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Curioso Felino 2🌻
🦖Animais fantasticos🦖
2222 palavras • 13266 caracteres • ⏱ 8 min 53 s

🦖Animais fantasticos🦖

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Haaaaaaa, eu precisava daquele descanso, mas uma vez recuperado, fui cavalgar de novo no reino das fadas, eu não podia parar, não agora, eu consegui ser paciente por mais de 20 anos, não era agora eu iria parar.


Eu cavalguei no reino até chegar em um lugar muito mais quente do território, um lugar com árvores bem mais afastadas umas da outra, com árvores de cores mais fortes, como vermelho, amarelo, preto e marrom super escuro. Em cores bem fortes. O sol, parecia brilhar mais lá de algum jeito, porque o amarelo que exalava dele estava impregnado em cada canto daquele lugar, mais que o normal. O ar estava tão pesado que era complicado respirar. 


Era em momentos assim que eu agradeci a mim mesmo por ter comprado um manto com um feitiço de gelo embutido nele. Logo eu consegui ficar no fresquinho enquanto eu via aquela visão linda, a visão de imensos dinossauros apenas…sendo dinossauros, pastando, comendo, vigiando pra caso um predador aparecesse. E grandes batalhas de dinossauros, às vezes predador contra predador, predador contra presa, e presa contra presa. As batalhas eram insanas, com rugidos absurdos, grandes impactos, e até pedaços de penas, presas, e muito mais, voando pra todo lado. Um chifre quebrado de um triceratops quase acertou minha cabeça.


Mas o lugar pra onde eu ia era um lugar beeeeem mais longe dali, um lugar que as fadas do ponto pré-histórico ficavam, que eram o poderoso clã Optera(clã dos besouros). Aquela família das fadas eram conhecidas por serem uma classe quase perfeita, por que elas eram fortes, rápidas e sabiam voar, se elas tivessem um veneno poderoso, (que as espécies de fadas mais letais tinham) elas seriam uma raça perfeita.


A vila daquelas fadas era simples, eles viviam em grandes casas em cavernas, embaixo de troncos de árvores caídos, como casas, e todos os lugares úmidos e que carregavam uma imensa mana.


Usando o mapa das minhas pesquisas, eu me locomovi no meio de todo o lugar, até eu chegar em um lugar de expedição super seguro e protegido, onde uma fada esperava com um instrumento enquanto uma multidão de fadas estava esperando o show.


Eu paguei minha entrada, e peguei meu assento naquele lugar enorme, e bem a frente de nós, estavam grandes tiranossauros, os maiores, os mais ferozes, e mais temidos dinossauros predadores terrestres que existiam. (Ou os mais famosos pelo menos). 


Eu estava animado pro que iria acontecer, mas eu fiquei ironicamente impressionado com a quantidade de pessoas que estavam ali também, pensei que esse tipo de show seria algo mais isolado, mas além de fadas, tinham muitos vampiros e trolls ali também, e eu gostei bastante disso. Então, começou.


Com um instrumento estranho, algo digno de um saxofone mágico, a fada começou a tocar, humhum, a música era boa, eu balançava minha cabeça bem devagar, enquanto fechava os olhos, mas logo, decidi abri-los de novo, quando eu ouvi passos, os grandes tiranossauros começaram a se aproximar da grade. 


Eu estava com o coração na boca vendo eles se aproximarem, mas eu me mantive calmo, vendo como eles pareciam estar escutando a música, e depois de um tempo, eles começaram a balançar a cabeça, curtindo a música de forma tranquila. 


E isso nem era o mais impressionante, os tiranossauros grandões não eram domesticados, eles ostentavam partes do corpo faltando, grandes cicatrizes de rivais anteriores e um corpo que parecia com dor por estar vivo, cada tiranossauro ali era um guerreiro, um campeão, e mesmo assim, eles desfrutavam a música que uma formiga, na visão deles, estava tocando, e isso me emocionava de ver com meus próprios olhos.


Depois de um tempo, a música parou, e como tivessem voltado ao modo predador, cada tiranossauro ficou alerta e voltou correndo para a floresta, mas o show estava longe de acabar.


Depois dos tiranossauros irem embora, a música voltou, num tom diferente, um beeeeeem mais grosso e demorado, e depois de algum tempo, um grupo de triceratops vieram até a grade, eles eram tão lindos e coloridos quanto eu tinha lido, bom, os machos pelo menos, por que as fêmeas eram tão chatas em cor que só me foquei nos machos, os triceratops tiveram algo bem mais divertido que os tiranossauros, com eles até rindo e dançando junto com a música, que me fez dar um sorriso tão largo que comecei a ter dor no rosto.


