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Cara, existiam pouquíssimas coisas no mundo todo que podiam me deixar mais tranquilo do que uma boa “purificação” depois de voltar de uma ilha Jurássica.
Tomar um banho demorado não era apenas me limpar, eu realmente me sentia purificado depois de deixar toda aquela sujeira selvagem sair de dentro de mim.
E depois daquele banho delicioso, eu ia fazer mais uma das “poucas coisas” que conseguem me deixar super tranquilo depois de voltar de uma ilha Jurássica.
E considerando o quão diferente essa minha volta era das outras, eu precisava dessa visita mais do que nunca agora.
Mais uma vez, eu fui direto para o grande templo da Deusa Una pra meditar, eu não tinha ido lá pra me encontrar com ela ou coisa parecida, não, eu tava apenas meditando pra manter meus instintos sob controle.
Porque agir tanto tempo como um animal ao invés de um Vampiro, sempre deixava mais difícil pro meu corpo se regular de novo, e essas meditações eram minha arma secreta pra eu continuar agindo como uma pessoa civilizada.
Eu não era um animal, por mais que eu quisesse ser, eu raciocinava, eu conseguia cuidar e sentir amor por pessoas que não conseguiriam sobreviver sozinhas, eu podia me comunicar com outras espécies, eu podia viver em bandos…e eu podia sobreviver, mesmo com tendo essa “falha” que eu tinha, de não conseguir falar.
Sim, eu era um humano, e eu sou grato todos os dias por isso.
Muitas pessoas não entendiam como Vampiros e outras raças poderiam ser consideradas humanas, bom, eu era uma prova viva disso.
Era necessário muitos testes pra uma raça ser considerada humana ou não pelas outras raças consideradas “humanas”, mas um dos testes que mais diferenciavam uma raça humana de uma raça animal era a capacidade de cuidar de membros “errados” da espécie.
Se eu tivesse nascido como um animal, eu não teria me tornado um adulto, porque na natureza, filhotes geneticamente defeituosos ou que não conseguiam acompanhar os outros são vistos como falhas naturais, fazendo seus pais os abandonarem na maioria das vezes.
Para a mãe natureza, fraquezas não podem ser aceitas, elas devem ser exterminadas para a espécie continuar, a menos que o “defeito” ajude a espécie, então ele se torna padrão, é assim que a selva funciona.
Mas as espécies humanas não eram assim, pra humanos, cuidar de parentes “errados” como eu e ajudar na sobrevivência deles era mais que apenas uma característica de espécie, era o que fez todas as espécies humanas se diferenciarem dos animais.
“Animais reagem, Humanos pensam”
O pensamento não foi algo que faz parte da natureza, pelo menos não na forma que espécies humanas fazem, essa moral, esse conceito de maldade e bondade que nós tínhamos, nós só criamos tudo isso pois nós fomos contra a natureza.
E por esse simples fato, a raça Vampiro ganhava a moral para ser tao humana quanto os Sapiens, Ogros e Dragões.
Hmhmhm, eu gostava de pensar isso no eio das minhas meditaçoes, isso conseguia me acalmar bastante. Claro, respirar bem fundo e sentir com cuidado o vento no meu corpo ajudava bastante também. Mas usar o pensamento tranquilo pra acalmar meus pensamentos mais destrutivos era bem eficaz, eu pude sentir os batimentos do meu coração diminuindo beeeeeem devagar, sim, agora eu estava quase regulado de novo.
Eu me senti mega aliviado depois de eu conseguir me acalmar depois de voltar da Ilha Jurássica, e aquela calmaria foi testada quando eu abri os olhos de novo e vi que a minha convidada havia chegado, Zípora.
E como a minha calmaria não se defende, então senti que estava tudo bem, pelo menos por hora.
Ela estava calma, usando uma roupa de monge completamente branca e possuindo apenas algumas linhas pretas, era um pouco diferente da roupa que eu a conheci, pelo jeito, ela tinha subido de cargo em, seja lá o que ela fazia.
A Vampira se sentou na minha frente, e só ficou me encarando, como se tivesse pensando no que queria falar pra mim agora, mas eu não foquei naquilo agora, eu apenas olhei pro rosto dela, e não percebi um pingo de raiva dela.
Eu já havia falado pra ela que eu era esse tipo de Vampiro, um vampiro que sumia por meses por estar em grandes ilhas com dinossauros e depois voltava pro Arquipelago, cansado e machucado como se nada tivesse acontecido.
Ela me conhecia, sabia os meus padrões, enquanto que eu já sabia que a Vampira não era uma daquelas pessoas que se faziam de vítima e que fingiam não ter entendido o que eu disse e ficava toda ofendida irritada por eu fazer exatamente o que eu contei a ela, ela sabia perfeitamente bem onde ela estava se metendo.
E existia algo naquela atitude que me fazia amá-la ainda mais.
