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Não sabia o porque, mas algo dentro de mim dizia que, eu não devia estar com tanta energia assim.
Isso porque, depois que eu saí com a Zípora, e venci aquele torneio, eu pensei que ia ficar um milhão de vezes mais cansado do que antes.
Mas foi o contrário, depois de tudo que eu passei, eu estava com tanta energia acumulada dentro de mim, que eu tava agitado pra ter um gostinho fresco do meu primeiro Dinossauro grande.
Ah, entendi, eu tava ansioso pela minha primeira casa de dinossauros grandes, por isso que eu tava com tanta energia, e quando eu pensava dessa forma, e, até que fazia sentido.
E quando chegamos na ilha Jurássica, assim que eu sai, o Barqueiro falou algo que ele nunca disse antes pra mim.
Barqueiro: tenta nao se matar dessa vez.
Fui um pouco pego de surpresa por ele falar aquele tipo de coisa “do nada”, mas como ele era o mesmo barqueiro que tinha me levado várias vezes, eu dei um aceno positivo na cabeça, dizendo que ia tomar cuidado
E eu meio que entendia o arqueiro, eu devia ser um cliente muito bom dele, nenhum barqueiro iria querer perder um cliente bom como eu, humhumhum.
E quando adentrei aquela densa floresta, eu tinha a certeza absoluta que eu devia atacar primeiro.
Apesar de eu estar bem mais forte, eu não queria me arriscar pegando um Estegossauro e nem um Torvossauro logo no início, eu precisava começar com algo um pouco mais controlável, e com menos poder individual.
Um tipo de necessidade que os Allosaurus se encaixam certinho, sim, eles andavam em bando, eu devia conseguir 8 pelo preço de 1, mas com a força que eu tinha agora, aquilo não ia ser um problema.
E mesmo com esse pensamento, eu consegui raciocinar que, se eu andasse pelos cantos certos e seguisse os bandos ideais, eu iria conseguir encontrar um Alossauro solitário.
Só teria que ter cuidado com qual Alossauro eu ia procurar.
Pois eu tinha tanta chance de encontrar um Alossauro fraco, velho e que foi expulso do próprio bando pelo novo Alossauro Alfa.
Ou eu podia encontrar um Alossauro jovem, poderoso e cheio de testosterona que acabou de ser expulso do bando de seu pai pra impedir que ele tomasse o poder dele.
Não existia uma terceira opção, eram esses 50/50.
E enquanto eu procurava o “jovem” desses 50/50, eu vi uma cena bem cruel na minha frente, um Ogro estava no meio de um ninho cheio de ovos, e estava esmagando eles um por um não pra comer, mas por diversão, eu podia ver isso na risada dele…
Nossa, ele tava rindo enquanto esmagava os pobres ovinhos, ele estava rindo enquanto pisava e cuspia nos ovos como se sentisse uma espécie de prazer doentio nisso.
Ele continuou fazendo aquilo com o ninho até que um rugido de dinossauro foi dado.
Bom, era um rugido, mas era um rugido carregado de tanta dor e ódio, que ele ficou distorcido demais pra dizer que era o rugido de um animal.
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\nA mamãe e papai Camptossauro chegaram, e na hora tentaram acabar com o ogro que fez aquilo, mas com um sorriso sádico, o Ogro levantou dois ovos ainda inteiros e os ergueu na direção dos pais.
E usando os ovos como escudos de carne, o Ogro ousou os Camptosaurus a atacarem ele, mas os dinossauros não queriam perder os únicos filhos que ainda podiam ter, fazendo eles recuar muitas vezes.
E o Ogro se divertiu enquanto viu os Camptosaurus tentando atacá-lo, e falhando no processo, ele chegou até a chutar a gema dos ovos que ele já destruiu bem na cara deles, apenas para provocá-los.
Os Camptosaurus tentaram atacar o Ogro de todo o angulo, mas eles não conseguiram dar um único golpe nele, porque qualquer dano ao Ogro, e o ovo iria literalmente cair das mãos dele
E no fim, depois de usar o ovo como um escudo por tanto tempo, o Ogro conseguiu se aproximar dos Camptosaurus e espancou eles, se divertindo pelo fato que os Camptosaurus não podiam toca-lo.
E pela forma como os dinossauros não estavam nem um pouco machucados, eu já conseguia imaginar que aquele Ogro era um fracote que nem tinha força pra ficar nessa ilha, ele só chegou tão longe se aproveitando dos fracos, certeza.
