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Curioso Felino 2🌻
😡😤🤯não mais um filhote🤯😤😡
2970 palavras • 16687 caracteres • ⏱ 11 min 53 s

😡😤🤯não mais um filhote🤯😤😡

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AVISO, CAPITULO LONGO, QUASE 3000 PALAVRAS


Não sabia porque, mas eu senti que tinha algo de estranho comigo, não era puberdade, eu já tinha passado por esse momento sombrio na minha vida, mas era realmente estranho, meu corpo ficou muito diferente, graças a todas as viagens que fiz, mas enquanto estava em casa num desses dias, uma ideia louca veio na minha cabeça. 


Enquanto andava pelos corredores, procurando o meu alvo, me sentia extasiado, intoxicado com meu próprio poder, minha respiração estava me chamando para a aventura, minhas mãos agarrando meu cajado desejavam sangue, e minha mente e coração, minha lógica e minhas emoções estavam alinhadas, o que era tão raro que eu sabia que era algo absurdamente sério.


Eu estava em casa, depois de um descanso merecido depois do grande almoço que tive, mas com o poder que eu tinha, eu vi Pedro, meu irmão mais velho, entrando na sala, e eu caminhei calmamente até ele, enquanto ele mesmo não parecia perceber o que tava acontecendo comigo.


Pedro: oi maninho, o que foi?


Antônio: Pedro, eu quero lutar com você.


E mais uma vez, a minha voz mudou, muito, mas não estava com medo, não dessa vez, por que eu sabia perfeitamente bem por que ela mudou tanto dessa vez, e com uma mudança bem sutil em seu rosto, meu irmão olhou pra mim, com uma forma que nunca o vi me olhar, e de alguma forma, retribuir o olhar.


Então eu senti, minha magia metálica e com peças precisas reagindo ao poder bruto dele, criando uma cena equivalente a duas tsunamis imensas batendo de forma violenta uma na outra. E por fora, os olhos de meu irmão brilhavam em vermelho, enquanto os meus, eu chutei que provavelmente brilhavam em azul, e depois desse pequeno teste, que pareceu durar uma eternidade, meu irmão parecia ter se decidido de alguma forma, e me falou.


Pedro: siga-me, desafiante.


Não sabia se aquela troca de palavras simples deveria significar alguma coisa, mas por garantia, já estava preparado caso ele me atacasse de surpresa ou algo do tipo, mas enquanto saíamos de casa e fomos até nossos cavalos, ele não fez isso.


O corcel do meu irmão, era idêntico a ele no sentido de aparecia, alto, musculoso e super poderoso. A ressonância mágica onde o Zorro parecia estar apenas na metade ou no começo no pio caso, o cavalo do meu irmão já estava no ciclo completo.


E parecido com o cavalo do meu pai, o cavalo do Pedro era preto, mas com os cascos peludos, e com uma crina toda vermelha neon, tão longa que balançava sempre que ele chacoalhava a cabeça.


Pedro: acha que tá pronto pra acompanhar o Tornado?


Antônio: não, mas vou tentar mesmo assim


Pedro: era isso que eu queria ouvir.


Então, batendo com seus calcanhares, de forma até gentil nas costelas do Tornado, o Pedro disparou na minha frente, com uma velocidade tão absurda que eu tive que bater rápido no próprio Zorro para conseguir acompanhá-los a tempo, eu só não esperava que o Zorro tivesse ficado tão rápido.


Foi engraçado ver como eu acompanhei de forma tão calma meu irmão, não era apenas velocidade, mas controle em si, eu conseguia desviar de forma perfeita toda vez que ele entrava em uma curva complicada com pouquíssimos problemas.


O tempo total da corrida, foram apenas 10 segundos, 10 segundos, que na minha visão, foi pelo menos 5 minutos, não por que pareceu demorar, mas a minha própria percepção ficou tão absurda que eu consegui perceber cada detalhe daquele peculiar caminho de alta velocidade, vendo as ruas, pessoas e grandes artes naquele mundo doido que meu irmão entrou junto de mim.


Quando paramos, eu me apoiei no Zorro, tentando recuperar o fôlego levando apenas poucos segundos para eu voltar ao normal, menos dos 10 que levamos pra chegar ali.


Quando desci, olhei meu irmão, e ele estava olhando de forma orgulhosa pra mim.


Pedro: olha só, será que o gatinho cresceu o suficiente para conseguir rugir como um leão?


Antônio: por que não experimenta?


Pedro: lá dentro maninho, lá dentro.


