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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
81🩹🩸🧛a primeira dor permanente🧛🩸🩹
1752 palavras • 9908 caracteres • ⏱ 7 min 00 s

81🩹🩸🧛a primeira dor permanente🧛🩸🩹

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A minha viagem até a borda da ilha foi bem calma, no caminho, eu continuei meu caminho me escondendo e me esgueirando pelas folhas, pois, por mais que eu conseguisse me defender de qualquer dinossauro, eu ja nao tava mas no clima pra lutar com nada, eu só queria voltar pra casa, então eu me escondi e apenas vi vários dinossauros no meio do caminho.

Primeiro eu vi um Torvossauro, depois um Alossauro, depois um Dilophosaurus, depois um Ceratossauro, depois um Camptossauro, depois um Ornitholestes. 

Hehehe, ver cada um deles em minha “despedida” dali foi muito bom, eu tinha derrotado o Torvossauro, e eu fiquei com muitas cicatrizes físicas e mentais pra cuidar no meio dessa batalha, então, e não sabia o que iria rolar no meio disso, então, ao chegar na borda da ilha, eu olhei pra trás e fiquei observando a floresta por algum tempo, até que eu decidi falar.

Sansão: (sussurro) até a próxima.

Foi uma frase bem curta, mas até aquela frase absurdamente curta foi o bastante pra deixar minha garganta irritada, hum, eu achei que depois de tantos gritos, a minha garganta já ia estar acostumada a falar sem causar dor, mas pelo jeito, eu me enganei.

E sem perder mais tempo, me virei na direção do Mar Vermelho, e enquanto eu via o intenso magma amarelo trocando entre as cores de vermelho, amarelo e preto, eu chamei o Barqueiro através de uma joia de comunicação pra ele me buscar.

Tentei aproveitar um pouquinho mais o momento, depois das doideiras que eu fiz, então eu só olhei para a grande pintura que era o movimento do magma do mar vermelho por um bom tempo até eu ver que, no meio do mar,  o barqueiro chegou, e pro meu alívio, a Zípora não estava com ele.

Assim que ele se aproximou, eu me lembrei o que rolou na última vez que ele me pegou na ilha, então dei uma pequena olhada no meu próprio corpo, e mais uma vez, minhas garras e presas estavam enormes demais, me fazendo parecer mais um predador sinistro do que um Vampiro.

Então, me concentrando um pouco mais, eu tentei diminuir minhas garras e minhas presas. 

Demorou, e eu precisei de um pouco de paciência, mas quando o Barqueiro chegou aonde eu estava, eu já tinha diminuído minhas garras ate elas voltarem a ser só unhas e diminuir minhas presas para o tamanho normal, ficando um pouco mais civilizado do que antes.

E mesmo assim, o Barqueiro se impressionou por, outra coisa que ele viu em mim.

Barqueiro: (assovio) pelo jeito você ficou ocupado.

Eu sabia o que ele quis dizer com isso, pois agora eu tava usando roupas feitas de pele de animal, não tava tão boa quanto algo profissional, mas agora eu tava usando uma roupa que lembrava uma calça, uma blusa e uma jaqueta.

Algo que não parecia diferente do meu uniforme original, ele só parece um pouquinho mais primitivo e rudimentar.

E também tinha o fato que meu cabelo e barba ficaram tão grandes que eu fiquei com a aparência de um homem das cavernas, de novo.

Mas era além disso, eu não tinha crescido mais, e meus músculos não tinham aumentado, mas existia uma espécie de “experiência” embutida na minha carne e cristalizada em meus ossos. 

Uma experiência que fazia minha alma parecer mais madura do que antes de eu entrar na ilha, mas acho que era isso que sobreviver a uma experiência de quase morte fazia com o corpo de alguém, o medo de se arriscar acaba diminuindo um pouco, todo o mundo parecia mais colorido, mais bonito, mais saboroso e ate mesmo podia fazer um corpo sofrer um amadurecimento de milhões de anos em apenas alguns dias.

Essa sensação na minha alma, ainda era algo bem misterioso pra mim, mas eu rezava pra conseguir encontrar respostas pra ela quando voltasse pro arquipélago.

Eu entrei no barco bem calmo, e enquanto o barqueiro me levava de volta para o Arquipélago Vampiro, me dei o benefício da calmaria, porque, eu podia até ter dormido na ilha Jurássica, mas apenas quando eu tava voltando pra casa que eu realmente senti essa acalmaria afetar meu corpo.

Enquanto a gente tava voltando pro arquipélago, fechei meus olhos, e deixei que a calmaria do barco viajando pelo mar vermelho me acalmasse dessa inquietação em todo meu corpo, uma inquietação de um ser vivo que ainda estava em seu modo de sobrevivência.

Eu sabia que eu só deveria conseguir relaxar de verdade quando chegasse em casa, mas nesse pequeno momento de calmaria que eu tive enquanto estava vagando no barco conseguiu me acalmar mesmo, apesar de só ter sido um pouquinho.

E enquanto eu via as ilhas do Arquipélago chegando na minha visão, fiquei pensando aonde eu iria quando voltasse pra ilha Jurássica.

O Torvossauro com certeza estava num nível muito grande pra mim ainda, mesmo que eu tivesse derrotado ele, o Dinossauro era um dos Reis daquela era, eu precisava lutar com Dinossauros um pouquinho mais antes de ter a confiança de tentar lutar contra criaturas das ilhas Cretáceas. 

