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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
48❤️‍🔥tentaçao❤️‍🔥
2361 palavras • 13321 caracteres • ⏱ 9 min 27 s

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E depois daquela batalha absurda que eu tive no território dos Lobisomens, eu não voltei para o Mar Vermelho, no lugar disso, eu mergulhei no Mar azul e nadei até a ilha Jurássica mais próxima dali.


E numa facilidade que não deveria existir, eu entrei lá, matei um Ceratossauro, e levei o corpo dele pro arquipélago de novo.


E porque eu fiz tudo isso? É porque eu estava prestes a fazer um pedido de desculpas bem difícil pra minha suposta namorada.


Depois que eu fiquei um pouco pelo Mar Azul, encontrei um restaurante até que bem grande e chique em uma ilha-cidade-grande.


Então eu fui pro fundo da loja, onde eu podia dar um jeito de me aproximar do lugar sem que ninguém visse o ceratossauro que eu carregava, e então, eu passei mensagem no meu grimório

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(começo da transmissão)
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Sansão: eu to aqui fora
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(fim da transmissão)
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\nE depois de mandar isso, em menos de 10 segundos a Zípora abriu a porta dos fundos, viu a carcaça do Ceratossauro que eu trouxe, e ficou em silêncio por alguns segundos.


A Zípora não falou nada, olhou pra mim, ou demonstrou qualquer tipo de reação. Como se ela quisesse garantir que eu não conseguia perceber nada do que ela está sentindo agora.


Então, ela olhou apenas pro Ceratossauro, tocou nele, e fez carinho nele, como se estivesse analisando meu presente.


Zípora: isso é o seu pedido de desculpas?


Eu balancei minha cabeça positivamente.


Zípora: ele é um dos grandões?


Eu balancei a cabeça negativamente.


Zípora: você sabe porque está se desculpando


E novamente, eu tentei falar, mas diferente de quando era com qualquer outra pessoa, quando era Zípora, eu conseguia falar.


Sansão: (sussurro)porque eu fiquei sem falar com você...por meses


Zípora: e porque você ficou sem falar comigo por meses?


Sansão: (sussurro)porque eu estava lutando com o Lorde Davi.


A minha garganta doeu muito quando eu falei aquilo, não por vergonha, mas sim porque, depois de ficar sem usar minha voz por tanto tempo, falar no mundo real sempre forçava muito minha garganta.


E enquanto eu coloquei minha mão no meu próprio pescoço, a Zípora se aproximou de mim, pegou meus ombros, me prensou contra a parede, e me deu um beijo beeeeeem lento.


Eu não sabia se eu tinha permissão pra ficar calmo, então eu só fiquei ali, parado, deixando ela fazer o que quisesse comigo e tentando entender o humor da minha namorada.


Zípora: é, eu sei, eu vi a briga. O seu Empresário gravou a briga ao vivo e transmitiu pra todo o continente.


Eu fiquei bem surpreso quando ouvi aquilo, e apesar de saber que mais de 25 bilhões de pessoas viram eu sendo espancado de várias maneiras diferentes, eu não me senti envergonhado, na verdade, foi bem o contrário.


Zípora: "Sansão, o Ceifador vermelho, contra Davi, o mestre das 1000 laminas de prata", eu tive que me esforçar muito pra não dizer que eu era sua namorada. Você não faz ideia do quão feliz eu fiquei quando eu vi você lutando...


E depois de falar aquilo, a Zípora fez pequenos círculos no meu peitoral, deixando seu olhar mais... "necessitado" aparecer, e continuou.


Zípora: foi você que caiu primeiro, mas todo o continente fala de você como se você tivesse sobrevivido a um desastre natural, de tão orgulhosos que eles estão de você


Sansão: (sussurro) eu consigo imaginar o porquê.


Zípora: sério, como você conseguiu chegar aqui sem ser cercado pelos fãs?


Sansão: eu nunca...gostei de ruas cheias...eles não me viram


Zípora: ah, sim, claro...e mesmo...hmhmhm.


E depois de falar isso tudo, a Zípora ficou mais séria, e então, falou comigo com o olhar de uma predadora, e não no sentido bom.


Zípora: por isso eu não estou com raiva de você ter ficado meses sem me ver...estou com raiva porque, depois que a luta acabou, você ainda ficou 1 mes inteira sem falar comigo. E não só isso, você não se alimentou, nem de animais, e nem de outros humanos, por que?


Sansão: (sussurro) porque eu fiquei envergonhado do meu comportamento em meio a luta...


Foi mais rápido do que eu, quando eu percebi o que tinha acabado de falar, a Zípora já estava olhando pra mim com uma gigantesca atenção, e então eu continuei, falando agora de forma mais proposital.


Sansão: (sussurro)...desde que eu dei o meu primeiro soco, eu tenho aprendido artes marciais, por 2 motivos, o primeiro é pra ficar muito mais forte, e o segundo é porque eu quero controlar meus próprios impulsos mais do que qualquer pessoa em todo esse arquipélago...