Ah, isso era perfeito, esse era o tipo de gente que "aquele cara" simplesmente amava torturar, e por pior que perder esses ovinhos fosse, ver aquele cara sofres com certeza fariam os ovinhos serem vingados.
O Ogro bateu nos Camptosaurus, até usar força o suficiente pra finalmente derrubá-los, e até os queimou com gasolina e com isqueiros, enquanto gargalhava e amava ver o sofrimento daqueles pobres animais.
O Ogro continuou machucando e torturando os Camptosaurus por muito tempo, até que um cântico no meio da selva foi escutado por nós, um cântico que me deixou arrepiado de felicidade, enquanto o ogro deve ter sentido um calafrio até na alma.
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\nTava acontecendo, uouhouhouhou.
O Ogro olhou pra direção daquele pequeno "houh" que ele ouviu, mas quando ele fez isso, ele acabou desistindo de olhar o que tava ao redor dele, e tentou simplesmente brincar de quebrar os ossos dos Dinossauros, agora que eles não conseguiam mais se levantar pra tentar matá-lo.
O ogro ele fez grandes brincadeirinhas, fingindo que ia deixar os ovos caírem, e depois os pegando no último minuto, só pra ouvir os rugidos de desespero dos pais, ele fez isso 3 vezes, na quarta, quando ele largou os ovos de vez, eles sumiram.
Não ouve som de ossos quebrando, como se eles tivessem sido pegos no mais pleno ar.
E dando um sorrisinho em meio aos arbustos que estava escondido eu vi como o Ogro se surpreendeu ao ver que o outro ovo tinha sumido da mão dele também.
E enquanto o Ogro ficava cada vez mais desesperado, aquele chamado de antes aconteceu de novo.
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\nO Ogro já percebeu que tinha algo errado, mas já era tarde, ele devia ter fugido enquanto ainda dava.
E sorrindo de orelha a orelha, eu vi , uma pequena chama apareceu em meio a escuridão da floresta, então ela se moveu numa velocidade absurda por todo o ponto escuro da floresta enquanto ainda tava chovendo.
E esses olhares de chamas diferentes em meio a chuva fizeram o Ogro pensar que estava cercado, e no fim, ele não tava errado, pois o cara que ele irritou não lhe daria um fim bonito.
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\nHmhmhmhm, ele tá aqui. E enquanto o Ogro tentou entender o que estava acontecendo, a chama começou a aparecer, na esquerda, direita, cima e baixo, ascendendo e apagando em vários lugares aleatórios, tudo enquanto aqueles sons sinistros vinham atrás da floresta.
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\nE quando o Ogro tentou entender o que tava acontecendo na frente dele, uma lança o atingiu no peito, uma lança jogada com tanta força que atravessou o corpo dele e só parou quando a ponta saiu pelo outro lado.
Um lança que doeu tanto que o Ogro deu um grito que não podia sequer ser chamado de humano.
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\nTomado por um simples e puro desespero, o Ogro tentou arrancar a lança do próprio corpo, mas quando ele tentou tocar na lança, ele viu que as mãos dele viraram cascos, impedindo que ele tivesse qualquer chance de tirar a lança de si próprio.
Mas claro que o horror dele estava apenas começando, quando ele tentou gritar de desespero de novo, ele não conseguiu dar um grito, ele apenas conseguiu guinchar, como um porco.
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\nE enquanto ele estava em meio a transformação dele, com a pele lentamente se tornando mais rosada, o nariz dele se tornando um focinho, e com as pernas dele ficando fracas demais pra sustentá-lo como um bípede, ele caiu no chão, enquanto aquele chamado continuava vagando por toda a floresta, em meio aquela metamorfose mega sinistra dele.
Até que a deformação parou no meio do caminho, e ele ficou com uma forma doentia e grotesca, que não era um Ogro, mas também não era um porco, era algo profano, que não era nem um nem outro.
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\nE o Ogro, mesmo com um corpo todo deformado a ponto dele estar em um estado permanente onde ele se tornou meio porco e meio Ogro, ainda conseguiu sentir um medo gigantesco por aquele grito.
Um tipo de medo que conseguia vencer até o medo de sua propria deformação, o fazendo usar qualquer resquicio e força que ele tinha pra tentar se arrastar pra longe daquele chamado
Mas é claro que isso foi inútil, antes de conseguir se arrastar por 3 passos, o Ogro foi chutado por alguma coisa, algo que fez ele rolar pro lado, e ser jogado direto na lama.
