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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
70👑🧛🥊 o torneio Yara🥊😇🙂‍↕️ Final
4762 palavras • 26135 caracteres • ⏱ 19 min 03 s

70👑🧛🥊 o torneio Yara🥊😇🙂‍↕️ Final

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Eu não lembro o que rolou entre o momento onde eu me preparei pra minha última batalha e o momento onde eu já estava na minha entrada, só esperando ser chamado, mas se eu nao consigo me lembrar direito, então não devia ser algo importante de qualquer jeito


E então, começou, eu estava no meu canto da arena, apenas esperando ser chamado, e a cada segundo que se passava, mais eu me sentia apenas como um predador, apenas esperando que minha preza entrasse no alcance de meu ataque.


E em um certo nível, meu corpo entendeu que aquilo não era mais uma brincadeira e começou a mudar muito mais, as minhas garras e presas deixaram de ser unhas, e se tornaram realmente garras pretas de predador.


Meus punhos se tornaram mais ásperos, meus músculos ficaram maiores e mais pesados.


E minha mente se distorceu e mudou, até ela se tornar nada além de um hiper mega foco para aquilo que estava na minha mente nesse exato momento.


Agora, pra mim, só existia o combate a frente de mim, e nada mais.


E depois de todas as doideiras que eu fiz, eu senti algo mudando em mim, sim, o Musth se ativou novamente, e graças ao meu treinamento com a Deusa Una, agora eu aguentava 90% de testosterona do que antes.


Hmhmhm, com esse poder, eu sentia que podia derrotar uma horda de Alossauros em um único golpe, igual eu fiz com aqueles lobos e talvez, apenas talvez, vencer de um Torvossauro.


Mas todas estas assumpções que fiz não serviam de nada, a única coisa que poderia provar o poder desses 60% a mais de testosterona de verdade, era uma tentativa prática, e era exatamente o que eu iria fazer agora.


Pois pra enfrentar um Sapien como o João, eu ia precisar de todos os recursos que eu estivesse comigo e ainda teria o risco de não ser o bastante, então eu ouvi o meu nome ser chamado, e mais uma vez, fiz o pequeno show com a água pra aguardar os meus fãs.


Eu abri o mar usando nada além de minha aura e caminhei no meio do mar, e quando cheguei no navio, o fiz se dobrar a minha frente, apenas pra conseguir subir. 


E quando eu cheguei no topo do barquinho, eu vi que tudo ao meu redor estava branco mae eu não senti medo, essa era a resposta da minha mente ao meu desejo de apenas focar no combate.


Agora, todos os meus sentidos, todo meu poder, toda a minha essência, tinha sido cuidadosamente colocada apenas para não ver e entender nada além do João.


E quando o Sapien entrou na arena novamente, com aquele barquinho super pequeno dele, eu fui pego em um foco ainda maior, eu não conseguia ouvir os torcedores, a apresentadora, nem o som do mar, naquele momento, tudo que eu conseguia ver e ouvir era o João.


Ele estava novamente com a sensação e aparência de um Torvossauro pra mim, enquanto eu, e atenas tentei manter a minha forma de “bando”, mas não apenas dos animais que eu matei, eu também peguei a essência de todas as pessoas que eu derrotei em toda a minha vida, animais, parceiros de treino, competidores, professores, tudo.


Eu iria precisar de toda a força no meu corpo pra conseguir ser comparável a aquele Sapien…e com meu Musth já estando no 70%, então, quem sabe, talvez eu até conseguisse colocá-lo no 100% logo nessa luta, afinal, aqui, tudo era possível.


Eu vi ele andando por ondas que eu só via quando chegavam perto dele, e eu vi de forma perfeita quando ele subiu calmamente no barco, de uma forma tão tranquila e “não impositiva” que fazia um contraste quase perfeito com a minha.


João: você cresceu muito, isso vai ser divertido.


E depois de ouvir isso, e dei um sorriso sádico, e me coloquei em guarda, e pensei em como eu era grato pelo João, ele iria me ajudar a chegar na linha de chegada que eu tenho perseguido já tem muito tempo. 