A Zípora parecia mais calma e compreensiva depois de eu falar aquilo, mas ela não parecia ter me perdoado totalmente, então só continuei.


Sansão: (sussurro) minha raiva, minha libido, minha fome, minha sede. Eu queria ser capaz de controlar tudo e ainda mais...e eu achei que consegui...


E quando falei aquilo, eu fiquei bem cabisbaixo, e a loira percebeu isso.


Sansão: (sussurro) mas então, o Must apareceu, e de repente, todos os ensinamentos que eu aprendi ao longo do tempo, as técnicas que eu aprendi e aprimorei por toda a minha vida, se tornaram inúteis, e eu me tornei um animal selvagem que age pelo próprio instinto e sem nenhuma restrição mental...


A Zípora olhou pra mim, cheia de curiosidade, bem mais calma, e depois eu continuei.


Sansão: (sussurro)...eu não podia aceitar que eu poderia perder o controle de forma tão fácil, principalmente se eu estivesse perto de você...então, eu treinei por 1 semana inteira, pela guia da Deusa da Escuridão, dentro da dimensão de Una, eu devo ter ficado uns 14 anos lá, apenas tentando entender como eu deveria cuidar desse novo instinto perigoso que eu desenvolvi, e agora, eu sinto que eu estou no controle o suficiente pra conseguir ficar perto de você de novo.


A Zípora continuou olhando pra mim por um bom tempo, com um olhar bem contemplativo depois de tudo que eu falei, então, ela falou.


Zípora: Sansão, você está sendo ridículo, você nunca seria perigoso pra mim


Sansão: eu sei...mas eu não queria arriscar...cof cof, cofcofcofcof.


Eu não aguentei mais, minha garganta tava doendo demais, eu não conseguia mais falar, e entendendo isso, a Zípora colocou a mão no meu peito e fez um carinho bem lento na região, algo que, de alguma forma, acalmou um pouco meu corpo.


Zípora: sh sh sh shhhhh, calma, tá tudo bem, eu entendi, não precisa falar mais.


Eu sorri um pouco quando eu levantei meu rosto, e de forma bem gentil, a Zípora deu um beijinho na minha testa e falou.


Zipora: ok, eu perdoo você, se você chegou num nível de matar um dinossauro como esse pra se desculpar, é porque você tá arrependido mesmo de ter ficado sem me ver tanto tempo...agora, me diz, você tá com sede?


Eu quase perdi o controle total do meu corpo, mas eu ainda consegui respirar fundo e manter minha cabeça no lugar.


O meu sangue tava fervendo dentro do meu corpo apenas desejando um pouco do sangue da Zípora...mas eu ainda me controlei, eu tive que usar todas as décadas de treinamento pra conseguir manter meu corpo em cheque, mas eu consegui me controlar.


Zípora: (assobio) você tá a quase 10 meses sem tomar sangue e voce ainda tem todo esse controle? Nossa, você realmente é demais


Sansão: (sussurro) vo-vo-voce quer um pouco do meu, Zípora?


Zípora: ah, não se preocupe Sansão, eu tenho bebido sangue e hipopótamo esses meses pra me manter bem, e tomei um pouquinho de manhã, você fez um esforço tão grande pra se manter no controle, eu posso conseguir aguentar ficar sem sangue por um dia.


E depois de falar isso, ela me deu um beijo na bochecha e voltou pra dentro do restaurante, conseguindo levar a carcaça do Ceratossauro pra dentro do restaurante, de alguma forma.


Zípora: ah, e obrigada de novo pela carne, com certeza meus cozinheiros vão fazer a festa com isso.


Eu sorri enquanto ela entrava no restaurante, ao mesmo tempo que tentei me manter calmo depois daquilo, mas foi muito difícil...eu fui pra casa, com o meu corpo muito tenso, com o meu auto-controle estando a um fio de cabelo de se romper.


E com o mundo inteiro ao meu redor parecendo estar andando em câmera lenta, apenas pelo quão absurdo era o desespero que eu sentia pelo sangue da Zípora.


Eu consegui chegar em casa, de alguma forma, me sentei no sofá, e respirei fundo. Eu gastei toda a minha energia pra tentar me impedir de ir ao meu baú de frio e pegar mais sangue.


"vamos lá, você consegue, você aguentou por meses, você só precisa aguentar por mais algumas horas, vai ficar tudo bem"


Eu repeti frases assim pra mim mesmo muitas vezes, só faltavam algumas horinhas simples para eu sentir o doce gosto do sangue da Zípora...e pensar daquele jeito fez com que minhas garras saíssem e se atendessem muito, e minhas presas aumentassem ainda mais...


Eu devia ter comprado um relógio pra conseguir ver as horas porque eu não fazia ideia de que horas eram, eu apenas fiquei esperando, esperando e esperando, torcendo pra que eu conseguisse resistir a espera um pouquinho mais.


