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Curioso Felino 2🌻
❄️⛲Primeira grande viagem⛲❄️
1867 palavras • 10571 caracteres • ⏱ 7 min 28 s

❄️⛲Primeira grande viagem⛲❄️

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Foi bom eu ter escutado o barman da “árvore de halloween”, por que assim que as férias acabaram, eu fiz algo que eu queria fazer a muito tempo. Eu cavalguei um bom tempo com o Zorro, e depois da corrida que tive, minha bunda (que a proposito já era muito resistente) ficou muito mais dormente, então eu cavalguei sem muitos problemas não para o território fada, mas para um lugar além das fronteiras dos dois territórios, um lugar que os reinos chamavam de “terra de ninguém” que tinham muitos vilarejos pequenos, grandes animais e monstros absurdamente grandes, mas além de tudo isso, também tinham os pontos turísticos, como aquele que eu iria visitar dessa vez.


Eu tentei não pensar muito nas coisas que tavam acontecendo na minha volta, mas quanto mais eu cavalgava com o Zorro, eu vi golfinhos ao meu redor, e quando olhei pro chão, vi que eles eram golfinhos que nadavam na terra, haha, quilo era tão maneiro que eu quase esqueci o quanto aqueles golfinhos eram perigosos, mas eu me lembrei bem a tempo e consegui escapar de uma luta bem complicada.


Não levou muito tempo pra eu chegar no lugar que eu queria, levou segundos para chegar na grande terra dos gêiseres inversos, o lugar era gelado, gelado a ponto de tudo ser congelado em toda parte. 


Bem longe, era possível ver uma grande montanha, feita de gelo puro, duro como diamante, enquanto que mais distante, era possível ver um grande chão de gelo que tentava se formar, enquanto grandes bolhas de calor destruiam o gelo, apenas para ele se reconstruir mais forte, enquanto um som absurdamente satisfatório da água quente instalando o gelo era feito. 


Aquele não era o show original, e até o gelo ficar totalmente congelado, e sem nenhuma chance da água derrete-lo, enquanto tivesse imperfeições, e pontos onde o gelo fosse derretido, nada aconteceria. 


Ainda tava muito cedo pra qualquer um aparecer ai, mas eu fiz aquilo de propósito, eu queria ter um tempinho comigo sozinho com aquele som, primeiro apenas por aquele som ultra satisfatório sozinho, mas depois, o lugar era todo frio, não tinha nenhum guaia ali, porque no fim aquilo era um ponto de desastre natural para muitas pessoas, e era por isso que eu queria ir ali.


Olhando pra cima, eu vi, ficando com um medo absoluto quando vi o que estava acima de mim, algo que parecia ser 40 milhões de litros em água fervente, cada uma com mais de 1000 graus celsius em cima de mim, apenas esperando uma deixa pra cair em minha cabeça, mas tentando manter a cama eu comecei a montar minha cabaninha de acampamento dali, e comecei a esperar lendo um livro enquanto ainda curtia o som do gêiser se preparando, e quanto menor o som ficava, mais eu sabia que a hora de começar já estava chegando, e vendo que iria demorar ate o que agente queria começar, o Zorro deitou também.


Eu li o livro por quase 2 horas, e nesse tempo, um grande grupo de adultos como eu tinham chegado lá também, primeiro tinha chegado os moços que foram construir suas barracas, depois foram os adultos solitários, e beeeeeem depois, os adultos que levavam crianças, (que podiam ser seus filhos, netos ou outra coisa) chegaram também.


Eu não comprei muita coisa, só umas coxinhas, alguns refrigerantes, umas pipoquinhas, e um salsichão, junto com espetos de coração de galinha flambado, o espeto era muito bom, ele não tinha o direito de ser tão bom assim, ele era bom, eu fiquei viciado naquilo rápido, mas eu consegui me controlar antes que eu gastasse todo meu dinheiro com comidas.


O meu último dinheiro “gastável” eu usei pra comprar uma lembrancinha, nada absurdamente caro, só um enfeite de chapéu que era caro pra caramba, mas considerando tudo que eu vi lá, sentia que tudo valeu a pena no final.


Era interessante como eu não era o único adulto solitário ali, e que eu nem era o único adulto que apenas aproveitava a vista do lugar e não conversava com ninguém. 


Muitos adultos ficavam ali, apenas vendo o gelo do chão ficar cada vez mais forte, ou ouvir o som totalmente relaxante do chão estalando junto da água fervente. 


A maioria dos jovens estava enfurnados em seus espelhos portáteis, e por mais que eu admitisse que espelhos portáteis eram úteis pra 1001 situações, aquele era o momento em que eles deviam aproveitar a vista, não ficarem fissurados no celular, mas eu não era o pai deles, então apenas aproveitei o momento, até parecer que já estava começando. 


O gelo começou a ficar mais liso, e logo, quando gotas de água caiam do céu, elas não derretiam o gelo, mas sim eram congeladas e ajudavam a grande camada de gelo a ficar ainda mais forte do que antes, era impressionante mesmo.


E quando eu olhei pra trás, vi que existia uma grande multidão atrás de mim, uma multidão que me deixava nervoso, mas pelo menos um nervosismo que eu conseguia aguentar. 


E vendo aquilo, eu fiquei feliz de ter ouvido o aviso do Barman, porque se o clima tava rui, a maioria das crianças voltou a escola e os adultos, nessa época estavam fazendo hora extra em seus subempregos, e tinha tanta gente ali, apenas imaginar a quantidade de pessoas que apareciam quando era época de férias, me fazia imaginar que aquele lugar inteiro virava um literal mar de cabeças que ficava difícil até mesmo de respirar. 


