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O meu mundo era um lugar bem curioso, pois, apesar de ter camadas absurdamente grossas de terra separando o mar vermelho que eu vivia do mar Azul que ficava na superfície, era facil ate demais encontrar tuneis que iam até a superfície sem problemas.
Alguns túneis eram usados por minhocas de pedra gigantes que as pessoas usavam de trem pra irem pra cima e pra baixo várias vezes, mas eu decidi ir por um dos caminhos "a pé" do lugar.
E depois de andar um pouquinho mais pelo lugar, eu dei de cara com uma luz bem forte, a luz do Guaracy, ou melhor, a Luz do sol, a luz que dava caminho direto pro Mar Azul...
Eu tinha me preparado e pego roupas que cobriam totalmente meu corpo, só pra caso eu acabasse sendo rejeitado pelo Sol...
Existia uma "lenda" entre os vampiros, que Vampiros malignos que não possuíam almas de tanta maldade que existiam neles, então nao podiam ficar frente ao sol, pois o sol era aquele que estava acima de todos os seres mortais, e aquele que não possuía ninguém acima dele.
O Guaracy, ou o Sol, como alguns se referem, é uma entidade que não aceita a maldade em sua presença, e que força qualquer um que ele considera "indigno" se esconder nos domínios de Una...mas aqueles que se mostram dignos frente ao Guaraci, não eram queimados...
Eu adiei o máximo possível fazer esse teste por causa disso, sim, existiam muitos níveis do quanto o sol pode machucar um Vampiro, mas eu não queria descobrir o quanto eu era odiado pelo Deus do Sol...
Com muito medo, tremendo e respirando fundo pra me manter calmo, coloquei minha mão na primeira luz de sol.
Eu já estava esperando que eu sentisse dor, não tava esperando ser incinerado, mas eu já estava esperando que minha mão ardesse, mesmo que só um pouquinho.
Ser reduzido a pó só por tocar na luz do sol, eu sabia que não iria acontecer, já que eu não era malvado a esse nível...eu tinha quase certeza
Mas quando olhei pra minha mão, e vi que ela não tava nem mesmo ardendo, eu fiquei realmente surpreso quando vi isso. Então, respirando bem fundo, eu andei devagar na direção da luz, deixando mais partes da minha pele tocarem o sol...
Uma vez na luz do sol, eu vi que eu não era queimado em nenhum grau por ela...não tentei entender o motivo de eu ser considerado digno de ficar na presença do sol, e eu apenas tentei me manter calmo enquanto eu ia na direção do território dos Lobisomens.
Mas assim que eu dei 5 passos fora do Mar Vermelho, eu comecei a tossir violentamente, eu vivi por tanto tempo com o ar tóxico e cheio de poeira do Mar Vermelho que quando eu entrei em um lugar com ar puro como o Mar Azul, eu precisei tossir por muito tempo apenas pra me acostumar com aquele ar "estranho" pro meu pulmão.
E depois de respirar bem fundo e me acostumar um pouquinho com o ar puro, eu comecei a andar pelo território.
Eu provavelmente iria ter problemas pra voltar ao ar tóxico do mar vermelho depois desse pedido da Valentina, mas eu ia aguentar, porque eu não tinha outra escolha, pros vampiros, a história sempre foi, adaptar ou morrer.
E como eu fazia no Mar Vermelho, eu usei minha Aura pra voar em cima de todas as ilhas do Mar Azul pra chegar logo no território Lobisomem.
Pois, mesmo sendo um lugar mais calmo, tranquilo, e com poucos perigos, o arquipelago tinha milhares de pessoas transitando de ilha em ilha, de uma forma quase idêntica ao Mar Vermelho.
O Mar Azul era algo absurdamente belo, olhando ele de cima, aquela imensidão de azul fazia com que eu me sentisse como se estivesse olhando pra um dos rostos do Guaracy.
E quando olhei pra cima, eu vi uma visão mais certa do Guaracy, em um céu extremamente azul, e apenas com poucas nuvens, fez com que eu ficasse tão fascinado com a beleza simples do céu do Mar Azul que eu quase chorei.
Quando eu não estivesse muito ocupado com um "compromisso", eu ria olhar tudo aquilo com mas calma, mas por enquanto, teria que deixar essa admiração pra mais tarde.
Uma vez que eu cheguei no Território Lobisomem, eu senti ma pas de espírito que eu não senti a muito tempo, isso porque, como os sentidos de um lobisomem eram 100 vezes mais fortes do que o de um humano, eles acabaram tendo que se isolar em um canto específico do território, pra nao terem os sentidos irritados a todo momento, e criaram um ambiente que não iria "sobrecarregar" os super sentidos deles.