Então, quando ela ficou me encarando, eu não me senti nervoso, sabendo que, seja lá o que ela iria me falar, seria razoável.
E mesmo não estando nervoso com a possibilidade dela estar irritada comigo, eu fiquei um pouquinho impressionada com o que ela falou.
Zipora: então, você derrotou todos os Dinossauros desta vez?
Eu fiquei um pouco paralisado por alguns segundos, não por medo, mas acho que eu fiquei sem ver a Zípora por tanto tempo que o meu corpo acabou se arrepiando só de ouvir a voz dela.
E a Zípora percebeu isso, porque eu vi o quanto ela ficou feliz em ver que tipo de efeito ela ainda conseguia causar em mim.
E quando me recuperei, balancei a cabeça de forma positiva, e quando eu fiz isso, ela olhou pra mim com mais atenção, como se estivesse preparada pra mais um dos joguinhos dela.
Zípora: tá com sede?
Eu balancei a cabeça positivamente, e então ela me respondeu com outra pergunta.
Zípora: quer que eu me alimente primeiro?
E depois do tanto que eu a fiz esperar, eu balancei a cabeça positivamente, afinal, apesar de eu ter ficado 1 ano fora do Arquipélago, eu não conseguia sentir nenhum único sangue de outro Vampiro dentro dela além do meu.
Bom, tinha sangue de animais, mas eles não contavam.
Eu sabia o quanto segurar os instintos podiam ser difíceis e complicados às vezes, então o mínimo que eu podia fazer, era deixá-la se alimentar de mim primeiro, então eu só arregalei a gola da minha camisa e deixei meu pescoço exposto pra ela ver minha carótida.
Ela não me mordeu de imediato, primeiro ela me olhou como se eu fosse apenas um pedaço de carne extremamente saboroso por alguns segundinhos, chegando até alamber os próprios lábios de antecipação.
Então, igual uma tigresa, ela avançou em cima de mim, abriu a boca com caninos extremamente largos e afiados, e enfiou aquelas gigantescas presas no meu pescoço com a maior violência do mundo.
E no meio de toda a dor que ela pensava estar me dando, eu apenas consegui sorrir, pelo quão bem eu me sentia com ela se alimentando de mim daquela forma.
Eu sentia como se eu estivesse sendo injetado com uma dose imensa de morfina bem na minha carótida, de tão satisfeito que eu me senti quando a minha namorada fez aquilo comigo, e a Zípora continuou sugando meu pescoço por um tempo gigantesco, demonstrando o quão faminta eu deixei ela por todos esses meses.
E quando ela tirou as presas do meu próprio pescoço, ela foi ultra violenta de novo, pra tentar me marcar, mas pro tipo de dano que eu tava acostumado a curar, uma mordida dessas era moleza.
Então, mundano de estratégia, a Zípora olhou pra mim nos olhos, com uma pose sedutora e com a boca pintada de vermelho e falou toda manhosa.
Zípora: você é um homem mal Sansão, você some por dois anos e deixa uma vampira jovem, bonita e tão faminta como eu aqui, sem ninguém pra ficar comigo, você realmente está atiçando minha paciência pra ver se eu não vou trair você.
E quando ela falou aquilo, eu pude apenas virar os olhos e olhar pra ela com a cara mais desconfiada do mundo. Porque, a Zípora podia ser muitas coisas, mas “traidora” eu sabia que não era uma delas.
Zípora: hmhmhm, você confia muito em mim pro seu próprio bem, S, você pode acabar quebrando a cara se continuar confiando em pessoas de forma tão fácil assim.
Talvez, mas sei que não vou quebrar minha cara se confiar em você. Além disso, foi você que se aproximou de mim, não o contrário, se você se afastar de mim, então não tem nada que eu possa fazer pra te manter presa a mim.
Zípora: presa? Quando você vai parar de pensar no nosso romance como se eu fosse uma prisioneira?
Talvez quando você parar de reclamar com as dificuldades do nosso romance.
Zípora: nesse caso, toda mulher num relacionamento é prisioneira. Conflitos e reclamações sempre existem em relacionamentos, é inevitável…a única diferença é a forma que cada pessoa lida com esses problemas, e até onde eu vi, sinto que estamos lidando bem com os problemas.
Quando a Zípora falou aquilo, eu senti vontade de falar algo pra ela, não foi por raiva, nervosismo e desespero, mas sim pela pura vontade de falar algo pra alguém que eu amo.
O que, considerando minha Singularidade, era algo bem raro de eu sentir.
Sansão: (sussurro) eu também quero acreditar nisso.
E depois de falar aquilo, a Zípora sorriu pra mim, se aproximou devagar, e me deu um beijo beeeeeem demorado.
