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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
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2468 palavras • 13760 caracteres • ⏱ 9 min 52 s

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Capoeira, essa talvez seja uma das minhas artes marciais favoritas. Mesmo que eu não soubesse direito de um motivo específico, mas sim existiam mais de um motivo.

O estilo mais livre dessa arte marcial, na teoria, iria me dar mais mobilidade e liberdade pra enfrentar os Dinossauros.

Outro motivo é porque a Capoeira possui uma história incrível sobre carregar o legado de vários rituais antigos para se conectar com os Deuses. Rituais que quase foram extintos com o passar das eras, mas que continuaram vivos através da Arte Marcial.

Outro motivo, e esse era muito mais claro, era que a Capoeira era bem mais focada na "arte" das Artes Marciais que várias outras Artes Marciais que eu conhecia.

Afinal, treinar aquela modalidade sempre era uma grande festa, principalmente pra mim.

E depois de pensar tudo isso, eu vi que tinha chegado no "erritorio" da Capoeira, pois é, a Capoeira era uma Arte marcial tao doida, que ela nemt tinha um dojo, ela tinha um pedacinho de ilhas só delas pra todo mundo conseguir praticar a arte marcial sem problemas.

E o mais doido é que nao ra apenas aquele ponto acumulado de Ilhas, encontrar um ponto no meio do Arquipelago que tem alguem praticando a Capoeira não era nem um pouco difícil.

E quando terminei de devanear, eu aterrissei de frente ao portão que era "entrada" pro cantinho da Capoeira, uma entrada decorada de penas, madeira e tochas das cores, amarelo, vermelho e azul, bem na minha frente.

E assim que eu passei pelo portão, eu dei de cara com um grande show de cores, luzes e sons que deixariam qualquer um com ouvidos sensíveis com medo de entrar, mas eu tava tão acostumado com aquele barulho que eu até gostei daquele grande show de fogos de artifício, gritos, músicas, sons, e claro, sangue voando pra todo lado. hmhmhm.

Depois de entrar e me assimilar com todo o caos do lugar, eu vi de cara uma grande quantidade de "rodas" ao redor de mim, rodas de pessoas que estavam vendo dois alunos ou até mais de dois fazerem um duelo de capoeira. 

Tudo enquanto os alunos que estavam em volta roda gritavam, batiam palmas no ritmo da música, e principalmente tocavam os instrumentos do esporte também.

Haviam muitas rodas ali, rodas com apenas uma espécie, rodas apenas de novatos, rodas apenas de veteranos, rodas com Aura liberada, rodas com Aura proibida, rodas espécies mistas, e ate mesmo rodas de batalhas mortais.

De todas as artes marciais que eu encontrei ao longo do tempo, eu sabia bem até demais que a Capoeira poderia ser a última arte marcial que eu fosse dominar, principalmente pelo quão "imprevisível" ela parecia na maioria das vezes, mas pela alegria que tinha ao redor de mim, isso seria o melhor mesmo.

E depois de olhar cada um daqueles grandes círculos de pura adrenalina e terror por um bom tempo, encontrei o lugar que eu gostaria de ficar e me aproximei dele bem devagar.

O lugar que eu me aproximei possuía um feitiço especial onde fez o meu corpo literalmente crescer de tamanho pra eu conseguir lutar com as espécies da Roda sem problemas. Com essas espécies sendo Dragões, Gigantes e até Ciclopes, hmhmhm.

E logo que eu entrei naquela roda, eu vi um Sapien de tamanho gigantesco lutando contra um grande dragão sem asas.

Mas a luta daqueles dois não durou muito, pois alguns minutos depois que eu cheguei, o Dragão enrolou as pernas dele na perna do Sapien, e jogou ele no chão com uma violência tão grande que ele até quicou no chão antes de ser literalmente arremessado pra fora do ringue.

Já embebido demais com a violência daquele combate, eu saltei na mesma hora pro confronto, comigo já entrando na "postura" da Capoeira e começando um gingado frente ao Dragão.

Quando o Dragão me viu ele logo desviou do meu primeiro chute, e usando apenas o meu dedão do pé como impulso, eu dei mais um salto e continuei com um grande chute bem na cabeça dele, mas acho que subestimei o Dragão, pois ele desviou pra baixo logo e logo em seguida tentou me dar uma cotovelada em pleno ar. 

Mas também em pleno ar, eu joguei minha cintura na direção dele pra conseguir jogar um chute dele, mas eu apenas ameacei, porque o Dragão recuou antes mesmo de eu ter chance de chutá-lo, então eu tentei girar minha perna no chão pra aterrissar no chão. 

Mas no momento em que minha perna quase aterrissou no chão, eu vi a perna do dragão quase me deu um chute...e pra contra-atacar isso, tive que usar uma das técnicas mais doidas que eu tinha. 

Eu esperei no momento certo e então, recuei minha perna só um pouquinho, só o suficiente pra eu conseguir pisar bem em cima da perna do Dragão, e dar mais um chute nele antes de saltar pra trás e me afastar de novo.

