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Ah, a quanto tempo eu tava lutando com aquele Torvossauro? Eu já nem sabia se o tempo estava passando ou não, só o que eu conseguia perceber era a dor, MUITA, MUITA DOR, mesmo com o Musth ativado.
A minha testosterona continuou tentando tirar minha consciência da jogada, mas de forma irônica, meu medo continuava mantendo minha consciência boa, eu tava bem curioso pra saber onde toda essa batalha entre os dois ia parar, mas acho que eu tinha coisas mais importantes pra pensar agora do que isso.
É, espero que a Zípora não estivesse me esperando, porque eu não ia sair daqui tão cedo.
E quando eu pensei nisso, na mesma hora o Torvossauro abriu de novo a boca pra me comer, mas dessa vez eu acertei o tempo pela primeira vez na luta e consegui acertá-lo com uma cotovelada, mas uma vez imitando os espinhos de um Estegossauro.
Ou era isso que eu pensei, porque logo, eu vi que o Torvossauro virou na direção do meu braço e o comeu primeiro, mas não parando por nenhum segundo, eu usei meu outro braço pra acertar o Torvossauro no olho e dessa vez ele não conseguiu desviar.
Eu fiquei extasiado quando finalmente fiz o Torvossauro ser machucado, mesmo que só um pouquinho, mas eu apenas senti na pele o quanto eu o machuquei, quando eu ouvi o som de grito extremo que ele fez.
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Eu pensei que ficaria super assustado quando eu ouvisse aquilo, mas foi o contrário, eu me senti extasiado quando ouvi o barulho de dor do Torvossauro, a ponto que, pela primeira vez, comecei a sentir que eu consegui incorporar o Estegossauro no meu interior de forma bem melhor agora.
Mas é claro que aquilo não ia ser o suficiente pra chegar no cérebro, porque, assim que perdeu um olho, o Torvossauro usou toda a dor e fúria que tava sentindo agora pra se virar pra mim e me morder de novo, mais uma vez pegando minhas pernas.
E quando eu as recuperei, eu me apoiei no rosto do Torvossauro, e usando minhas próprias mãos como gancho, eu arranquei o máximo de carne possível do olho do Torvossauro antes de correr pra bem longe dele.
O Torvossauro teve que se recuperar por alguns segundinhos depois do golpe devastador que eu dei nele, o que me deu tempo pra correr, mas não pra longe do Torvossauro, mas sim pra baixo das pernas dele de novo, pois em cada momento que eu fui esmagado, pisoteado, comido e perfurado durante o combate, eu ainda encontrei a inspiração perfeita pra conseguir me manter seguro no meio das pernas do Torvossauro e conseguir arrancá-lo um pouco mais.
E essa inspiração não foi nada além de uma compreensão melhor dos Dilophosaurus, uma compreensão na sua natureza rápida e evasiva que me permitiu não apenas copiar as formas deles perfeitamente, mas até aprimorá-las.
Isso pois, as garras de um Dilophosaurus, que não conseguiriam nunca arranhar de forma profunda um Torvossauro, conseguiram passar pela carne do Dinossauro.
E o melhor, essas garras eram falsas, pois elas eram manifestadas através do meu punho e nada além disso, a cada soco, a cada chute, a cada cotovelada, a cada joelhada, tudo criava garras, e cada uma arrancava mas sangue do Torvossauro.
Mas infelizmente, o Torvossauro não era um dinossauro que caia fácil, eu sabia desde cedo que dinossauros eram durões por natureza, mas o Torvossauro era outro nível, não importa o quanto eu o machucasse ou cortasse, ele nunca caia.
E eu já tava começando a suspeitar que ele não ia cair nem depois de eu arrancar a cabeça dele fora.
E mesmo com esse pensamento me incomodando bastante, aos poucos, eu comecei a entender melhor o Torvossauro.
Tanto que, quando eu consegui me afastar um pouco dele e atacar de novo, eu consegui o atingir na perna pela primeira vez, conseguindo dar um corte no corpo dele idêntico a de um Alossauro, um corte que não era apenas cortado, mas que pareceu afundar a carne e quebrar ossos no processo.
