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Curioso Felino 2🌻
🥳o parque dos gogantes🥳
2322 palavras • 13154 caracteres • ⏱ 9 min 17 s

🥳o parque dos gogantes🥳

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Tinha muitos lugares que eu podia visitar agora, lugares que eu queria aproveitar bastante sozinho antes de compartilhá-los com qualquer outra pessoa, mas hoje não era um desses dias, hoje era o dia em que eu iria passar o tempo com a pessoa que eu mais amava do mundo (sem os parentes incluídos). Alguém que deixava minha cabeça, muitas vezes barulhenta, mesmo adulto, silenciosa. Alguém que eu sentia estar hipnotizado sempre que a vida.


Hoje foi a vez dela de me pegar em casa, e ela estava radiante, em um vestido rosa e com detalhes de gotas azuis no buraco da cabeça. Ela tava com brinquinhos pequenos e um batom vermelho na boca. E ao redor dela, vários coraçõezinhos em formato de desenhos rodeavam ela. Não era um acessório, era uma forma da magia dela mostrar o quanto ela realmente me amava.


Eu sorri de forma boba pra ela, até que ela tirou um espelho de maquiagem do bolso, so pra mostrar pra mim meus olhos, e de novo, eu vi meus olhos em formato de coração, a minha manifestação do meu amor.


Antônio: por que será que o nosso amor se manifesta de forma diferente?


Dandara: vai saber, só saber que você me ama já é algo lindo e incrível pra mim, não é pra você?


Antônio: é sim, vem, vamos, temos um parque pra ir.


Falei isso enquanto dava meu braço pra ruiva segurar, e depois de alguns segundos, ela enrolou o braço dela no meu, e querendo aproveitar o momento, nós decidimos só andar dessa vez.


Antônio: então,como tem ido à faculdade?


Dandara: ótima, eu fiz tanta coisa, já fiz tantas amigas, e apesar de eu não estar acostumada totalmente com minha nova varinha, ela ainda é 10 vezes melhor que minha varinha antiga


Antônio: mesmo assim, sinto pena de sua varinha antiga, não foi culpa dela que ela não era pra você


Dandara: é, mas eu fiz um favor pra nós dois a quebrando, ela estava contaminada demais pra ter um dono adequado, eu ainda me lembro do espírito dentro da varinha me agradecendo quando finalmente a libertei.


A Dandara falou aquilo enquanto desvinculou um dos braços no meu pra pegar sua varinha. Uma varinha bem única, que tinha a ponta como um cacto, e uma bainha feita de flores.


Antônio: combina com você


Dandara: por que diz isso?


Antônio: por que cactos são durões, eles não morrem fácil, mas apesar da resistência deles, mesmo em terras mortas, eles ainda precisam de ao menos um pouco de carinho, e se cuidados da forma certa e motivados da forma certa, até o cacto mais bruto, e que tem os maiores espinhos, consegue criar frutas e flores.


A Dandara ficou bem pensativa por um tempo, apenas pensando no que falei, antes de falar.


Dandara: aí, sabia que eu fiz uma amiga na casa de reabilitação?


Antônio: agora eu sei


Dandara: ela é bem legal, bem inteligente…as vezes ela fala que nem você, eu queria que você a conhecesse um dia


Antônio: quem sabe na próxima, outro dia você me apresenta ela


Dandara: tá combinado.


Depois de mais algum tempo, chegamos no lugar certo, um parquinho separado, preparado e feito especialmente pra gigantes. Tudo lá, das mesas aos brinquedos, eram pra gigantes, claro, tinham muitas crianças gigantes já brincando ali, mas também tinha uma fila bem grande de magos, cavaleiros e estrangeiros que queriam andar nos brinquedos, por que participar de um brinquedo feito para seres de 30 metros de altura era algo digno de um grande parque de diversões e eu estava animado pra caramba por isso.


E olha só, a Dandara também, eu já tinha visto ela feliz, e já tinha visto ela animada, mas a Dandara que eu via naquele momento parecia melhor, mais expressiva, menos pálida. E enquanto entravamos na fila, eu apenas pensava como a Dandara mudou tanto em poucos meses, e na primeira fila, onde nós íamos ao escorrega primeiro, eu fiquei pensativo em que mais ela mudou. 


E Dandara devia estar pensando a mesma coisa sobre mim, por que ela me olhava de uma forma toda misteriosa, séria e analítica. Um olhar que eu tinha certeza que eu estava dando a ela.


Antônio: me fala, eu tô muito diferente?


Dandara: sim, você mudou, você parece mais alegre, mais colorido, e com uma nova alegria em você que eu não tinha visto antes


Antônio: será que eu que mudei, ou foi sua visão sobre mim ficou melhor?


