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Curioso Felino 2🌻
🍝Apenas amigos, né?🍝
2424 palavras • 13882 caracteres • ⏱ 9 min 42 s

🍝Apenas amigos, né?🍝

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Minhas aventuras no reino dos Gigantes estavam bem longe de acabar, por que agora, eu estava com fome, e com vontade de comer algo muuuuuuito delicioso, e sem pensar muito em romance, eu já tinha o lugar perfeito para ir.


Em um dia de trabalho, quando o Brutus e eu já tínhamos voltado pra casa, eu chamei ele para um ponto específico e quase desértico do Reino Sapien, claro, eu tinha feito questão de perguntar pra ele se ele conseguiria participar do que eu iria fazer.


Antonio: ai Brutus, você consegue cavalgar na água?


Brutus: SE EU SEI!? Eu consigo cavalgar perfeitamente no mar azul branco e vermelho


Antonio: uau, o vermelho também? como você não foi intoxicado pela lava?


Brutus: eu aprendi uma técnica de respiração pra isso, como cavaleiro, eu fui preparado pra todas as situações possíveis


Antônio: que doideira


Brutus: por que?


Antônio: você vai ver…(respira fundo) me segue.


Eu sabia que ele não estava entendendo totalmente pra onde nós iríamos, mas mesmo assim eu o avisei, concentrei uma grande quantidade de poder nos cascos do Zorro, e ele me imitou, pensando que nós íamos disparar de forma inclinada pra cima, mas não, nos deparamos quase de forma reta pra cima.


E pra variar, ele estava tão rápido com aquele pônei de patinhas minúsculas que ele cavalgava, que eu precisava aumentar a minha própria velocidade constantemente pra não ser ultrapassado. 


Achei engraçado como ele não conseguiu acreditar na velocidade e na altura que ele estava pegando, o Brutus tava claramente surpreso que ele conseguiu chegar tão alto nos céus, então aconteceu, ele viu o ponto transparente do mar branco, e mesmo com todo aquele vento, o lobo conseguiu gritar alto o bastante pra eu ouvir.


Brutus: ANTONIO, O QUE É AQUILO!?


Antonio: O LIMITE DO MAR AZUL, E NÓS VAMOS ESBARRAR NELE!


Brutus: VOCÊ TÁ LOUCO!?


Antonio: CONFIA EM MIM!


E a resposta de Brutus foi apenas um grito de apoio, e quanto mais nós nos aproximamos, de novo o teto transparente se tornou branco, então eu avisei antes de atravessar.


Antonio: SEGURA A RESPIRAÇÃO!


Ele conseguiu segurar o fôlego na hora, mas ainda sentiu um grande impacto quando ele esbarrou nas fronteiras do mar branco, e mesmo com a velocidade que agente estava, demorei 7 minutos para chegar na superfície dessa vez, essa foi por pouco, um pouco mais e eu poderia ter me afogado. 


Quando chegamos à superfície de novo, precisei de alguns minutinhos para recuperar meu fôlego, mas mesmo saindo lá pelos 10 minutos, o Brutus parecia totalmente tranquilo, não tendo o fôlego nem levemente alterado. E sentindo um pouco de inveja, e depois de recuperar o fôlego, falei.


Antonio: cara, vocês cavaleiros são realmente diferentes dos meros mortais


Brutus: com o treinamento que passamos, fica até difícil de nos chamar de mortais como os outros


Antonio: ai, vem comigo.


Eu falei aquilo, mas o Brutus não me ouviu, ele ficou olhando o grande horizonte do mar branco, e na defesa dele, o lugar era realmente muito lindo, e pro meu alívio, ele estava tranquilo em cavalgar no mar branco também.


Brutus: desculpa, disse alguma coisa?


Antonio: sim, eu falei: vem, me segue.


E o Brutus me seguiu mesmo, agente cavalgou por um tempinho, e como era bem mais tranquilo naquele ponto do mar, agente conseguiu conversar de forma bem mais tranquila.