E o olhando, eu sabia que, mesmo não falando eu saba que o Sapien entendeu o que eu disse, e eu tava muito feliz com isso. 


A Apresentadora e o juiz até apareceram no meu campo de visão, mas depois que eles fizeram a parte deles, os dois sumiram também.


Então, a batalha finalmente começou, eu dei um passo curto, e tentei dar um Jab ultra rápido no João, mas no meio do caminho, eu vi que ele ia desviar do Jab, então eu transformei o golpe em uma finta e me defendi do próprio Jab do João.


O Jab do João quase passou pela minha defesa, mas eu consegui defender a tempo, si, pesado, poderoso e com a chance de me quebrar inteiro se eu fosse descuidado, assim como eu esperava de um torvossauro. 


E depois desse primeiro golpe, o João começou uma tempestade de jabs no meu rosto, dando chutes apenas na cabeça, e socos que trocavam entre cabeça e estômago.


Mas no meio de todos aqueles golpes, eu encontrei uma abertura, e tentei dar um chute frontal fortíssimo nele, mas o João recuou ra tras antes de eu conseguir atacá-lo direito e me deu um soco saltado poderoso.


Bom, pelo menos ele tentou me dar um soco saltado, porque depois do primeiro chute, eu não deixei meu pé cair no chão, e quando o João voltou pra me socar, eu dei um segundo chute frontal que pegou o Sapien de jeito.


Fiquei um pouco surpreso do João não estar usando os raios ainda, mas logo essa minha dúvida foi posta de lado quando ele recuou um pouco para se recuperar do golpe na barriga.


E não querendo deixar que o João se recuperasse, eu fui atrás dele, então fintei um Direto na cabeça, e quando ele tentou estapear esse jab, eu cai pra baixo e dei um soco cruzado bem nas costelas dele.


E mais uma vez, o João desviou pro Lado, antes que ele pudesse receber mais danos.


E naquela hora, eu agradeci por isso ser um show de luta profissional, e não de boxe, porque assim que o João fez isso, eu desfiz minha guarda coloquei minhas mãos no chão em um movimento de capoeira e joguei todo meu corpo pra esquerda, jogando toda a força e poder que minha perna direita tinha foi na direção do Sapien.


E o João, mesmo sendo muito rápido, não conseguiu desviar em pleno ar, fazendo com que ele ficasse com uma fratura no braço pelo chute devastador que eu dei.


E quando eu joguei o João pro lado, eu tirei um tempinho apenas pra ver o que o Sapien iria fazer, e como recompensa, eu vi que o João tinha se fixado no chão e novamente saltado na minha direção.


Eu vi, no meio do caminho, que aquilo era uma finta, o corpo dele não tava esticado o bastante pra conseguir dar um golpe decente, então eu esperei com a guarda alta, e vi, o João pousando no chão, bem antes de me atingir, e tentando me dar um chute frontal.


E dessa vez, eu não esqueci, eu endureci ainda mais o meu braço, e fiz uma defesa de chute frontal, empurrando o João pra bem longe, e conseguindo o colocar na beira do navio.


E quando eu consegui isso, na mesma hora o Sapien conseguiu desviar de um golpe e me dar um soco bem no meio do queixo, hehe, o João sempre foi bom nesses golpes de contra ataque, mas eu mesmo também fiquei muito melhor nisso, a ponto que, depois daquele soco, eu entrei com uma cotovelada bem na têmpora do João.


Um golpe como esse era ilegal no boxe, então eu quase peguei o João de surpresa, mas o Sapien ainda conseguiu se defender.


E num golpe quase desesperado, e ao mesmo tempo, bem poderoso, o João girou o corpo e tentou dar um soco giratório em mim, mas em segundos, eu consegui desviar pra baixo, e dar um soco direto bem na barriga do João.


Algo que durou segundos, pois ele me deu uma joelhada no rosto que quase me pegou em cheio, mas eu consegui recuar antes que o golpe me pegasse completamente, me deixando apenas com um roxo na bochecha.