E quando a Zípora finalmente me mandou uma mensagem, dizendo que o restaurante dela já fechou, eu na mesma hora dei o meu endereço pra ela pra minha casa, e ela disse na hora que já tava vindo me ver...tá quase lá, só falam alguns minutinhos...


Esses foram os minutinhos mais torturantes de toda a minha vida, mas eu consegui aguentar, então eu ouvi alguém batendo na porta, toc, toc, toc.


Mas mesmo sem ver quem era, eu sabia que era a ZÍpora, depois de ficar sem sangue por tanto tempo, meus sentidos estavam em 1 milhão % mais apurados do que antes, eu conseguia sentir o perfume dela do lado de fora da minha casa, e estava ansioso pra ela poder entrar.


Sansão: tá aberta.


Eu espero que a Zípora tenha percebido o desespero na minha voz, porque eu não sabia exatamente o quanto mais eu conseguiria me segurar, mas eu sabia bem que era pouquíssimo tempo.


Então eu olhei pra cima, e a Zípora tava com uma roupinha simples, uma blusa e uma saia pequena. Bom, com o pouco controle que eu tinha, eu não tava muito focado pra entender o que ela tava vestindo de qualquer jeito.


Então, como se estivesse me provocando e vendo ate onde minha paciência ia, ela se sentou do meu lado, e falou de forma bem calma.


Zípora: oi Sansão, olha...antes de "começarmos", eu só queria que você soubesse que você me ajudou muito, a Carne de Ceratossauro foi um sucesso, todo mundo adorou.


E quando ela falou isso, ela olhou muito bem pro meu corpo, parou de falar, e já começou tirando a camisa, e então ela falou.


Zípora: mas eu sei que você não quer conversar, não é?


Eu olhei pra ZÍpora, e vi ela tirando o cabelo de perto do pescoço.


Zípora: 10 meses de abstinência, e o seu primeiro gostinho de sangue nesses 10 meses não é de um animal, mas meu, não é atoa que você não queria nada naquela hora.


Eu sorri pra ela, com um sorriso que eu nunca tinha dado pra ninguém, a loira já sabia o que tava esperando ela, e parecia ate animada pelo que estava prestes a rolar.


Então, permitindo que minha brutalidade e instintos saíssem de mim, eu mordi com muita violência o pescoço dela, a loira gostou da minha brutalidade, pois ela gemeu bem forte enquanto segurava minha cabeça com força e arranhava, minha nuca.


E quando eu finalmente me permiti beber sangue depois de meses, eu senti algo, indescritivel.


E eu consigo sentir a alegria me tocando fisicamente, saboreei o gosto do azul, senti forte o cheiro do som, eu podia até ouvir o farfalhar dos nossos fios de cabelo... hahaha, eu estou ascendendo, eu tô literalmente me iluminando de tanto prazer, hahahahaha

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\nEu achei que, depois de sentir aquilo por tanto tempo, eu iria perder a própria cabeça e iria agir apenas no puro instinto de novo, mas de forma surpreendente, não, não foi isso que aconteceu foi quase que o completo oposto na verdade, eu fiquei ligado até demais no que tava acontecendo.


A ponto que, no dia seguinte, eu acordei na minha cama, ela tava encharcada de sangue, suor...e outras coisas também, e no meu lado estava a Zípora, ainda cansada, cheia de marcas pelo corpo todo, babando sangue e outras coisas também, e extremamente cansada, depois e todas as doideiras que agente fez ontem.


E depois de a ver acordar, eu apenas me deitei e fiquei do lado dela um pouquinho mais, até que ela acordou, mesmo que parcialmente, e depois falou.


Zípora: nossa, você é um animal


Sansão: (sussurro) o contrário minha flor, eu só consegui fazer isso tudo com você, porque eu consegui me controlar de uma forma que nenhum animal poderia


Zipora: pff, aquilo foi voce se controlando?


Sansão: eu sei, não é estranho pensar assim?


Zípora: (sorri) sim, é muito estranho, mas você pode me explicar isso em detalhes outro dia: (boceja) a noite passada foi longa, eu quero dormir um pouco mais


Sansão: só imagine uma metáfora de


Zípora: não, não...docinho, olha, eu amo suas conversas, mas estou realmente cansada, por favor, vamos deixar isso pra outro dia


Sansão: tá bom Florzinha, se é o que você quer.


E falando isso, eu dei um carinho pequeno nela, que fez ela logo dormir de novo, e mais uma vez, e logo depois, eu dormi também.


E dessa forma, eu dormi com a Loira do meu lado, tendo quase certeza que ela adorou o apelido que eu criei pra ela.


E eu só fiquei ali, daquele jeito, dormindo e relaxando até o dia seguinte.


Onde, depois de tanto tempo, eu iria tentar ir atrás do Dinossauros grandões, mesmo depois de todas as doideiras que eu fiz, algo em meu interior dizia que eu não tava pronto pra ir atrás dos grandões, mas eu tinha que tentar, ne?

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