E quando ele apareceu, o Ogro, agora deformado, estava olhando com terror para o Guardião das Florestas, o Kurupira.
Kurupira, o maior vampiro que já existiu, um dos poucos seres de todo o planeta que alcançaram a imortalidade através do caminho da aura, e que agora dedica o resto de seus dias eternos protegendo os animais de pessoas que desrespeitam a natureza, como o senhor Ogro aqui.
O Kurupira era um Vampiro mitológico pra muitas pessoas, muitos sequer acreditavam que ele existia, como se ele fosse apenas um conto de fadas, mas pros animais que ele protegia e para os Caçadores que tinham a sorte ou azar de encontrá-lo, ele era uma lenda viva.
Tanto que os Camptosaurus, que estavam tão agressivos, assustados e irritados antes, estavam agora usando as patas pra se ajoelhar frente ao Curupira, como se ele fosse uma espécie de rei.
E como um Rei, ele se virou para o Ogro pra punir aquele que desrespeitou as leis do seu Reino.
Kurupira: oi amiguinho, me fala, você gosta de matar filhotinhos indefesos? Ein?
O Ogro tentou responder, mas ele não conseguiu, ele perdeu a capacidade de falar, mas acho que, mesmo se ele conseguisse falar, não ia fazer muita diferença, já que ele tava paralizado de medo por causa do Curupira.
E então, com o maior desrespeito possível, o Kurupira pisou nas costas do Ogro, o fazendo gritar e deformando ainda mais as costas da criatura que ele se tornou, até elas se transformarem em suportes de ovos perfeitos.
Uma vez que a tortura dele terminou, o Kurupira pegou os ovos ainda inteiros, e lentamente colocou os dois ovos que o Ogro tinha usado como escudos de carne nas costas dele, enquanto sorria de forma sadic a e satisfeita, do mesmo jeito que o Ogro estava faendo segundos atras.
Kurupira: já que você gosta tanto assim de ovos, vou te fazer um favorzinho, de agora em diante, você será um porco guardião, você vai viver nessa ilha e vai proteger os ovos de qualquer animal que por os ovos deles nas suas costas...ah, e não se preocupe, depois que você conseguir chocar 100 ovos de dinossauro, eu irei devolver a sua forma original. Ah, e não tente trapacear, eu vou estar te vigiando, eu tenho olhos em todos os lugares.
O Ogro estava apavorado, mas mesmo tremendo como vara verde, ele ainda tentou forçar um sorriso, fingindo ao máximo estar feliz pela "generosidade" do Kurupira em sua punição.
E o Kurupira amou ver a impotência e fraqueza do ogro frente a alguém que conseguia revidar seus ataques, e não simples animais indefesos.
Esse era o destino das pessoas que desrespeitam a natureza, o Kurupira está vagando pelo mundo desde o início da nossa raça, sendo mais velho do que todo o Arquipélago vampiro em si.
Mas depois de eu ver ele punindo todo o tipo de pessoa ao longo dos anos que eu passei dentro dessa floresta, eu tinha certeza que ele era real até demais.
E depois de falar tudo aquilo, o Kurupira deixou o Ogro ir, e na hora que o Ogro foi na direção dos Camptosaurus, os animais desfizeram a posição de reverência e olharam muito bem pro Ogro.
Depois do que o Ogro fez com os próprios Camptosaurus, eles começaram a chutar e bater nele, e o maltratar, muito, tudo enquanto o Ogro porquinho fazendo o possível pra manter os ovinhos de Dinossauros felizes e seguros.
E quando eu olhei pros Camptosaurus, eu tinha quase certeza que eles estavam sorrindo por terem uma forma para se vingarem do cara que matou quase todos os seus filhotes apenas por diversão, hmhmhm.
Apesar de ser uma lenda viva, um ser benevolente e alguém muito bem respeitado pelos protetores dos animais, o Kurupira era um dos caras mais cruéis, assustadores e criativos do mundo quando o assunto era punir aqueles que desrespeitavam suas regras, e a criatividade dele não tinha fim.
E depois de cuidar de tudo com o Ogro, o Kurupira olhou pro ponto da floresta que eu estava escondido, e de forma extremamente casual, ele se aproximou de mim.
E mesmo comigo super escondido e em meio a escuridão da floesta, eu ainda não conseguia ser furtivo o bastante pra conseguir me esconder do Rei da Floresta.