Ainda não desistido, o João tentou ficar perto de mim, mas eu não deixei, eu usei meus punhos e cotovelos para mantê-lo longe. 


E quando isso falhava, eu o empurrava pra trás com um chute frontal que o paralisava por alguns segundinhos, só pra ele voltar a fazer aquilo depois, completamente inabalado.


Claro, fazer aquele joguinho foi difícil, principalmente comigo tentando não ficar na borda do navio, mas até profissionais cometem erros. 


Em uma das minhas tentativas de pará-lo, o João defendeu o meu soco direto com uma defesa que quase machucou minha mão, e logo em seguida se aproximou de uma forma que mesmo quando eu lhe dei um chute frontal, ele não saiu tão forte o bastante pra empurrá-lo longe.


O João conseguiu se colocar perto de mim, e logo começou uma grande sequência de golpes curtos, tentando passar pela minha defesa. 


E o pior de tudo isso era que eu via os raios do João bem acima de mim, e cada um daqueles raios estava atingindo meu corpo exatamente onde o João estava atingindo, eu tava sendo bombardeado por Raios, assim como o Romontiun.


Claro que, eu tava lidando aquilo de forma bem melhor que o Romontiun, mas mesmo assim, foi algo bem difícil pra mim de aguentar.


Naquele momento, eu não me sentia lutando contra um Torvossauro, não, eu tinha me enganado, aquele poder de perfuração, pertencia com certeza a um Estegossauro.


Sim, era com certeza um Estegossauro, e eu senti isso quando eu senti os espinhos do estegossauro acertando meu braço, e com eles não fazendo nenhum arranhão em mim por causa desse corpo potencializado por mais de 90% de testosterona que eu tinha…


Não sei o que foi que rolou, mas quando eu percebi o poder real dos 90% em mim, o João não pareceu uma grande ameaça pra mim, então, em um dos crusados do Sapien, eu me abaixei e o segurei em um movimento de luta greco romana.


Pra ser mais específico, eu pus, um dos meus braços debaixo da perna esquerda dele, e o outro ficou embaixo do braço direito.


Aaaaaaah que nostalgia, fazia muito tempo que eu não jogava alguem no chão daquela maneira, o João anda tentou me golpear com várias cotoveladas, mas naquele ângulo, ele não conseguia me machucar.


E em uma tentativa de escapar, o João tentou se tornar eletricidade, mas com um apertão concentrado em Aura, eu obriguei o corpo do João se manter sólido pra sentir o que eu ia fazer com ele, e olha que eu nem tinha acabado.


Em segundos, eu pisei no chão de madeira, e o transformei em um grande chão de lava, coberto de espinhos de pedra quente, e prontos para empalar qualquer um que ousasse tocá-los. Eu não conseguia ver nem ouvir a plateia, mas eu sabia que estavam apavorados com o que eu fiz, mas eu só estava fazendo tudo isso, porque eu sabia que o Sapien ia aguentar, e se ele não aguentasse, o juiz com certeza ia me parar.


E como ele não me parou, mesmo com o que eu tava fazendo com o João, parece que eu consegui uma bandeira verde pra continuar o que eu tava fazendo.


Então, aumentando a força da gravidade em volta de nós em quase 10 vezes, eu falei pro João enquanto caiamos juntos.


Sansão: cometeu um grande erro, entrando num lugar onde existe muito mais do que só boxe.


E sorrindo sadicamente eu pulei no ar e derrubei o João naqueles milhares de espinhos fumegantes. 


Espalhando minha Aura pelo convés, eu deixei o navio todo bem mais resistente, pra aguentar o impacto de nós dois juntos, mas novamente, acho que subestimei minha própria força. 


Isso porque o meu impacto foi tão pesado, tão pesado, mas tão pesado, que o navio inteiro foi despedaçado com essa queda, não deixando nada além de pequenos pedaços de placas de madeira quebradas para nós dois nos equilibrarmos.


E mesmo depois daquilo, eu ainda consegui saltar pra cima, e me equilibrar através daquelas pequenas tábuas. 


