3953 palavras
E depois de vagar por algum tempo pela ilha, eu encontrei um grupinho muito único de Saurópodes, os Diplodocos, que eram Saurópodes muito diferentes do que pessoas esperavam de um pescoçudo, porque, ao invés de estarem focados em serem altos, eles se focaram em ser largos.
Eles não eram os mais altos, muito longe disso, mas isso porque o coro deles era horizontalmente distribuído, os pescoços deles estavam jogados pra frente ao invés de estarem pra cima.
As pernas deles eram bem curtas pra um Saurópode, mas elas compensam isso com uma grossura digna de um estegossauro, tudo pra conseguir equilibrar a arma secreta deles.
Porque, o que mais diferenciava esse Saurópode dos outros, era sua cauda, seu mecanismo de defesa, porque, diferente de vários outros Saurópodes, ele tinha um chicote ao invés de uma cauda.
Sim, ele tinha vértebras diferentes, uma cauda muito mais fina que o normal, e uma articulação que fazia ela estalar de uma forma que apenas um chicote gigante conseguiria fazer....
Esse tipo de chicote era algo que poderia facilmente quebrar meus ossos se eu fosse pego em cheio com isso, eu não podia deixá-lo me pegar, e nem deixar que o bando inteiro viesse atrás de mim.
Porque, é, nem mesmo uma arma poderosa dessa é forte o bastante pra conseguir proteger os Diplodocos dos predadores, então eles também viviam em bandos, eu sabia que se eu quisesse pegar um Saurópode, eu ia ter que ser muito paciente, então eu já tava preparando minha paciência pra ficar esperando o momento certo por dias.
E, claro, não podia esquecer, como todo Saurópode que se preze, ele era maciamente grosso e pesado, sendo um tanque de guerra feito de carne, se bem que isso todo o Dinossauro de grande porte era.
Então, se quisesse vendê-lo, eu iria ter que usar tudo de mim logo no início, sem me segurar, assim que a doideira começasse,eu iria ir com o Musth já nos limites do 45%, sem nenhuma restrição.
E comigo ja mentalmente preparado, eu encontrei um bando de Diplodocus, e apenas fiquei ali, assistindo, esperando, e ficando de olho pra ver se algum Diplodoco ia ser tolo o bastante pra conseguir sair da proteção do rebanho e se tornar um alvo fácil.
Os Diplodocos eram bem paranóicos, então levou um bom tempo pra isso rolar.
Levou semanas antes de eu conseguir um retardatário, comecei a ficar com fome e com sede, mas nada daquilo importava, eu só conseguia pensar na minha presa, ficando com um hiperfoco que não deixaria nem a fome e em sede me tirar do meu foco.
E quando eu copletei 3 semanas acientemente esperando uma oportunidade, vi que um dos Diplodocos finalmente foi idiota pra sair da segurança da manada, indo pra algum oturo lugar, bem longe dos outros.
Minha fome e sede me levou pro lugar certo e eu consegui acompanhar o Diplodoco retardatário em pouquíssimo tempo, e aproveitando tudo até o último segundo, eu rastejei em meio as folhas da floresta e me movi quase como uma barata no meio das arvores, de tão alucinado de fome que eu estava.
E enquanto eu chegava perto do Diplodoco, eu comecei a "ativar" o Musth de novo...algo que aumentou minha selvageria muito mais, mas tava tudo bem, pois mesmo com toda essa selvageria, eu ainda estava no controle.
Eu tava faminto e sedento por sangue, mas ainda no controle.
A fome aumentou ainda mais o poder do Musth, mas eu me lembrei do treinamento, e mantive minha cabeça no lugar, respirei fundo e comecei a sentir, 30%, 39%...45%...ainda não conseguia passar do 45%, mas acho que para aquele Diplodoco seria mais que o suficiente.
Ah, sim, começou de novo, meus músculos cresceram pra caramba, minhas presas alongaram até serem comparáveis às de um tigre, a minha tolerância a dor aumentou ao extremo, minhas unhas das maos e pes cresceram e se engrossaram até se transformarem em garras e principalmente, o desejo por violência crescendo sem limite.
