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Curioso Felino 2🌻
😤Reencontro com o mestre😤
2670 palavras • 15008 caracteres • ⏱ 10 min 41 s

😤Reencontro com o mestre😤

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Eu tinha que colocar muita coisa em dia mesmo, muita coisa mesmo, mas depois do meu trabalho, eu consegui um tempinho pra ir me encontrar com um velho amigo, e como eu ia me encontrar com ele, decidi apresentar a ele uma de minhas amigas também.


Eu cavalgava de forma tranquila com o Zorro em um ponto bem distante no ar, enquanto a Saytus me seguia em seu cavalo de 2 pernas bem ao meu lado.


Depois do treinamento que ela passou na escola, ela conseguia me acompanhar de boa nas corridas, mas se eu levasse as coisas a sério mesmo, ela iria ser deixada pra trás em instantes, mas eu não iria fazer aquilo, não hoje.


Naquela hora, as ruas e o próprio céu estavam lotados com vassouras, carruagens normais e carruagens voadoras por muita pessoas voltando pra casa, mas com meu poder e controle de magia, junto com a força que dei ao Zorro, eu conseguia cavalgar nas nuvens em uma altura tão grande que poucos magos conseguiam me acompanhar, e o fato da Saytus conseguir me acompanhar já mostrava o quanto a garota evoluiu.


Saytus: então Tony, o que tem feito?


Antônio: sabe como é, criando muitos golens, visitando amigos de vez em quando, ouvindo músicas, ainda ouvindo palestras, lendo pra caramba, o básico né?


Saytus: você fez alguma coisa nova desde que começou a trabalhar?


Antônio: bom, eu tenho visitado muitos lugares, também tô economizando pra conseguir ir pra lugares muito doidos dentro do reino das fadas, e quem sabe, talvez eu até viaje de barco no mar branco


Saytus: posso ir com você? Posso te mostrar uns lugares especiais do lugar


Antônio: eu ia adorar isso, mas me fala, e você? Tem feito o que?


Saytus: ah, eu virei uma Ferreira profissional, especialista em armas de mana, eu dou armas prós magos especialistas em combates de curta e média distância, também estou tentando desenvolver canhões, mas os meus canhões ainda estão bem mais fracos que os comuns no mercado, mas e você? Tem tido bons trabalhos com Golens?


Antônio: ahn, na verdade sim, trabalho pouco, recebo bastante, não me estresso muito e de vez em quando sou chamado pra consertar algo em outros golens, com o tempo eu vou poder ter minha própria casa, mas primeiro, eu tenho muito o que fazer


Saytus: por exemplo?


Antônio: comprar livros que eu não conseguia por que não tinha dinheiro o bastante, depois viajar pra todos os lugares que eu fui paciente pra ser adulto pra conseguir ir, e depois eu vou aprender três línguas diferentes, a das fadas, a dos gigantes e a dos vampiros, e então, depois de fazer isso tudo, eu irei construir minha casa


Saytus: eu tenho quase certeza que voce pode fazer a última parte enquanto faz as duas primeiras


Antônio: é, provavelmente…você tem razão, vem, estamos quase lá


Saytus: olha, eu sei que seu mestre de montaria deve ser incrível, mas tem certeza que ele vale toda essa viagem?


Antônio: você vai entender quando você ver ele.


A viagem seria longa, então eu considerei explicar melhor pra Saytus quem meu mestre era, mas com tudo que eu tinha pra falar dele, era bem provável que eu não conseguisse terminar a explicação quando chegássemos, então era melhor apenas esperar e mostrar pra ela ao invés de explicar.


Nós cavalgamos por algum tempo, até chegarmos numa vilazinha bem longe da proteção da cidade grande, mas considerando o poder puro que emanava de todas as casinhas lá, parecia mais que a vila era mais protegida que muitos lugares da cidade, afinal, aquela vila, como muitas outras, era famosa por ter muitos magos e cavaleiros de aura aposentados, ou seja, velhinhos transbordando de poder, mesmo já tendo de cabelos brancos.