Mas pra onde eu iria? Quem eu enfrentaria? Eu já tinha ido pra todo o lugar naquela ilha? Bom, pelo menos naquela ilha…hmhmhm, ah, é mesmo, ainda tinham as Ilhas Jurássicas do Sul, acho que eu fiquei muito focado nas Ilhas Jurássicas do Norte, e eu acabei me esquecendo do Sul.

Eu li que aquele lugar era até mesmo mais quente que as ilhas Jurássicas do Norte, e mesmo assim, existiam ilhas Jurássicas do Norte que até mesmo eram polares, onde nevava. 

Hehehehe, apenas pensar em qual seria o gosto dos animais dessas regiões me fizeram salivar de empolgação, mas quando nós chegamos no porto, eu já me apressei e limpei minha babá, afinal, depois de ficar tanto tempo na ilha Jurássica, meu corpo estava sedento por outro tipo de Sangue.

Barqueiro: vai ser sua mina?

Eu apenas balancei a cabeça positivamente pro barqueiro, e isso foi mais que o suficiente pra ele entender que sim, e então, depois de chegar no porto, eu corri logo pra casa, pois eu tinha que me arrumar, de novo.

Eu tomei um banho rapido, coloquei uma roupa mais decente e fui logo pro centro curandeiro, tinha muita coisa que eu queria fazer agora, uma delas era poder tomar banho com mais calma, ms eu precizava cuidar das feridas permanentes no meu corpo antes de qualquer coisa.

Chegar no centro curandeiro foi bem simples, assim que eu cheguei la, eu esperei em uma salinha por algum temp, e quando menos eu esperei, eu fui chamado.

Eu tava com muita dor agora, então eu tava disposto a esperar o tempo que precizzasse pra conseguir cuidar desas feridas, e foi o que eu consegui fazer.

Quando eu fiquei frente ao curandeiro, eu tirei minha blusa dele, e ele examinou minhas cicatrises po algum tempo, ate que ele passou uma poçao nas minhas costas, passou um remendo em mim, e então falou algo pra mim enquanto escrevia em um papel.

Curandeiro: tem se aventurado em lugares bem perigosos, não é, Sir Sansão?

Eu apenas concordei com a cabeça, sabia que mentir pra ele não iria acabar bem de qualquer jeito.

Curandeiro: ok, então, Sir Sansão, pelo jeito, você deixou que a bactéria anti regeneração entrasse nas suas feridas quando sua capacidade de regeneração acabou, isso não é fácil curar, nem pra um guerreiro de elite como você.

Eu vi o Curandeiro fechando os olhos e articulando as palavras, como se tivesse tentando encontrar as palavras certas pra me explicar o que ouve comigo. 

Eu queria que ele pudesse acreditar que eu conseguia entender a forma complicada da explicação, mas sinto que era melhor eu apenas deixar ele me explicar de forma simples mesmo, pelo menos por enquanto.

Curandeiro: em poucas palavras, o seu corpo entendeu que essa bactéria é parte de você, por isso, ele não consegue expulsar a bactéria dessa ferida e sempre que você tenta a curar, ela apenas se abre novamente.

Ta, eu admito, foi bem melhor ele me explicar daquela forma mesmo. E depois de falar aquilo, o Curandeiro me entregou um papelzinho e falou.

Curandeiro: você tem que colocar essa poção nas feridas uma vez de dia e outra de noite, ah, e não se preocupe com o banho, a poção é a prova de água.

Eu balancei minha cabeça, bem feliz ao ouvir isso, “nossa, eles pensaram em tudo mesmo.”

Curandero: eu recomendo que você evite concentrar a sua Aura na área da ferida por alguns meses. E você também precisa passar essa poção em você por 1 ano. Vai impedir que a ferida abra de novo e que a bactéria continue na ferida. Mas a cicatriz, essa vai continuar ai, desculpa.

Sabia que o Curandeiro não conseguia me entender completamente, então eu tentei fazer uma mímica que dizia: ah, não se preocupe com isso Curandeiro, você já me ajudou bastante.

E por mais que ele não tivesse entendido tudo que eu gesticulei, algo me dizia que ele entendeu mais ou menos os meus gestos.

Curandeiro: desejo que consiga se recuperar bem Sir Sansão.

“Eu também, Curandeiro”, eu quis dizer isso, mas mais uma vez, nao consegui, eu apenas apertei a mão do Curandeiro e fui andando pra minha próxima visita no dia: o Centro dos Alquimistas.

E depois que eu cheguei pro centro dos Alquimistas, eu procurei o Alquimista que tava escrito no papel, e depois de dar a receita a ele, o Alquimista foi pra trás do laboratório dele e 20 minutos depois, ele me deu a poção pras feridas, ou melhor, a pomada.

Alquimista: deve ter o bastante aqui pra 3 meses, quando precisar de mais, é só falar comigo.

E depois de ouvir isso, eu apenas sorri, balancei a cabeça de forma positiva, e voltei pra casa, mais do que preparado pra ter um banho beeeeeeeeem mais demorado em casa, e com essa nova pomada comigo, agora eu podia descansar tranquilo sabendo que essa dor nao ia me incomodar de forma física por tanto tempo.

Ela só ia me atormentar de forma mental mesmo, mas as dores mentais eram bem mais difíceis de cuidar, então eu sabia que devia deixá-las pra depois.

E pras dores mentais, eu já tinha uma estratégia muito boa pra me ajudar nisso também, mas eu tinha que fazer uma coisa de cada vez, primeiro o banho, depois a visita no templo, e depois disso, eu iria me encontrar com a Zípora, de novo.

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