E enquanto lentamente sentia aquela calmaria do territorio, olhei em volta, pra ver onde a Alfa poderia estar, ate que eu vi uma arena bem inusitada, que parecia um gigantesco iceberg.
E segundo a carta da Lady Valentina, dentro daquele iceberg, existia um pequeno dojo, onde ela estaria me esperando, e uma vez que eu vi ele, eu pousei no chão, entrei nele através de uma fenda no meio do iceberg, e dei de cara com uma cena bem familiar pra mim.
Coberta por gelo e neve caindo do teto, Valentina, a Alfa daquela ilha estava sentada em forma de lótus na minha frente, enquanto uma grande legião de Lobisomens estavam ao redor dela, esperando a luta começar.
A Loba estava em sua forma antropomórfica, sendo uma grande loba de nariz alongado, garras enormes, músculos saltando pra fora, e um pêlo escuro e grosso espalhado por todo o corpo.
Usando apenas uma calça de batalha e uma espécie de sutiã esportivo bem grosso.
Mas a Lady Valentina tinha mais do que a simples forma de Lobismulher pra me intimidar, pois ela possuía queimaduras por todo o corpo, junto com um braço faltando.
Historias contavam que ela perdeu o braço em uma batalha com um dragão quando ainda era jovem. E um ferimento permanente como esse, que seria o fim pra muitos artistas, era apenas um desafio para a Lady Valentina. E sinceramente, o fato que ela conseguiu se tornar uma Alfa mesmo sem um braço já me dizia o quão forte ela realmente era.
E quando eu terminei minhas indagações, a Lady Valentina finalmente abriu os próprios olhos, sorriu, e ficou em pé.
Valentina: Sir Sansão, mas que prazer é vê-lo, irei poupá-lo das apresentações, e vamos simplesmente começar nosso combate.
E depois de falar aquilo, a Lady Valentina, entrou em posição, ou melhor, em uma posição "sem forma" onde ela começou um gingado e se moveu que parecia bem mais uma dansa do que uma arte marcial.
Capoeira era uma das poucas artes marciais que não era prejudicado por ter um braço faltando, e sabendo bem até demais o quanto essa arte era imprevisível eu me coloquei em guarda, e apenas esperei.
A Lady Valentina ficou impressionada por eu querer lutar com ela com Muay Thai do que jogar o jogo dela, mas mesmo assim, a Lady Valentina gingou na minha direção, e olhou meu corpo em vários ângulos, tentando encontrar o ângulo certo pra e atacar.
E então, eu dei um chute mid kick, bem no centro do corpo dela, e então, a Valentina, basicamente deitou no chão e deu um chute na parte de tras da minha perna, com um impacto forte o bastante pra fazê-la dobrar.
E quando eu caí no chão, antes do proximo golpe, eu olhei pra frente, e senti como se um Alossauro tivesse colidido com a minha perna de novo.
E com essa visão, eu percebi a Lady Valentina tentando me chutar de novo, e aproveitando de estarmos numa batalha Livre, eu acertei o tempo certíssimo e agarrei a perna dela, enrolei ela com as minhas próprias pernas, e comecei a encaixar uma torção.
A Valentina me deu muitos chutes no rosto, tentando me fazer largar, mas eu aguentei de frente cada chute dela, sem nem mesmo quebrar meu nariz, ainda sentindo, em cada chute dela, como se um Alossauro estivesse pisando em mim.
E estando bem animado, eu girei o corpo dela junto com o meu até que eu encontrei o ângulo perfeito para colocar minhas pernas de uma forma tão enrolada no meio das duas pernas da Valentina que parecia até que uma cobra tivesse se enrolado nos pés da Loba.
Imobilizada, a Valentina apenas sentiu seus ossos lentamente trincando, até que eu coloquei força o suficiente nas minhas pernas e quebrei as duas pernas da Valentina com essa imobilização.
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A Alfa não gritou, muito longe disso, ela só esperou eu soltá-la, e com uma regeneração tão rápido, ou até maior do que a minha, ela concertou as próprias pernas em segundos e voltou a gingar através da capoeira.
Até que ela plantou bananeira e começou a usar seu único braço pra tentar se equilibrar enquanto fazia um movimento de break dance para me chutar.
Mas mesmo ela sendo rápida, eu desviei de um dos chutes dela, me agachei a ponto de ficar na altura do pescoço dela e colidiu com tudo no corpo dela.
A Valentina até tentou se equilibrar, mas ela não conseguiu com um braço só, e com a Alfa muito confusa ainda, eu a prendi em um "armlock", colocando Aura o suficiente naquela imobilização pra garantir que ela não conseguisse regenerar o próprio corpo enquanto eu quebrava o osso do único braço bom dela.