Já tinha visitado tantas vezes aquele lugar que eu não tinha problemas em andar por lá, mas a Saytus parecia já meio ruim da cabeça com tudodo o poder que a vila exalava, ficando enjoada a ponto dela ter que apoiar em mim.


Saytus: por que você não está sendo afetado?


Antônio: eu já visitei o mestre algumas vezes, e tô acostumado com esse poder, não se preocupe, é só você andar devagar que vai ficar tudo bem


Saytus: tudo bem, a minha barriga tá nas suas mãos.


Eu sabia como era difícil receber tanto poder das casas logo no início, então andei devagar com ela, e em uma daquelas casas, que tinha um poder gigantesco de mana, eu bati a porta três vezes, e em menos de 10 segundos, o mestre atendeu a porta.


E o enjôo de Saytus foi substituído por absoluto medo, por que meu mestre era um colosso de força, ele tinha um cabelo espetadoestilo punk, e um rosto com os olhos afundados, junto com uma escuridão que dava um ar ainda mais sinistro nele, e isso sem falar dos calos em seu rosto de todas as quedas que ele já passou é que engrossaram sua pele inteira. Ele usava roupas comuns de camponês, mas essa era a única coisa normal nele.


A Saytus estava apavorada, mas quando ele falou, ela se acalmou um pouco.


Mestre: Antônio, a quanto tempo, quem é a sua amiga?


Antônio: uma colega de cavalgada, ela queria muito te conhecer mestre, então a trouxe


Mestre: claro, entrem, entrem, o jantar tá quase pronto.


Quando entramos, vimos algo bem interessante, enquanto a parte de fora exalava uma grande magia, a parte de dentro da casa era relaxante, exalando uma magia bem tranquila e calma, que fez a Saytus se acalmar um pouco mais.


Quando entramos, fomos cumprimentados pela esposa do mestre, a mestra substituta sempre que o mestre não estava por perto. Ela tinha um rosto afetado pelos treinos intensos que eles passaram pra chegar naquele nível de força, assim como seu marido, ela tinha um rosto bem afetado e sinistro pelos intensos treinos de cavalaria, mas também era igualmente gentil, e a fadinha parecia estar tranquila de conhecer os dois até a pessoa que eu mais tava receoso da Saytus conhecer entrar na sala.


Pandora, a filha dos dois, uma garota que nasceu sem Singularidade, mas por um erro destruidor de um médico, ela caiu no chão quando era bebê, e isso deformou ela pra sempre, a deixando destruida, incapaz de falar, incapaz de se mover direito e com uma boca aberta que estava sempre babando.


E pelo meu alívio supremo, quando a Saytus a viu, ela ficou interessada, e com um pouco de medo, mas nenhum nojo, e isso me aliviou muito. Ela tinha um colar de girassóis, assim como eu, e era nessas horas que eu pensava se eu realmente deveria ter esse colar, mas eu tentei não pensar nisso, e só me preparei pra comer junto com meu mestre e a família dele.


O almoço era bem simplesinho e cheio de carinho, e enquanto comíamos, a Pandora perguntou algo pra mim, em linguagem de sinais, uma linguagem que eu não entendia, mas a mestra descreveu pra mim.


Mestra: ela quer saber quem é sua amiga


Antônio: ela é uma colega da escola, e queria muito conhecer vocês.


Mais sinais, e depois a Mestra falou de novo.


Mestra: ela quer aprender a cavalgar?


Antônio: isso aí


Saytus: eu também queria saber como era o Antônio, sabe, quando ele começou a treinar com vocês


Mestre: ah, ele era um pesadelo, não fazia nada o que eu falava, ele odiava fazer quase tudo, e ele parecia não entender seu cavalo, não importa o quanto eles cavalgassem juntos.


Apesar de estar com um pouco de vergonha, não contrariei nada do que o Mestre disse, era a verdade, o que eu poderia fazer?


Saytus: e o que aconteceu?