Brutus: você tá me levando pra uma arena?


Antônio: não, to te levando  pra um restaurante, um restaurante especial que é apenas para melhores amigos


Brutus: o nosso restaurante então


Antonio: isso aí.


E depois ele ficou quieto, ele com certeza queria me falar alguma coisa, mas ele se segurou, como se estivesse pensando com muito cuidado sobre o que iria falar.


Então, depois de cavalgarmos por por bastante tempo, agente chegou no restaurante, um simples restaurante barco, que ate deixou o Brutus impressionado, no topo dele, tinha um farol, um que eu usei para encontrá-lo primeiro. depois de chegarmos na parte de madeira fora do restaurante, amarramos o Zorro e o XXX(o pônei do Brutus) em postes ali, nós entramos no restaurante. Interessante como tinha cavalos e barcos ao redor do restaurante, pelo jeito não éra apenas nós que sabíamos aquela técnica.


Tinha todo o tipo de cliente ali, os chiques comendo pratos tão caros, os caipiras comendo montanhas de comida que parecia ainda estar viva, e até umas festinhas fazendo refeições em família. O lugar era grande o bastante para ter um espaço pra nós dois, então só encontrei uma mesa pra dois, e em segundos, um garçom veio até nós.


Garçom: bem vindos cavaleiros, o que desejam?


Antonio: vamos querer o cardápio da amizade.


O garçom entendeu o que eu estava pedindo e entregou um cardápio especial para nós dois. Tinha todo o tipo de prato estranho naquele cardápio, espetinhos de camarão, bife de crocodilo, ensopado de perna de sapo, salada de frutas de ninfa, e todo o tipo de arroz diferente, serio, existían tantos tipos diferentes de arroz que até mesmo eu estava em dúvida.


Antonio: eu vou querer o ensopado de sapo


Brutus: eu vou querer o bife de crocodilo.


Agente pediu ao garçom e ele saiu pra falar com o cozinheiro, e enquanto nós olhávamos ao nosso redor, agente se sentia bem relaxado, e enquanto eu olhava pro Brutus, finalmente cheguei a pensar em algo.


Brutus: quando foi a última vez que agente fez algo passifico assim?


Antônio: já tem muito tempo, desde que você se mostrou pra mim e quando você começou a aparecer do lado de fora sem ter vergonha de si mesmo, agente só começou a lutar e lutar. Você tinha muita coisa pra soltar, e mesmo que não quisesse admitir isso, eu também tinha muita coisa pra soltar


Brutus: então agente meio que se anulou, haha…você ainda tem vontade de lutar?


Antonio: tenho sim…mas não hoje, eu tava a fim de só passar um tempo com você hoje.


Naquele momento eu me lembrei daqueles tempos, dos dias da escola, onde algumas garotas da minha escola, e algumas da escola do Brutus pensavam que agente namorava, claro que agente não namorava, mas quando eu olhava ao meu redor, eu via que estava só eu e ele naquele restaurante, tendo um jantar em um lugar muito longe do território, e logo agente só iria comer e conversar. Quando alguém de fora visse isso, ficava difícil de contrariar isso.


Antonio: e ai? ta gostando daqui?


Brutus: e diferente de todas as coisas que agente ja fez, no bom sentido, esse lugar tem uma vibe diferente de tudo. Sem falar do território do mar branco em si, nem lembro se alguma vez eu ja vim aqui, hummmmmm.


O Brutus continuou falando enquanto ele esfregava o próprio corpo com muito carinho e emoção.