Ahhhhhhhhh, Isso ia ser incrível. Eu já estava preparado para que o Musth crescesse através da batalha, mas por enquanto, 45% a mais de testosterona teria que resolver era bem mais que o suficiente.
E diferente dos outros botes que eu fiz por trás dos animais, dessa vez eu me preparei para atacar o Diplodoco de frente, porque, a cauda daquele Dinossauro era tão perigosa, que não tinha como eu atacar tão perto da principal arma dele assim.
Em uma única explosão, eu disparei na direção dele com toda a velocidade que eu tinha, e mesmo com toda a minha velocidade, eu corri, e não consegui alcançá-lo antes dele me ver porque, ele era mito alto e muito grande.
Afinal, pequeno ou não, um Sauropode ainda era um Sauropode, e eles sempre eram enormes.
E quando o Diplodoco me viu, ele jogou o corpo pra esquerda prpa desviar do meu ataque e tentou me dar uma chicotada com a cauda, mas na mesa ora eu consegui me jogar pra trás e ficar longe do alcance dele.
E mesmo desviando, eu ainda ouvi e senti a barreira do som sendo destruída pela cauda daquele animal.
Assim como acontecia com os chicotes de melhor qualidade e nas mãos dos chicoteadores mais experientes, assim que o movimento da "cauda chicote" chegou ao fim, a ponta da cauda dele quebrou a barreira do som, fazendo com que uma explosão de ar acontecesse no meu lado.
Esse era um feito que apenas explosões e veículos supersônicos conseguiam fazer.
E como quase aconteceu com esses veículos, a cauda enorme daquele dinossauro conseguiu criar uma explosão de ar que reverberou todo o meu corpo, me jogou pra trás como impacto residual, e quase estourou meus dois ouvidos com o som sinistro que ela fez.
\n

\n
\n"eu acho que peguei o oponente errado"
Isso foi tudo o que o meu corpo conseguiu registrar depois de ver aquele ataque...eu já tinha ouvido falar sobre esse ataque, lido sobre ele, pesquisado sobre ele, e me preparado pra ele...mas sentir esse ataque tão perto de mim fez um medo primitivo dentro de mim ser despertado.
Agora eu precisei controlar meu medo, porque no meio dos desvios que eu fiz com as outras chicotadas do Diplodoco, eu comecei a tremer de medo com a possibilidade de morrer.
\n

\n
\nMeu corpo estava fazendo de tudo pra me manter focado e forte durante a luta ou me dar energia pra fugir caso eu desistisse da batalha em algum momento.
Porque, no fim, eu podia sentir medo ou forçar a coragem o quanto quisesse, mas a decisão ainda era minha, meu corpo podia me manipular e me forçar a fazer coisas, mas no fim, era meu cérebro que decidiria se eu fugisse ou não.
E mesmo com todas essas dificuldades que eu senti em cada estlo do chicote do Diplodoco, eu decidi continuar lutando e tentar matá-lo.
O Diplodoco não é uma aberração da natureza totalmente invencível ou um monstro inalcançável por outros seres vivos, ele era apenas um Dinossauro maior que os outros, então desde que eu mantivesse a calma, e colocasse meus sentidos nos pontos certos, tudo ia ficar bem.
E mesmo assim, eu fiquei com problema pra me mover, tanto por medo quanto por eu ter problemas pra ver como o Diplodoco lutava em si.
Nós estávamos numa parte mais aberta da floresta, onde eu conseguia ver perfeitamente o quão aberto aquele Diplodoco conseguia se mover ali, o Dinossauro balançou a cauda pra todo o lado, esquerda, direita, cima baixo, cima, esquerda, direita, cima, baixo, cima, baixo, esquerda, baixo esquerda.
Era um movimento bem irregular, mas não era nada que eu não conseguisse entender, eu só precisava ter cuidado pra não deixar aquilo me acertar e tu ia ficar bem.