Dandara: deve ter sido um pouco dos dois, por que eu consigo ver, tem muitas coisas aí que são novas, mas também tem muitas coisas que vejo como já estavam aí, eu é que não tinha notado.


Quando ela falou aquilo, ela fez uma cara muito, mas muito fofinha mesmo, um rosto que me fez apertar a bochecha dela, achei que ela ia ficar com raiva, mas ela começou a rir, então ela me olhou de forma fofinha, e no meio da fila, agente deu um beijo. Queria poder aproveitar aquele momento, mas a fila não parou por que estávamos em um momento romântico, muito pelo contrário, a fila pareceu até ter aumentado o ritmo por nós estamos num momento romântico, que doidera.


Dandara: tem gente que não aguenta um romance né?


Antônio: não seja tão duro com eles, nem todo mundo tem sorte no romance como nos


Dandara: é, tem razão.


Quando chegou a nossa vez, nós chegamos no topo do escorregador com uma magia de teletransporte, e no topo, nós vimos uma visão que, apesar de ser absurda, não era tão impressionante quanto a escada para o reino dos gigantes, e vendo como nós não estávamos impressionados, o mago que nos teleportou pra lá falou.


Mago: ah, não se preocupem, magos especialistas encantaram essa belezinha para os visitantes menores terem um passeio impressionante e seguro, apenas sentem no pano, relaxem e deixem a grande aventura fazer mágica.


Uma coisa que pessoas não entendiam direito, era que parques de diversão normais não funcionam pra magos, cavaleiros e aventureiros em geral, quando você consegue se mover mais rápido que a mais rápida montanha russa, e consegue aguentar impactos mais fortes que o pior tipo de acidente possível, entrar de parques de diversões normais perdem o sentido, isso. 


Até um mago muito doido chamado XXX, achar uma solução, criar um parque de diversões usando magias e técnicas de guerreiros e magos, e foi um sucesso, precisou de muitos ajustes? precisou. Mas esse simples escorrega de gigantes que nós iríamos entrar agora, era fruto das ideias desse doido, e eu estava prontinho pra isso.


Quando nós entramos no escorregador, nós deslizamos, deslizamos com tanta velocidade que em segundos agente foi transportado pra outro lugar, mais especificamente, fomos jogados para um centro profundo do oceano, um lugar onde nós fomos bombardeados com uma grande quantidade de água bem na cara, mas agente se manteve tranquilo, e continuamos voando, enquanto éramos acertados por peixes, depois peixes espada e eletrocutados por enguias, haha, agente amou cada segundo daquilo, e quanto mais tempo se passava, mais agente sentia aquela água em nos mudando de calor pra quente, depois pra salgada e depois pra doces até finalmente ser tão ácida que quase queimou nossos olhos.


Nós mal notamos quando finalmente chegamos no chão, nós estávamos mexidos, com os corpos afetados e doloridos de mais de uma forma diferente. Hahaha o, como eu senti saudade desses sentimentos, enquanto pensava nisso, eu logo peguei a Dandara e levei ela pro próximo brinquedo, e pra minha alegria, ou talvez pra minha infelicidade, ela tinha se recuperado tanto quanto eu, talvez até mais rápido do que eu.


Então nós subimos em cima de um balanço, e fomos ajudados por um gigante que parecia trabalhar ali, fomos pegos, arremessados, e jogados numa distância absurda, e apesar de já ter brincado com velocidades como aquelas em vários momentos, ter tanto vento jogado na minha cara, e sem insetos graças a proteção de mana, eu pude aproveitar esse momento, pra gigantes, era apenas um balanço normal, mas para sapiens minúsculos como nós, era um brinquedo diigno de um parque de diversões pra magos de verdade.


Eu não fechei os olhos em nenhum momento, mas eu gritei de pânico em todo momento, por que o cinto parecia sempre solto demais, mas isso era proposital, porque bem na frente de noz, existia um grande mar de feno, um mar que nos podemos cair, mas eu não queria soltar, por que uma das desvantagens desses brinquedos para aventureiros, é que eles não tinham uma segurança muito boa, então se eu errasse o feno, eu iria me machucar de verdade.


Depois de quase 40 balançadas bem feitas, eu senti a Dandara me agarrando com força, e me dando um olhar, não ironicamente, muito ensandecido, antes dela falar


Dandara: OK, NO TRES.


Não precisei que ela me explicasse o que ela queria dizer com isso, em algum lugar, bem fundo em mim mesmo, eu sabia o que era, e apesar do medo extremo que eu tava sentindo, a Dandara me deu coragem pra fazer algo que eu tava só pensando.


