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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
56😁😘🥰conforto incomum🥰😘😁
1652 palavras • 8957 caracteres • ⏱ 6 min 36 s

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Depois que eu saí da dimensão de Una, eu fui pra casa e me arrumei todo e voltei a responder as pessoas que estavam preocupadas comigo por eu ter sumido mais uma vez.


Mas depois de muitos sumiços, todo mundo meio que já entendeu como eu iria só ficar fora do arquipélago por algum tempo e iria voltar…até que eu vi o relógio do grimório, pra ver quanto tempo tinha ficado lá e… 


WOW, eu fiquei 3 anos inteiros naquela ilha? Não era atoa que eu tava tão cansado, eu fiquei sobrevivendo 3 anos naquele lugar sem nunca dar uma pausa.


Se eu tivesse ficado mais tempo lá, acho que já podia ser considerado um dinossauro, hmhmhm, e com metade desse tempo com certeza sendo eu só tentando caçar os Diplodocos…


E quando eu vi isso, eu logo entrei numa caixa de mensagens minha e da Zípora, e nós começamos a conversar.

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(começo da transmissão)
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Sansão: oi
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Zípora: oi
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Sansão: Está ocupada?
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Zípora: sim, eu to fazendo hra extra aqui na cozinha, vou demorar pra voltar pra casa.
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Sansão: bom, quando você vai estar livre?
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Zípora: ah, eu nao sei nao, S. Acho que eu não vou ter motivação pra conseguir ter um “encontro” essa semana.
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Sansão: eu também não, por isso que eu ia te pedir pra gente ir num encontro menos intenso dessa vez, sabe, algo onde nós dois consigamos relaxar.
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Zípora: …
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Zípora: o que sugere?
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Sansão: bom, eu não ligaria se agente fosse pra um zoológico de novo, se você quiser
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Zípora: ah, então esquece, eu nao to com motivação alguma pra sair de casa
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Sansão: eu nao ligo de ficar em casa também, eu só não tenho muitas ideias do que fazer em casa sozinho
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Ziora: ah, agente pode só dormir junto na mesma cama? Acho que isso vai ser melhor pra minha cabeça
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Sansão: por mim tudo bem, quando eu posso ir ai
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Zípora: amanhã, eu também quero te ver de novo, S, mas eu quero relaxar o máximo possível hoje. Eu posso dizer que teve uma avalanche de clientes aqui no restaurante hoje, eu tô tão cansada agora que até minha alma dói
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Sansão: nossa, eu não fazia ideia, vou deixar você descansar
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Zípora: eu tô de folga amanhã, então você pode vir aqui cedinho se quiser
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Sansão: …
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Sansão: você quer me dizer alguma coisa Zípora?
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Zípora: eu vou te explicar os detalhes quando você vier, por enquanto só vamos nos concentrar em nos acalmar
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Sansão: hm, senhora, sim, senhora.
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(fim da transmissão)
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\nEra a primeira vez que eu via a Zípora tão diferente, ela apenas trocou mensagens comigo, mas algo me dizia que isso ia além de mensagens, ela tava diferente.


Mas tentei não pensar muito nisso, no lugar disso eu deitei no chão e dormi ali mesmo me sentindo em um ponto onde apenas dormir importava pra mim agora.


E quando eu acordei, eu me preparei pro meu encontro, eu coloquei uma roupa mais casual e levinha e depois fui pra casa da Zípora, eu não levei flores, nem chocolates, ao invés disso, eu fui numa lojinha e comprei um bolinho de laranja.


Eu podia não gostar de comprar carnes e vegetais de outras pessoas, mas considerando que eu era péssimo fazendo doces, eles eram a única exceção dessa minha regra de “nunca comprar doces de ninguém”.


E pela forma que a Zípora me mandou aquelas mensagens, algo me dizia que ela ia apreciar o bolo bem mais que qualquer chocolate.


E quando eu cheguei na casa dela, bati na porta 3 vezes e quando a vampira abriu a porta, eu vi que ela tava com uma roupa muito fofinha. 


Ela tava usando um pijama roxo cheio de ararinhas vermelhas, junto de uma fronha de dormir que prendia seu cabelo inteiro e ela tava com o rosto de alguém que não dormia direito a 3 meses.


Ela não demonstrou reações de ver meu estado esgotado, ou ela ja nao tava impressionada de me ver assim, ou ela tava cansada demais pra se importar.


Ela não me recebeu, nem falou nada, ela apenas saiu do caminho e deixou eu entrar na casa, e sem falar nada, ela sinalizou com a mão para que eu deixasse o bolo na mesinha da cozinha.


Acho que era a segunda opção.


E quando eu pus o bolo numa mesinha da cozinha, eu me virei e vi a Zípora na minha frente.


Eu nunca tinha visto ela dessa forma, então eu não sabia o que ela iria fazer, eu teria que tomar cuidado agora, pra não acabar fazendo burrada.