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E quando a soltei novamente, a Valentina ficou um bom tempo no chão, mas novamente não chorou, ela regenerou o próprio braço sem problemas e se levantou de novo, sem demonstrar nenhuma dor, seja a tensão do corpo, o rosto dela, ou até a forma da Aura, a Valentina estava calma até demais pra alguém que acabou de regenerar um braço quebrado.
E depois de ser imobilizada por mim duas vezes, A Valentina respirou fundo, alinhou o corpo novamente em um movimento de Capoeira e foi na minha direção.
A Valentina foi a mim de novo, saltou no ar e tentou me dar um chute no rosto, eu facilmente desviei pra baixo, mas fazendo um movimento insano em pleno ar, ela quase deu um chute de calcanhar na minha cara.
Eu quase agarrei aquele chute, até que eu vi um segundo chute da Valentina indo e o meu crânio através de outro ângulo.
E vendo minhas chances, eu aceitei levar aquele chute na cabeça, e agarrei a perna da Lady Valentina de novo, mas eu não tentei outro leglock, no lugar disso, eu a arremessei no chão, a deixando com a barriga no chão, e montei em cima dela.
A Valentina já percebeu o que eu queria fazer e tentou se soltar, mas não adiantou, eu me sentei em cima das costas dela, bem no centro das costas, peguei as duas pernas da Alfa, e comecei a puxar as pernas dela pra trás, tentando fazer com que as pernas dela tocassem nos próprios ombros dela.
E pouco tempo depois, consegui colocar ela em uma imobilização de coluna.
E eu tinha que dar um braço a torcer ela Valentina, mesmo numa imobilização como aquela, a Alfa não gritou ou demonstrou nenhum sinal de dor, ela apenas tentou se desvencilhar do meu agarrão, tendo resultados muito ruins, já que a parte mais assustadora dessa imobilização era o quão difícil era escapar dela sozinho, mesmo pra um Alfa como ela.
Ela não demonstrou reações, ela apenas tentou relaxar o próprio corpo pra tentar se desvencilhar do meu aperto, qualquer coisa que a permitisse escapar, mas nada adiantou, então, aconteceu, a coluna da Valentina começou a ceder, bem devagar
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O último som foi com certeza a coluna da Valentina cedendo, porque eu não só ouvi o som, eu senti as quinas bem pequenas da coluna da Lobismulher voando nas minhas costas.
Eu sabia que não podia simplesmente ser gentil com uma Alfa então eu continuei fazendo força, sabendo que ela ia aguentar, porque se ela não aguentasse, eles já teriam me parado, e como ninguém se mexeu, eu continuei puxando até que os pés dela tocaram nos próprios ombros.
Depois de conseguir aquilo, eu a soltei e me afastei dela, e...nossa, foi sinistro ver como a Coluna dela tinha ficado, a coluna da Valentina tinha entrado pra dentro do corpo, estourado dentro dos próprios pulmões, barriga e intestinos e jogado milhares de estilhaços de ossos dentro do próprio corpo.
Eu conseguia ver o interior da Alfa, os ossos estilhaçados, os músculos, os órgãos, tudo.
Quando vi a Valentina daquela forma, eu fiquei com um pouco de medo de ter matado ela sem querer, até que eu vi o ferimento dela se fechando, a coluna voltando pro lugar, e com o corpo dela convulsionando um pouco enquanto ela desesperadamente tentava regenerar a própria carne...
Depois daquilo, a Lady Valentina forçou um pouco o vômito e vomitou um monte de lascas de ossos, órgãos rasgados e destruídos e muitos ossos que ela tinha trocado.
Era meio bizarro, mas o dano que eu fiz nela foi tão grande que não tinha como ela consertar os órgãos, podia apenas substituí-los por novos e vomitou os destruídos pra fora...
A Lady Valentina se levantou, esticou e estalou um pouco o próprio corpo, e então falou.
Valentina: hummmm, como eu pensei, pelo jeito eu não tô pronta pra enfrentar um dinossauro ainda.
E sem nenhum nível de raiva dentro dela, a Lady Valentina foi ate mim, apertou minha mão, e falou.
Valentina: obrigada pela oportunidade, Sir Sansão, espero poder Lutar com o Sir em um momento futuro.
Eu também esperava...só esperava que ela estivesse um pouco mais forte nessa segunda batalha, eu sabia que ela não me ouviu nem nada do tipo, porque eu não tinha esse tipo de intimidade com a Lady Valentina.
No fim, eu apenas sorri e apertei a mão dela, mas não fui embora, não ainda, eu precisava ficar lá um pouco mais, porque, pelo jeito, algo bem maneiro iria acontecer ali, e eu não queria perder isso de jeito nenhum.