1,2…3. Nos destravamos o cinto e fomos jogados pra cima, e o medo que eu senti quando tentei ativar meu voo e não consegui, foi tão extremo que eu não gritei ou fiquei nervoso, era mais como se minha alma tivesse momentaneamente saído do meu corpo, eu respirei fundo, e então cai. 


Naquele breve momento, eu estava totalmente neutro, tudo havia ficado branco, tinha vozes ao redor de mim, e um filme da minha vida passou bem devagar diante dos meus olhos, e mesmo com o quão rápido aquilo passou, meu flashback instantâneo me fez perceber, de novo o quanto eu tinha tratado mal certas pessoas que eu amava.


Aterrissar no feno foi confortante, ele era bem fofinho e era quase como ser abraçado por um anjo, eu não queira levantar na hora, na verdade, o ataque de medo que eu tive foi tão grande que eu queria ficar parado por alguns minutinhos, o que foi bem engraçado com a forma como a Dandara me procurou no meio do feno, e quando ela me achou, eu já tinha me recuperado o bastante pra pelo menos andar.


O próximo brinquedo que nós fomos foi o trepa trepa, um brinquedo que, além das barrinhas de ferro em formato de labirinto tradicionais, também tinham várias cordas e cipós pras pessoas balançarem, junto com grandes frutas, que eram balões de água naturais. E já entendendo todo o lance daquele brinquedo, eu e a Dandara começamos a bater nos nossos peitos que nem gorilas e balançamos de cipó em cipó por bastante tempo.


Depois de um tempo, nós acabamos no meio de uma guerra de balões e água entre garotos e garotas, e entendendo que era pela competição,nós dois fomos por caminhos opostos e participamos na guerra. E muito tempo depois, estava todo encharcado, depois dos garotos terem sido derrotados.


Dandara: nossa, você carregou seu time naquela batalha


Antônio: é, pena que não pude pedir ajuda aos meus golens


E numa risadinha bobinha depois, falei.


Antonio: aqueles movimentos que você usou pra desviar dos meus balões, eu nunca vi você dar movimentos assim


Dandara: eu pratiquei na casa de reabilitação, se quiser eu danço pra você um dia


Antonio: ta cansada já né?


Dandara: unhum, você já quer ir pra casa?


Ironicamente, não, eu não queria, era raro, mas aquele era um dos momentos onde eu me sentia tão calmo e tranquilo que eu podia ficar mais tempo ali, aquele era um dos lugares que eu queria visitar, um lugar onde eu não precisava dos meus feitiços de música, um lugar, onde eu podia ver a beleza do mundo, um lugar que eu podia me conectar com a realidade, como eu poderia ir embora depois de chegar num lugar tão bom assim?


Antonio: eu to tranquilo Dará, mas e você? Quer ir embora?


Dandara: não, é que eu só to cansada de verdade.


Ouvindo aquilo, olhei em volta, tentando encontrar aquele lugar, um lugar que eu tinha certeza que deveria ter em algum lugar.


Antonio: hummmmm, entãaaaao deixa eu ver.


E depois de mais alguns minutinhos, encontrei as mesas com os gigantes em seus tamanhos naturais, cada um deles jogava uma partida de xadrez com peças gigantes, pensando que aquilo seria uma ótima forma de relaxar, fui com a ruiva até lá, feliz que minha magia voltou depois de sair dos  brinquedos.


Dandara: xadrez? sério?


Antonio: fazer o que? sou um fã de xadrez


Dandara: então se prepara pra perder, gigantes são implacável em xadrez, você vai perder muito


Anônimo: é, fiquei sabendo, não se preocupe, não vou me estressar atoa


Dandara: eu espero mesmo, eu não quero ser expulsa daqui.


E antes de continuar meu caminho, olhei pra Dandara de novo, ficando feliz com o que viu, claro, ela não sentia aquilo na mesma intensidade que eu, mas ela estava sentando bem que aquele lugar era uma “terra de verdade” uma terra longe do barulho, da pressa, e de todas as coisas que as pessoas costumavam dizer que era “o mundo real”. Já eu, e provavelmente a Dandara agora, víamos o mundo real com outros olhos. 


Pra mim e pra ela, o mundo real é um lugar onde você pode relaxar e onde todas as preocupações comuns ficam do lado de fora, bem longe de você, onde você pode apenas aproveitar o momento, e ter a cabeça fresca, pra não pensar em coisas como, “e o que eu vou fazer depois?” O nosso mundo real transbordava de amor, carinho e magia. Dei um pouco de tempo a mim mesmo para observar, gostar e amar cada segundo daquilo, antes de ajudar ela a chegar no topo da mesa com minha magia.


Antônio: esse lugar é lindo né?


Dandara: não tão lindo quanto você


Antônio: e você mais ainda.


E numa risadinha bobinha, continuei rindo enquanto eu levitava nos dois acima da mesa.


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