Brutus: o lugar inteiro tem uma energia ótima, é tão geladinho aqui que é como se todo o território estivesse em um ar condicionado, o cheiro daqui, cheiro que só pessoas parte animais podem sentir, é tão doce que sinto que posso ficar sentado numa cadeira, sem fazer nada, apenas respirando por várias horas, isso é o quão gostoso esse cheiro é pra mim, e a calmaria? aaaaaah, esse lugar é tão silencioso que eu tenho que me manter focado pra não acabar dormindo sempre que eu fecho os olhos


Antonio: hehe, agora entendeu por que eu e o Davi gostamos tanto de vir aqui?


brutus: não vou negar, as vezes quando vocês vinham aqui, eu olhava as coisas através dos olhos do Davi, mas ver o que ele passava e sentir enquanto controlo o corpo são duas coisas totalmente diferentes


Antonio: pera ai? Como isso funciona? Eu pensei que um de vocês dormia sempre que o outro estava acordado


Brutus: e o conceito ainda se conserva dessa forma também, a diferença é que eu estava parcialmente acordado, eu aprendi a fazer isso depois de muito tempo, e se o Davi aprendeu a fazer isso, ele não me mostrou.


Agente continuou conversando e o meu ensopado de sapo chegou. E por mais que eu tivesse pedido aquilo, eu fiquei algum tempo apenas olhando aquilo, enquanto o Brutus não teve nenhum problema em pegar seu bife de crocodilo. 


E por mais que eu amasse o Brutus, eu nunca iria me acostumar com a imagem dele comendo com talher e faça de forma mais chique do que a minha, a imagem das mãos absurdamente peludas e com garras enormes manejando talheres da forma que nem eu mesmo conseguia fazer não conseguia ser registrada em minha cabeça.


E depois de olhar pro meu próprio prato por um tempo e brigar com meu bom senso por mais um bom tempo, comi o primeiro pedaço, então, começou. O gosto…eu não consegui sentir o gosto diferente, aquela consistência, aquele sabor, tudo ali era tão diferente que parecia que a minha língua estava em chamas. O Brutus nem olhou pra mim quando eu fiz aquilo, ele me viu fazer aquilo tantas vezes que ele sabia que eu ia melhorar com o tempo.


Mas eu demorei muito mais tempo pra ficar bem daquela vez, eu mastiguei aquela perna de sapo até ela ficar o mais pastoso possível, e eu ainda não estava bem, precisei pegar outro pedaço, depois outro, e depoi outro, foi necessário 3 mordidas pra eu me acostumar. Eu fiquei respirando fundo por um tempo, então o Brutus finalmente me olhou, vendo agora como eu estava mal. Mas eu peguei outra perna de sapo, e comi, gostando do sabor, agora que minha língua se acostumou.


Antonio: ummmmm, parece frango, (mastiga) mas não é frango


Brutus: sério mano, algum dia você vai cuspir fogo se você comer algo novo demais


Antonio: sinceramente eu to supeso que isso não aconteceu ainda.


Depois de comermos, o garçom foi até nós, e perguntou.


Garçom: os cavaleiros vão querer mais alguma coisa?


Antonio: vamos querer dois mousses de maracujá com caldo de açaí e com sorvete por cima


Garçom: sim senhor.


O garçom foi embora de novo, e o Brutus apenas olhou pra mim com um olhar reprovador.


Brutus: depois de todo aquele perrengue com o sapo, você quer jogar no seguro né?


Antonio: e o que eu posso fazer? Não dá pra inventar muito nas sobremesas


Brutus: pior que é mesmo.


E em menos de 10 minutos dessa vez, nossas sobremesas chegaram, e depois de toda a batalha que eu tive com o prato de ensopado, comer algo totalmente comum, e que eu tinha tanta familiaridade com ele, eu senti minha língua quase adormecendo de tanto açúcar, do jeitinho que eu gostava, eu estava com uma cara de completo êxtase enquanto continuava comendo, saboreando, sentindo, e espalhando cada colherada em minha língua.


Tudo enquanto eu ainda achava engraçado como o Brutus não conseguia comer tudo, como sempre.


Brutus: sério? como você consegue comer isso?


Antonio: quer que eu termine o seu?


