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Depois da batalha final, o João foi colocado na ala de curandeiro do torneio, enquanto eu, eu só peguei um pouco da carne de dinossauro que eu tinha guardado, e depois de preparar mas um prato, eu sentei no refeitório, e esperei um pouco, antes de eu tentar me encontrar com a Zípora.
Lacernant: voce não vai ir pro centro curandeiro?
Não, a minha regeneração vai dar conta disso, só preciso de um pouco mais de sangue e comida que eu vou ficar bem.
Lacerant: vocês vampiros são imortais, se é louco.
Você também seria quase imortal se vivesse no Mar Vermelho.
Lacerant: jura? Esse lugar parece bem seguro pra mim
Isso porque o presidente do conselho é um cara que tem um cérebro.
Lacerant: e, ter um presidente bom faz diferença grande, principalmente em um ambiente único e doido com esse.
E depois de falar isso, como se estivesse satisfeita com o que falou pra mim, ela foi embora, sem me falar mais nada…mas depois do que ela me falou, eu comecei a me lembra de alguns pequenos fatos sobre o Mar Vermelho, fatos que eu acho que a Lacerant ia gostar muito de ouvir, pena que ela não conseguia ler minhas expressões sem olhar pra mim.
Sim, muitos civis não chegaram nem perto de se regenerar do jeito que eu e a Eket conseguiamos, mas quando o assunto era o mar vermelho, pra você fazer as coisas realmente divertidas, você iria precisar ser um pouquinho mais resistente do que o normal.
Essa era quase uma regra do lugar.
E depois de me alimentar e tomar sangue de animal por, sabe se lá quanto tempo, e sai da área de lutadores, o meu corpo todo tava doendo, eu tava sentindo dor em lugares que eu nem sabia que tinha, mas quando eu pensei que podia rever a Zípora depois de tanto tempo, toda a dor que eu tava sentindo deixou de ser tao importante assim.
E depois de conseguir a motivação pra encontrar a Vampira, eu andei pelo interior do coliseu por algum tempo, ate que eu a encontrei…ela tava…diferente, tava usando calças grandes, um tênis de cano longo, uma jaqueta enorme e um capuz que conseguia esconder o rosto dela completamente.
Se eu não tivesse reconhecido o perfume dela, acho que eu iria passar reto por ela sem a notar.
Ela olhou pra mim, viu minha confusão, e falou.
Zípora: ah não me olha assim, precisava me manter anônima pra não ser vista com você.
Que foi? Tem vergonha de ser minha namorada?
Zípora: não, mas você sabe como essas empresas são, adoram um escândalo, e eles são bem criativos quando o assunto é inventar história onde não tem, e eu não sei se você notou mas, eu não gosto de ser o centro das atenções, então, pra evitar problemas desnecessários, to usando esse disfarce.
E ele funciona mesmo?
Zippora: bom, funcionou muito bem na ultima vez?
Que última vez?
Zípora: exatamente.
…
OK, eu não vou nem tentar entender o que isso significa.
Tentando me distrair, eu bati palmas lentamente quando ela fez isso, muito feliz por ter visto o quão preparada ela tava pra esse mundo das lutas em que eu entrei.
Mas eu também tava um pouco irritado com ela, porque ela tinha chegado bem na horapremiação, se ela não gostava de atenção ela teria que sair rápido, e se ela não gostava de atenção, ela encontrou o pior e mais perigoso momento pra aparecer aqui.
Tinha mais jornalista aqui que em qualquer outro momento do dia, as chances dela ser vista comigo agora eram um milhão de vezes maiores que agora, e isso já tava me fazendo ficar com nervosismo de segunda mão, pensando nas piores possibilidades que podiam rolar.
Entendendo bem até demais o que eu estava pensando, a Zípora fez uma cara de cachorrinho abandonado pra mim e falou.
Zípora: sei que fui descuidada vindo aqui agora, e que eu fiquei vendo a luta pelo quadro-televisao, e eu fiquei tão feliz em ver que você ganhou que eu não consegui me segurar. Mas pra garantir que não vai ter nenhum escândalo comigo ou coisa do tipo, eu só vou te dar um parabéns adiantado pelo prêmio que conseguiu (sorrir) junto de um gostinho do que vai tá te esperando quando você voltar pra casa.
E num movimento rápido, a Zípora me pegou pelo ombro, me puxou pra bem perto dela, e me deu um beijo, novamente um beijo só de toque de lábios, mas sabendo a urgência que agente tava tendo agora fazia sentido ela fazer isso.
E, mais uma vez, estava, estranhamente fascinado, pelas emoções que aquele beijo mais infantil e de criança causava em mim.
