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E olha só, aquele Dilophosaurus era mais esperto do que eu pensava, porque ele tinha parado o sangramento de alguma forma, e ver aquela cena me deixou tão curioso, que eu decidi que, quando o encontrasse, iria esperar um pouco pra ataca-lo de novo, só pra ver como ele fez isso, humhumhum.
E depois de um tempo, vi que a trilha de sangue acabou, mas mesmo sem o sangue, ainda tinha o suficiente do cheiro dele pra eu conseguir rastreá-lo ainda, então tava tudo bem.
E quando eu o encontrei, eu vi o que foi que ele fez pra parar o sangramento, e…nossa, eu não tava esperando isso de jeito nenhum, era...incrível.
O Dilophosaurus estava mastigando folhas, mas não comendo mastigando, eram as mesmas folhas que eu aprendi a usar pra cuidar de ferimentos, ele as mastigou, misturou com saliva e depois cuspiu as folhas mastigadas no ferimento.
Uma atadura natural que todo caçador aprende a fazer em algum momento da carreira, eu só não sabia que aquilo contava pra animais também.
Nossa, eu fiquei fascinado com o que eu vi, de repente, eu fiquei na dúvida se eu era a raça inteligente ali, esse tipo de conhecimento, não era algo que uma espécie consegue aprender sozinha, isso era o tipo de coisa que ia de pai pra filhote.
Um tipo de inteligência que fazia eu sentir que esse Dilophossauro com certeza já devia ter um monte de filhotes por aí, pois, como o mais adaptado era quem fazia mais filhotes, esse Dilophosaurus já deve ter passado essa inteligência dele já tem muito tempo.
E esse fato me deixou um pouco menos culpado de caçá-lo, até que eu vi que o Dilophosaurus parecia ter um grande ódio por mim, porque, assim que ele terminou esse projetinho dele, o ele rugiu na minha direção igual um crocodilo, e avançou na minha cara, como se o meu disfarce sequer existisse.
Fiquei um pouco chateado que o meu disfarce era tão inútil frente aquele dinossauro, mas logo parei de pensar isso quando ele chegou na minha cara.
Achei que o Dilophosaurus ia ficar mais lento depois de perder uma garra, mas foi o contrário, ele ficou muito mais rápido, e mais uma vez ele tentou abocanhar a minha cabeça 17 vezes.
17 mordiidas que eu desviei de forma perfeita enquanto deixava a garra dele me acertar de propósito, pois a boca dele era bem mais perigosa que as garras, eu não podia deixar ele encaixar uma mordida em mim.
E no meio desse pensamento meu, eu vi o Dilophosaurus tentar me dar uma cauda, mas esse foi um dos maiores erros dele, porque, depois de ver tantos ataques do animal, eu consegui segurar a cauda dele…
Mas eu fui pego de surpresa mais uma vez pelo que eu sentia, eram as penas dele, eu já sabia que o DIlophosaurus tinham penas, mas a consistência daquelas simples penas eram tão escorregadias na minha mão, que o Dilophosaurus deslizou pra fora do meu aperto como uma enguia.
Eu quase gritei de ódio quando isso rolou, até que eu vi o DIlophosaurus virando pra uma outra mordida, so que dessa vez, eu consegui ângulo o bastante pra tentar dar um soco bem na cara do animal e arrisquei tudo naquele soco…
Mas eu errei o tempo, e o Dilophosaurus mordeu meu braço tão rapido que eu quase não tive tempo pra gritar.
E ele ainda jogou a cabeça pra cima, apenas para conseguir um corte perfeito dele, pelos dentes bem afiados do animal, junto com uma mandíbula semelhante a de um crocodilo, o Dilophosaurus cortou metade do meu antebraço completamente, de forma tão limpa quanto o Ceratossauro.
Ou seja, cortou como uma espada cortando um braço, ao invés de uma mandíbula de animal.
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\nQuando eu perdi o braço, o Dilophosaurus ficou todo alegre e fugiu para a densa floresta de novo, enquanto eu continuei gritando de dor por ter perdido meu braço, eu sabia que gritar não ia ajudar, mas a dor tava simplesmente grande demais pra eu ignorar.