Eu olhei em volta, tentando encontrar o João, e ali estava ele, equilibrado nas tábuas também com ferimentos bem menores do que pensei, com exceção de um braço deslocado, ele parecia completamente bem. 


Eu não queria vencer o João desse jeito, então fui paciente, e só esperei o João colocar o ombro deslocado no lugar para continuarmos.


E naquele novo ambiente e apenas tábuas, e nada mais, foi difícil fazer sequências de golpes muito longas, mas não foi impossível, pra começar, o João tentou me dar um chute peito na cabeça, mas eu desviei por centímetros e consegui devolver o chute bem na cabeça do João também. 


Mas o João desviou do chute na mesma maneira que eu e nós dois começamos a trocar chutes peito do pé em meio as tábuas de madeira e a água, até que os nossos movimentos ficaram tão repetitivos, e tão sincronizado e tão rápidos que nós começamos a criar um redemoinho no meio do mar.


E com as tábuas que usamos como base lentamente sendo levadas pelo redemoinho, nós fomos arrastado pra dentro dele, e mesmo assim, não deixamos que aquilo parasse nossa batalha.


Mesmo naquela situação absurdamente estranha e única, nós citamos, citamos e chutamos na frente um do outro, até que eu fui atingido na nuca pelo fim do redemoinho.


Primeiro eu fui atingido por água, e depois, o chão duro de areia da arena me acertou bem na nuca, primeiro a nuca, depois o pescoço, e depois meus ombros bateram com tudo na areia molhada no fundo daquele redemoinho.


E mesmo assim, eu consegui achar ângulo o suficiente pra contra atacar o João mais uma vez, e quando toda a água que bateu em mim espirrou na direção do João, ele manteve os olhos abertos, mesmo com água e areia caído nos olhos dele.


Hehe, é, nós deixamos nossa humanidade a muito tempo, e nós dois nos orgulhamos disso.


Mas acho que toda aquela água não deixou ele enxergar direito, porque ele errou o próximo chute, me dando ângulo o suficiente para eu conseguir chutá-lo bem na cara, a ponto de conseguir fazer ele perder a postura em meio ao redemoinho.


E com a nossa sequência de golpes sendo interrompidas, eu usei toda a velocidade que eu tinha pra fazer uma explosão de ataques, comigo dando 90 socos por segundo, apenas pra tirar eu e o João dali de dentro.


Mas quando eu dei o soco número 43, o João estapeou a minha mao, e me deu um cruzado, um cruzado que me lembrou demais a cauda de um alossauro batendo na minha cara.


Mas como nós ainda estavamos dentro do mar, agente foi engolido pelo redemoinho, e logo depois o João veio nadando até mim e tentou me dar um Swing, mas ele cometeu o segundo grande desse combate em querer lutar comigo dentro da água.


O João podia ser rápido como um raio na água, mas eu já cacei predadores na água, quando ele virou um raio totalmente, veio na minha direção e tentou me atacar, eu senti como se estivesse brigando com um Ictiossauro de novo.


Eu continuava brigando apenas com o João, mas nenhum dinossauro que eu me lembrava chegava perto da velocidade do Ictiossauro, e era exatamente esse tipo de velocidade que o João tava me mostrando agora.


O João mudou a própria direção muitas vezes, tentando me confundir, mas como eu já estava acostumado a acompanhar uma velocidade muito maior que essa é um ambiente bem mais hostil que esse, eu conseguia ver onde o Joao estava, antes mesmo dele chegar lá.


E e com um desvio precisamente perfeito, eu desviei de um Direito destruidor do João e revidei com um Aper fortíssimo no queixo do Sapien. 


Mas não parei por aí, antes dele conseguir se afastar de mim, eu dei uma cotovelada no queixo do João, tentando deslocar a mandíbula dele, e logo depois, mandei uma joelhada o lançou pra cima de novo. 


Mas antes de chegar na superfície, o João desapareceu em pleno mar mais uma vez.


