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Curioso Felino 2🌻
🥰🤭uma surpresa da ruiva🤭🥰
1868 palavras • 10475 caracteres • ⏱ 7 min 28 s

🥰🤭uma surpresa da ruiva🤭🥰

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Hoje com certeza iria ser um dia para ser lembrado, por que pra começar, a mensagem que Dandara tinha me enviado uma mensagem bem peculiar através dos espelhos portateis.


(Início da conversa)


Dandara: oi


Antônio: oi


Dandara: sei que deve ser do nada, mas…você se importa de me encontrar naquela quadra estranha que agente teve “a conversa”


Antônio: por mim tudo bem, algum motivo em específico?


Dandara: é que eu quero te mostrar uma coisa, uma coisa muito especial.


(fim da transmissão)


hummm, aquilo me deixou bem interessado, se eu me lembrava direito, aquele lugar foi o ponto onde eu e a Dandara tivemos a conversa que mudou a vida da garota para sempre, e eu tava muito interessado em saber o que a garota queria me mostrar naquele lugar tão especial para nós dois.


O caminho até chegar lá era simples, mas quando eu olhei ao redor, senti que tinha algo de diferente, mas só entendi o que era quando eu cheguei lá. A Dandara tava usando uma roupa peculiar, era uma roupa completamente branca, uma blusa que parecia mais resistente do que realmente era, uma calça de batalha e tudo preparado junto com um cordão simples para segura-la. 


Eu queria chamar a atenção dela, mas quando a vi ali, de costas, senti que tinha algo diferente, ela tava linda como sempre, mas ela estava, não ironicamente, mais infantil que o normal, eu sentia a inocência, imaturidade e ingenuidade exalando da magia da Dandara apenas a olhando de costas. 


Depois de sair daquele transe, tossi duas vezes, o que pareceu o suficiente para chamar a atenção da garota, ela se virou devagar, como se aquilo não passasse de uma grande brincadeira pra ela.


Dandara: ooooooooi, Antonio


Antonio: oooooooi Dará, então, era isso que você queria me mostrar?


Dandara: mais ou menos, bom, eu quero lutar com você


Antonio: quer me explica o por que?


Dandara: é que eu quero te mostrar uma coisa, mas vai ser mais fácil você entender sentindo do que falando


Antonio: se você diz.


E em segundos, a Dandara invocou seu bastão cacto, ainda não era um cajado, mas estava muito próximo, ela então jogou um talisman improvisado em mim, e na hora, eu já mandei meus golens mais rápidos até ela,  ao mesmo tempo em que joguei dois golens para um outro canto do lugar, para espalharem uma grande quantidade de cola super grudenta no chão, tudo enquanto eu aprontava o Alef para mais uma batalha.


A explosão que o talisman causou eram tão intensas que eu quase fui atingido, mas meus golens não eram brincadeira, eles aguentaram sem problemas o dano da explosão e continuaram os ataques.


E o que eu vi enquanto invocava o Alef é impressionante, Dandara estava se equilibrando com as mãos no chão enquanto as suas pernas equilibravam o bastão cacto e dispara nos golens. Foi doído ver como ela conseguiu usar a magia para criar folhas e não ser pega pelo melaço no chão, então, eu vi, uma disrupção completa, com ela demonstrando não estar equilibrada com as duas mãos, mas com apenas uma, e eu sabia muito bem o que estava sendo com a outra mão.


O momento foi simples, mas então ela fez algo absurdo, ela agachou e se encolheu, como uma bola, aquele movimento foi tão estranho que até eu fiquei surpreso, e quando ela voltou a forma normal, vi varias facas de madeira ao redor dela, lâminas essas que não eram controladas por magia, ela equilibrou todas as 12 às espalhando por todas as articulações de seu corpo.


Ver meus golens serem destroçados de várias formas diferentes durou apenas 10 segundos, antes dos golens ágeis fugirem e ficarem no caminho onde a Dandara iria atacar, e de forma abrupta, ela desviou, fazendo um alongamento tão doido de pernas onde ela foi capaz de fazer os calcanhares tocarem em seus ombros, e com um desvio perfeito, ela jogou as facas na minha direção. 


Os golens ágeis ficaram no caminho, tentando a parar, apenas para ela dar um salto no ar, chutar o “ar” na frente dela, e de repente, as facas foram jogadas na direção de um dos golens ágeis, e depois o segundo golem ágil foi atingido e ao invés de destruído, ele devolveu as lâminas para a Dandara num movimento bizarro.


A ruiva saltou novamente na direção das lâminas, mas já era tarde demais, porque o golem de Alef foi completo, e no meio das lâminas o Alef estava disposto a acertar a Dandara bem na cabeça. 


Então, a garota usou todo o controle de corpo que ainda tinha para jogar sua cabeça o máximo pra trás e depois deu uma cabeçada na lâmina de Alef. 


O impacto foi tão grande, que eu senti isso, mas a cabeçada de Dandara foi inútil, ela foi arremessada no céu no ponto mais alto que era possível, bom, isso era o que eu esperava, mas ela jogou o próprio corpo de forma tão violenta para trás, que ela girou no ar 9 vezes, sem nem parecer que ela saiu do lugar, e deu o maior chute que o Alef já tinha aguentado, mas o golem foi montado de forma perfeita, os 10 minutos que deveriam ter sido apenas para o Pedro seriam usados contra a garota.