Mestre: eu tive uma conversa com o pai dele, e ele me explicou que ele tinha a Singularidade da cabeça das nuvens, claro, eu briguei com o pai dele por não ter me falado algo tão importante, mas quando entendi isso, eu consegui motivá-lo do jeito certo, demorou, mas consegui colocar esse doido na linha


Antônio: e eu nunca irei conseguir te agradecer o suficiente, eu não faço ideia o que teria acontecido comigo se eu não tivesse aprendido a me controlar com você antes de tudo


Saytus: você não conseguia se controlar?


Antônio: ah não, eu já fui criança também Saytus, já passei pela minha faze “eu odeio estudar” “eu não consigo focar em nada por mais de 30 segundos” “todo mundo é idiota, diferente de mim” e “eu não preciso obedecer ninguém, nem meus pais” é, eu já passei por todas essas fazes, ao mesmo tempo que eu já aprendi o melhor de mim com todas essas fases.


Enquanto ainda estava comendo, fiquei sem falar nada por alguns segundos, apenas pra pensar no que falar a seguir, então falei.


Antônio: as vezes fico pensando o que aconteceria se meu eu do passado iria gostar dessa nova versão de mim, sinto que no meio do meu caminho até ficar calmo desse jeito, ele não iria gostar muito, mas o meu eu mais atual, ele realmente ia gostar do cara incrível que virei, e que ainda estou virando


Mestre: isso eu tenho certeza, porque eu conheci esse Antônio antigo pra saber que você não é nem um pouco como aquele garoto.


Muitas pessoas ficariam ofendidas ao ouvirem “você não é mais assim” , mas aquilo me deixou tão feliz que eu quase engasguei a comida rindo, mas consegui me controlar enquanto continuava a comer.


No fim do jantar, agente se abraçou e se despediu, e o Mestre falou que não daria pra treinar a Saytus hoje, por que nós fomos lá muito em cima da hora, mas tava tudo bem, porque ela poderia ir lá outro dia, com mais calma.


Mas antes de sairmos, o Mestre foi até o Zorro, notando como ele estava diferente, e eu fiquei bem orgulhoso dele ter notado. Assim como minha varinha, meu querido cavalinho havia aumentado é melhorado junto comigo, ele ficou muito maior e mais musculoso, tendo cascos capazes de cavalgar pelos céus agora sem minha ajuda, olhos azuis brilhantes e uma crina preta que tinha pontas azuis brilhantes assim como seus olhos. 


Eu tinha muito orgulho do que o Zorro se tornou, e quando o Mestre se aproximou dele, o tocou e sentiu o poder dele, vi como ele estava orgulhoso do que eu fiz.


Mestre: que belo corcel, você está cuidando bem dele


Antonio: aprendi com o melhor


Mestre: estou bem curioso sobre as histórias que ainda ouvirei de você garoto, não me decepcione


Antônio: depois de tudo que eu fiz acho bem difícil decepcionar você ou mais alguém, mas eu vou tentar.


E dando um aperto de mão forte, nós nos separamos, comigo cavalgando com o Zorro potente nos céus de novo, enquanto a Saytus tentava me acompanhar por trás montada no senhor purpurina. Demorou 5 minutos antes da Saytus me perguntar algo


Saytus: você quer me contar alguma coisa?


Abtonio: sou transparente a esse nível né?


Saytus: é, você me ensinou bem, você tá com uma cara de alguém que quer contar algo, mas não pode dizer isso na frente de muitas pessoas


Antônio: você me conhece muito bem mesmo…(tosse) eu devo muita coisa a muitas pessoas, mas eu sinto que o Mestre dos cavalos sempre será alguém especial, antes de conhecê-lo, eu era incontrolável, meus pais, minha família, meus professores, ninguém conseguia me controlar, eu era o caos em pessoa, e aquele era um dos momentos onde eu não sabia onde a minha loucura própria terminava e os super sentidos começavam, mas acho que naquele ponto, aquilo não era importante 


Saytus: pelo que você tá falando, não era mesmo


Antônio: até que, pra tentar me acalmar, os Psicomantes que eu frequentava na época falaram pra eu fazer algum exercício pra eu me acalmar, e como eu gostava de cavalos e odiava vassouras, meus pais me colocaram na aula do mestre…e ali, foi onde tudo mudou, onde eu aprendi a ter disciplina, onde eu aprendi a não desistir, mesmo quando as coisas ficassem difíceis, e onde eu aprendi que se eu me esforçasse muito, se eu me esforçasse bastante, eu seria recompensado por isso. Claro, se eu me esforçasse nas coisas certas, mas você me entendeu


Saytus: claro, entendi entendi


Antônio: pra mim, e pra muitas pessoas que conhecem nossa história, o Mestre é quase como um segundo pai pra mim, não sei o que teria acontecido comigo se eu nunca tivesse conhecido ele, mas tento não pensar muito nisso, só saber que melhorei por causa dele já significa muita coisa pra mim…você tem alguém assim?


