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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
30🌑o domínio de Una🌑
2772 palavras • 15329 caracteres • ⏱ 11 min 05 s

30🌑o domínio de Una🌑

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Depois de basicamente virar a noite lutando Capoeira e só parar quando já tava "amanhecendo", ou melhor, quando o magma do Mar Vermelho já tava brilhando de novo, eu voltei pra casa, tomei banho, comi um nível de carne equivalente a uma ceia de natal para uma família com 50 pessoas, e depois sai de casa de novo, nem sequer me dando tempo pra digerir a comida. 

Pois é, eu tava virado no 300% de energia hoje, eu estava imparável...ou talvez fosse o simples fato que, o lugar onde eu iria visitar, era um lugar onde eu podia relaxar bem mais do que na minha própria casa, mesmo que meu corpo não estivesse muito disposto a cooperar agora.

Depois de toda a minha doideira de ontem, todos os meus músculos estavam queimando demais, minhas mãos e pés estavam doendo tanto que eu quase quis arrancá-las pra dor parar.

Eu também tava sedento demais por um pouco de sangue, era uma sede de sangue tão monstruosa que eu tava flutuando pelo arquipelago muito mais alto que o normal, porque eu queria tanto beber sangue, que a altura normal que eu voava ficava perto demais das pessoas, e se eu sentisse o cheiro de sangue deles muito perto de mim, com certeza eu faria alguma besteira.

E depois de voar pelos céus por um bom tempo, eu cheguei onde eu queria, a gigantesca pirâmide de lava da Deusa da Escuridão, algo que diminuiu meus pensamentos violentos assim que ele entrou no meu campo de visão. 

Como sempre, o templo carregava uma Aura bem forte, como se tivesse uma mal tranquila e gentil afagando minha cabeça, e com meu coração mais calmo, eu entrei lá, sentindo esse sentimento de carinho até chegar na sala certa.

Eu andei pelo corredor do primeiro andar por um tempinho, até que eu cheguei numa porta aberta e dentro daquela sala existia uma vazia, com paredes totalmente escuras, que não possuía nada além de uma única almofada totalmente branca bem no centro dela.

E ainda sentindo um conforto bem grande naquela sala, eu tranquei a porta daquela sala e me sentei em cima da almofada na posição de borboleta, e comecei a meditar. 

E quando eu assumi a posição, dei um sorrisinho enquanto sentia tudo aquilo acontecer mais uma vez, minha Aura começou a encher meu corpo e lentamente fazer com que a minha Alma lentamente saísse dele.

Mas diferente de quando visitei a Deusa da Lua, minha alma não foi puxado para cima, nananananão, quando eu abri os olhos, eu vi que minha alma ainda estava no mesmo lugar que meu corpo, mas quando decidi me levantar, vi que tinha virado um fantasma, a ponto que eu atravessei minhas próprias pernas na minha tentativa pra ficar em pé.

E enquanto eu estava naquela situação única, bem devagar, eu vi toda a dimensão em volta de mim diminuindo de brilho, a sala em si já era bem escura, mas o que eu vi era como se a Luz em si estivesse sendo apagada da existência, e sendo substituída por algo que eu já conhecia bem até demais.

E esse fenômeno continuou até tudo ao meu redor ser mais nada além da mais pura e completa escuridão. Eu não sabia se estava em pé ou deitado, porque a escuridão era tão profunda mas tão profunda, que eu não conseguia ter noção de profundidade, altura, e nem largura.

A escuridão ao redor de mim era tão grande que eu cheguei a me sentir em um vazio quase infinito onde não existia fim às trevas.

Mas, em certo nível, era possível manipular aquela dimensão, isso porque quando eu me concentrei bastante, eu consegui criar um chão naquele lugar, e quando percebi, eu agora estava pisando em um chão duro e sólido.

E depois de usar minhas mãos pra tentar tocar o "nada" que estava na minha frente por um tempo eu consegui tocar a segunda coisa que eu imaginei, uma cama.

pois é, eu não me lembro direito como foi que eu descobri que dava pra fazer aquelas coisas na dimensão da Deusa da Escuridão, mas aqui, eu conseguia criar uma cama e dormir quanto tempo eu quisesse, e como o tempo passa mais rápido aqui do que no plano mortal, eu podia dormir por literalmente meses aqui, e no mundo real, eu só teria ficado algumas horas meditando.