Eu tinha certeza que quebrou algum osso do Torvossauro quando eu fiz isso, mas se eu quebrei, o animal não deixou eu saber, porque depois do golpe, o Dinossauro quase me jogou pra longe com a cauda gigantesca dele, eu consegui desviar, é claro, mas foi por muito, muito, muito, muito, muuuuuito pouco mesmo.
E acho que só depois que comecei a usar mais técnicas baseada no comportamento dos Alossauros que eu entendi realmente o que eu precisava fazer, porque a cada golpe desviado, a cada mordida evitada, eu comecei a entender como usar as estratégias dos Allosaurus no Torvossauro, mesmo que ainda fosse complicado pra mim fazer isso.
E o mais doido, era que o Torvossauro era muito inteligente, porque ele tinha percebido que eu tava o analisando, então, ele mudou as próprias estratégias pra tentar me confundir.
E eu percebi isso quando eu achei que ele iria me morder, e de novo, eu rolei pra baixo pra tentar escapar, mas o Torvossauro nunca quis me morder, ele quis me levar literalmente na direção do pé dele, e novamente, ele me esmagou.
Mas dessa vez eu consegui segurar o pé dele a tempo, não pra conseguir empurrar o Torvossauro pra longe, mas sim pra conseguir empurrar o pé dele pra uma direção diferente, me permitindo escapar pra esquerda de novo.
E depois, parecia que ele iria me dar um golpe de cauda, e eu já me preparei pra desviar, mas antes de chegar em mim, a cauda bateu a própria se arrastou no chão, jogando um monte de terra na minha cara.
Eu deixei a terra bater em mim e no meu rosto, sem piscar nem quando uma terra carregada de detritos chegava bem nos meus olhos, e quando a cauda do Torvossauro chegou, eu dei uma joelhada nela, tentando fazer um golpe de machado, igual aos Allosaurus.
Hehehe, e sem surpresa, a minha perna foi arrancada quando eu fiz isso.
Meu corpo se acostumou a dor, e se acostumou a super regeneração, e até se acostumou ao Musth 20 vezes mais forte, e com tudo isso, eu pensei que iria perder a cabeça, mas quanto mais a batalha se estendia, mais eu conseguia me adaptar a tudo, tanto a minha própria dor quanto aos próprios perigos que eram cada vez mais jogados na minha cara.
Claro que foi difícil, mas como eu tava literalmente tentando sobreviver, não era como se eu tivesse escolha de qualquer forma mesmo.
Agora mesmo, o Torvossauro tentou me morder de novo, e novamente e tentei dar um soco na boca dele, e mais uma vez, ele mudou a trajetória da mordida pra conseguir arrancar meu braço fora.
Mas aquele soco que eu ia dar era uma finta, e quando o Torvossauro tentou me morder, eu recuei o braço na hora e consegui dar um chute peito bem na cara do animal, um chute que estalou no ar igual o chicote de um Diplodoco.
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\nE mais uma vez, o Torvossauro resistiu, mas eu não parei em apenas um ataque, louco depois, eu dei um soco de mão fechada que teve o mesmo peso de um camarassauro dando uma cabeçada no Torvossauro
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\nE mais uma vez, eu consegui jogar a cabeça do Tiranossauro pra trás, e dessa vez, eu com certeza quebrei alguma coisa no crânio dele, e com ele resistindo ou não, não importava, eu só o machuquei, e pra mim, só machuca-lo parecia um milagre na terra agora.
E usando e aproveitando dessa euforia dentro de mim, eu comecei uma sequência de cruzados e chutes peito do pé no corpo do Torvossauro, com cada um deles simulando ataques de um Saurópode que começaram a estalar os ossos e jogar o Torvossauro cada vez mais longe.
Eu fiquei empolgado, e muito feliz de finalmente estar batendo no Torvossauro, mas no meio dos meus ataques, o Torvossauro se recuperou e quase me abocanhou inteiro de novo, mas eu consegui perceber a mordida dele e consegui recuar pra trás.
E ao invés de ir direto para lutar mais com ele, eu parei por alguns segundos, vendo que ele só tava esperando eu avançar pra me dar um golpe de cauda em mim.