A magia cheia de pedras, usado naquele único chute criou um corte absurdo que chegou a ativar a grande gaiola de poder da arena, e tudo tremeu, mas o Alef sequer foi mexido, e o corpo de Dandara foi quem acabou sendo jogado no chão, mas ela estava longe de desistir, e quando ela foi jogada pra baixo, ela afundou bem forte seu pé no chão e usou todo o poder acumulado para socar o Alef, eram golpes descoordenados, e que não deviam sequer incomodar o Alef, mas os golpes fizeram alef alinhar sua defesa, os chutes e socos de Dandara competiam com os cortes de Alef, e eles demoraram para sangrar, mas mesmo com todo aquele poder doido, a garota fez o erro de…


Eu apenas notei o que aconteceu quando apareceu, em segundos, a mão de Dandara estava vazia, mas no instante seguinte, ela estava com uma manopla de madeira, uma manopla que jogava um poder equivalente a…uma debandada de javalis, que ficava mudando entre javali e um deslizamento de pedras, e um deslizamento de terra que mudava para um deslizamento de cobras.


E com todas essas mudanças, modifiquei o Alef, para ele aguentar aquele grande impacto, mas naquela posição esquisita, onde parecia que ela iria socar o Alef, ela acabou mudando de direção, e mirando em mim. Eu notei aquilo a tempo não de me defender, mas de me atacar, eu sorri pra a garota enquanto o golpe vinha em minha direção sem sentir medo nenhum, eu não queria pressioná-la, mas já que ela queria que eu e o Alef lutássemos juntos, eu joguei algo simples.


Antonio: grimório dos golens, quinta forma, entortamento duplo. 


Ouvindo aquilo, a Dandara se preparou, eu estava na frente dela, e o Alef estava atrás, e no nosso movimento duplo, ela conseguiu se infiltrar no meio dos golpes certinhos, usando essa estranha forma de lutar sem nenhuma técnica e sem imagens certas para nos atacar, mas o que ela não sabia era que, uma das vantagens da quinta forma, era que ela permitia mudanças mais que as outras, e em um desses golpes únicos dela, eu a chutei na cara, de forma sem técnica, e isso pareceu desestabilizá-la o suficiente para o Alef a atingir em cheio, e depois, nós começamos a bater nela, sem consegui desviar ou atacar, não levou mais de 20 golpes para a Dandara levantar as mãos em rendição.


Dandara: chega, para, eu admito, você venceu.


Eu estava ofegante, feliz, mas ainda bem ofegante, eu me sentei no chão, pra pelo menos ficar na linha de visão dela, mas não aguentei o peso do meu próprio cansaço e deitei no chão. Nos dois arfamos, e ficamos ali, respirando, enquanto as defesas da quadra se desligaram aos poucos, depois de recuperar o fôlego, a Dandara falou.


Dandara: e aí, o que você achou?


Antonio: o que você quer que eu fale?


Dandara: voceeeeee…não tem nada a declarar?


Antonio: hummmmm, desculpa Dará, não sou bom em entender as coisas em lutas como o Brutus


Dandara: vaaaaaai, dá uma tentativa


Antonio: hummmmm, bom, se voce me permitir, eu posso dizer que, você tá muito feliz, mas não a felicidade é normal que eu já to acostumado, você taaaaaaaa, mais jovem, como se toda a infância que foi negada em você por ter sido criada naquela família horrível agora estivesse pra fora, e ela está muito feliz de conseguir ver a luz de novo.


Eu falei isso, ficando feliz vendo como a Dandara tava com um sorriso sereno, me dando certeza que eu tinha acertado, ao mesmo tempo que eu fiquei triste vendo como essa suposta “alegria infantil” começou a se esvair, quando ela se levantou e começou a se arrumar.


Antônio: mesmo que ainda esteja bem limitado


Dandara: limitado ou não, essa “alegria infantil” é uma das maiores conquistas que eu já consegui…


A Dandara falou isso enquanto segurava com força o próprio peito, não por medo ou estresse, mas por carinho, como se aquele sentimento, de alguma forma, morasse no seu coração, e sabendo bem a simbologia desses casos, podia estar vindo dali mesmo.


Dandara: por algum motivo, ele aparece mais quando eu estou lutando, não entendo o por que, mas eu sabia que você entenderia


Antonio: você teve sorte que eu entendi, como eu falei garota, não sou bom com entrelinhas.


E ouvindo aquilo, a Dandara se aproximou de mim, eu ainda estava deitado, então depois de um ponto ela precisou engatinhar, ela se aproximou bem devagar de mim, e ficou centímetros da minha cara, eu não recuei, não precisava recuar, não tinha do que ter medo, nós somos namorados, se ela quisesse me beijar, então que ela beijasse.


Dandara: não tinha entrelinhas aqui Antonio, eu só queria te mostrar minha alegria nova pra você, nada mais disso, e eu sentia que esse tipo de coisa não precisava de explicações.


Agente ficou se encarando por um tempinho, e com um toque delicado no rosto dela, eu a aproximei mais, e a levei para um beijo bem demorado, eu achava engraçado e fofinho como agente ainda dava beijo de criança um pro outro, mas nenhum de nós dois parecia disposto a mudar isso e nem incomodado, então só continuávamos fazendo isso.


Dandara: eu te amo


Antonio: eu amo mais


Dandara: nesse caso só vamos aceitar que, nós dois nos amamos muito


António: posso viver com isso.


E nos levantando, nós nos preparamos pra ir pra casa, pois aquela doida havia me chamado pra ir lá às 6 da manhã.


Antonio: sabe Dandara, a cada dia que passa, mais eu começo a pensar que eu que sou o “são” da nossa relação


Dandara: voce só “acha”? eu tenho certeza


Antonio: bom, “doida da relação” agente se vê na próxima


Dandara: ta bom, agente se vê logo então “são da relação”.


Sorrindo, me despedi dela, preparado pra dormir um pouco mais, apenas para não ter problemas pro resto do dia.


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