E sabendo bem até demais o que iria acontecer ali, eu nadei pelo fundo daquele mar sinistro, enfiei meus pés fundo no chão, e usando minha própria Aura, eu criei dois braços e duas pernas a mais, feitos completamente de Lava, e então, esperei…


Naquele momento, eu senti que estava lutando com uma horda de 80 Allosaurus de uma única vez, todos a espreita, todos prontos pra me atacar, me bater e me estraçalhar a qualquer menção de fraqueza. 


E eu estava fazendo questão de não der um único resquício dessa esperança pra eles.


Até que o João começou o ataque, o mesmo ataque que ele usou contra o Romontiun, um domo perfeito de eletricidade, impacto, perfuração, e potência pura de Aura, onde pés, joelhos, cotovelos e testas foram criados através de cada relâmpagos puros, todos preparados para atingir a mim e apenas a mim.


E antes do primeiro golpe chegar, eu pude sentir minha Testosterona aumentando mais, 95% 100…110%...ahhhh, isso era incrível, de repente, tudo se tornou mais lento, eu sentia minha carne estourando em certos lugares.


Mas naquele ponto eu nao tava ligando mais, então eu apenas continuei movendo meu corpo em ângulos de corpo apenas possíveis com aqueles braços extras, cada vez mais melhorando e aprimorando os ângulo pra colidir melhor cada raio do joão com meus punhos, pés, joelhos e até minha testa, comigo focando só em destruir todo os raios que ele ousava lançar em mim.


E assim como o Romontiun, os raios do João ganharam muito mais força assim que eu me aproximei deles, mas isso não ligou porque eu consegui destruir aquela eletricidade, mesmo com toda a força extra dela.


Eu não sabia o que tava rolando na arena ao redor de nós, mas eu continuei destruindo cada um dos super raios do João, com o poder que tinha em cada colisão nossa sendo tão poderoso, mas tão poderoso, que toda a água ao redor de nós começou a cristalizar.


Sem brincadeira, a cada 10 colisões, a água cristalizada de um forma que não era gelo, era algo tão quente duro e resistente que se assemelhava como cristais de verdade.


Mas não tendo tempo pra pensar muito nisso, eu voltei a me focar no combate, me movendo cada vez mais, e criando tantas colisões quê eu até cheguei a quebrar essa imitação de cristais que eu mesmo criei, tudo enquanto  continuava destruindo os raios impossíveis de desviar do João.


E continuei batendo, até que eu senti sangue caindo em mim, um sangue que não era meu, mas os ataques não pararam, então eu não parei também. 


E quando toda a água saiu do ambiente, eu percebi que eu tava cercado por um grande domo de nuvens escuras e cheias de raios, cada nuvem começou a disparar mais e mais raios em mim, e com meu corpo tentando não passar do 110% a mais de testosterona, eu continuei destruindo cada raio na minha frente.


Mesmo quando os raios se tornaram literais raios de plasma de tana eletricidade que eles acumularam um no outro, minhas 4 pernas e 4 braços não deixaram que nenhuma dela me atingisse. 


Depois de um tempo, meus punhos e pés começaram a doer, mas eu não estava nem um pouco cansado, já que eu ja tava acostumado a sobreviver a situações muito piores do que essa, então eu tava muito longe de desistir ou perder por exaustão.


E olha só, mesmo estando sem água, agora o próprio ar em volta de nós começou a ser cristalizado por causa da intensidade que cada golpe que fazíamos. 


Cada golpe era que nem bater no pé de um Apatossauro tentando me esmagar com pisões, o peso tentando me esmagar, a resistência fora dos limites humanos, e um poder que poderia me destruir e eu fosse descuidado. 


E mesmo assim, eu ainda conseguia me manter focado, agitado e animado o suficiente para conseguir quebrar cada um desses raios, nunca parando. 


A cristalização continuou, até que nós dois percebemos que o ar foi cristalizado tantas vezes ao redor de nós, que não dava nem davamais pra respirar.


E depois de fazer aquela dança de movimentos que pareciam quase impossíveis por sabe se lá quanto tempo, eu vi um punho de carne indo na minha direção, HA, PELO JEITO ALGUÉM FINALMENTE PERDEU A FORÇA DA AURA.