Zípora: me liga quando a premiação acabar, e então eu vou e dar o resto da recompensa.
Eu tava pensando muitas coisas diferentes naquela hora, principalmente na recompensa que iria receber…e como eu não tava nem um pouco no clima pra uma recompensa intensa…
E tinha algo no rosto da Zípora que demonstrou que ela tinha entendido o que eu pensei, e dando um rosto mais leve, mas mantendo a paixão, ela balançar a cabeça de forma positiva, como se tivesse entendido que agente devia ir com calma nessa recompensa, e depois foi embora, sorrindo.
Eu não tinha certeza, mas algo no rosto da Zípora me dizia que ela tava feliz que eu queria algo menos intenso do que de costume. E pensando no quanto nós melhoramos nosso relacionamento, não era tão estranho que ela gostava dessas coisas menos intensas.
E como se apenas a presença daquela Vampira me deixasse melhor, a minha regeneração já começou a aumentar, a ponto que o meu corpo curou os ferimentos pequenos criados, enquanto só os ferimentos grandes não deram pra se fechar.
Mas enquanto eu ainda tava levemente machucado, eu fui direto pra dentro da área dos lutadores de novo.
E quando eu vi, todo mundo já tava se preparando para aquele momento incrivel de receber as medalhas.
Hehehe, sério, acho que de todas as coisas que eu gostava no torneio, o momento das medalhas era meu favorito, mesmo quando eu era um Vampirinho que só conseguia acabar no último lugar, ainda era meu momento favorito, e logo, os mais novos ali iriam entender o motivo.
E assim que todo mundo começou a entrar na arena de novo, todo mundo já ficou bem feliz e empolgado, porque quando era hora de fazer um altar pra cerimônia de premiação, a criatividade dos apresentadores não tinha fim.
E mais uma vez, eles não me decepcionaram, porque ao invés de um palco gigantesco de madeira simples, eles criaram uma gigantesca onda ali no palco, grande pra todos os participantes subirem nela, se sem o navio arena estar em qualquer lugar a vista, só precisávamos fazer tudo na hora certa.
A primeira prancha a aparecer foi a minha, e era a minha mesmo, tinha até meu nome nela, e quando eu subi nela, sem que eu fizesse qualquer movimento, a prancha já começava a subir sozinha.
E ela continuou subindo ate me colocar no ponto mais alto do lda onda, colocando definitivamente o meu título de primeiro lugar, ah, eu me sentia tão bem lá em cima, e me sentia mais do que especial, eu me sentia no meu devido lugar, hmhmhm.
E depois de mim, veio o João, depois o Romontiun, depois a Eket, depois a Lacerant, depois o Ivan, depois o Victor, depois a Leslie, depois o Jofiel, e no finalzinho, bem no finalzinho mesmo, estava a Valentina.
A Valentina parecia estar bem triste por ter ficado no último lugar, da mesma forma que parecia estar feliz de ter chegado nesse pódio onde ela estava agora.
Parecia quase uma contradição, quase mesmo.
E no fim, tava tudo bem dela estar assim, porque o que ela iria ver agora, iria fazê-la perder qualquer pensamento dela sobre estar em último lugar, e tirar completamente o fôlego dela, no bom sentido.
Eu comecei a olhar pra cima, já na expectativa dele parecer, e então, começou. Eeeeee, mano, não importa quantas vezes eu visse isso, eu sempre ficava sem folego quando acontecia.
O teto do mar Vermelho: as camadas maciças de rochas foram abertas no meio, depois as quantidades massivas de água azul se abriram no meio em seguida.
E depois disso, as grandes nuvens de “água branca” foram abertas, nos fazendo ter uma vista perfeita do grande espaço escuro e cheio de estrelas bem acima de nós. O lugar que era a casa de Deus.
3 camadas diferentes da terra foram abertas, apenas para aquele que está acima de todos, aparecer novamente.
E quem abriu todo esse caminho para la e desceu até nós com toda a alegria e divindade do mundo, foi o Deus do Sol, o juiz que decidia quem de nós era digno ou não de não ser queimado ao tocar em sua luz,
Ele tambem tinha a fama de “o maior romântico do mundo” pela linda história de amor que ele possuía com a Deusa da Lua.
Mas o Guaracy era muito mais famoso por outra coisa, que era o que ele estava prestes a fazer, porque se tinha algo que ele amava demais era ser o grande Deus todo poderoso que entregava as medalhas para os campeões.
Mesmo que como eu era um campeão, ele não ia entregar uma medalha, era um cinturão, mas ainda era maneiro pra caramba quando ele fez isso.