Quando a música parou, os triceratops pararam pra ficar lá, descansando e relaxando por um tempo, até que eles parecerem ter entendido que a música não ia voltar e voltaram a fazer seja lá o que estavam fazendo antes da música os atrairem.


O próximo foi esperado, mas ainda foi bem legal, o grande estegossauro, esse aí era uma dor de cabeça pra qualquer predador, avisado ou não. Quando ele ouviu a música, ele tentou dançar, mas seu corpo imenso e sua causa desajeitada o limitou a mexer os pés, a cabeça e a cauda, e enquanto paecia da um sorriso no meio disso, o animal chegou até a fechar os olhos, como se estivesse curtindo a música, e passando por um “momento” um momento imaginário onde a música te transporta pra outro lugar, algo que muitas raças, as inteligentes e as não inteligentes, experimentaram as vezes. Algo que eu já passei vezes o suficiente para saber o quão especial aquilo era, esperava que o estegossauro se lembrasse daquilo pelo pouco de vida que ele ainda tinha.


Mais dinossauros vieram, cada um com uma melodia e uma expressão diferente a ela, mas de forma geral, os dinossauros reagiam igual em duas coisas, eles amavam a música que os atraiam, e todos eles eram selvagens, não existia um único dinossauro domesticado ali. 


E quando os últimos dinossauros saíram depois do show, a fada musical riu, voou para frente de nós e jogou uma grande quantidade de seu poder no ar, deixando todos nós bem animados enquanto ela fazia um grande anúncio.


Fada: COMO VOCÊS PODEM VER, A MÚSICA CONTINUA SENDO UM DOS CONHECIMENTOS ANCESTRAIS MAIS FORTES DA HISTÓRIA, POIS ATÉ MESMO AGORA, ANIMAIS TOTALMENTE SELVAGENS ENTENDEM A BELEZA DE BOAS MELODIAS, MESMO SENDO MONSTROS SELVAGENS, LUTANDO PRA SOBREVIVER TODOS OS DIAS. Claro que a maioria dos espectadores vieram aqui já sabendo do espetáculo, mas para todos aqueles que se aproximaram pela curiosidade, espero que meu pequeno show possa ter ascendido alguma chama de alegria em vocês durante sua estadia aqui.


E depois da fada falar aquilo, ela flutuou mais algum tempinho, enquanto uma salva de aplausos era dado a ela, e eu estava batendo mais forte e mais rápido do que todos, pois se tinha algo que eu amava era a música, como eu não poderia estar empolgado, quando uma das minhas maiores paixões na vida estava sendo respeitada e bem representada na minha frente?


Eu olhava em volta, e via pessoas realmente chocadas, pessoas impressionadas que a música podia ser tão poderosa assim, e eu só podia sentir pena dessas pessoas, elas provavelmente eram bem poderosas e ricas pra conseguirem chegar ali, mas era triste pra mim alguém chegar nessa idade para aprender sobre a beleza da música, bom, antes tarde do que nunca, enquanto me afastava do lugar, só podia dar meus cumprimentos, e desejar boa sorte aos caros senhores e madames que agora sabiam sobre a beleza da música, e tentassem repensar suas ações na vida.


Apesar de ter gostado bastante daquele show, minha estadia naquela vila estava longe de acabar, pois andando, voando e cavalgando na vila por um total de 50 minutos, cheguei em uma fazendinha muito peculiar, onde uma grande quantidade de tiranossauros eram mantidos como animais de uma fazenda, do minúsculo e sorrateiro velociraptor, até o implacável e destruidor, megalossauro. 


Tirei um tempo pra fazer uma foto mental do que eu estava vendo, por que, ver as fadas do clã Optera(clã dos besouros) voando no ar, escovando, tirando parasitas, e alimentando com tanto cuidado os grandes dinossauros me fez ter certeza absoluta que eles eram humanos.


Enquanto andava no meio dos outros visitantes, pensava como cada espécie humana, até onde eu conhecia, tinha uma característica peculiar, a adoção de outras espécies, apesar de muitas outras espécies fazerem isso, poucas espécies não inteligentes poderiam vencer uma espécie classificada como “humana” pois toda espécie classificada assim, tinha um desejo profundo em seu interior, que era encontrar a criatura mais perigosa, raivosa e assassina da face da terra, e pensar: eu posso fazer carinho nisso? 


E enquanto me aproximava de devagar do dinossauro que parecia ser o mais tranquilo deles, ainda pensava nisso, porque não importa como eu olhasse aquilo, o mais fraco daqueles dinossauros parecia uma máquina de guerra em forma de animal, e uma fada Optera fazia carinho nele como se fosse uma vaquinha. E eu era mais doido ainda, porque eu tinha ido lá pra fazer carinho nos animais.