E dessa vez, eu dei um tapa naquele punho de ossos dele e dei um soco bem na cara do João, o jogando pra bem longe e permitindo finalmente e um tempo pra nós dois descansarmos. 


Não me permiti respirar ainda, eu queria ver o que o Saipem iria fazer primeiro…e quanto mais o via, mas eu sabia que todo o rolê já estava acabando pra nós dois, porque o João estava péssimo, cansado, com a respiração ruim, e com todas as armas dele no puro osso.


Os punhos, os cotovelos, os joelhos, o pé, e a testa. Ele tinha batido em mim tantas vezes que a pele, carne, ossos e sangue foram tiradas completamente do corpo dele, deixando apenas os ossos completamente branco pra se contar história.


E olha só, mesmo cansado, o Sapien sequer parecia sentir dor, ele continuou saltitando bastante, fazendo movimentos diferentes e certeiros, e tentando me pegar desprevenido, mesmo em uma situação totalmente sinistra e quase desumana como aquela.


E num momento de puro foco, nós dois colidimos nossos punhos, com o som equivalente a duas balas de canhão sendo colididas uma na outra sendo feito.


O punho do João não quebrou, mesmo com ele fraco e no puro osso, mas ele teve a própria mão recuada pra trás, talvez porque com o meu Musth em 110%, a nossa diferença de força ficou grande demais pra ele superar apenas com força de vontade.


E mesmo assim, o João continuou me batendo, ele me deu um Jab com tanto desespero, que a força dele conseguiu passar minhas defesas e me atingir bem no nariz, o quebrando de  uma forma que eu nao consegui o regenerar.


E depois ele me deu um chute peito e antes de deixar a perna cair, ele deu um chute faca bem na minha barriga, e com meu corpo inclinado, ele tentou me dar uma joelhada no meio da cara.


E mais uma vez, ele pareceu esquecer que agente não tava em um torneio de boxe, porque, da posição que eu estava, eu me inclinei ainda mais, o joguei na direção do João, e o agarrei pela cintura.


O próprio João entendeu o que eu fiz, mas o que eu fiz foi um movimento tão incomum pra ele, que o Sapien foi lento demais pra conseguir me impedir.


Hehe, mesmo não vendo o rosto dele, podia sentir a confusão no rosto do João quando eu o agarrei a perna dele, mas antes ele se recuperar do choque, eu girei a perna dele de dentro pra fora e o arremessei no chão da água cristalizada que nós criamos.


E naquele simples movimento, eu o joguei no ar de novo e quebrei a perna dele a dobrando pro lado de fora do corpo dele, quebrando a perna do Sapien completamente. 


Só aquele movimento já seria sinistramente perigoso, mas eu ainda continuei o movimento, usando a queda do chão pra causar ainda mais dano, eu rompi os ligamentos do braço esquerdo dele, e arranhei a pele do braço dele a ponto dos ossos do ombro e antebraço dele serem expostos ambem.


Esse golpe foi tao violento que chegou a pintar o chão cristalizado em uma tonalidade vermelha quando eu finalmente o soltei.


Mas então, eu fui pego de surpresa, quando, no meio desse movimento, o Sapien continuou consciente.


E enquanto ainda estava no ar por causa do impacto que eu fiz, e numa maestria que eu não esperava, ele usou toda a força de movimento que ele tinha em sua perna ainda boa pra tentar me chutar na cabeça.


E mais uma vez, eu desviei pro lado, agarrei a cintura dele com ele estando de ponta cabeça pra mim. E saltei pra cima. Nossa, o que eu preciso fazer pra esse Sapien desistir? Humpf, eu espero que esse ultimo ataque possa fazer o trabalho.


Hehehe, quando segurei firme a cintura dele, o João ficou desesperado pelo quão alto eu saltei pra cima, mas quando ele tentou fugir eu lancei as minhas pernas nos braços dele e apertei a cintura dele bem o bastante pra ele não conseguir se mexer, então, eu cai com tudo no chao e bati a cabeça do João com tudo no chão de cristal.