E como campeão, o Deus do Sol foi até mim primeiro, e estando com a mesma aparência impressionante de sempre.
Um cabelo brilhante em um amarelo muito claro, uma marcada por uma escuridão profunda e pinturas ao redor do corpo dele em tom igualmente amarelo.
Junto de uma roupa super estilosa que era um terno feito inteiramente de escamas de peixe, que dava um ar místico e também muito único no grande Deus do Sol.
Ele flutuou bem devagar até mim, tens um rosto onde ele parecia estar amando cada segundo de tudo aquilo, e com um sorrisinho gentil, ele colocou o cinturão em mim, e depois, falou.
Guaracy: João Rachid, obrigado, de todos os filhos de Jacy, você sempre é um que sabe dar um bom show para nós, seja em um ringue, ou sobrevivendo nas ilhas Jurássicas.
Eu fiquei um pouco surpreso que o Guaracy comentou sobre as ilhas Jurássicas, mas ao mesmo tempo, não fiquei tão surpreso assim.
Guaracy: sei que você está planejando ir pras ilhas Cretaceas, mas estute bem o conselho do Sol, eu sugeriria que voce visitasse as ilhas Jurassicas do Sul, só quero lhe desejar boa sorte, voce fez tanta festa nas ilhas Jurassicas do Norte, então, sinto que voce vai ganhar um progresso bem maior se tetnar ir pra ilhaa Jurassica do Soul antes de partir logo pra Cretacia.
A ilha Jurassica do sul? Nossa, eu tinha me esquecido totalmente dela. Tinha que agradecer ele por me lembrar.
Garacy: espero que você consiga mostrar a mim e aos outros uma batalha lendária nas ilhas Cretáceas no futuro
E depois de falar isso, ele me abraçou, era algo que ele sempre fazia nesses torneios, mas existia alguma coisa no calor do abraço dele que sempre me deixava ansioso pra conseguir ser abraçado de novo.
Guaracy: e não se preocupe, se você for pego em uma das expedições, saiba que a Jacy já tem um lugar especial pra você no lado dela
Sansão: (sussurro) depois de tudo que eu fiz, me sinto honrado
Guaracy: hohohoho, o Sansão, você precisa fazer coisas muito piores que aquilo pra perder seu lugar no mundo da Jacy.
E com um último carinho na cabeça, eu vi o Deus do Sol descendo pro segundo lugar, materializando uma medalha de ouro nas mãos e entregando pro João.
E mesmo ele sendo segundo lugar, o Guaracy ainda deu o mesmo conforto, carinho e atenção que deu a mim, sem diminuir nem um pouco o proprio entusiasmo, mesmo que fosse o segundo lugar agora.
O Deus do Sol desceu e conversou individualmente com cada um, com conversas que eram individuais de cada um. Ele falou dos filhos e futuros do João, das inseguranças de Valentina e do desejo de vitória do Victor.
Eu não fazia ideia de como o Deus do Sol conseguia fazer aquele tipo de coisa por milênios sem nunca ficar entediado, sério, existia uma alegria e, “brilho” nos olhos do Guaracy que pareciam muito humanos, como se ele fosse apena sum fã parabenizando uma celebridade que ele gosta, e não um deus todo poderoso dando medalhas pra mortais.
Mesmo que eu gostasse do Guaracy, momentos como esse sempre soavam estranhos pra mim, mas logo eu parei de pensar muito nisso, apenas para conseguir levantar meus braços e dar um pouco de show pros meus fãs.
E como sempre, muita gente jogou muita coisa na arena quando a última medalha foi entregue, alguns jogavam flores, outros jogavam comida (por algum motivo) e outros jogavam roupas.
Eu nunca pegava nada da plateia, apenas absorvia aquela alegria ao redor de mim, pra mim, so a alegria sendo jogada no me rosto era mais que o suficiente como recompensa deles.
Cada um no pódio comemorou de uma forma diferente, o João, por exemplo, gostava de pegar as flores, a Lacerante gritava promessas enquanto os fãs pareciam discutir com ela, e o Victor, mesmo estando bem atrás, ainda encontrou forças pra jogar a camisa dele na plateiae e demonstrar seu orgulho pros próprios fãs (e alguém pegou ela mesmo).
E no meio de todo o pessoal comemorando, eu vi que a Valentina tava bem quietinha no último canto dela. E o mais fofo isso, é que, mesmo sendo a primeira luta dela, eu vi que a Valentina já tinha alguns fãs torcendo e confiando que ela ia conseguir me vencer em um futuro próximo.
Hmhmhm, fiquei feliz por ela, mas acho que era previsível, algumas pessoas não fazem isso, mas sempre tem aqueles que apostam no “azarão”, no “underdog”, e muitas vezes, essas pessoas eram recompensadas pela confiança.