Eu sabia que a deusa Una estava me observando, mas não liguei pra isso, pois a deusa Una era a Deusa Rainha, a Deusa que ensinou compaixão à Lua, ao Sol e até o rilho.

E até hoje, ela ainda era conhecida como "a Deusa dos Segredos", aquela que guarda os segredos de todos sem julgamentos, imparcial, justo. 

Por isso e mais um milhão de coisas, eu confio nela o bastante pra conseguir dormir por horas na dimensão dela sem me sentir ameaçado, isso era o quão confiável a Una realmente era.

Eu tinha certeza que eu fiquei dormindo por dias naquela dimensão, já havia passado um bom tempo desde que eu tinha dormido direito. E depois de me dar por satisfeito, eu saí da cama, andei um pouquinho pra longe dela, me sentei no chão.

E enquanto eu esperava minha alma voltar pro meu corpo, percebi que não tive permissão de sair da dimensão ainda. Não fiquei assustado por isso ter acontecido, pois eu tinha uma ideia bem clara do porque eu não voltei.

E como eu esperava, em meio às sombras, uma mão fez carinho em minha cabeça, seguido de um abraço. Mhmhmh, eu sempre me impressionava que a Deusa da Escuridão era a mais carinhosa dos deuses. 

A escuridão ser gentil, não fazia sentido em minha cabeça por alguma razão, mas não negando um carinho, eu deixei a Deusa fazer aquilo comigo por mais algum tempo, aproveitando um pouquinho mais o conforto que a Deusa dos segredos, da maternidade e do luto podia me dar.

E depois de me sentir satisfeito depois de todos aqueles carinhos, eu abri os olhos, respirei fundo e pedi permissão da Una pra sair da dimensão dela.

E assim como a Deusa da Lua, eu não precisava falar pra Una me entender, ela entendeu e cara o que eu quis, e em segundos, atendeu meu pedido.

A dimensão lentamente começou a recuperar o brilho que foi "expulso" de dentro dela, e como eu tinha deixado meu corpo numa sala escura, a única diferença grande que eu vi foi eu tendo uma noção um pouco mais certeira da profundidade do lugar...

ATÉ QUE EU PERCEBI QUE MAIS ALGUÉM TINHA ENTRADO NA SALA!

Minha primeira reação foi sentir medo, pois eu tinha trancado a porta, então, quem poderia ter aberto: Mas então, eu vi quem era. E quando eu tive certeza de quem era, eu parei de me estressar e fiquei calmo de novo.

Zípora, com seus cabelos dourados brilhando como nunca, seus olhos pretos como a pele de um Tiranossauro, sua pele levemente morena como um Carnotauro juvenil. E aquele belíssimo par de presas que sempre me deixaram animado, mas pelos motivos errados.

Mas apesar de ter me acalmado um pouco, eu tinha que admitir, a Zípora tinha aparecido muito do nada na sala pra eu nao ficar surpreso, ou no mínimo curioso pra saber como ela descobriu onde eu tava, e abriu a tranca da minha porta.

Zípora: ah, qual é, S? Não ficou tão surpreso assim, eu tomei seu sangue, esqueceu? Eu senti que você tava com sede depois de mais uma sessão intensa de treino, pra variar, então decidi te fazer uma visita surpresa.

Quando ela falou aquilo, eu virei os olhos e com um sorriso sarcástico, eu balancei um pouquinho a cabeça de forma negativa enquanto voltava meu olhar pra ela. 

A algum tempo, eu descobri que esse gesto significa: "você tá falando sério mesmo?". Algo que a Zípora entendeu rápido até demais.

Zípora: muito sério mesmo, seu sangue é grosso(lambe os beiços)...e com muito sabor, só o tomando um vez, sinto que posso ficar sem tomar sangue por semanas, eu nunca senti um sangue tão gostoso quanto o seu.

E quando ela falou tudo aquilo, eu acabei ficando um pouco nervoso e então, eu arregacei a manga da minha blusa, pra deixar ela beber nele...E quando eu fiz isso, ela ficou alguns segundinhos só olhando pro meu pulso, e depois, engatinhou até minha mão, e mordeu com força...

