para conseguir chegar no lugar. 


E novamente o Barman da árvore de halloween me salvou, eu não sabia o que faria se eu não soubesse dessa ilha com um hotelzinho de uma noite pra eu ficar, não sabia o por que, mas esses tipos de informação não estão em nenhum livro Sapien, que curioso.


E depois de uma manhã inteira cavalgando mais, e depois de mais uma parada em outra ilha pra conseguir um almoço, eu cavalguei pelo mar branco por mais 4 horas, até finalmente chegar no lugar que eu queria, a imensa, única e linda ilha dos bosques melodiosos. 


Uma ilha misteriosa com o tamanho de um país, não tendo nada além de alguns guias turísticos na ilha, junto de grandes árvores especiais, que além de serem bem coloridas, tinham a característica única que elas produziam sons, tanto vozes de canções quanto sons de instrumentos, e até sons de efeitos especiais, efeitos que instrumentos normais não podiam fazer. Aquele lugar era o paraíso para os músicos.


Quando cheguei na ilha, o Zorro ficou tão cansado que ele caiu no chão, e considerando o que fiz o coitado passar desde que saímos de casa, senti que merecia que eu deixasse ele ficar ali descansando, e mesmo com todas as coisas que eu queria fazer, deixei o Zorro descansar pelo resto do dia, não saindo de perto dele nenhum único momento, e quando já estava anoitecendo, eu decidi dormir em algum lugar.


O dia seguinte começou rápido, com o sol me acordando, e estando tão perto do lugar que eu mais queria visitar, eu literalmente não precisava dormir. E quando o guia me viu, ele sequer perguntou por que eu estava ali.


Guia: bem vindo, aonde o senhor deseja ir?


Ele não pediu meu dinheiro, não precisou, porque ele recebia uma parte bem generosa do hotel e do lugar em que eu almocei, então ele não precisava de mais.


Antonio: me leva pro canto das músicas calmas, por favor


Giuia: você quer ir aos concertos, cantoras ou musicos solo?


Antonio: me leve a todos, na seguinte ordem, cantora, músico e concerto


Guia: sim senhor, siga-me.


O guia foi gentil com o Zorro, mesmo ele acabando de ter acordado, era nítido que o Zorro precisava relaxar mais, mas isso não foi um problema, por que no meio do caminho, as grandes melodias do lugar começaram, e eram coisas simples, como sons de teclado vindo das árvores, ou toques de baixo vindo de forma tranquila, misturada com toques de bateria tranquilos. 


Em cada ponto, tinha um tom de “música calma” diferente, e orientado o guia, fui levado ao primeiro ponto, um ponto perfeito pra mim, um ponto que, junto com todos aqueles tons calmos, também tinha uma árvore grande e velha, digna de ser chamada de “árvore anciã” que tinha uma voz angelical, mas de forma mais precisa, era uma voz doce, mas não aguda, e que sabia brincar com os tons dela própria, conseguindo fazer sonetos bem graves, e saber quando afinar a voz, pra musica que ela estava cantando não perder o ritmo.


A grande árvore anciã cantou sobre as grandes aventuras de uma giganta que seguiu uma borboletinha, pulando cada vez mais alto, e mais alto, e mais alto, até que ela usou tão alto que passou das nuvens do mar branco, e entrou no mar gasoso, foi uma música muito linda de se ouvir, e pra tentar não perder o ritmo, decidi continuar andando pelo lugar, ouvindo uma história cada vez mais doida de cada árvore anciã que eu visitava, e eu estava bem feliz que o Zoro estava ficando melhor, com mais energia, e mais relaxado a cada cantoria, a ponto de eu ter que mexer nele de vez em quando pra ele não acabar dormindo em pé, porque, é, isso já tinha acontecido, e eu não queria repetir aquilo.


Depois, fomos ao ponto dos solos instrumentais, que diferente das cantorias, foi mais difícil de manter o Zorro acordado, porque era um ponto onde apenas um instrumento fazia um solo bem demorado, saxofones, pianos, flautas, teclados, clarinetes, guitarras, banjos, tambores, eu ouvi todo tipo de som, e apesar do quão diferentes eles eram, cada um me fez ficar tão feliz e alegre que eu naturalmente comecei a balançar minha cabeça pra esquerda e pa direita, apenas aproveitando a música.


E no fim, chegamos bem rápido no ponto das óperas, o que era um ponto diferente de tudo que os já vimos, as óperas tinham uma junção perfeita de tudo que já vimos, parecia ser impossível, mas cada som instrumental estava no ponto certo para fazer o ritmo perfeito, e a voz estava em um tom que, mesmo misturada com as outras vozes, me prendia de forma que eu estava indo direto para o paraíso.


Então eu fechei os olhos, não acreditando no que eu estava passando, e quando eu abri os olhos de novo, eu me vi em um chão verde e todo bonitinho, até que eu vi uma borboletinha, eu achei ela tão fofinha, então bem animado eu comecei a correr atras dela, ate que ela começou a me provocar, voando ao redor de mim, e jogando pó mágico na minha cara, só me fazendo rir e me deixando mais determinado a pegá-la.


Então, eu tentei saltar pra pegá-la, mas ela continuou me provocando, só voando o suficiente para eu estar a centímetros de pegá-la, e com muita raiva, eu comecei a pular mais, e a cada pulo, a borboletinha só estava a centímetros de ser pega por mim. Ao meu redor tinha prédios, árvores e casinhas, mas com o tempo tudo começou a desaparecer, enquanto a borboletinha parecia ainda zoar com a minha cara, até que eu saltei tão alto que eu a agarrei com as minhas mãos, ficando tão feliz que comecei a brilhar igual a uma estrela, mas eu percebi tarde demais que as grandes nuvens estavam na minha cara.