E por causa disso, eu nem mesmo batia no Diplodoco, eu me foquei completamente em desviar, pra conseguir ter certeza que eu não seria atacado por nada nesse mundo.
\n

\n
Cara, o som daquele estalo no ar fazia meus ouvidos doerem, demorou muitos estalos, muitos desvios, e muitos momentos de quase morte pra eu encontrar o padrão daquele Dinossauro, mas nem mesmo aquele dinossauro incrível tinha um padrão de ataques, um padrão de ataques que eu aproveitei e me infiltrei no segundo em que eu o descobri.
Após descobrir o padrão, eu fui tomado por uma coragem aumentada pela fome e sede de sangue, fazendo com que eu avançasse pro meu primeiro soco nessa briga contra o Diplodoco.
E eu apenas pude rezar pra que eu não estivesse sendo imprudente agora.
E no meio do caminho, eu desviei de uma chicotada pra direita, depois uma embaixo e depois de um na minha cabeça.
Cada um desses estalos criou uma explosão que quase me desestabilizou, mas eu já tinha me acostumado com as explosões de ar o suficiente para conseguir sincronizar a minha Capoeira com os estalos, fazendo com que até chegasse mais rápido no Diplodoco.
E quando eu cheguei perto de Dinossauro, eu não me contive nenhum pouco e dei o chute joelhada mais forte que eu conhecia bem na perna dele, e eu nem consegui arranhá-la.
E quando eu senti aquilo, por alguns segundos, tudo ao meu redor ficou muito mais lento, mesmo a cauda do Diplodoco que parecia ter velocidade supersônica, se tornou extremamente lenta depois que eu cheguei nesse estado.
Mas o que eu senti aqui não foi medo, nem ódio, foi empolgação.
Eu consegui sentir de forma perfeita como o meu joelho não tava afetando em nada a montanha de músculos do Diplodoco, e de uma forma doida, isso me empolgou de uma maneira que eu consegui usar muito mais testosterona do que eu esperava.
Nao sabia a porcentagem exata de testosterona, mas foi bastante, claro, tambem eu tambem coloquei um alinhamento da minha própria Aura que me permitiu criar uma lâmina de pura energia em meu joelho, me permitindo cortar a perna do Diplodoco como se meu joelho fosse uma garra de Dilophossauro, como se meu cotovelo, do nada tivesse ganhado a força de uma lâmina.
Nao questionei essa força nova, apenas aceitei e saltei pra um canto mais seguro do combate, com isso, eu desviei de mais algumas chicotadas do Diplodoco, e olha só, quanto mais vezes eu desviava das chicotadas dele, mais o Diplodoco parecia aprenter também, porque os golpes de chicote dele estavam ficando cada vez mais certeiros e precisos em mim.
No fim, acabei tendo que criar uma batalha de resistência entre mim e o Diplodoco, ao mesmo tempo que ele se aprimorou para tentar me acertar com um chicote, eu me aprimorei pra desviar cada vez mais dele.
Graças a isso nós ficamos num jogo de vai e vem, com ele dando chicotadas cada vez mais próximas de mim, me forçando parar de atacar em geral e só me focar na defesa, até que eu conseguia desviar das chicotadas até criar distância o bastante para conseguir cortá-lo de novo.
E depois de quase 1 hora minha lutando com o Diplodoco, eu marquei as pernas dele com o corte, a ponto que eu consegui expor os ossos dele, é, eu podia ver, esse bicho ia dar uma refeição bem grande quando eu o matasse.
E mantendo o meu foco o tempo todo, e minha forma ficando cada vez mais alucinada, eu comecei a criar uma espécie de padrão nos meus ataques, um padrão que se transformou rapidamente na minha própria arte marcial, uma arte tão poderosa que o Diplodoco nem conseguia chegar perto de mim.
Eu me movo como um Dilophosaurus, arranho com um Ornitholestes e "mordo" como um Ceratossauro. E essa combinação de 3 Dinossauros me deu a mobilidade pra conseguir arranhar ainda mais o Diplodoco e chegar até o osso dele.