O Dragão era forte, não caiu do com aquele golpe, então eu sorri pra ele enquanto arrastei meu pé no chão e o convidei pra se aproximar de mim, um convite que ele aceitou na mesma hora. 

Por meio de nosso gingado, nos aproximamos um do outro, com muito cuidado e meio dos nossos movimentos, até que ele avançou com tudo até mim, mas eu não o chutei, eu observei o que ele iria fazer, com muita atenção e ainda gingando.

Até que eu vi o Dragão tentando enrolar as pernas dele nas minhas, como ele fez com o Sapien, e como um toureiro, eu desviei pra esquerda de forma muito fluida, e sem tirar meus olhos dele, eu joguei minha perna bem na nuca dele.

Mas o Dragão não era um novato, ele abaixou a cabeça a ponto de quase bater no chão, e usando os braços como mola, ele jogou os pés em um chute arremessado bem no meu tronco.

E mais uma vez eu desviei pro lado como um toureiro, mas dessa vez, eu fui seguido pelas pernas do Dragão e quase fui acertado de novo, pois agora, o dragão me perseguiu com chutes na cabeça enquanto o Dragão continuava naquela postura absurda de lutar enquanto plantava bananeira.

Era uma postura absurdamente incomum, mas que funcionava, eu desviei por um bom tempo, até conseguir me aproximar um pouco mais dele e conseguir entrar com uma rasteira no braço dele.

Mas acho que não prestei muita atenção na posição do corpo dele, pois assim que eu tentei a rasteira, o Dragão se arremessou pra cima de novo, mas o corpo dele tava tão inclinado em um lugar que ele demorou menos tempo pra pousar no chão. 

E quando eu finalmente chutei ele, mais uma vez ele tentou uma queda mas desta vez ele conseguiu me jogar no chão.

As minhas pernas ficaram muito abertas, eu tinha apenas sorte de já ser flexível naquele ponto, mas eu não pude aproveitar muito bem esse conforto, pois logo depois, o Dragão me agarrou pelas costas, e num giro absurdamente fluido, ele me jogou no chão.

O arremesso foi muito longe de ser o bastante pra eu realmente me machucar, mas foi forte o bastante pra eu ficar tonto, e quando o Dragão pulou pra me chutar na cara, eu saltei pra trás pra ter um tempinho pra pensar. 

E na mesma hora, o Dragão girou sua cintura no ar e já preparou um segundo chute em pleno ar, mas ele foi lento demais e permitiu que eu acertasse um chute faca bem na barriga dele.

Mas não foi um chute certeiro, antes de eu conseguir dar um chute limpo nele, eu vi como o Dragão desistiu do chute e usou sua mobilidade pra recuar usando o chute e não recebendo o impacto completo do golpe.

Foi impressionante, mas não me dei tempo pra ficar impressionado e apenas mudei o centro de gravidade das minhas pernas e tentei novamente deixá-lo no meu campo de visão. 

Até que eu vi que um chute não iria chegar nele a tempo, e no meio do movimento do Dragão, eu quase o atingi, mas novamente, ele mudou o movimento no meio do golpe e me deu um soco bem na cara.

Eu tentei enrijecer meu rosto da melhor forma que eu conseguia, mas a minha tentativa só pareceu me machucar mais, a ponto que eu fui jogado pra trás e minha cabeça ficou tonta.

Mas através da raiva e do medo que senti, eu consegui me manter consciente, e mais uma vez, o Dragão saltou na direção do meu rosto e tentou me dar um chute, um chute.

Um chute que eu desviei na mesma hora, e logo depois, o Dragão jogou a perna dele pra baixo, tentando atingir minhas costas, e mais uma vez eu desviei pra esquerda, e usando o movimento da minha esquiva como um impulso, eu joguei meu calcanhar na barriga do Dragão com um giro.

Um movimento que eu dominava tão bem que o Dragão não conseguiu desviar e foi acertado em cheio por trás.

E mesmo assim, nenhum de nós ficou pra trás, nós apenas olhamos fundo nos olhos um do outro, deixamos fluir ainda mais energia e nossos corpos, e depois continuamos.

Eu pensei que, depois de todas as batalhas que eu travei, eu não ia estar com energia pra lutar com uma ferocidade grande como essa, mas eu lutei contra o Dragão por tanto tempo que a "tarde" em que eu cheguei mudou pra "noite" completa.

Nossos corpos se encheram de roxos, e em vários momentos, nós explodiamos esses roxos com um chute e fazíamos o sangue estourar pra fora do corpo, nosso suor escorria em cada golpe e se misturou como sangue ao redor de nós. 

Nós fizemos tantas voltas, e giros no ar, que um de nós acabou ficando tonto primeiro...eu.

Eu respirei muito fundo enquanto eu olhei pro Dragão, ele tinha escamas vermelhas, um corpo muito robusto, e uma agilidade que não parecia combinar pra um cara do tamanho dele.