Brutus: sim, por favor.


E depois de terminar as duas sobremesas, nós dois dividimos a conta e saímos dali, um pouco cheios demais pra usar o método comum para voltarmos.


Antonio: quer caminhar um pouco antes de descer?


Brutus: com certeza.


E no final de tudo, eu caminhei um tempinho com o Brutus, pra esperar a comida descer, nós tínhamos caprichado na comida, por isso demoramos pra descer de novo pra não vomitarmos o que acabamos de comer, e quando estávamos prestes a descer, dei mais uma dica para o Brutus.


Antonio: ta bom, só me segue como na última vez


Brutus: ta bom.


Eu já tinha feito aquilo tantas vezes enquanto eu estava praticando o surfe no mar branco, que virei profissional. Eu diminui com cuidado a força dos cascos da frente do Zorro, fazendo ele deslizar com cuidado extremo para a parte de baixo do mar branco, por que quando o assunto era o mar branco, cair era muito mais rápido que subir, dessa vez, eu levei menos de 1 minuto para consegu ir pro outro lado, então, voltei a controlar o Zoro, o fazendo controlar os cascos através do vento, como se ele estivesse descendo uma colina bem íngreme que não tinha lugar pra apoiar as patas.


Ao meu lado, o Brutus estava deslizando com certa dificuldade, mas digamos que o medo do que poderia acontecer se ele perdesse a concentração e caisse lá embaixo, o deixava concentrado o bastante para conseguir me acompanhar.


Eu sempre amava isso, durou um total de 10 minutos, onde eu apenas deslizei com a maior velocidade do mundo até conseguir fazer o Zorro chegar no chão com muito estilo.


Eu estava ofegante, e depois de tudo que agente fez, até o Brutus estava ofegante. Então, pegando minha mochila, peguei duas cenourinhas, eu ia entregar uma pro Brutus, mas ele recusou.


Brutus: foi mal mano, ela apenas gosta de peras


Antônio: então tá.


Como um agrado por ser um bom menino, dei uma cenoura para o Zorro, e ele relinchou de felicidade quando terminou a cenoura, aaaaah, eu amava aquele cavalo, hahaha.


Brutus: hehe, é, isso foi legal, mas por que você não chamou a Dandara?


Antônio: não ia dar, ela não ia aguentar a viagem até lá, além de que alguém poderia ter pego ela no meio do caminho


Brutus: sério? o caminho pareceu bem simplesinho.


Não aguentando o Brutus falar aquilo, eu cutuquei a cabeça dele, mesmo que eu não gostasse de fazer aquilo nas pessoas, para ocasiões como aquela, ser direto nesse nível era necessário.


Antonio: isso porque você já é um cavaleiro casca grossa já formado, a Dandara ainda tá aprendendo, e agora que ela quebrou a própria varinha pra conseguir uma nova, ela é praticamente uma novata agora, não posso arriscar e levar ela comigo pra lugares perigosos


Brutus: opa opa opa, desacelera um pouco, a Dandara quebrou a varinha? Quando ela fez isso?


Antônio: no início do ano


Brutus: por que?


Antonio: porque a varinha não era pra ela, e ela estava contaminada demais ter um novo dono, ela não teve escolha além de quebrar.


O Brutus parecia realmente surpreso enquanto contava aquelas coisas numa causalidade tão grande, então ele continuou.


Brutus: e ela tá bem com a varinha nova?


Antônio: com toda certeza, ela não poderia estar melhor, e mais feliz


Brutus: ainda bem, aquela garota já sofreu demais


Antonio: concordo, agora, até a próxima Brutus


Brutus: até a próxima Antonio.


Era nítido que o Brutus ainda queria me perguntar várias outras coisas, mas ele parecia muito cansado naquele dia, então ele apenas deixou essa conversa pra outro dia, e enquanto me despedia dele, pensava se deveria ver a ruiva de novo.


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