Tentei não imaginar isso, porque apenas imaginar já tava me fazendo passar mal, eu decidi me focar de novo no geiser, ficando feliz que parecia que estava começando, e os adultos com crianças perceberam.


Adulto: crianças, crianças, venham


Criança1: o que foi vô José


Adulto: venham logo crianças, já está começando


Quando o evento começou, os adultos solitários ligaram gravadores, e outros como eu já reparam fotos mentais, enquanto as crianças entediadas e sonolentas acordaram quase na mesma hora, todo mundo ficou empolgado.


Eu olhei atentamente a tudo, eu não queria perder nada. Então, igual um duelo, todo o chão ficou completamente cristalizado em um gelo tão liso de que dava pra quase patinar nele, então, a água turbulenta e escaldante do lado de cima, começou a fazer explosões cada vez maiores, e começar a explodir para o chão com muita força.


As primeiras gotas de gelo não passavam de um teste, sempre eram, mas diferente das outras vezes, às gotas agora esfriaram de forma tão rápida que elas se transformaram em gelo antes de sequer acertarem o chão, ou melhor, elas viraram uma neve que foi levada sem esforço pelos ventos fortes daquele grande ambiente, era algo tão surreal, que em segundos, uma grande tempestade de neve foi criada onde todos estavam, eu tirei muitas fotos mágicas naquele momento, mas não importa quantas eu tirasse, não parecia ser o suficiente e o espetáculo real nem começou de verdade.


E além daquele grande espetáculo de gotas, o grande mar escaldante parado no céu ficou agitado e nervoso, até começar a esguichar a água com toda a força no chão, essa era a parte dois, mas apesar de conseguir ser bem mais poderosa e bem mais quente que as gotas de água, ela apenas se transformou em um pilar de gelo que não quebrou.


A cada pilar de gelo novo, a demora para ele ser congelado pareceu criar uma grande escultura, principalmente no meio daquela nevasca, algo que deixou todos bem animados e curiosos para saber qual imagem seria, porque toda vez era algo diferente. Dessa vez foi um nó, mais especificamente, cada jato de água conseguiu criar uma grande estrutura que sustentou um nó de gelo gigante chamado “o punho do macaco”. Eu já tinha ouvido, lido e pesquisado sobre aquilo, mas ver aquilo de forma real na minha frente era além do inacreditável. 


Era como se a lógica em si tivesse sido destruída na minha frente, mesmo que fosse o completo oposto disso, a lógica era a única coisa que fazia todo esse acontecimento possível, pois como aquilo poderia ser possível, sem o fato de que, tudo, e literalmente tudo que foi criado nesse mundo, era tão pesado, tão leve, tão forte ou tão fraco quanto A Criadora desejou? Sim, sim, pensar naquele jeito me deixou bem mais calmo, o que foi ótimo, já que o evento principal estava quase começando.


Então, a maior fonte de calor chegou, depois de todos os ataques falhos, todo o calor da água se concentrou em um único ponto, o ponto que ficava bem em cima da montanha de gelo gigante. E pra variar, todos em volta de mim estavam sentindo um calor absurdo, o que não era surpresa pra mim só pensando na quantidade de calor aquela água estava acumulando, a ponto da água transparente ficar vermelha brilhante igual a um reator, me fez já colocar o frio dos meus mantos de mago no máximo, e o fato de eu estar suando, me fez pensar que no fim, nem foi o suficiente.


Então, o jato de água foi feito, um jato de água tão poderoso, mas tão poderoso, que parecia bem mais um raio laser que um jato, e de forma simples, o geiser fez o seu trabalho e congelou a água assim que a água fervente a acertou. E infelizmente, começou, todo o frio na parte de baixo foi absorvido, a ponto do chão todo congelado desde que eu chequei, se quebrasse e derretesse, jogando um monte de vapor no meio do caminho, até deixar apenas uma terra dura, cheia de fendas exalando fumaça quente e toda rachada por todos os lados.


E olhando para a montanha, vi que ela virou uma fenda imensa, onde a água do geiser deveria sair, mas aquela água entrou no geiser até o fim. Então, todos nós olhamos pra cima ao mesmo tempo,  vendo como a água que estava borbulhando de calor a alguns segundo atrás ficou tão fria que o céu inteiro parecia ter se transformado em gelo.


Na mesma hora, eu diminui o poder do meu manto de frio ao mínimo, porque o lugar estava tão frio agora que as pessoas reclamando do calor a alguns segundos atrás agora estavam tremendo e congelando aos poucos, implorando que o calor voltasse.


Já eu, eu olhei pra aquilo por um bom tempo, tirando fotos, fotos e mais fotos mentais, ansioso para mostrar aquilo pra todo mundo quando tivesse a oportunidade, ao mesmo tempo que sentia como nenhuma foto iria fazer jus a coisa real, mas ao mesmo tempo, poderia dar uma ideia ótima da coisa real, e pensando em tudo isso, eu comecei a arrumar minhas coisas pra sair, pois marcando aquilo fora da minha lista de desejos, pensava como aquilo era apenas o começo.


Enquanto eu subia no Zorro e cavalgava com cuidado até a minha casa, pensei como eu tinha muitos lugares pra ir, mas também tinha muitas pessoas para ver, eu falei bastante com o Brutus, e com meu pai, e eu sinceramente me arrependi de forma profunda de ficar tanto tempo com o meu pai, mas para as pessoas que iria ver naquele ano, eu tinha certeza que não iria me arrepender, nem um pouco.


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