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Curioso Felino 2🌻
🫨😨🥳!CORRE!🥳😨🫨
1829 palavras • 10533 caracteres • ⏱ 7 min 19 s

🫨😨🥳!CORRE!🥳😨🫨

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Quando acordei na manhã seguinte, desci pra comer com a família de Saytus, chegando na sala e vendo uma variedade de insetos marrons e de frutas brancas amareladas do lugar, e se pensar duas vezes, eu escolhi as frutas, ficando impressionado que as frutas tinham gosto de ovos cozidos, hummm. Enquanto comia, senti a tensão no café da manhã, as criancinhas que estavam tão animadas ontem tavam bastante tensas, e a Saytus apenas me preparou.


Saytus: não liga pra isso não, é normal ficar tenso assim antes do grande momento, guarde essa atenção pra quando estiver correndo de Triceratops furiosos sem nenhuma magia


Antonio: sim senhora.


E depois do lanche, nós fomos ao campo de corrida, e eu me impressionei com o que vi, era um campo beeeeem complexo, muito mais complexo do que eu esperava. 


Um campo cheio de certados enrolados por toda a grande cidade, enquanto no lado de fora desses cercados, existia uma multidão imensa de pessoas, querendo ver sangue, enquanto os triceratops estavam super irritados na parte de trás, apenas esperando a cerca os prendendo ser solta. (Sério, era sinistro ver aquilo, aqueles triceratops pareciam não ficar satisfeitos até empalarem no mínimo 10 participantes até o fim do dia, e isso me deu uma motivaçãozinha extra.)


Eu já estava em cima do zorro, junto de todas as outras raças que não eram duronas o bastante pra sobreviverem a serem pisoteadas por aqueles triceratops, antes de participar dessa corrida, eu assinei um papel que dizia de palavras simples, “o reino das fadas não se responsabilizarão por danos físicos ou mentais, e que eu participei do evento por livre e espontânea vontade” e vendo tão de perto aqueles monstros na minha frente, eu questionava com todas as minhas forças se eu fiz a decisão certa. Em meus pensamentos de adrenalina pra achar a melhor solução possível, vi a Saytus preparada para voar e ter um desempenho através das asas, junto a outras fadas, e ele me falou.


Saytus: ai, que o melhor  corredor vença


Antônio: é, tomara.


Eu respirei o mais fundo que consegui,  olhei pra frente, e quando os triceratops foram liberados, eu corri, eu estava sem magia, e eu apenas podia bater nas costelas do Zoro com o calcanhar, pra fazer ele correr mais rápido, mas no fim eu não precisei fazer muita coisa, pois o Zorro entendeu bem rapido a urgência da nossa situação, e cavalgou na maior velocidade que já vi ele cavalgar, mais rapido até que das veses que agente fugia dos maremotos brancos.


Eu quiquei tantas vezes que eu apenas agradeci por ter uma sela, e com a corrida, tirando a areia que acertava minha cara constantemente, eu estava gostando muito daquilo, mesmo sem a magia. 


Atrás de mim eu sentia os triceratops correndo, por que os pisões deles eram tão poderosos que chegavam a causar terremotos, eu não me permitia olhar para trás, se eu olhasse pra trás, era bem provável que eu morresse de pânico.


Não foi surpresa pra mim que todos os corredores com cavalos sobreviveram por bastante tempo. Já o caminho da corrida, agente foi pra frente, fizemos giros em espiral pra baixo, giros em espiral pra cima, curvas fechadissimas, colinas inclinadas, e morros que desabaram bastante, e ainda demorou muito pro primeiro cavaleiro começar a cair.


Então algo interessante aconteceu, quando os cavaleiros mais atrás de mim quase eram pegos pelos triceratops, os cavaleiros mandavam seus cavalos destruir a cerca pra se salvarem da debandada, e pela forma do quão rápido a cerca foi consertada quando o cavalo de um dos meus competidores quebrou a cerca, começei a pensar que isso era algo bem comum naquele evento.


E quando vi que os triceratops estavam se aproximando, voltei a me concentrar na corrida, e corri com ainda mais velocidade, e depois de tanto tempo, eu apenas agradeci que as fadas tinham me dado um capacete para impedir que o vento ou as pedras acertassem meus olhos, cara, cavalgar sem magia era um saco.


Eu falei isso, mas quando olhei ao meu redor, vi que muitos cavaleiros ficaram pra trás e desistiram antes de serem pegos pelos triceratops. E ao meu redor, tinham apenas fadas voando em alta velocidade, com Saytus em meio as voadoras, e as mais duronas sendo fadas corredoras que nem usavam suas asas pra voar.


E a parte mais doida, era que as fadas voadoras ficaram pra trás deles, e elas não fugiam pro lado como os outros, eu voltei a olhar pra frente, tentando não pensar o que aconteceria com elas, grande erro, o som de esguicho, esmagamento e destruição de carapaças fez minha imaginação pessimista trabalhar a 1000 por hoa, eu imaginei as mortes mais horrendas para aquelas pessoas, enquanto eu apertava as rédeas do Zorro com ainda mais força, tentando correr ainda mais, e o mais doido era que o corsel aguentava aquilo, usando aquilo como incentivo pra correr ainda mais rápido, sabendo muito bem que meu aperto não era nada comparado com ser pego por aqueles triceratops.


Meu coração tava tão rapido naquele momento, que eu parei de ver tudo na minha volta, ele não estava mais tentando escapar pela minha boca, era mais como se ele tivesse tentando explodir pelo meu peito, eu respirei rápido enquanto eu olhava pra frente, “tente achar a lógica, tente achar a lógica”, e no fim, a logica não era muito grande, a unica coisa que eu precisava pensar, era seguir em frente, ignorar os triceratops, ignorar a multidão de pessoas gritando, ignorar até os outros competidores que estavam comigo, “apenas se foque na estrada, não tem nada além da estada”.