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maldita bactéria
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\nEU NÃO TAVA CONSEGUINDO ME REGENERAR, ISSO DOÍA MUITO, ERA COMO SER CORTADO POR UMA ESPADA E DEPOIS MERGULHAR A FERIDA EM UMA PISCINA DE LIMÃO.
Eu tentei manter minha compostura, e tentei me recuperar o máximo possível, agora o Dilophosaurus devia estar saboreando meu braço e não ia demorar pra voltar querendo mais, então eu precisava usar todo esse mínimo de tempo que eu tinha pra me preparar.
Não ia dar tempo pra curar meu braço, então eu fiz uma decisão que eu esperava funcionar de tão doloroso que era, eu abri minha boca, e usei elas pra arrancar um pouco da carne do meu braço decepado para deixar só o osso exposto e afixado no lugar.
E com minha “arma” pronta, eu esperei o Dilophosaurus voltar…e enquanto eu esperava, e ouvia o som de osso se quebrando no meio da selva, era o osso do meu braço.
Hehe, espero que ele esteja gostando da refeição, porque seria a última que ele teria na vida. E quando eu tava começando a ficar irritado de verdade com ele, eu fiz algo que nunca esperei fazer nesse território, eu falei.
João: eu tenho gosto de que, dino!? Ah, eu sou gostosinho!? SE QUER UM POUQUINHO DA PARTE BOA, VEM AQUI PEGAR!
Eu tinha certeza que o Dilophosaurus me entendeu, porque, assim que eu falei isso, o Dilophosaurus saiu da selva bem devagar, mostrando a boca cheia do meu sangue, e com o osso decepado do meu braço ainda na boca. E então, mais um som de osso quebrando, pra tentar me intimidar.
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Ele estava brincando comigo…não, não era brincadeira, ele estava me analisando, procurando pontos vulneráveis, procurando feridas que ele calou. Tentando descobrir se eu valia o risco da morte ou não.
Até que ele voltou a me atacar, e quando ele veio dessa vez, ele mirou bem no lado que tinha meu braço cortado, e em segundos, eu girei meu corpo e tentei dar um soco no Dilophosaurus com meu braço esquerdo.
Mas o Dilophosaurus desviou do meu soco completamente, com uma agilidade irracionalmente enorme pra um bicho tão grande e foi novamente em um ataque pra minha garganta…e eu dei um sorriso maligno quando ele fez isso.
O Dilophosaurus percebeu que tinha cometido um erro, mas ja ja era tarde, quando ele estava a segundos de me atingir, eu consegui dar um golpe no céu da boca dele usando o meu braço decepado.
Ou, melhor dizendo, usando o braço que eu transformei em uma arma letal e perfurante, o Dilophosaurus tentou desviar, mas além de tirar a carne do caminho, eu também tinha afiado o osso o quebrando em certos lugares, permitindo que eu perfumasse o céu da boca do animal em uma brutalidade que permitiu que eu atravessasse meu osso pelo crânio dele até sair pelo lado de cima da cabeça do Dilophosaurus.
Doeu muito quebrar meu osso daquela forma, mas quando eu vi que o Dilophosaurus parou de se mover na hora quando eu fiz aquilo, eu sabia que tinha valido a pena.
Isso porque, agora, aquele dinossauro super esperto, super perigoso, super ágil e super mortal, agora estava morto.
Parecia impressionante o quão “rápido” o Dilophosaurus morreu quando eu fiz isso, sim, eu sabia que caçadas eram coisas que podiam ser decididas em um piscar de olhos ou em um estalar de dedos, mas ainda era um pouco difícil pra mim ver como um Dinossauro que me deu tanto trabalho assim, simplesmente parou de se mover de forma tão simples, parecia quase magia…
Eu ganhei, eu apostei minha vida e meu corpo nessa batalha, e por força, dedicação, inteligência e teimosia, eu sobrevivi. Sim, eu não venci, eu sobrevivi.
E quando eu aceitei esse fato, eu me sentei no chão, tirei meu braço-lança de dentro do Dilophosaurus, e me foquei em expulsar aquela maldita bactéria do resto do meu corpo.
Eu sabia que precisava encontrar um esconderijo antes que outro predador viesse, mas eu tava sentindo tanta dor agora que eu sabia que o esconderijo podia esperar, eu ia curar meu braço e os cortes primeiro, e depois eu ia pro esconderijo.
DILOPHOSSAURO
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