Eu entrei então no estranho prédio depois de prendemos o Zorro e o Tornado lá dentro num curral seguro. O lugar era bem simples, era uma grande arena simples, muito parecida com a arena de um grande estágio, mas o poder que exalava dela, junto do que era possível ver como os dentes, unhas, e outras coisas dos outros competidores abaixo da areia, dava pra mostrar que aquele não era o lugar de amadores.


Antônio: esse lugar fede a sangue que nem mesmo secou


Pedro: ótimo, por que você tá prestes a por seu próprio sangue no meio dele


Antônio: e eu vou derramar o seu, maninho


Pedro: é, assim eu espero.


O centro da arena era simples, como todo o resto, parecia uma grande arena antiga de gladiadores. Não tinha juízes, mas o Pedro não precisou falar muita coisa, quando ficamos frente a frente um pro outro, ele desembainhou a própria espada e tentou me atacar. 


Eu já esperava por isso, então, arrancando meu colar do pescoço (o segundo, sem ser o de girassóis) e transformando ele em meu cajado, eu invoquei na hora um gigantesco Golem e pedi que ele me protegesse com tudo que conseguia, eu senti os primeiros impactos do golem, e já senti um grande orgulho pelo que eu fiz, o que eu conquistei não era nem de longe pouca coisa, mas me concentrei mais logo em seguida, sabia muito bem que isso nao ia segurá-lo por muito tempo, então me preparei.


Ok, agora o resto do tempo iria colocar toda a luta em perspectiva, colocar golens normais e até fortes para lutar com meu irmão era inútil, seria como por formigas pra lutar com um dinossauros. Então, tirando a coluna de Golem do Alef do meu subespaço, eu fiz ele flutuar, concentrando uma grande quantidade de poder nela, e enquanto eu invocava, bem devagar cada parte do Golem e os encaixava com bastante poder parte por parte, eu sentia tremores cada vez mais pesados vindo da parte de fora do lugar, porque o Pedro estava esmigalhado o Golem narciso que invoquei, eu sentia os tremores, sentindo como ele estava tentando passar pela defesa, vendo como o Golem se reconstrói de forma quase instantânea e em momentos nem isso parecia bastar, e depois ele tentou cavar pra me pegar por baixo, apenas pra ver que o Golem me protegia por baixo também.


Eu montei aquele Golem especial o máximo de tempo que eu consegui, graças ao Golem de defesa gigante que levei tanto tempo pra criar, eu consegui ficar seguro por 5 minutos, notando de cara que não iria conseguir criar o Golem no tempo que eu queria.


Quando os 5 minutos de proteção acabaram, o meu irmão criou uma fenda para me pegar, e no meio do seu golpe, ele foi cortado bem no peito. Eu não queria desperdiçar mais magia do que necessário, então só levei o meu Golem maciço para dentro do meu subespaço e deixei o Alef(a forma como eu chamava a joia da alma que criou o golem) se manifestar por completo.


E não ironicamente, eu não vi o Pedro sangrando, mas vendo como tinha uma marca no peitoral da armadura dele, de alguma forma, eu já me considerava bem sucedido, por menor que fosse meu dano nele.


Pedro: brinquedinho legal


Antonio: se eu tivesse terminado os 10 minutos para montá-lo, você estaria morto


Pedro: sei sei, pode repetir isso se quiser.


Então o Pedro foi pra cima do Alef, mas quando ele começou uma de suas técnicas, o Alef usou a dele.


Wooooooooow, eu sabia que meu irmão era forte, mas ver o poder dele de cara agora, eram tão diferentes, não era só mais um poderzinho legal, agora eu conseguia ver o que tava acontecendo, eu conseguia entender os golpes do meu irmão.


O Pedro apertou a bainha da espada dele com tanta força, que a espada amoleceu, como se tivesse derretido, e conseguindo a forma da ariranha, então, uma ariranha gigante que parecia estar saindo direto de um lago. Já o Alef, estava criando algo totalmente intencional com a magia, enquanto sua própria lâmina explodia em poder, fazia parecer que um grande jacaré estava indo de cima pra baixo até eles.


Em algum momento, o corpo dos dois desapareceu, o poder englobou tudo, e apenas a impressão da ariranha e o grande crocodilo, lutando em um lago, restou. O Crocodilo lutou com a ariranha com tudo, ele tentou mordê-la, mas a ariranha era forte e feroz, e chegando de forma escorregadia, ela passou pelo crocodilo, e o mordeu em vários lugares, arrancando sua pele toda blindada, e até tirando sangue dele.