Hehehe, eu já tava conseguindo prever padrões, já estava chegando a hora da minha virada espetacular.
E enquanto nós ficamos naquele impasse, onde eu não avançava e ele só esperava eu avançar, eu percebi algo muito útil pra mim, as cicatrizes antigas que o Torvossauro tinha não eram apenas troféus, eram pontos fracos, que com a experiência, força e principalmente, tempo de batalha que nós tínhamos, agora conseguia aproveitar o máximo possível.
Em um segundo, eu comecei a correr de novo na direção do Torvossauro, e o Torvossauro só avançou, já reparado pra me interceptar por baixo de novo, mas ao invés de ir pra baixo dele, quando o Torvossauro se abaixou pra me morder, eu saltei pra cima e fui pras costas dele, de novo.
E com um soco forte que possuía a força da pisada de um, eu abri a cicatriz da mordida que ele recebeu de um ouro Torvossauro. E eu também abri novamente a fratura que aquela mordida causou.
E o resultado foi que eu não apenas abri a cicatriz, mas quebrei parte do crânio dele e arranquei finalmente um pedaço do Torvossauro fora.
Mas não deixei aquilo subir a minha cabeça, e apenas comecei a socar com força a cabeça do Torvossauro, e quando ele tentou rolar no chão de novo pra me prender, eu pulei pra longe dele e o olhei se levantar com muita fúria.
E o pior, era que ele não parecia sequer enfraquecido por ter um pedaço da cabeça dele arrancada, ele parecia até muito mais forte do que antes.
Nossa, ele ainda conseguia se levantar mesmo com a cabeça dele aberta daquele jeito? Dinossauros realmente eram demais, e eu precisava tomar cuidado pra não acabar virando uma refeição pra essa força da natureza na minha frente.
Pois é, eu não conseguia ver aquele Dinossauro mais como um animal, nesse momento, eu me lembrei como Dinossauros eram uma força da natureza da forma mais simples e pura possível.
Eu me adaptei a aquela batalha, mas o Torvossauro podia adaptar também, eu não podia esquecer, aquele que baixasse a guarda primeiro seria quem ia perder a batalha.
E quem perdesse iria ser a comida, simples assim.
Eu não sei quanto tempo eu fiquei lutando com aquele Torvossauro, mas cada segundo daquele combate foi uma confirmação atras de confirmação como o Torvossauro era mil vezes mais forte que o Lorde Davi.
Ele era mais forte, mais ágil, mais inteligente e até mais estrategista, tanto que, mesmo depois de todas as adaptações que eu fiz na batalha, eu ainda fui morto muitas vezes pelo Torvossauro.
Sério, eu apenas não morri naquele combate porque eu tinha uma super regeneração, e eu não podia esquecer disso em nenhum momento.
Eu fui machucado e morto tantas vezes que eu comecei a ficar acostumado com a dor, mas eu lutei o bastante pra aperfeiçoar minhas técnicas, os Dilophossauros, os Estegossauros, o Allosaurus, o Ceratossauro, o Ornitholestes.
Cada um se tornou uma técnica única minha que lentamente começou a marcar o Torvossauro cada vez mais, mas ironicamente, sinto que essas marcas só ficaram profundas, quando eu comecei a diminuir o Musth.
Em meio a batalha, eu senti uma espécie de realização, onde meus golpes estavam se tornando mais fortes, e ao mesmo tempo, a necessidade do Musth diminui.
Dessa forma, bem devagar, eu comecei a diminuir aquela habilidade, de 20 vezes mais testosterona, voltou pras 10 vezes mais testosterona, ate que eu finalmente voltei apenas pras 2 vezes mais testosterona e eu parei ali, porque diminuir ainda menos que isso já me fazia sentir dor.
E, meu deus, aquele Torvossauro não caia por nada nesse mundo, em um dos momentos eu fui pra baixo dele de novo, e quando ele tentou me chutar, eu agarrei um dos dedos de garra dele.
Foi um movimento super concentrado, onde eu não apenas agarrei o dedo, eu estendi meus dedos e minhas garras, a ponto que eu imaginei como se milhares de Ornitholestes estivessem segurando aquele dedo do Torvossauro.
