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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
72🫂😘🥰ela me entende🥰😘🫂
1874 palavras • 10337 caracteres • ⏱ 7 min 30 s

72🫂😘🥰ela me entende🥰😘🫂

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E no fim, o que eu falei pra Lacerant se concretizou, quando eu já tava me arrumando pra sair do torneio, meu corpo inteiro já estava curado, sem nenhum arranhão.

E depois de colocar meu cinturão novinho em um lugar seguro e bem escondido, pra eu não ter que brigar com ninguém enquanto eu ia pra casa, eu saido coliseu e fui direto pra casa…

Hummmmmm, que estranho, eu achei que, depois de toda a batalha que eu passei até agora, eu iria estar bem menos disposto pra recompensa da Zípora.

E, é, eu estava bem menos disposto a fazer aquelas brincadeiras da Zipora do que o normal, mas não era que eu não queria isso, era só que, eu queria ir devagar dessa vez.

E graças a deus que a vampira entendia isso.

Quando eu cheguei em casa, eu tomei banho e me arrumei pra chamar a Zípora, e quando ela disse que tava vindo, eu peguei um pouco das carnes de dinossauro que eu tinha guardado, e fiz um pratinho especial pra nós dois.

E quando ela finalmente chegou, eu abri a porta e me senti um pouco surpreso, ela tava usando um vestido totalmente preto com vários pontinhos brancos em volta igual estrelas. 

E com o cabelo solto e distribuído nos ombros, junto de uma bolsinha, que eu não sabia se era por estilo ou se tinha alguma outra coisa além disso.

Ela sorriu quando me viu, e quando deixei ela entrar, ela ficou impressionada com o que viu, um caminho de pétalas que ia até a cozinha, e ia direto pra um jantar de velas a dois.

Zípora: (assovio) nossa, S, eu sempre me impressiono quando você faz essas coisas

O que? Um namorado não pode só querer fazer algo especial pra namorada?

Zípora: não, é que…você sempre me faz me sentir especial quando faz essas coisas…depois de ver tudo isso, nem sei direito o que fazer.

Que tal agente ir na cozinha e comer o que eu preparei?

Zípora: sim, é, uma boa ideia.

E se enrolando no meu braço, quase como se fosse uma noite de gala, eu e a Zípora fomos até a cozinha e jantamos juntos. 

A mesinha que eu tinha sempre foi pra uma pessoa, nunca vi motivos pra criar uma grande demais, então tinha espaço la o suficiente para nos ficarmos bem grudadinhos um no outro.

E quando a Zípora começou a comer, ela fez alguns sons muito fofinhos e bonitinhos.

Ok, eu admito, eu fiquei um pouco surpreso quando eu vi que a Zípora conseguia comer a carne de dinossauro, porque não era qualquer um que conseguia comer essa carne.

Mas acho que o que mais me surpreendeu foi essa sensação de euforia que eu tinha quando via a Zípora comendo. 

Era um êxtase bem diferente de tudo que eu já senti, ver a Zípora comendo o que eu fiz e provando como se fosse a coisa mais saborosa do mundo me enchia de alegria.

Zípora: eu sinto algo parecido sobre meus pratos de Chef, por isso faço o que eu faço.

Nossa, você tem sorte de eu não ser ciumento sobre isso.

Zipra: você sentiria ciúmes de outras pessoas comendo minha comida?

Não, e você tem sorte por isso, porque tem caras que são ciumentos a esse nível.

Zípora: e uma dessas pessoas seria eu.

Você?

Zípora: pois é, eu não sei porque, mas quando as pessoas comem a sua comida, eu sinto uma inveja tão grande que eu quase estouro bem na cara delas.

Bom acho que o fato de eu olhar pra você com tanto carinho tenha algo haver com isso.

E quando eu falei isso, a Zípora chegou bem perto de mim, segurou meu queixo com os dedos, me levou pra bem perto dela e então falou.

Zípora: é, acho que esses olhos extremamente adoráveis tenham algo haver com isso mesmo.

E no meio da refeição, agente acabou dando um beijinho de criança antes de voltarmos comendo. 

E quando terminamos a refeição, agente se deitou no sofá e só ficamos vendo alguns documentários sobre a natureza fantástica.

Em algum momento da nossa relação, eu e a Zípora entendemos que não podíamos ficar tendo apenas “encontros mega intensos” o tempo todo, mesmo nos dois não tínhamos energia pra isso.

Mas nós entendemos como resolver isso até que bem rápido, já que éramos a válvula de escape um do outro, agente podia facilmente ser o ponto de descanso um do outro.

Eu fiquei com um pouco de medo no começo, pensando que, como esses dias de “diversão” e de “descanso” eram aleatórios demais, a Zípora, ou até eu, íamos ficar muito estressados e irritados com a imprevisibilidade do outro sobre os das agitados e os dias calmos.

Mas foi quase que o contrário disso, eu conseguia entender direitinho quando a Zípora estava num dia ruim e precisava de calmaria, ou quando ela tava num dia estressante e precisava de um encontro mais intenso.

Na mesma forma que a Zípora sabia bem até demais quando eu estava muito cansado e queria algo mais leve, e quando eu estava em um dia mais agitado e precisava de algo bem mais intenso.

E mesmo quando agente tava preparado pra um encontro agitado, nós sempre estamos preparados pra guardar a “agitação” pro próximo dia, se isso ajudasse a acalmar o outro.

Mas ela saber o que eu tava pensando não me surpreendeu tanto, me surpreendeu mesmo é que EU sabia o que ela tava pensando. 