Pra qualquer Sapien normal, aquele golpe com certeza teria sido o bastante pra matar alguém, mas pro João, isso apenas fez com que ele ficasse bem mais machucado, o rosto dele foi pintado de vermelho, e ele estava furioso…


Mas ele não podia esconder o quanto aquele golpe o afetou, ele estava com pernas bambas, e estava pronto para continuar, mesmo sem um braço e sem uma perna.


E como respeito por todo esse poder, controle e determinação em forma de Sapien, eu corri até ele, levantei minha guarda, e dei um Direto fortíssimo que quase derrubou o Sapien.


Mas o João não se permitiu cair, e comigo começando a ficar irritado com a persistência do Sapien, eu comecei uma série de investidas nele, onde eu obriguei o João a ir cada vez mais pra trás, até ele ter encurralado pela parede, mas no momento em que eu tava com o João nas minhas mãos, e que ele com certeza iria desmaiar, o sino tocou.


Apresentadora: NOOOOOOOOOOSSA, ISSO SIM QUE É TROCO MINHA GENTE, DÁ ULTIMA VEZ QUE ESSES DOIS SE ENCONTRARAM O SANSÃO QUE FOI SALVO PELO GONGO, MAS DESSA VEZ, QUEM FOI SALVO PELO GONGO NÃO FOI NINGUÉM MENOS QUE O JOAAAAAAAÕ.


E depois de ouvir isso, eu fiquei com muitos sentimentos mistos, eu fiquei frustrado por não ter o nocauteado, feliz por ter o João da mesma forma que ele me derrotou antes, e principalmente, fiquei feliz porque eu ganhei.


Claro, ainda seria algo decidido pelos juízes, mas eu tinha certeza absoluta de quem eles iriam escolher.


E enquanto o Musth perdia seus efeitos lentamente, e eu lentamente começava a sentir toda a dor que vinha depois de ficar no estado de Musth, eu fiquei feliz, porque agora o meu corpo não tava tão dolorido e mal quanto ele normalmente ficava depois de eu usar o Musth por tanto tempo.


Já o João…bom, o João tava tendo um tempinho dele com a família então eu sabia que, apesar de todos os ferimentos, o Sapien estava bem.


Apresentadora: OS JUÍZES ACABARAM DE ME DAR AS NOTAS PARA ESSE GRANDE TORNEIO, E AS NOTAS SÃO, 99 E 99, 98 E 99, E O ÚLTIMO JUIZ DEUS AS NOTAS, 99 E 97, PARA O VENCEDOR, E ATUAL CAMPEAAAAAOO, RIIIIIIIIIIIPEEEEEEER SAAAAAAAAAAAAAM.


Ah, então esse era o meu novo apelido que tem circulado por aí? Bom saber, sim, era um apelido legal mesmo.


E quando eu me senti o homem mais sortudo e feliz do mundo, mesmo com toda aquelas bandagens, e machucados no rosto, eu vi alguém no meio da multidão, ela estava encapuzada, e bem misturada entre todos os fãs, mas eu conseguia percebê-la.


É, eu tinha certeza, aqueles olhos em cor de carvão por baixo do capuz não podiam ser confundidos por mim nem em um milhão de anos…


A Zípora estava aqui, mas eu precisava ter calma, eu tinha que sair da arena antes de querer ir atrás dela.


João: o meu filho tá vendo essa partida


Sansão: (sussurro) é, com certeza ele acha você incrível


João: hmhmhm, o que importa não é perder, mas como se perde né?


Eu balancei a cabeça positivamente, ficando bem feliz com a resposta do João, afinal, entender essa regra do nosso mundo era algo que já dizia se alguém ia conseguir se dar bem aqui ou não, e nem precisava pensar muito pra ver que o João tinha se adaptado bem demais no nosso mundo.


E pensando tudo isso, eu me senti muito feliz, e levantei os braços em alegria, e todo mundo ficou extremamente eufórico quando eu fiz isso, cara, eu amo muito o meu trabalho.

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