E enquanto me sentia feliz a possível nova vida da Loba, eu olhei pro palco de novo, e vi que, novamente, a minha família tava ali torcendo por mim, comemorando com tudo que eu ganhei de novo, usando uma plaquinha dizendo:
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𝖓𝖎𝖓𝖌𝖚𝖊𝖒 𝖌𝖆𝖓𝖍𝖆 𝖉𝖔 𝖈𝖊𝖎𝖋𝖆𝖉𝖔𝖗
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\nMeus irmãos estavam aplaudindo e meus pais estavam olhando cheios de orgulho pra mim, é, isso sim era a verdadeira recompensa pra mim.
E enquanto pensava como, as coisas iam ficar bem doidas quando eu chegasse em casa, eu me permiti ficar calmo, e dei alguns sorrisos mais gentis pra plateia.
Ah faz tanto tempo que eu não dava um sorriso desses, foi nesse momento que eu soube, amanhã seria um dia bem diferente pra mim.
Isso, até que eu senti uma presença sinistra, gigantesca e avassaladora bem na minha frente.
O que eu senti nessa hora foi algo tão sinistro e tão avassalador que eu me coloquei em guarda de novo, com meu corpo já pensando o pior e já imaginando que um predador enorme estava na minha frente.
Eu senti de cara, não era um Alossauro, nem um Torvossauro, nem um pescoçudo, não nanananão, não era nenhum desses.
Nada do período Jurássico iria ter esse tipo de presença em uma pessoa, era algo gigante, poderoso, silencioso e extremamente mortal. Um predador perfeito do período Cretáceo, um peso pesado nos rios do seu tempo, um Barionix.
Um dinossauro que era basicamente o que todos pensavam que o espinhossauro era, só que com uma vela menor e com um corpo que podia existir na vida real.
Garras longas, forma mais bípede, corpo forte pra rivalizar com grandes dinossauros(mesmo que ele provavelmente não matasse Tiranossauros) o Barionix tinha tudo.
E quando olhei ao redor de mim, vi quem era que estava causando essa sensação no meu corpo era…um grande guerreiro Lobisomem, que tentou se misturar no meio da multidão…
E na mesma hora que eu vi o Lobisomem, eu percebi na hora que não era um Lobisomem comum, era um lobisomem da singularidade da “personalidade animal” não era uma forma de um presente dado pela Deusa da lua, era uma personalidade completamente diferente, manifestada através do presente concedido a Deusa das Leis.
A personalidade que eu já tinha conhecido e enfrentado era o Lorde Davi…e aquele que estava me observando agora no meio da multidão era o Lorde Brutus, a segunda personalidade do Lorde Davi, e a personalidade mais forte, perigosa e letal dele.
Ele era um Lobisomem antropomórfico completo, tendo apenas uma anatomia mais humanóide, mas sendo coberto de pêlos e sem nenhum grau de pele exposta, tendo um corpo completo de lobo, um nariz alongado e orelhas enormes.
E mesmo assim, ele ainda tinha modos pra usar roupas mega chiques e longas dentro do grande coliseu. Parecia totalmente fora de lugar alguém tão poderoso, forte e selvagem conseguir usar roupas tão chiques assim sem problema nenhum, mas era isso que eu tava vendo na minha frente, bem ali.
O Lorde Brutus sorriu enquanto batia palmas pra mim, e eu só aceitei as palmas sem questionar.
Nós dois não trocamos nenhuma palavra um com o outro, numa troca de olhares, nós já tínhamos entendido algo…
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“ainda incompleto”
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\nEu sabia que não tava pronto pra conseguir enfrentar o Lorde Brutus, eu ainda não tinha derrotado os maiores predadores do Cretáceo, e acho que, até eu chegar nesse ponto, eu ainda tava bem longe de vencer do Lorde Brutus.
E por pior que fosse ver o quão distante eu tava de completar meu objetivo, me lembrar contra o que eu estava me preparando pra lutar realmente iria me ajudar a me motivar.
Mas toda essa motivação podia ficar pra depois, pois após eu sair desse torneio, acho que eu poderia me dar uma colher de chá e tentar descansar um pouco, mesmo com todo o tipo de coisa que eu ainda preciso fazer,.
E olha só, pelo jeito o Lorde Brutus concordava comigo, porque ele deu um sorriso pra mim e balançou a cabeça, como se aprovasse minha decisão...cara, o Lorde Brutus era sinistro mesmo em entender os outros.
E se alguém tão poderoso como o Lorde Brutus concordava comigo, isso significava que eu tava no caminho certo.