Mas o crocodilo nem ligou e apenas continuou batendo, girando, rolando e rugindo. Até ele conseguir passar por cima da ariranha, e conseguir mordê-la pela pata, girar, e quase arrancar a pata dela, mas a ariranha escapou em segundos. 


Eu pensei que o Alef, ou melhor, o jacaré, iria ganhar, mas eu tinha esquecido que eu tava lutando com o meu irmão, e a ariranha, que a alguns segundos atrás, estava sozinha, pareceu dar um grito de ajuda, e logo, um grande bando com mais de 20 ariranhas apareceu. Já sabia o que iria acontecer, então eu coloquei minha própria armadura e coloquei uma lâmina no meu cajado, tudo enquanto eu ouvia o Pedro falar, com a voz mais sinistra que já ouvi a própria técnica.


Pedro: caminho selvagem, quarta forma, carnaval faminto.


E as ariranhas atacaram o jacaré com uma brutalidade tão grande que eu já tava preparado pro Pedro vir pra cima de mim, mas então eu vi, o jacaré não foi destruído, não completamente, ele tava sendo destruído bem devagar, mas ele não desistiu, ele rolou, ele mordeu, ele bateu em todas as ariranhas que conseguiu, a cada golpe, ele se destruía, sangrava e tinha pedaços arrancados em cada golpe, mas ele ainda bateu em cada ariranha, e quando ele caiu, 5 das ariranhas estavam incapacitadas, não mortas, mas incapacitadas.


Então, eu vi, um grande disparo, indo bem na minha direção, e fiquei feliz de ter gastado tanto tempo em minha armadura, por que mesmo com a lâmina de meu cajado no lugar, mesmo com minha armadura na forma mais forte possível, quando meu irmão bateu em mim, senti como se meu corpo inteiro chacoalhasse por dentro, mas eu resisti, e quando agente se afastou um pouco, ele tentou perfurar minha cabeça, mas com um golpe lateral, tirei a lâmina dele do caminho, e com um movimento de mais, ele tentou um movimento lateral, tadinho, ele tinha esquecido que aquilo era um cajado, não uma espada.


Antes dele entender o que aconteceu, a lâmina do meu cajado disparou na cara dele e o cortou, e com um golpe perfeito, eu dei uma cacetada com o cajado sem lâmina na cabeça dele, mas pelo que parece, ainda não sabia bem o quão forte meu irmão era, pois em um golpe, ele cortou minha armadura em um golpe lateral para a esquerda. 


Comecei a tossir sangue, mas não por que ele tinha cortado a minha carne, mas por que o impacto da lâmina dele era tão grande, que mesmo não passando pelo manto do meu corpo, ele conseguiu um impacto grande o bastante pra quebrar minhas costelas, mas algo que me deixou mais tranquilo, foi ver que o Pedro estava com feridas graves, ossos aparecendo nos braços e nas pernas, o capacete arrancado, e uma fenda no peito, se eu não soubesse que era o Pedro, até ficaria um pouco preocupado com ele.


Então, com o que ainda restou do Alef me ajudando, comecei um duelo com o Pedro, e era impressionante, apesar dele estar bem mais machucado, ele não ficou nem um pouco menos letal, enquanto que, pelas costelas quebradas, eu tinha que usar uma magia constante pra não acabar perfurando meu pulmão e perder por sufocamento, e deixando bem mais fraco.


Eu lutei o máximo que pude, mas com o tempo, minha magia começou a vacilar, eu comecei a dar passos para trás e o próprio Alef parecia estar se desativado, e no momento final, meu irmão preparou mais um estilo de ataque, mas felizmente, ele não pensou que eu tinha mais de uma carta na manga pra lidar com ele.


Antônio: grimório dos golens, terceira página, impacto foguete.


E de forma absurda, eu ativei vários foguetes em meus braços, fazendo meu cajado criar e disparar um grande punho metálico em chamas bem na cara do Pedro. E ele reagiu com sua própria fórmula.


Pedro: caminho selvagem, sétima forma, expulsão de rival.


E com mais uma estocada, Pedro tentou passar pelo meu punho, mas ele se impressionou vendo que o punho não era sólido, pelo menos não para colisões, ele se desfez na parte que a lâmina dele encostou, ele ainda tentou um golpe, onde ele deu mais de 10 estocadas em lugares diferentes em meu punho, e ele se desfez, mas segundos depois, ele se reconstruiu de forma sólida apenas para se solidificar por completo na cara do Pedro.