E mesmo assim, eu ainda lutei contra ele, até que eu fiquei tão cansado, tão tonto e tão fraco que eu entendi que era melhor eu apenas me afastar devagar dele. 

Então, enquanto eu ainda conseguia controlar minhas próprias pernas, eu me afastei dele devagar, ele nao me impediu, ele entendeu de cara o que eu queria fazer, e deixou que eu saísse da roda de combate sem ir atras de mim, afinal, apesar de toda a brutalidade da batalha, isso ainda era um treinamento.

E no segundo que eu saí de lá, eu vi que outro aluno já tinha tomado meu lugar na roda de combate, e tentando curar meus ferimentos, eu saí um pouco pra longe da multidão.

E depois que meu corpo tava um pouco mais inteiro, eu voltei de novo minha atenção para a grande batalha ao meu redor...cara, eu amava muito o Arquipélago Vampiro.

E enquanto devaneava, eu vi alguém se aproximando de mim, era a minha Mestra de Capoeira.

Mestre: hmhmhm você ficou bom, em um tempo bem curto até, mas pra você ir atras do Aperrid logo quando chegou nesse nível é impressionante.

Eu olhei pro grande Dragão Aperrid por um bom tempo. 

Ele era um dos dragões mais resistentes de todo o arquipélago Branco, ele era um dragão que poderia facilmente a ameaçar a Lacerant se eles estivessem no mesmo torneio, mas felizmente isso nunca aconteceu...

O Aperrid era conhecido pro ser "incansável", ter uma resistência gigantesca e uma força digna de um Dagão, mas a maior força dele continuava sendo essa resistência sobre humana dele.

Mestra: é, eu concordo com você, ele já ta lutando assim já faz algumas semanas. Ia ser difícil você aguentar essa resistência dele mesmo tendo uma força pra lutar contra um Carnívoro.

Hmhmhm, eu apenas queria ter certeza que eu tava pronto pra esse momento da minha vida, se tudo desse certo, talvez eu iria comer a carne de Carnívoro pela primeira vez na minha vida.

Mestre: já parou pra pensar no que vai fazer quando ficar mais forte que o rei dos Dinossauros?

Não, mas eu também já entendi que, mesmo pra um vampiro como nós, conseguir ficar forte o suficiente pra ganhar do Rei dos dinossauros era uma estrada longa. 

Mestra: exatamente, quando pessoas apenas pensam nas metas mais "longas", elas acabam desenvolvendo uma certa ansiedade para a meta chegar logo, então me fala, você tem metas pequenas pra te distrair ao longo do caminho?

Ah, eu tenho muitas, claro, como lutador, muitas metas minhas nao sao específicas, mas eu to mais do que pronto pra cumprir qualquer meta mais "curta" que eu encontrar ao longo do caminho.

Mestra: por exemplo?

Um torneio que eu posso ser campeão, uma história que eu não aprendi todos os detalhes, a arte marcial que eu não aprendi tudo. E principalmente, os mistérios dentro da minha própria mente.

Se eu tivesse que descrever o que eu faria depois de vencer o Rei dos dinossauros seria algo ligado a essas coisas, aprimorar minha força mental e espiritual para sempre.

Mestra: hmmmm, entendo...

E como a busca pelo conhecimento é infinita, diferente da minha jornada até o Rei dos dinossauros, essa jornada eu nunca vou terminar.

Mestra: alivia meu coração por você já saber disso, muitos mestres passam por muitas provações antes de entender que não existe uma linha de chegada para o conhecimento. 

Eu já passei pelas minhas próprias provações bem cedo, por isso eu sei que no fim, a busca pelo conhecimento nunca terá fim. Mesmo que eu tenha passado por coisas na minha infância que me fizeram duvidar disso muitas vezes

Mestra: bom, é claro, afinal, mesmo que não exista um fim pro conhecimento, existem muitos "pontos de conquista" onde quando se acumula conhecimento o bastante, grandes conquistas podem ser alcançadas por alguém. Mas nunca podemos esquecer que um "ponto final" no conhecimento em si não existe, nunca existiu e nunca existirá.

Era impossível o conhecimento ter um fim, pois alguém dizer que tem todo o conhecimento do mundo era o mesmo que dizer que uma pessoa viveu, sentiu, leu, experimentou e viu tudo no mundo. Algo que até para seres imortais, era impossível.

Eu já sabia disso, mas ouvir minha Mestra falar aquilo, uma Mestra que eu ainda estava bem longe de derrotar falar aquilo, eu balancei a cabeça de forma positiva, e sorri, estando feliz que eu estava com um pensamento parecido com a Mestra.

E depois de olhar pra roda de Capoeira por um bom tempo, eu me senti pronto pra outro round, e entrei com tudo nela de novo, eu não tava preparado pra parar de lutar capoeira ainda, nem de perto disso na verdade.

E eu queria acreditar que eu reconhecer esse fato me tornava mais sábio, de alguma forma.

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