E depois de uma sequência onde eu fiz 180 desvios, e 90 golpes, eu cortei o Diplodoco de forma que ele me lembrou o Brontossauro caçado pelos Allosaurus.
Eu não baixei minha guarda nenhum momento, não deixei minha vantagem, meu orgulho e nem minha sede de sangue me deixar descuidado frente a um Saurópode.
Eu olhei pros ataques do Diplodoco sem subestimá-lo por um único segundo, e ainda assim, eu fui pego.
E quando eu fui pego, eu senti de novo todo mundo ao redor de mim ficar em câmera lenta, e antes do impacto chegar, eu comecei a ver minha vida inteira passar diante dos meus olhos.
Eu me lembrei da minha infância em casa, da minha família tentando me ajudar a lidar com meu problema de comunicação, dos meus valentões da escola, das minhas amizades antigas de escola, do primeiro torneio que eu ganhei, dos meus amigos do trabalho, da minha primeira vez com a Zípora, dos anos que eu fiquei me alimentando dela antes de começar a namorá-la, de todos os troféus que eu ganhei, de todos os dinossauros, animais fantásticos, guerreiros e monstros que eu já venci e comi.
E isso era apenas um pouco de todas as coisas que eu vi naquele período extremamente curto de tempo, minha vida inteira passou na minha frente como um filme, e me deixou apenas uma conclusão.
Tudo que eu fiz até hoje, me levou até esse exato momento, e agora, eu precisava sobreviver a isso.
E foi bom que eu cheguei nessa conclusão, pois quando o estalo chegou no meu corpo, e eu senti todos os meus ossos se fragmentando igual vidro, eu usei tudo, literalmente TUDO que eu conseguia me lembrar desse flashback inteiro que eu tive agora da minha vida.
E trabalhando junto com meu instinto de autopreservação, eu usei todas as técnicas de regeneração, cura e conservação que minha mente se lembrou, junto com o Musth, que agora eu sabia que já passou dos 50%, mas a porcentagem já não importava a mais pra mim, só o que importava agora era que eu sobrevivesse aquele golpe.
Em forma de onda de choque, meus ossos se partiram, perfuraram meus órgãos internamente e a minha pele e músculos extremamente.
Eu também tive os músculos rasgados a ponto que vários pedaços de mim saíram voando pra várias direções.
E o mais doloroso foi como o impacto foi tão pesado que meu tórax foi aberto e meus órgãos quase saíram pra fora do corpo de tão violento que aquele impacto foi.
Na velocidade de uma piscada, eu curei, consertei e reconstruí cada pedaço destruído do meu corpo.
Aquela foi a primeira vez em muito tempo que eu me regenerei tão rápido assim.
O meu corpo inteiro tava em um estado de choque, ele treina de fraqueza, de dor, ao invés de medo, meu coração estava apertado de tanta força que eu obriguei ele a usar.
Mas não era como se eu tivesse escolhido ali, eu não regenerei assim pra ganhar, eu regenerei pra sobreviver.
E depois de sobreviver aquilo, acho que meu corpo já entendeu a importância de nós ganharmos essa briga.
E quando o Diplodoco viu que não tinha me matado com aquele golpe, e tentou me acertar de novo com a cauda, enquanto eu fui pego em uma explosão de adrenalina que fez com que eu disparasse na direção da Perda no Diplodoco.
Eu nunca me senti mais animalesco do que neste momento, tanto que, por alguns segundos, eu pensei que tinha me tornado um completo animal...é acho que eu já devia estar nos 60% do Musth.
E mesmo assim, eu não tava satisfeito, eu queria mais que apenas força, eu queria energia, unho e técnica, eu queria tudo.
E depois de mais alguns golpes, eu consegui aperfeiçoar a minha arte marcial, logo, consegui simular a velocidade de 5 mil Dilophosaurus concentrada apenas nas minhas penhoras, me permitindo desviar com mais facilidade de todas as chicotadas do Diplodoco.
E quando eu cheguei na perna do Diplodoco, eu mudei meu movimento e joguei minhas garras imensas na direção da perna dele, agora simulando força da mordida de 5 mil Ceratossauros concentrada e m meus dedos.