E com esse pensamento, eu consegui quebrar o dedo do Torvossauro, o fazendo gritar de dor, e no mesmo instante, ele tentou me pisotear usando o pé machucado.
Eu desviei pra direita, e logo fui colocado na direção da cauda do Torvossauro, e dessa vez, quando a cauda dele veio na minha direção, eu alinhei meu pé, e chutei ele com um frontal poderoso.
Mais uma vez, eu tentei colocar a intenção que meu pé era tao poderoso e tão afiado quanto os espinhos da cauda de um grande Estegossauro.
E dessa vez, pela primeira vez, EU CONSEGUI FINALMENTE USAR UMA FORÇA NA MINHA PERNA IGUAL A FORÇA DE UM ESTEGOSSAURO, eu sabia disso porque eu finalmente consegui perfurar a cauda do Torvossauro, mas eu não consegui arrancá-la, só rasgá-la bem feio.
No fim, acho que minha força não conseguiu se igualar totalmente a de um Estegossauro verdadeiro, mas o dano que eu dei no Torvossauro foi bem mais que o suficiente pra eu ficar feliz com o que eu fiz.
O Torvossauro não gritou de dor, ele apenas girou pra terminar o movimento da caudada, e logo tentou me dar outra mordida, ou foi isso que eu pensei, mas no lugar disso, ele me deu uma cabeçada fortíssima, igual a um Alossauro.
Mas claro que aquela cabeçada dele pareceu bem mais forte que um Alossauro normal.
Eu pensei que poderia dar um soco na cabeça dele, mas quando eu colidi punho contra testa cabeça, mais uma vez meu braço foi quebrado, e eu desviei antes que o golpe acertasse em cheio meu corpo inteiro.
E quando eu desviei do golpe, foi aí que o Torvossauro abriu a boca pra me morder, e mais uma vez eu desviei, eu desviei de 50 mordidas dele, e desviei de 80 golpes de garra dele.
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𝖊𝖑𝖊 𝖓ã𝖔 𝖛𝖆𝖎 𝖒𝖊 𝖕𝖊𝖌𝖆𝖗 𝖉𝖊 𝖓𝖔𝖛𝖔
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\nEu continuei desviando daquela forma até encontrar um ângulo bom, mas não pra rolar pra baixo, mas sim pra saltar na cabeça dele de novo, e tentar bater com tudo no pescoço dele.
Então, com um salto, eu fiz uma cotovelada aérea com um poder de corte tão concentrado que eu consegui chegar até o osso do Torvossauro, mas nem aquilo foi o bastante pra parar o dinossauro, porque, como eu já tinha descoberto a muito tempo, nenhum tipo de dano ia ser grande o bastante pra para-lo além da morte.
E mais uma vez, comecei a pensar que talvez, nem mesmo maa-lo iria fazê-lo parar.
Mas no fim, eu ainda não consegui pensar muito nisso, porque, em um certo momento da luta, eu consegui achar uma brecha na defesa e ataques insanos do Torvossauro, uma brecha que permitiu que eu concentrasse meus ataques pra tentar quebrar o pescoço dele.
E em vários outros momentos, eu o arranhei ele a ponto dos ossos dele aparecerem mais. Mesmo com o sangue nos cortes, a branquitude dos ossos se expunha cada vez mais.
Em meio aos desvios, eu também quebrei os 3 dedos de cada pé do Torvossauro, e olha só, aquele bicho não caiu nem quando eu fiz isso…
Sério, o que faz um Dinossauro ser tão determinado assim? É apenas o desejo de viver? Ele nasceu assim? Ou será que tinha algo haver com o que ele passou entre sua jornada entre ir de um filhote pra um adulto?
Talvez fosse uma combinação maluca, complexa e super perigosa dessas 3 coisas, pois, enquanto eu via o Torvossauro conseguindo se equilibrar, mesmo com todas aquelas feridas no próprio corpo, eu ja consegui pensar como, no fim, nao dava pra rotular o que movia aquele Dinossauro como apenas uma coisa.