E no fim, ela só me abraçou bem forte, um abraço que parecia querer pegar um pedaço da minha alma pra se curar, um pedaço que eu generosamente doou e depois eu vi como ela retribuiu o favor dando um pedaço da alma dela pra mim…


O carinho que ela deu pra mim naquele momento me deixou bem feliz era exatamente o que eu precisava, então, sorrindo, eu a abracei de volta, usando só a força que eu sabia que ela conseguia aguentar.


Nós dois ficamos naquela posição por um bom tempo, em pé, super cansados, mas nos recuperando lentamente através dessa roca de carinho entre nós dois. 


Esse carinho, esse calor, esse sentimento de completude do meu peito, parecia uma mistura maluca de todas as coisas boas e amigáveis que eu senti por todos esses anos nas ilhas Jurássicas. 


Só que sem a parte sexual, eu me sentia um filhote fazendo carinho em outro filho até nós dois quase dormimos perto um do outro.


E depois do que pareceu um simples instante simples pra mim, a Zípora falou, ainda com o rosto afundado no meu peito.


Zípora: (sussurro) S, eu estou começando a entender porque você não fala. Falar, principalmente quando se está cansado nesse nível, parece algo impossível.


E depois daquela declaração, a Zípora se desvencilhou do abraço, e depois falou.


Zípora: eu não vou te perguntar o que rolou na ilha Jurássica dessa vez, e nem vou falar sobre meu dia no restaurante, eu não tô com força pra ouvir e nem falar nada…mas eu ainda quero dormir, então, S, pode me dar permissão de ser meu ursinho de apertar só por hoje?


Só se você for a minha coelhinha pra apertar.


Zípora: (sorri) por mim tudo bem…hmhmhm, coelhinha? É, acho que faz sentido, sou sua coelhinha, e você é o meu ursinho.


Toda cansada e ainda consegue fazer essas piadinhas, impressionante.


Zípora: e que eu usei o meu último grão de força em mim pra fazer essa piada, tive que fazer valer.


E mesmo cansada, a Zípora me deu um sorriso todo fofinho, eu não lembro se já vi ela fazer aquele sorriso, mas eu gostei do que eu vi.


A Vampira parecia pronta pra me falar outra coisa, mas ela não disse nada, porque está muito cansada, mas eu soube que ela quis falar.


“eu também gostei do meu sorriso mais calmo”.


E depois de perceber isso, eu fiquei levemente fascinado com o que eu fiz, mas logo depois, eu vi, agente tinha chegado no quarto da Zípora.


Não era a minha primeira vez aqui, mas como era minha primeira vez não fazendo nada intenso ali, eu pude olhar tudo ao redor de mim sem muitos problemas.


 Era um quartinho bem normal, tinha uma “pintura televisão” nele, vários ursinhos e cores e tamanhos diferentes e muitos panfletos meus ali, muitos, mais muitos panfletos de combate meus.


Sério, algo me dizia que pelo menos eu devia ter notado aqueles panfletos, mas agora eu notei então acho que tava tudo bem de qualquer forma.


Mas tudo isso parou de ter qualquer importância pra mim quando nos chegamos na cama, a Zípora entrou primeiro por baixo dos lençois, e depois eu entrei.


E enquanto a gente se debatia e se enrolava na cama pra encontrar uma posição confortável pra nós dois, eu achei que, em algum momento, agente iria “quebrar a promessa” e tentar alguma brincadeira com o outro.


Mas não, a gente só encontrou uma posição boa o bastante pra gente ficar abraçado dentro da cama e ficamos assim, abraçados um no outro e deixando que um cuidasse do cansaço do outro até nós dois conseguirmos dormir.


Desde que eu pedi pra eu e a Zípora termos um encontro mais tranquilo, eu estava extremamente cético sobre se eu iria conseguir fazer isso ou não, mas agora, eu tinha certeza absoluta que podíamos ter esse encontro.


E eu tava extremamente aliviado de nós conseguirmos isso.


As partes dolorosas da minha alma pareciam estar sendo massageadas por mãos invisíveis enquanto mantinha aquele carinho na minha parceira. 


Até o ponto onde meu corpo relaxou de uma forma que acontecia apenas quando eu estava em casa, e a minha mente “desligou” o modo de sobrevivência da forma mais rápida que eu já tinha sentido antes.


E eu podia sentir que a Zípora tava passando por algo parecido, claro, com palavras diferentes das minhas, mas ela também tava amando esse nosso “encontro”.


E no fim ela tava falando sério, nós dois não falamos nada, e nem fizemos nada, apenas dormimos juntos, e tentamos satisfazer essa forma mais “civilizada” de nossos corpos, que nós ignoramos por tanto tempo.


Sim, “nós”, eu podia sentir que a parte “civilizada” da Zipora estava pedindo isso, eu não fazia ideia do motivo dela fazer tanto descaso sobre sua parte “civilizada”, mas eu podia deixar esses pensamentos pra depois, pois agora, eu só queria dormir.


😴😴😴

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