E novamente eu senti "aquilo", uma sensação que não era dor, a Zípora não tinha força pra me causar dor, mas também não era apenas prazer, era algo no meio dos dois, e ao mesmo tempo nenhum dos dois. 

Uma sensação que sempre parecia encontrar os pontos fracos do meu corpo, contando essa, foram 500 vezes no total em que a Zípora se alimentou de mim, mas esse sentimento continuava tão intenso quanto na primeira vez que eu o senti.

Zípora: jura? Você sente essa mesma sensação desde que eu me alimentei de você pela primeira vez?

Não adiantava negar, não pra ela, lá sabia ler minhas expressões bem demais pra eu tentar dar uma de desentendido, então eu só balancei minha cabeça devagar de forma positiva, e com um sorriso vitorioso no rosto, ela começou a fazer pequenos círculos com o dedo onde ela me mordeu, se divertindo em me ver tão submisso a ela daquela forma.

Zípora: Isso me deixa feliz, porque eu sinto que, não importa quantas vezes eu tome seu sangue, ele sempre parece tão...novo, não faz sentido, eu tomo, tomo e tomo, mas ele nunca parece ficar velho ou repetitivo pro meu paladar, como se minha língua sempre descobrisse algo novo em seu interior...

Ela começou a me olhar com olhos cheios de desejo, enquanto se afastou devagar do meu pulso, e então ela afrouxou um pouco a gola da camisa, deixando o pescoço exposto.

Zípora: você acha que meu sangue tem um gosto diferente se você tomar ele daqui?

Ok, agora ela tava deliberadamente me provocando...e o meu corpo tava adorando isso, mas isso não me surpreendeu, eu já sabia que meu corpo me traiu em questão a Zípora a muito tempo.

Eu tava com sede tão grande que meu corpo quase perdeu o controle...eu aguentei, muito esmo, até que eu me aproximei bem devagar dela, alisei o pescoço dela, a ponto de arrepiar a loira, e ajeitei a gola do pescoço dela.

A loira com certeza tava irritada por não ter pego a dica dela, mas antes da Zípora se irritar, eu logo expliquei.

Sansão: (sussurro) isso é um templo, aqui não é o lugar pra isso...

A Zípora, assim quando eu comecei a falar, para as brincadeiras, ela já sabia que eu não falava por pouca coisa, então eu continuei.

Sansão: (sussurro)...não pense que eu não quero isso, Zípora, mas esse tipo de "jogo" tem hora e lugar...a Una pode ser a Deusa dos Segredos, mas não é aqui que eu quero fazer isso.

A minha garganta começou a doer muito depois de eu falar tudo isso, pois depois de ficar mudo por tantos anos, as minhas cordas vocais não se desenvolveram direito, a ponto que até falar frases curtas como essa dói demais, mesmo que fossem apenas sussurros.

E mesmo muito, mas muito abalada com o que eu falei, a Zípora, olhou pra mim, com um sorriso bem compreensível e carinhoso. E depois falou.

Zípora: então, você quer isso?

Eu balancei a cabeça bem devagar enquanto eu peguei o pulso dela, e falei.

Sansão: (sussurro) sim, eu quero, mas não agora...agora, eu irei fazer uma das maiores loucuras da minha vida, então, eu não quero que nossa primeira vez seja, apressada...eu quero fazer isso, mas quando eu não tiver nada na minha mente capaz de me atrapalhar...

A Zípora ficou bem quieta quando eu falei isso, um tipo de silêncio que exalava bem até demais a preocupação que ela ficou quando eu falei aquilo.

Zípora: sim...eu entendo.

E sorrindo, eu deixei um pouco da minha selvageria sair, só o suficiente pra conseguir tomar sangue dela sem perder a cabeça...pois o sangue dela era doce demais pra mim, a Zípora podia não ligar, mas eu tinha um medo gigantesco de perder o controle muito rápido e acabar machucando ela sem querer.

Não foi o caso dessa vez, eu apenas tomei sangue o suficiente pra conseguir ficar calmo de novo, mas eu perder a calma era sempre uma possibilidade, então eu sempre tentava me conter.