E quando olhei pra cima, vi que ele continuava tão intimidador quanto eu me lembrava.
O Kurupira tinha um cabelo feito literalmente de fogo, olhos grandes, brancos e sem pupilas. Uma mandíbula muito mais parecida com a de um primata do que a de um vampiro, e uma pintura de guerra no rosto que o fazia desaparecer em meio às folhas.
Ele vestia uma simples roupa de pele de dinossauro, bem mais parecida com uma roupa de homem das cavernas que uma roupa de um nativo.
Além dele possuir pinturas tribais vermelhas espalhadas por todo o corpo, que pareciam pintadas pra enfatizar as cicatrizes marcadas em todo o corpo dele.
E as costas dele eram cheias de lanças diferentes, e claro, a parte mais importante, ele tinha os pés virados para trás, para enganar os caçadores que tentavam matá-lo, mesmo que eu sentisse que ele não precisava engana-los, por causa de toda a magia que ele tinha na palma da mão.
Depois de olhar pra ele um pouco, completamente paralisado de medo, eu vi que ele tava olhando pra mim também, com aqueles sinistros olhos brancos e sem pupilas.
Até que o Kurupira deu um sorriso e falou.
Kurupira: ai, bom trabalho. Continue seguindo minhas regras e vai ficar tudo bem.
Eu suspirei um pouquinho de alívio quando vi que ele não tava com raiva de mim, então eu devolvi o sorriso, balancei minha cabeça de forma positiva e dei um joinha pro Kurupira.
E como se tivesse satisfeito com o que eu fiz, o Kurupira se virou pra escuridão da floresta de novo e correu pras profundezas da floresta enquanto fazia seu cântico novamente.
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E finalmente foi embora. De todos aos perigos das ilhas ancestrais, o Kurupira era sempre o que me dava mais medo. Eu não tinha medo de ser devorado por um Carnívoro, ou esmagado por um Herbívoro, nem de ficar doente por causa de mosquitos cheios de doenças primitivas.
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\nEu tinha um certo medo de todas essas coisas, mas nenhuma delas sequer chegava perto do medo que eu sentia de um dia acabar irritando o Kurupira, pois, por mais que as regras do Vampiro fossem muito claras, nada me impedia de acabar fazendo algo que o irritasse sem querer...
E se eu fizesse isso, eu sabia que teria um destino mil vezes pior que a morte me esperando...mas pela forma que ele me cumprimentou, eu sabia que eu não estava nem perto de irritá-lo a essa altura...pelo menos por enquanto.
O que foi uma certa surpresa, eu pensei que, depois de eu ter comido aquele Camptossauro vivo, eu iria ter que me preocupar do Kurupira estar irritado comigo, mas pelo jeito, não, eu não quebrei nenhuma regra, pro meu alívio.
Eu demorei um bom tempo pra me acalmar, mesmo que o Kurupira já tivesse ido embora, o meu corpo se sentiu tão assustado que eu tive que ficar um tempinho parado e acalmando meu coração apenas pra ter alguma chance de me mover.
E quando eu finalmente me acalmei o suficiente, eu me levantei e me coloquei novamente na jornada pra minha próxima caça, e eu tava torcendo muito pra conseguir um bom Alossauro solitário.
E pelos próximos 2 dias, eu vaguei no território dos Allosaurus, e eu não encontrei um único alossauro solitário, talvez eu tivesse aparecido na temporada errada, porque nos grupos, vi que nenhum Alossauro parecia estar brigando por território ou por fêmeas.
Até os Alossauros juvenis, que tendiam a ser bem mais agressivos que os adultos, não pareciam nem um pouco dispostos a lutar pra dominarem o bando.
Nesse meio tempo, eu acabei pegando um Camptossauro e um grupinho de Ornitholestes pra conseguir me alimentar, e eu até fiquei um pouco tentado a tentar pegar um dinossauro pescoçudo, mas depois de ficar frente a frente com um deles, eu já tinha entendido que, nao tava na hora de eu pegar um dos pescoçudos ainda.
E mais uma vez sendo teimoso nisso, eu imaginei na minha mente a minha batalha com o Dinossauro pescoçudo...e foi um 50/50 dessa vez, 20 batalhas, 10 eu ganhei e 10 eu perdi. Hummm. No fim, eu acabei desistindo, acho que eu não tava afim de comer um pescoçudo ainda.