O Diplodoco percebeu que tinha algo errado, mas foi lento demais, com minhas mãos encaixadas na perna dele de forma perfeita, eu cortei fora uma das pernas de trás dele, algo que fez o Dinossauro rugir de dor, como um crocodilo ferido.
E quando eu tentei me afastar, mais uma vez a cauda de chicote dele me atingiu, mais uma vez aquele movimento irregular único, onde eu pensei ter desviado, mas não, mais uma vez ele moveu a própria cauda de uma maneira tão doida e única que eu não consegui desviar da chicotada.
Bom, pelo menos eu consegui diminuir a força do golpe, porque, depois de desviar tantas vezes do golpe, a chicotada perdeu a força quando finalmente me atingiu.
E mesmo assim, eu senti um impacto tão grande que os meus ossos saltaram pra lateral oposta do meu corpo.
E mais uma vez, tive que usar todo meu conhecimento e todo o meu medo da morte pra conseguir me reconstruir.
Foi uma sensação extremamente estressante e ultra perigosa pra mim, e mesmo assim, eu tinha sobrevivido, e depois de barganhar com a morte duas vezes, cheguei na conclusão que tava tudo bem eu barganhar uma terceira vez, principalmente se essa terceira vez iria permitir que eu destruísse a arma daquele Dinossauro absurdo.
Eu devia ainda conseguir fazer essa mega regeneração 3 vezes, então se eu sacrificasse uma, então tudo ia ficar bem...
Eu fiquei desviando das calçadas do Diplodoco por um bom tempo antes de tentar acertar a perna dele, pois mesmo som com uma perna, aquele diplodoco era sinistramente ágil com a própria cauda.
Eu não tive pressa, eu esperei chegar no momento certo, e depois de ver o quão fragilizado o Diplodoco estava ficando pela quantidade de sangue que estava perdendo, eu vi uma oportunidade de ataque.
E depois de desviar de mais uma chicotada sinistra do Diplodoco, eu saltei no ar, e me joguei bem na parte mais exposta do osso do Diplodoco.
Mas no meio do caminho, e fui pego por um ataque de cauda do Diplodoco que era tão flexível que ele conseguiu me acertar mesmo comigo estando entre as pernas dele.
E dessa vez, ele me acertou em cheio, fazendo meu corpo estourar em uma grande bola de sangue e ossos.
Não existiu um único momento em toda minha vida que eu cheguei mais perto da morte quanto aquela, eu cheguei em um ponto onde eu até mesmo fiquei na forma de alma, e vi meu coro bem abaixo de mim, despedaçado.
Mas eu não tava pronto pra morrer, então eu voltei pra pequena massa de sangue que um dia já foi meu corpo, e depois o regenerei, usando todas as minhas 3 regenerações instantâneas em uma única regeneração.
Cara, aquele ataque foi diferente de qualquer coisa que ele já jogou em mim, foi por muito pouco que eu não morri ali.
Eu queria gritar, mas então eu entendi que, nenhum grito conseguiria descrever a dor que eu sentia agora, então eu joguei toda a raiva da minha dor nos meus braços e pernas, e bati no Diplodoco com a maior força que eu a tinha sentido em toda minha vida.
E com isso, eu consegui terminar meu movimento de cotovelada e cortar fora a outra perna do Diplodoco.
E sem as duas pernas de rãs, o animal caiu no chão, incapaz de usar sua maior arma. Hehehe, essa cauda de chicote dele era bem perigosa, mas sem ela, ficava bem fácil de caçá-lo, por isso que eu o escolhi como primeiro Saurópode pra caçar.
Mas depois de quase morrer para aquele bich duas vezes, eu não queria deixar uma única brecha pra ele aproveitar, então quando eu pisei no chão, eu logo saltei na direção da garganta do Diplodoco.