E depois disso eu olhei pra Zípora e ela tava com um olhar apaixonado, mas dessa vez, sem muita luxúria nela.

Zípora: entendo que você não pode me dar sua virgindade agora, mas pode pelo menos me dar um beijo seu?

Eu não respondi a aquilo, eu já não tava mais com força na garganta pra falar mais, então eu apenas segurei o queixo dela com a maior calma que meu corpo animado pelo sangue da Zípora permitia, e eu lentamente aproximei o rosto dela de mim...

Eu não pensei que aguentaria algo intenso com ela, mas logo eu vi que me enganei, o que começou com um beijo de lábios, algo mais digno de um beijo de criança, escalou muuuuuito rápido.

A Zípora enfiou a língua dentro da minha boca e lambeu minha língua como se estivesse brigando com ela, e agindo mais por instinto que pela lógica, eu segurei ela pela nuca e comecei a invadir a boca dela com a minha língua também.

O meu coração não tentou escapar do meu corpo dessa vez, não, ele apenas fez parecer que ia explodir, eu tive quase certeza que meu coração explodiu de tão intenso que aquele beijo foi.

Foi muito quase, muito quase mesmo que eu perdi o controle e dormi com a Zípora bem ali na casa de Una...mas acho que estar na casa de Una, me deu um sentimento de vergonha que permitiu que eu mantivesse meu controle. 

E pra deixar minha cabeça no lugar mesmo, concentrei o máximo que podia na minha promessa, e no meu desejo de fazer nossa primeira vez especial, e então, eu afastei ela, com a maior quantidade de controle que eu ainda tinha.

A Zípora não estava surpresa que eu me afastei, ela só parecia surpresa que eu consegui me controlar tão bem. 

Eu não entendia o porquê aquela garota parecia amar tanto me provocar. 

Bom, pro crédito dela, agora ela pelo menos parecia ter percebido que havia passado do limite.

Zípora: você acreditaria em mim se eu te contasse que eu não achei que isso iria acontecer?

Eu olhei pra Zípora um bom tempo, a expressão eufórica dela, um rosto que parecia bem mais de surpresa que de conquista, e uma batida no coração que parecia mostrar que ela estava muito mais aliviada de não termos ido longe do que irritada.

Ela só queria um beijo, mas não pensou que um beijo chegaria tão longe, eu podia ver isso na expressão dela.

E depois de analisar tudo isso nela, eu balancei devagar a minha cabeça de forma positiva, algo que a deixou bem mais tranquila e aliviada do que antes.

Mas ela ainda parecia culpada pelo que fez, pois logo depois ela levantou e falou.

Zípora: eeeeeeeu, tô indo, não vou mais te atrapalhar.

É assim ela se foi...de forma tão rápida quanto entrou, e segundos antes dela passar pela porta, eu vi que o templo de Una tinha dado uma chave pra ela pra abrir a porta que era igual a minha, hummm, interessante.

E quando ela passou pela porta, me permiti soltar o ar dos meus pulmões, eu nem tinha notado que eu fiz aquilo, eu s[o notei que eu tinha conseguido me controlar por muito, muito, MUUUUUITO pouco mesmo.

O meu corpo tava todo suado, meus músculos estavam tensionados, preparados pra algo que eu sabia que não era lutar, o meu coração tava batendo tão rápido que meu peito tava doendo e a minha respiração tava tão desregulada que eu quase senti que tava entrando por um ataque de Pânico.

Eu respirei fundo, e soltei, respirei fundo, e soltei, respirei fundo...e então eu percebi, eu não ia conseguir me acalmar sozinho, e com meu corpo muito nervoso, eu entrei de novo na dimensão de Una, e sem nem mesmo sentir a presença da Deusa da Escuridão, eu deixei sair tudo que eu tava segurando até aquele momento, bem ali, em meio a todo o infinito escuro que me cercava...

Eu realmente agradecia que a Deusa da Escuridão também era a Deusa dos Segredos, porque, as coisas que eu fiz na Dimensão dela, acho que nenhum Deus iria aguentar aquilo, não importa o quão benevolente ele fosse.

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