E enquanto continuava procurando um Alossauro solitário, eu encontrei um Torvossauro caçando um Estegossauro, o Estegossauro, como sempre, estava na segurança de sua manada, mas ignorando aquilo por completo, o Torvossauro deu uma corrida de explosão em meio a selva, e quando o Estegossauro percebeu o Torvossauro, já era tarde.
O Torvossauro deu uma cabeçada extrema no Estegossauro, o fazendo cair pra baixo, e numa violência tão grande que até fez os outros Estegossauros correrem pra longe.
O Estegossauro até tentou se levantar pra tentar usar a própria cauda, mas antes que ele conseguisse ficar em pé, o Torvossauro usou as garras dianteiras imensas dele pra agarrar o Estegossauro e derrubar ele no chão de novo.
Foi um pouco sinistro ver como a pele quase indestrutível do Estegossauro foi perfurada e enganchada tão fácil por aqueles braços dianteiros fortíssimos do Torvossauro.
O mantendo caído no chão com os braços, e o impedindo de fugir pisando forte nele, o Torvossauro pisoteou e esmagou o Estegossauro várias vezes, até que o Estegossauro ficou fraco demais pra se levantar ou reagir em geral.
E pra terminar com chave de ouro, o Torvossauro o Mordeu na cabeça, e mesmo com aquela proteção absurda no pescoço do Estegossauro, o Torvossauro ainda conseguiu arrancar fora a cabeça do Estegossauro rasgando a carne com a força da mordida ao invés de apenas cortar.
E satisfeito com o resultado do que fez, o Torvossauro mastigou a cabeça do Estegossauro Alfa na frente dos outros Stegosaurus, que puderam apenas observar com horror o Alfa do bando sendo morto pelo Torvossauro...
E depois de ver o maior deles sendo morto de forma tão "fácil", eles fugiram o mais rapido que conseguiram.
E eu fiquei com medo também, porque aquele Estegossauro era muito maior e mais "experiente" que aquele Estegossauro que eu não possuía chance alguma de matar.
E esse Torvossauro o matou de forma tão fácil assim, não importava se era um ataque surpresa, porque eu sabia que, mesmo se eu atacasse de surpresa, eu não conseguiria matar aquele Estegossauro de forma alguma.
E em meio . esse grande terror, o Torvossauro começou a virar o corpo morto do Estegossauro, e começou a comê-lo pedacinho por pedacinho.
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\nEu já tinha ouvido Dinossauros comendo outros dinossauros, mas até agora, eu ainda não tinha me acostumado com o som, ele continuava sendo algo completamente sinistro pra mim, algo que eu não conseguia me acostumar nem um pouco.
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\nEu devia ter ido embora quando eu ainda podia, porque, depois de tudo que eu vi e ouvi, eu fiquei paralizado demais de medo pra conseguir escapar, até que eu vi algo estranho.
O Torvossauro, do completo nada, parou de comer o Estegossauro, se virou na minha direção, e olhou pro ponto onde eu estava escondido...ele não tinha uma visão tão boa quanto um tiranossauro, mas o Torvossauro ainda era um monstro com uma visão sinistra.
O torvossauro olhou pra mim por um bom tempo, com um rosto que parecia dizer "vai encarar?", sei lá, ele parecia estar me desafiando, mesmo que ele não conseguisse me ver...até que ele fez um som sinistro pra mim.
Ele expulsou todo o ar dos pulmões gigantescos dele em um único segundo, fazendo o som de uma chaleira de 10 metros de altura, ah, eu sabia o que era isso, era um chamado de intimidação, ele tava me dando um último aviso antes de avançar em mim.
Na mesma hora, eu fugi pra bem longe dali, e felizmente, o Torvossauro não veio atrás de mim, pois ele sabia que eu não valia a pena pra ele, ainda bem.
Aquele ganido de intimidação que ele deu era algo que eles só usavam contra Torvosaurus rivais ou predadores que tentavam roubar suas caçadas, também usavam pra tirar rival do próprio território sem precisar brigar...
Hehehe, eu sabia que tinha ficado forte, mas ser reconhecido como um rival pelo Rei do Jurássico era realmente algo que eu não tava esperando, hmhmhmhm.
E enquanto eu continuava procurando o Alossauro solitário, eu pensei que, depois de vagar pelo lugar por quase 2 semanas, eu finalmente encontrei quem eu queria.
CAMPTOSSAURO
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\nESTEGOSSAURO
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