Começou como um beijinho de criança, mas depois de alguns segundos, ela abriu a boca, e foi direto pra um beijo bem mais intenso, com ela pegando minha cabeça por trás, e me jogando pra mais perto dela.
Com todo esse estímulo, eu a segurei pelas costas e a levei pra mais perto de mim, e depois de alguns segundinhos naquele beijo, eu a afastei de mim.
Eu estava no clima pra gente ter mais uma grande noite juntos, mas não agora.
Sansão: (sussurro) isso é um templo, Zípora, você, de todas as pessoas, devia saber que não podemos fazer isso aqui
Zípora: é o templo de Una, a Deusa dos Segredos, eu tenho certeza que ela não vai ligar
Sansão: MAS EU LIGO…
Foi uma frase simples, mas alguma coisa na forma que eu falei aquilo fez a Zípora entender que não devia me forçar.
Sansão: …esse lugar é sagrado, principalmente pra mim, não quero manchá-lo com a nossa carne.
A Zípora ficou um pouquinho triste quando eu falei aquilo, com o clima entre nós ficando bem pesado, até que, pra aliviar o clima, ela me falou.
Zípora: então, você não se importa se agente manchar sua casa com a nossa carne?
E sorrindo de forma um pouco mais selvagem, eu falei.
Sansão: é claro, se você quiser, nós podemos ir amanhã.
A Zípora sorriu quando eu falei aquilo, e então, ela pôs a mão na gola da camisa e deixou o pescoço exposto.
E sem nem pensar muito, eu avancei até ela, em uma velocidade que impressionou até a mim mesmo, então eu enfiei minhas presas bem no pescoço dela e suguei o sangue dela com muita força.
Ah, e mais uma vez, eu senti que o paraíso estivesse dentro da minha boca, o gosto dela mudou de novo, agora o sangue dela tinha um peculiar e delicioso gosto de sorvete de morango.
Eu não sabia direito como o gosto do sangue dela parecia mudar tanto assim, mas mesmo sem conseguir entender esse fato, eu ainda conseguia aproveitar o grande sabor que o sangue dela me dava.
Claro, isso junto com os gemidos que ela dava quando eu sugava o sangue dela.
Zípora: hmhmhm, você bebe tanto, daqui a pouco vou ter que aumentar ainda mais minha produção de sangue.
Eu bebo sangue de dinossauros, loira, você devia saber que eu bebeo muito sangue
Zípora: hihihi, ok, justo.
Eu bebi o sangue dela por um bom tempo, até que, depois de receber estímulo o bastante, eu tirei minha boca da garganta dela e sorri um pouquinho de forma inocente.
O meu sorriso pegou a Zípora muito de surpresa, no bom sentido, a ponto que ela me segurou pelo queixo e me deu mais um beijo de língua beeeem profundo e demorado, até que ela afastou meu rosto e perguntou.
Zípora: quer beber mais?
E fazendo um sinal na cabeça positivamente e ela deixou eu beber no sangue dela um pouco mais, e enquanto eu bebia nela, eu só conseguia pensar no quanto eu ganhei na loteria das parceiras, porque eu sabia que encontrar alguém como a Zípora era muito difícil.
Zípora: talvez, mas isso vale pra você também…encontrar alguém forte, gentil e cuidadoso como você é bem difícil. Sim, você fica muito tempo fora do Arquipélago, mas eu sei que você não tá me traindo, então, eu fico feliz de ter encontrado alguém que consegue me escutar tanto quanto você.
E quando ela falou aquilo, mais uma vez eu tirei minha boca do pescoço dela, segurei ela pelos ombros e a olhei de uma forma bem seria.
Sansão: isso é tudo graças ao meu desejo de controle pelo meu próprio corpo, e nada mais
Zípora: jura? E como isso funciona?
Nossa, ela nem conseguia imaginar o quanto que eu esperei que alguém me perguntasse isso. Eu me levantei na mesma hora, e então eu falei.
Sansão: siga-me.
E então, eu fui pra porta e sai, eu tava tão animado que eu nem esperei pra ver se a Zípora estava me seguindo ou não e fui direto pra a o templo de Aram.
Zípora: Sansão espera
Eu tentei esperar, o máximo que deu, mas sério, eu fiquei muito animado de explicar aquilo pra ela.
Zípora: nossa, com essa empolgação toda, agora eu fiquei curiosa sobre qual vai ser a resposta.
Depois de ouvir aquilo, eu sorri de forma gentil e fofinha pra ela, e a Zípora apenas retribuiu meu sorriso.
E com nós dois dando as mãos, agente voou até o mais proximo templo de Aram, o grande Deus do Brilho, Deus das Respostas, Deus das Investigações e muito mais.
Quando o assunto era íntimo, pessoal e muito vergonhoso, eu não gostava de entrar no Templo do Deus do Brilho, mas quando o assunto era aprender, aí eu entrava no templo do Deus do Brilho.