Eu atravessei as nuvens sem problemas e caí nelas, vendo como todas me abraçaram e faziam carinho em mim como dormir em um travesseiro gigante, foi incrível.


E depois de eu ver, sentir e passar por cada pedaço daquela música, eu voltei ao mundo real, porque a música acabou, eu levei algum tempo para voltar ao normal, e vendo isso, o Guia me levou para outro lugar, pra eu não ser pego na ilusão de novo.


Antonio: nossa, ISSO FOI, INCRÍVEL


 Guia: é, e essa foi apenas a primeira, temos muita coisa para vermos ainda


Antonio: tenho certeza disso.


E com o passar do tempo, o Guia me levou pra ver mais de uma ópera, e foi um dos momentos mais mágicos que eu já passei, e eu só precisava parar às vezes para fazer minhas peças e usar meus golens voadores pra mandar cada trabalho que era mandado pra mim, eu provavelmente iria ficar muito mais tempo no território quando esses serviços acabarem, mas eu estava disposto a passar por isso.


Eu queria ficar apenas uma semana lá, pra não preocupar ninguém, mas o que eu passei naquelas grandes árvores, os lugares para onde eu viajei com os ritmos, as coisas que eu me tornei. Eu tinha me transformado num grande cavaleiro; um tubarão perseguindo com muita determinação um peixe espada; um raio consciente, que era tão rápido que fez muitas curvas apenas para se manter vivo antes de ser esbarrado no chá com a maior força do mundo; e até um cavalo que foi acolhido por um cavaleiro gentil desde filhote e que foi cuidado com tanto amor e carinho, que o sentimento em minha mente era apenas 1 “eu morreria tranquilamente por esse cavaleiro”. Fiquei feliz em pensar que era assim, provavelmente, que o Zorro me via.


Hehehe, ficar ali foi muito divertido, por muito pouco, eu quase me perdi na grande miríade de sons e histórias que aquela floresta contava pra mim em músicas, mas eu consegui manter a cabeça o suficiente pra ir pra casa. E como se soubesse que esse momento iria chegar, o Guia apenas me agradeceu, e deixou eu ir embora.


Antonio: (balança mão, se despedindo) obrigado pela experiência


Guia: não, não, obrigado você.


E depois de deixar o simpático guia gigante, eu comecei a cavalgar com o Zorro no meio do mar branco, por algum tempo, o mundo parecia, de certa forma, melhor, menos caótico, e com o stress do meu coração totalmente esgotado, mas eu sabia que isso não iria durar muito, e olha, a calmaria não durou muito mesmo, mesmo assim, algo parecia diferente, mesmo voltando ao meu estado agitado “normal”, eu sentia, e o próprio Zorro sentia também, “alguma coisa mudou”, mas no bom sentido, mesmo só ficando naquele ponto turístico por pouco tempo, eu me sentia diferente, melhor, de certa forma.


Quando eu cheguei em outra ilha de hotel, acabei ficando lá por quase 5 dias antes de voltar das viagens, ainda bem que eu tive a decência, ou a consciência de pelo menos continuar meus trabalhos, por mais que fosse complicado pelo estado que eu estava naquela situação, eu ainda consegui, de alguma forma.


E quando cheguei em outra ilha de buffet, eu me banqueteei tanto que até eu mesmo me surpreendi, aquela viagem foi simples, mas meu apetite ficou tão feroz que comecei a pensar como eu fiquei tão esfomeado, sendo que eu nem me sentia cheio direito.


Bom, tentando não pensar muito nisso, eu continuei meu caminho, até que cheguei finalmente nos mares brancos abaixo do meu reino, então eu desci lá com uma delicadeza que me deixou extasiado, eu estava fazendo aquele deslizamento de forma tão simples que eu não acreditei que era eu mesmo fazendo isso, mas era.


Mas minhas surpresas estavam bem longe de acabar, quando entrei novamente no reino, e fui recebido por uma grande quantidade do barulho normal, eu não liguei a música, porque parecia que meus super sentidos haviam se enfraquecido, nada daquele barulho parecia mais me incomodar, mas então eu senti, meus ouvidos ficaram incomodados, mas o meu coração não mandou uma grande quantidade de stress pra minha cabeça, era com se meu cérebro tivesse apenas computado o barulho como “é, isso é irritante, bom, vamos tentar sair daqui e continuar depois”, sem remoer a dor e o stress pelo barulho, era doido pra mim como uma simples mudança de pensamento mudou tanto minha cabeça.


E chegando naquela conclusão, eu caminhei no meio do caos, com o tempo, o stress ficou grande o bastante pra realmente me afetar e tive que ligar a música de novo, mas eu estava orgulhoso de mim, mesmo que tenha sido por alguns segundos, minha mente tinha mudado, minha singularidade não mudou, meus ouvidos, assim como o resto do meu corpo continuavam tão sensíveis como nunca, mas a minha cabeça, a minha forma de pensar, mudou, demoraria muito, mas muito mesmo pra conseguir fazer isso de forma permanente, mas sorrindo, eu sentia como eu estava pronto pro desafio.


Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar ❤️

Seja respeitoso. Comentários são públicos e não podem ser apagados.