Ele não tinha regeneração e estava me encurralando, enquanto que eu estava quase desmaiando de cansaço, mesmo com meu corpo inteiro por causa da regeneração.
Acho que a única coisa boa no meio de tudo isso, é que, quanto mais tempo eu ficava naquele combate, mais eu perdia meu medo da morte, pois a cada soco, a cada arranhão e a cada esmagamento, meus movimentos ficaram ainda mais imprudentes.
Uma das maiores provas disso foi quando ele me espetou com os braços de garra dele e me jogou pra dentro da boca dele de novo.
Eu conseguia desviar do golpe, mas quando eu vi a garra me espetando, e acho que até quando aquela garra me perfurou, o meu corpo já não conseguia tratar aquilo como “prioridade” na atenção, não depois de todos os esforços que eu obriguei ele a aguentar.
E mais uma vez, eu fui jogado na boca do Torvossauro e fui mastigado até quase ser engolido, 15 quase decorações e 15 escapadas. Mais uma vez consegui fugir, e mais uma vez, eu sentia que estava chegando em um nível de dor que nem sabia ser possível.
E depois de resistir a essa absurda batalha por tanto tempo, meu corpo chegou em um limite que me fez entender na hora que eu precisava acabar com a batalha rapido.
Depois que eu escapei da boca do Torvossauro, eu recuei pra tras pra tentar me agrupar, mas antes de eu conseguir, o Torvossauro me deu um arranhão no peito pra tentar me perfurar de novo, e dessa vez, o arranhão não fechou.
Ah não, ah não.
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\nMinha regeneração chegou no limite, não dava mais pra me curar, nem com a ajuda do Musth.
Minha mente quase entrou em um desespero completo, mas quando o desespero chegou nesse momento absoluto, eu fui tomado por um instinto de autopreservação absurdamente poderoso.
Quando o Torvossauro tentou me morder dessa vez, eu corri de uma forma que era impossível de correr, uma forma que me permitiu saltar pra cima e ficar alinhado com a cabeça do Torvossauro.
E com o pescoço do Torvossauro alinhado comigo, eu usei todo o meu conhecimento da técnica da “caça de Allosaurus” pra dar uma queda com uma joelhada dupla bem no pescoço do animal.
E quanto mais eu caia, eu fui tomado por uma força além do impossível, junto de um alinhamento com a forma do Alossauro também além do impossível.
Tudo graças ao medo da morte, sem regeneração, e sem plano B, meu corpo decidiu se por do limite do limite para me fazer sobreviver algo que permitiu eu alcançar uma força tão profunda em meu corpo que eu consegui quebrar o pescoço do Torvossauro, como se fosse um tronco de uma árvore anciã, extremamente antiga e grossa.
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\nA alegria que eu senti ao ouvir o som do pescoço do Torvossauro estalando não podia ser comparável a alegria de simplesmente ganhar ou comer, mas sim a felicidade de sobreviver, eu consegui, eu sobrevivi aquele Torvossauro super poderoso, super resistente e super determinado.
Quando o corpo do Torvossauro caiu no chão, eu senti um alívio no coração que logo me fez rir, porque eu tava tão aliviado que eu não pude fazer nada além de rir.
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\nMas a minha alegria não durou muito tempo, pois mesmo com o osso do pescoço dele exposto e com sangue jorrando por toda parte, o Torvossauro ainda estava vivo.
Ele tava tão vivo que, comigo ainda em cima dele, o Torvossauro rolou no chão e me abocanhou mais uma vez.
Ele me engoliu por inteiro, mas havia errado a mordida, porque os dentes dele não me acertaram, e então, a língua dele me lambeu bem na ferida de sangue, fazendo eu rugir de dor com as bactérias anti regeneração dele tocando nas minhas feridas, tudo enquanto a língua me jogava na direção dos dentes.
Isso pelo menos era o que ela queria fazer, mas no desespero que eu fiquei ao estar dentro da boca do Torvossauro, eu arranhei e ataquei todo o interior da boca do Torvossauro até conseguir arrancar a língua do Dinossauro fora.