A Saytus não me respondeu imediatamente, mas pela forma como ela estava sorridente e bem calma, ela falou.


Saytus: sim, mas não sei se conta, já que ela não estava mais viva


Antônio: humpf, se você pode considerar ela como sua segunda mãe, mesmo ela não estando viva, significa que ela fez muita coisa boa pra você mesmo, quem foi?


Saytus: Galahan, uma maga que tinha uma magia e um poder tão grande, que sua magia criou um fantasma que vaga pela floresta das fadas, eu junto com outras crianças a encontramos graças aos meus pais, e ela nos ensinou alguns feitiços básicos, assim como controlar a magia, tanto com quanto sem a varinha, além de ensinar como lutar com nossos corpos resistente, nos momentos em que não pudéssemos usar magia…eu não era tão encrenqueira como você, mas você deve ter percebido em nossas batalhas que eu tenho uma tolerância e resistência a dor bem grande


Antônio: bem grande ainda parece pouco pro que você aguenta


Saytus: exatamente, e eu devo isso tudo a senhorita Galahan, é por causa dela que eu consegui sobreviver a grande viagem do reino das fadas até o reino dos Sapiens, eu poderia ter escolhido muitos outros fantasmas de mana, mas eu me parabenizo todos os dias de ter escolhido ela, e que eu não hesitaria em escolhê-la de novo se tivesse que ir pro treinamento mais uma vez, haha.


E enquanto conversávamos, eu sentia como tava bem tranquilinho ali, e só aproveitando aquele vento, eu pensava no que iria acontecer agora.


Antônio: espero que você melhore conhecendo o Mestre


Saytus: se eu melhorar, eu vou derrotar você na corrida


Antônio: humpf, isso é muita coragem pra alguém que está, o que? 261 derrotas atrás de mim?


Saytus: 270, isso contando os feriados e as disputas de natal


Antônio: se você realmente conseguir treinar com ele, você vai me amaldiçoar muito antes de começar a melhorar


Saytus: eu não apostaria nisso


Antonio: eu não estou apostando, eu estou avisando, você vai me odiar antes de melhorar de verdade


Saytus: aviso dado.


E depois de alguns dias, quando ela encontrou um tempinho pra correr com o Mestre, ela começou a me perseguir e me atacar, e pelo jeito eu estava certo, ela ficou com tanta raiva de mim que começou a me atacar sempre que me via pela rua, além dela estar mancando, cheia de dor e com muitas sequelas do treinamento intenso que o Mestre deu pra ela, mas apesar de tudo, eu não podia negar, bem devagar, ela estava melhorando. 


E depois que o “teste de fogo” dela passou, três meses depois, ela se acalmou e começou a me agradecer mais, e em um dia comum, eu estava sentado com ela num banquinho, apenas olhando como ela tinha trocado de pele, e ficado com músculos 3 vezes maiores, junto com muita magia e muita raiva e muita força.


Antônio: e aí? Como foi o treinamento?


Saytus: no início foi um inferno, mas agora, parece apenas mais uma parte do meu dia a dia


Antônio: quer correr agora?


Saytus: ainda não…eu quero terminar o que o seu Mestre pode me ensinar pra eu destruir você numa corrida


Antônio: agora ele é o seu Mestre também, sabia?


Saytus: ah é…NOSSO MESTRE…(tosse) eu quero terminar meu treino pra correr de verdade com você, pode me esperar antes de fazer isso?


Antônio: não podia te pedir mais que isso, estarei esperando ansiosamente.


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