Segui os conselhos à risca dos cuidadores, o meu sensor de perigo apitou o tempo todo, dizendo que eu estava em perigo, então eu não queria irritar aquelas máquinas de guerra por bobagens. 


Tinha alguns visitantes que não eram tão cuidadosos como eu e acabavam sendo arremessados pra longe, mas eram salvos pelos cuidadores antes do pior acontecer, haaaa, tinha tanta gente sem noção no mundo que eu nem me impressionava em ver aquelas pessoas voando.


Fazer carinho nas partes escamosas dos dinossauros. Sentir suas penas diferentes, resistentes e mal desenvolvidas, tocar em seus poderosos chifres que poderiam facilmente passar pelas armaduras de Brutus. Aquilo foi bem mais divertido do que eu pensei, nem eu acreditei o quão divertido realmente foi, dinossauros eram uma espécie fascinante, que Sapiens ainda pareciam ter tão pouca experiência com eles, enquanto as fadas pareciam saber de tudo e mais um pouco delas, eram coisas assim que me faziam sentir muita, mas muita inveja daqueles insetinhos gigantes, hahaha.


Antonio: cara, é em momentos assim eu agradeço por termos conseguido uma aliança com as fadas


Fada fazendeira: concordo, existe tanta coisa que ainda estamos descobrindo, eu sou realmente grata por termos jovens com você entendendo o valor deles


Antonio: entender o valor? E que tipo de doente mental não entende o valor dessas criaturas incríveis?


 Fada fazendeira: pessoas que contrabandeiam eles


Antônio: ah, eu sinto muito


Fada fazendeira: não se preocupe  jovem, eles não pegam nenhum dos nossos.


A fazendeira falou isso enquanto batia numa arma em seu coldre.


Haaaa, fazer carinho e ver tão de perto dinossauros como aqueles foi algo que eu sinto não conseguir esquecer mesmo se alguém apagasse minha memória, foi, “único”, mas o melhor foi apenas no final do dia, em um ponto daquela incrível cidade, onde eu tinha a oportunidade de montar em cima de um tiranossauro treinado e cavalgar por todo o território. 


Eu não acreditei no que eu senti quando segurei as rédeas, fui preso na cela e nem acreditei quando comecei a correr pela grande floresta, o poder, o rugido, a ferocidade, eu era o piloto, mas vendo como todos os animais pareciam fugir quando me viam, me senti como o ser vivo mais forte da terra, sentindo minha empolgação, o tiranossauro perseguiu e fez vários animais fugirem, teve duelos absurdos com outros dinossauros e derrubou várias árvores, tudo enquanto dava rugidos imensos, demonstrando seu poder. 


Eu queria que aquele momento durasse pra sempre, mas quando o sol começou a se pôr, e eu vi a necessidade de voltar ao meu reino, sabia que minha diversão tinha acabado, mas mesmo quando devolvi o t-rex, o poder que eu senti nos agarrões ainda pareciam existir, eu me sentia poderoso, mesmo quando eu saí do território e voltei ao frio e tranquilidade de fora do território. 


Haaaaa, como ainda estava de tardinha, eu pensei como eu estava me sentindo tão tranquilo, eu estava me sentindo ótimo e sentia que não ia precisar mais dos meus feitiços de música por um bom tempo, bom, isso até voltar ao barulho da cidade, mas apesar do stress inicial, não vi nenhum problema em ligar meus feitiços, estando cheio demais de alegria e satisfação para me importar com coisas pequenas como aquelas. 


Uma vez coberto e rodeado pelo barulho do território de novo, comecei a pensar nas coisas que acabei de passar, quase sendo inacreditável no que eu fiz, mesmo para um mundo de magia, aquilo parecia absurdo demais


Antonio: eu cavalguei num dinossauro…EU CAVALGUEI NUM DINOSSAURO, HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.


Eu gritei aquilo bem alto, mas ninguém ligou, não porque eles não acreditavam em mim, mas por que eles estavam tão ocupados com as coisas deles, que mesmo um mago poderoso gritando no meio da rua, não os impressionaram o bastante para eles prestarem atenção.


Apesar de gostar da privacidade, eu sempre achava aquilo algo tão estranho, por alguma razão, mas no fim não precisei me importar muito, porque eu tinha chegado em casa. 


E para o meu alívio, minha mãe já estava dormindo, eu meio que estava muito cansado pra falar com qualquer um direito, mas na mesma hora, vi o Pedro, meu irmão mais velho, sentado em uma cadeira, lutando contra o sono, e  com as mãos cheias de tinta, por causa do possivel documento que ele acabou de assinar.


Apesar do nítido cansaço em sua face, ele olhou pra mim com um sorriso demonstrando a maior tranquilidade do mundo antes de falar.


Pedro: mesma hora amanhã?


Antonio: com certeza.


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