Eu não deixei minha guarda baixa nem por um segundo, e mesmo assim, fiquei impressionado em ver que o meu irmão aguentou aquele golpe intenso no rosto e ainda terminou o próprio golpe, a estocada, que parecia ter sido evitada, acabou seu caminho e me atingiu na cara, foi tão inacreditável, que não acreditei que meu irmão acertou o golpe, mesmo depois de ter meu capacete perfurado e meu crânio rachado em dois. 


Enquanto voava pela força do impacto, tive que dividir minha magia restante para impedir que o meu corpo colapsasse pelos dois ferimentos, doia, mas não ironicamente, eu conseguia aguentar a dor muito bem, talvez por que eu estivesse diminuindo a dor com minha magia, mas quando eu olhei pra cima, vi a lâmina do Pedro, cheia de sangue, desgastada pelos golpes anteriores, apontada pro meu capacete quebrado. 


Olhei pra cima, e o olhar do Pedro estava mais claro do que tudo “acabou a brincadeira” mesmo que, ironicamente, não tivesse mais brincadeira, eu estava na última gosta de magia, se tentasse qualquer outra coisa, eu ia acabar desmaiando pelos ferimentos.


Pedro: você desiste?


Antônio: eu desisto.


Não tava com vergonha, nem um pouco, eu tinha feito muitas coisas, muitas mesmo, eu nunca vi meu irmão usar aquele tipo de poder e força contra mim, eu estava até mesmo orgulhoso em fazer ele levar a luta tão a sério assim.


Pedro: vai, come isso, você vai se sentir melhor.


Quando olhei o bolinho, tinha certeza do que era, e mesmo com dor, eu comi, e depois de sentir a energia e poder do bolinho passando por cada resquício do meu corpo, até chegar aos ferimentos das minhas costelas e do meu crânio, e curá-los de forma quase instantânea, mas eu sentia, através da dor, que eles não estavam totalmente curados. Hehe, a comida especial dos Vampiros era incrível mesmo, não é atoa que o Pedro queria tanto ir pra pa. Meu irmão me ajudou a levantar devagar, e falou.


Pedro: ok, agora só tenta não pegar pesado pelo resto do dia que os ferimentos vão se consertar amanhã de manhã


Antônio: mais alguma coisa a dizer?


Depois de eu falar aquilo, o Pedro olhou para um lugar distante, e depois me fez ver algo.


Pedro: olha o que você fez.


Então eu vi, marcado no chão, estava o ponto onde eu atingi o Pedro com o punho de chamas, eu via, a areia atingida pelo fogo ficou tão quente que havia se tornado vidro, e pelo que eu via, todo o ponto de explosão da técnica, com exceção da parte que estava nas costas do Pedro, estava transformada em vidro, não sei o que era mais imprecionante na minha cabeça, o dano do meu golpe, ou o nível de resistência do Pedro.


Pedro: você com certeza não é mais um filhote, acho que você não precisa mais da minha proteção


Antônio: todo mundo precisa ser protegido de uma vez ou outra


Pedro: estou falando constantemente, eu consigo ver como você tá cada vez mais perto de sua tão querida independência, mesmo que você encontre pessoas que irão encher seu saco, sinto que agora você vai ficar bem


Antônio: se eu recebi a sua benção em relação às minhas habilidades, sei que todo o meu esforço não foi inútil.


Pedro: mas não faz corpo mole só por que eu te aprovei


Antônio: muito pelo contrário maninho, depois disso tudo, eu tô mais determinado do que nunca a ficar ainda mais forte…maaaaaaaaaaaas, agente pode fazer isso outro dia? Eu já tive a minha dose de adrenalina e batalhas por hoje


Pedro: com certeza, com o que você ainda vai fazer amanhã, tenho certeza que você vai ter um pouco de calmantes pra dormir como um bebê a noite


Antônio: eu espero pelo menos.


Então, nós saímos da arena, caminhando de forma normal por causa dos meus ferimentos, e eu fiquei muito impressionado vendo que levamos quase 1 hora pra voltar pra casa…wow, só WOW. Eu sabia que tinha ficado forte, mas não sabia que foi tanto assim, conseguir andar uma distância tão grande em segundos, nem sei como meu corpo existiu a isso…ver esse tipo de coisa me fez pensar se, não era eu que era fraco, meu irmão que era muito forte…mas apaguei esses sentimentos, nada era desculpa, se meu irmão que era o mais forte, ou se eu que era o mais fraco, as coisas continuavam iguais, eu tinha que me esforçar, tinha que estudar mais, e me aprimorar mais pra vencê-lo, e até agora, isso não mudou, e talvez, só talvez, amanhã a minha magia fique ainda melhor do que ela já é, tudo graças a uma Psicomaga muito especial.


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