Eu fechei os olhos com cuidado, os abri com muita calma, até que eu vi, me fazendo uma auto-hipnose, consegui tirar todas as distrações do caminho e comecei a correr com tudo, porque agora, não tinha uma única distração em minha mente, havia apenas a estrada de terra, em um campo de pradarias verdes, sem animais, e com um ceu azul lindo, com nenhuma nuvem no ceu, e com um sol que iluminava de forma linda tudo a sua volta. 


Então assim eu cavalguei, agraciando o vento e a areia em minha frente, jogando minha bunda pra cima, pra ela parar de quicar na cela, e me inclinando na frente, pra diminuir o máximo que eu conseguia a resistência no ar naquele momento.


Tudo pareceu ficar tão calmo do nada, era bizarro, mesmo depois de todos os feitiços que eu aprendi, ter poder pra fazer aquele espaço de calmaria em minha própria cabeça era doido demais até pra mim, a estrada sequer parecia estar em várias voltas, parecia ate que ela tinha se tornado uma simples estrada reta, mas uma coisa que não mudou é que a linha de chegada continuava ali, e como se eu atravessasse um portal pra um lugar desconhecido, quando passei pela linha de chegada, a hipnose acabou, e foi quase como voltar ao mundo normal, o Reino das fadas, cheio de adoração, alegria e muita festaa. 


Aaaaaah, acabou, levou um tempinho pra eu mesmo entender que tinha acabado, a ponto que eu não tinha parado de correr e que ainda tinha mais 3 pessoas na minha frente, com a Saytus estando em segundo, algumas fadas trabalhadoras até tiveram que me segurar antes que eu batesse em alguma coisa, mas eu ainda estava com muitos problemas pra entender tudo a minha volta, quase como se meu cérebro tivesse se desconectado do meu corpo.


E enquanto ainda estava meio aéreo, mais pessoas chegavam, fadas, sapiens, gigantes encolhidos, Vampiros, trolls, ogros, tava todo mundo ali, e eu continuava lá, parado, tentando absorver o que acabou de acontecer até que a Saytus foi até mim, preocupada comigo


Saytus: Antonio, você tá bem?


E como se a realidade finalmente batesse em mim, eu comecei a rir, foi uma risada fraquinha no início, mas com o tempo, minha risada ficou cada vez mais forte, até eu começar a gargalhar com toda a força em meus pulmões, e gritar.


Antonio: ISSO FOI FANTÁSTICO.


 E como se já soubesse bem o que eu queria dizer com isso, a Saytus sorriu e falou.


Saytus: sempre é, agora vem, vão entregar os prêmios da corrida.


E num pequeno pedestalzinho de madeira, eu vi uma fada, um gigante e a Saytus nos outros pódios, e comigo no quarto, vi que o pedestal so ia até o 10 lugar, o que sinceramente me deixava mal pelos carinhas que sobreviveram até ali comigo, mesmo que eles não parecessem ligar pra isso, e estarem apenas felizes de terem sobrevivido aquela corrida absurda, e considerando o que eu tive que passar pra me acalmar, eu os entendia.


Os prêmios de cada lugar foram muito maneiros, o primeiro lugar ganhou um ovo de dinossauro fertil, o segundo lugar já ganhou um dinossauro adulto, o terceiro lugar ganhou presas, garras e chifres perfeitos paa fazerem armas, e eu ganhei uma pele de um megalossauro super dura, resistente e que conseguia absorver uma grande quantidade de mana.


Saytus: gostou do prêmio?


Antônio: é claro, eu tenho a pessoa certa pra cuidar disso


Saytus: ainda bem.


E depois de participar de uma grande festa, onde todo mundo tomava sucos de frutas, e comia insetos imensos, eu voltei pra casa, cansado, e esgotado de mais de 10 maneiras diferentes, cara, eu não podia continuar fazendo isso comigo mesmo, eu tava vivendo todos os dias como se fosse o ultimo, eu precisava de uma pausa…eu cheguei a pensar nisso, pensar mesmo, mas eu não agi pra parar.


É, eu iria me odiar quando acordasse amanhã e não conseguisse sequer sair da cama, mas apesar de odiar minhas decisões do passado, eu não iria me encolher, eu precisava aceitar essa dor, então quando cheguei em casa, tomei banho, falei com minha família, descreve o quão insano foi o evento, com detalhes que fez cada um deles ficar agitado por osmose, eu tomei banho, fui pro meu quarto, e fiquei um bom tempo deitado, não estava pronto pra dormir, mas também não tinha energia pra fazer mais nada, eu estava num estado onde eu apenas queria relaxar, sem fazer mais nada, mas sem sono, eu apenas comecei a pensar nela.


Seu cabelo vermelho, sua pele rosinha, seu sorriso que ela lutou tanto para fazê-lo ficar em seu rosto de novo, e os olhos, os lindos olhos azuis dela que pareciam carregar o mundo por trás deles, mas que também carregavam uma grande chama, uma chama que levou muito tempo e em uma terra morta e cheia de tempestades absurda para ser acesa…e agora, a chama não parecia que seria apagada tão cedo…haaaaaaa, eu queria tanto abraçar aquela garota de novo, eu queria vê-la, eu queria passar mais tempo com ela, não importa o que eu teria que fazer, eu ia me encontrar com aquela garota amanhã, mesmo que eu tivesse que morrer pra conseguir isso, e considerando o quando meu coração parecia implorar por misericórdia pelo cansaço, talvez eu morresse mesmo.


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