Eu fiquei tão impressionado pela forma como ela conseguia me entender, que eu pensava que nunca chegaria a entende-la um dia da mesma forma que ela me entende, mas eu estava errado, e eu tava muito mais que feliz por estar errado.

Eu não era alguém que abaixava a guarda fácil, afinal, viver sozinho era o mesmo que admitir que você estava sozinho pra se defender contra o mundo, então, assim como o mundo selvagem, ser paranóico com pessoas quando você mora sozinho é apenas natural mesmo.

E mesmo assim, eu ainda consegui permitir que a Loira se aproximasse de mim, claro, não foi instantâneo, não foi de uma hora pra outra, mas considerando a minha condição, e o quanto eu tenho problemas com qualquer pessoa que nao seja da minha família, o fato que eu apenas deixei ela se aproximar, já significava muita coisa.

Agora mesmo, eu apenas sentia uma calmaria a grande quando eu tava com a Zípora no meu colo, e enquanto o documentário da natureza continuava, eu vi um pequeno casal de gansos com uma cor escura extremamente forte, bicos azuis claros e sendo do tamanho de elefantes na tela.

Narrador: os gansos dançarinos da noite, apesar do tamanho e força descomunal que eles possuem, eles compartilham a mesma característica que seus primos menores, que é a castidade. 

Eu não sabia se a Zípora estava acordada ou se já estava dormindo quando chegamos naquela parte do documentário, mas eu continue assistindo mesmo assim, enquanto eu fazia um carinho bem devagar no cabelo todo lisinho e macio dela.

Narrador: quando um ganso escolhe uma parceira, ele se mantém fiel a ela a vida toda, a ponto que, mesmo quando o parceiro morre, diferente de outros animais, eles não arranjam um novo, na verdade, eles ficam tristes e param de comer até que eles morram de fome, de tão tristes que eles ficam.

Cara, sei que o mundo animal não era um conto de fadas, e que tinham muitos animais alucinados, sinistros e psicopatas nesse mundo, mas quando eu ouvia essas palavras no documentário, eu apenas conseguia pensar no quanto isso era triste, e ao mesmo tempo, o quanto era fofinho que uma espécie de castidade como essa, realmente exista no reino animal.

Era algo tão fofinho que eu consegui dormir enquanto tava dormindo no sofá com a loira.

Quando eu acordei, a Zípora ainda tava ali no meu colo, dormindo sem nenhuma preocupação no mundo, e como eu não tinha nenhum compromisso de manhã hoje, eu continuei sendo o travesseiro dela até a Zipora acordar de vez, e quando ela finalmente acordou, nós dois nos arrumamos, e começamos a nos preparar pro nosso dia.

Zípora: então, você vai voltar pras ilhas Jurássicas?

Eu balancei a cabeça positivamente eu tava muito perto de conseguir o que eu queria, eu nao podia simplesmente parar agora.

Zípora: hmmm, entendo, mas se não for pedir demais, você pode pegar um pouco de carne de dinossauro pra mim?

Ah, eu não sei não Zípora, eu posso caçar sem nenhum problema porque a carne, no fim do dia é apenas pra mim e pra mais ninguém. Se eu começar a dar essa carne pra você, sem mais nem menos, as coisas podem se tornar complicadas.

Zípora: mas você vende carne pra todo mundo, porque você não pode apenas vendê-la pra mim?

Aaaaaah, você me pegou nessa, ok, eu vou te dar as carnes que eu não vou comer, mas não espere que vá receber todo o tipo de carne todo o mês, eu vou pra ilha Jurássica e volto depois de muitos meses, então, ok, toda a carne que eu trazer vai ser sua, mas não espere que eu cause um desastre ecológico só pra abastecer seu restaurante.

E quando eu “falei” isso pra ela, eu olhei pra trás, e me dei de cara com a Zípora suspirando e fazendo o rosto mais incrédulo que eu já vi fazendo na vida.

Sério, eu queria muito estar com uma câmera naquela hora, porque aquela era a cena de um ator de drama completo.

Zípora: sansão, por favor, eu nunca pediria pra você fazer algo como isso, sou fã de carne de dinossauro, mas não sou um monstro.

Eu senti um alívio gigantesco quando a Zípora falou aquilo, um alívio tão, mas tão grande, que eu andei até ela, e dei um abraço bem forte, sem malícia, sem segundas intenções, apenas um abraço bem forte pelo alívio que senti em ver que minha amante não era um monstro.

E seguindo minha deixa, a Zípora respirou fundo e me deu um abraço também,apenas aceitando esse imenso carinho que eu tava dando a ela.

E depois disso, eu dei um beijo na testa dela, e falei.

Sansão: até a próxima, minha flor

Zípora: vou contar os segundos até o próximo encontro, S.

E com um sorriso todo carinhoso no rosto, a Loira foi embora, literalmente saltitando pelo quão alegre ela ficou com meu beijo.

Sério, considerando as coisas que agente fez nos nossos primeiros anos de namoro, era um pouco doido pra mim como agente poder fazer coisas calminhas como essa agora.

Mas talvez o fato dagente conseguir isso, mostre o quanto agente evoluiu como pessoas e como namorados mesmo, hihihihi.

 E enquanto eu preparava minhas coisas pra ir para o Mundo Jurássico uma última vez por algum tempo,eu pensei como eu finalmente tava pronto pra tentar minha sorte com o Torvossauro…

2x de testosterona, com 10% a mais, e ainda tinham as técnicas que eu aprimorei por tanto tempo. E mesmo com tudo isso, ainda tinha a possibilidade de não ser o suficiente pra eu vencer do Torvossauro.

Iria ser matar ou morrer quando eu ficasse na frente dele, eu tinha que fazer valer.

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