Aquele golpe foi o bastante para eu fazer o Torvossauro gritar de dor e abrir a boca o bastante pra eu conseguir escapar.
TA DE BRINCADEIRA!? ELE TAVA LUTANDO COM UM PESCOÇO QUEBRADO.
Eu tentei manter minha calma, muito mesmo, mas a falta de logica de ver um ser vivo luando, mesmo com o pescoço quebrado foi forte demais pra minha logica conseguir resistir sem problemas.
Sansão: 𝖆𝖍, 𝖙á 𝖑𝖊𝖌𝖆𝖑, 𝖖𝖚𝖊𝖗𝖔 𝖛𝖊𝖗 𝖛𝖔𝖈ê 𝖘𝖔𝖇𝖗𝖊𝖛𝖎𝖛𝖊𝖗 𝖆 𝖎𝖘𝖘𝖔 𝖆𝖖𝖚𝖎!
E quando falei isso, eu fui na direção do Torvossauro, meio que perdendo todo meu poder de raciocínio lógico mesmo.
Mas sem ligar pra isso, o Torvossauro, na mesma hora, tentou me morder de novo, e dessa vez, eu deixei ele me morder, porque eu bati os dentes do Torvossauro com as minhas costas.
É, eu com certeza perdi a cabeça quando fiz isso, mas agora não dava pra parar, então fui até o final.
Usando todo o peso do meu corpo pra dar uma colisão de um Braquiossauro bem nos dentes dele, sabia que não ia ser igual a um Braquiossauro, mas não precisava ser, ele só precisava ser forte o bastante pra quebrar o pescoço dele…
E no fim, aconteceu exatamente o que eu pensei, as minhas costas, a parte de mim que encostou nos dentes do Torvossauro, afundaram nos dentes dele sem um pingo de resistência, como se minhas costas fossem de manteiga.
Eu senti os dentes passarem pelos meus músculos e depois passarem pelos meus ossos com essa mesma facilidade. Com eles parando apenas quando roçaram levemente meus pulmões, meus intestinos e meu estômago, mas não os arrancaram, só encostaram.
Aquela foi a sensação mais perturbadora que eu senti no meu corpo em toda a minha vida, mas antes do Torvossauro chegar nos meus ossos, todo o poder do impacto do meu corpo fez o pescoço já quebrado do Torvossauro se torcer, a ponto que a cabeça dele girou numa volta completa no próprio pescoço.
Eu achei que só tinha torcido a cabeça dele, mas claro que não foi só isso, porque a torção foi tão violenta que a cabeça do Torvossauro foi arrancada pela torçao, fazendo eu e a cabeça dele sermos jogadas juntas pra bem longe.
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\nE quando o corpo do Torvossauro finalmente caiu, eu não fui pego por alívio ou satisfação, eu apenas senti desespero, a dor da ferida das minhas costas e do meu peito estavam muito feias, e elas não estavam fechando.
E eu ja tava sentindo que aquelas feridas iam ser uma profundidade mental bem forte…
Mas antes de eu deixar minha mente pensar nisso, meu corpo foi dominado por um desejo maior ainda:
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\nE como um prêmio por si só, minha fome finalmente se manifestou por completo, permitindo que minha consciência parasse de pensar tanto em sobreviver e pensar apenas em devorar a carcaça que eu já acabei de matar.
É, agora eu tinha certeza que ficar tanto tempo sozinho naquela floresta me deixou maluco, porque, mesmo a forma crua, com sangue exposto e cheio de ossos fraturados pareciam saborosos e apetitosos.
E então, com minha fome no máximo e meu raciocínio desligado, eu comecei a comer a carne crua do Torvossauro bem ali, no meio da floresta mesmo, sem nenhum pingo de medo que algo pudesse me pegar ou roubar a carcaça de mim, tudo que eu conseguia pensar, e fome, e sede.
Depois de ter matado o Torvossauro, eu não sabia se teria alguém ousado o bastante pra tentar tirar aquela carcaça de mim, claro, com a exceção de um outro Torvossauro talvez, mas eu podia facilmente pensar nisso depois que eu acalmasse esse espírito super selvagem dentro de mim.
TORVOSSAURO
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