O Diplodocus tinha visto o que eu fiz, e tentou se defender, mas eu agi muito rápido pra ele se defender, então antes mesmo ele conseguisse pensar numa defesa, eu cheguei no pescoço dele e cortei fora a cabeça do Diplodoco, de uma forma tão limpa que realmente parecia que eu tava com uma lâmina no meu pé, mas não, aquilo era apenas o estilo da minha arte marcial mesmo.
\n
"OBA, EU CONSEGUI, EU MATEI ELE"
\n
\nIsso foi tudo que eu consegui pensar, eu não tinha morrido, eu tava vivo, eu tava...bem, eu quase morri duas vezes, mas no fim, quem acabou morrendo foi ele.
Ai ai, eu tava muito dolorido, e o Musth com certeza tinha, no mínimo, chegado ao 100% completo em alguns momentos dessa luta, mas eu nao tava nenhum pouco preocupado com nada disso, depois de quase morrer, meu corpo estava quase ligado totalmente apenas a aproveitar a carcaça que eu demorei tanto tempo pra matar.
Eu precisava rasgar a carne, arrancar os ossos, pegar os melhores órgãos, eu não tinha muito tempo, o cheiro de um Dilophosaurus morto talvez não atraísse muitos predadores, mas o cheiro de um Diplodoco com certeza iria atrair alguns predadores grandes.
E como esse Dinossauro era grande demais até pra eu comer sozinho, então eu já tava começando a arrancar as partes dele pra fugir dali antes que os predadores grandes chegassem.
Toda aquela luta tinha me transformado de formas que eu não tinha permissão sequer pra pensar, o meu "modo sobrevivência" tava muito alto pra eu conseguir pensar em longo prazo, eu só conseguia pensar no que tava na minha frente e nada mais.
Claro, primeiro eu bebi todo o sangue que meu corpo exigiu até fica satisfeito, o que foi algo mais próximo de 200 litros de sangue. Hehe, e o melhor era que isso não chegava nem na metade do sangue que aquele bicho tinha, mas foi mais do que o suficiente pra compensar essas 3 semanas que fiquei sem me alimentar.
Enquanto a carne, eu comi quase 2 toneladas daquela carne crua bem ali no ponto, enquanto neguei mais 8 toneladas só pra comer no caminho.
E eu peguei todos os ossos grandes do animal pra me deliciar com o tutano dentro deles.
Eu sabia muito bem que eu era um aspirador quando se tratava de comida, mas dessa vez, foi a primeira vez que eu cheguei nesse nível de fome.
Sim, o sabor do grande Diplodoco ajudava muito nessa fome extraordinária que eu tava tendo, mas conseguir comer tanto de uma única vez era inacreditável, até mesmo pra mim.
Mas além da fome, acho que o meu sentimento de urgência estava me fazendo comer o Diplodoco rapido tambem, tinha que comer antes que eles chegassem.
E assim como eu imaginei, depois que eu devorei ¾ do Diplodoco, aquele bando de Alossauros que eu encontrei antes veio até mim, ou melhor, foram até a carcaça que eu caçei.
E antes que eles percebessem que eu tava ali, eu abandonei a carcaça e deixei os predadores ficarem com ela.
Apesar de eu quase ter morrido pra conseguir esse Diplodoco, eu podia conseguir uma outra caça, mas eu não podia conseguir uma segunda vida.
E depois de ter morrido 3 vezes apenas pro Diplodoco, eu sentia que eu não ia aguentar ser morto de novo.
Mas antes de eu ir embora, eu parei e decidi olhar pra trás, e eu vi, o Alfa do bando de Allosaurus estava me olhando, mas não era um olhar simples de "vai encarar?" como o Torvossauro, ele estava me analisando, me dissecando, e me interpretando.
Era um olhar muito inteligente, um olhar que me fez ter um calafrio na espinha pelo quanto de emoções tinha nele.
Até que eu vi o Alossauro alfa pegando um pedacinho do Diplodoco e quebrando os ossos que eu deixei pra eles, enquanto não tirou os olhos de mim por um único segundo...
\n

\n
\nIsso foi muito perturbador.
DIPLODOCO
\n

\n
\n

\n

