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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
26🔥 🏰 🔥 próximo nivel🔥 🏰🔥 2
2213 palavras • 12345 caracteres • ⏱ 8 min 51 s

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Depois do jiu jitsu, voltei a voar pelos céus em busca do próximo Dojo, e quando eu encontrei o lugar certo, eu me dei um tempinho pra admirá-lo por alguns segundos, eu ja tinha visto aquele dojo várias vezes, mas eu ainda me impressionava muito quando eu olhava ele assim.


Antes de tentar entrar um pouco mais dentro desse mundo da luta agarrada, eu pensei que o Jiu-jitsu e o Judo era tudo que restou da luta agarrada.


Mas logo eu descobri que existiam outras muitas outras, uma das mais fáceis de entender foi a luta livre profissional, ou pra ser mais específico, a luta livre greco-romana, uma espécie de luta que era estranhamente simples, e em sua simplicidade ela conseguisse tornar brutal.


Diferente do Jiu Jitsu, que podia ser dito como algo mais "novo" se comparado com outras artes marciais, a Luta livre era algo extremamente antigo, antigo em um nível que meus ancestrais a praticavam antes mesmo da Deusa da Lua fazer o primeiro contato conosco.


Mas acho que a forma mais simples de descrever como a Luta Livre era antiga pro meu povo era apenas olhando onde ela era praticada, pois o Dojo da Luta Livre era um prédio tão antigo que ele era considerado uma relíquia dos tempos ancestrais do nosso povo.


O Dojo em si já era um prédio absurdamente bonito que se assemelhava a um templo da antiga Grécia, só que ele não era um prédio montado, nananananão, ele foi esculpido na stalagmite.


Nossos ancestrais, de alguma forma, conseguiram esculpir um templo gigantesco e belíssimo através de uma estalagmite gigante, uma técnica que foi perdida através dos séculos de nosso povo, mas que ainda possuíam relíquias como esse prédio para lembrar a todos o tipo de poder que a verdadeira iluminação podia criar.


Isso porque, não sendo o bastante mostrar o quão lindo esse predio realmente era, também tinham registros que esse prédio foi criado apenas com as mãos e pés de vampiros, sem ferramentas e nem Aura, apenas os próprios punhos deles, e eles ainda conseguiram criar algo lindo como isso, era algo impressionante, isso pra se dizer o mínimo.


E depois de devanear com a história antiga do meu povo, eu olhei pro prédio com um pouco mais de cuidado e eu senti como se uma faca tivesse sido posta na minha garganta de tanta intenção assassina que eu senti em um instante...


Aaaaah, éeeeeee, isso sim era intençao de matar, pura e simples, é, meu Mestre realmente iria lutar comigo querendo me matar, e considerando o tipo de combate que era a Luta Livre, eu nao esperava nada menos dele.


Eu entrei no Templo com muito cuidado, me troquei no vestiário dali, e depois de entrar um pouco mais dentro do templo, eu dei de cara novamente com um lugar estranhamente simples, mas eficas, uma sala bem grande onde dava pra mais de 300 pessoas se arrumarem pra treinarem ao mesmo tempo, junto com pesos de perna, equipamentos de proteçao e milhares de outras coisas bem mais colocados no lado de dentro que o de fora.


E no lado do comate, não tinha muita coisa, apenas um grande circulo de tinta, que eram os limites da arena,e um chão cheio de areia pra amortecer o impacto.


E no meio daquela arena gigantesca, o meu Mestre estava em pé, olhando diretamente epra mim, como se estivesse esprando eu entrar na arena pra legalente poder me matar, e antes de eu me arrumar, eu agradeci aquela cortesia dando a ele um dos meus sorrisos mais diabolicos enquanto ia pro vestiario me arrumar.


Uma vez trocado e com meu short de Luta livre, eu dei uma boa olhada no meu Mestre enquanto entrava no ringue.


Ele era enorme, maior que eu, muito gordo, e com mãos grandes o suficiente pra ele conseguir agarrar minha cabeça com uma mão. Tudo nele era apenas enorme demais, me fazendo até me lembrar de um dinossauro pescoçudo, algo que fez com que eu ficasse empolgado em segundos.


E quando eu fiquei frente a frente ao Mestre, ele entrou em posição e gritou.


Mestre: EM POSIÇÃO!


E na mesma hora, entrei em posição, junto do mestre, e na hora, nós dois corremos na direção um do outro, e nos poucos segundos antes da nossa colisão, nos pensamos em um milhão de estratégias diferentes, e no final, eu abaixei meu corpo cabeça e tentei agarrar o Mestre pela barriga imensa dele, sim, era um bom angulo, tinha otimos lugares pra eu agarra-lo ali.


Mas o Mestre percebeu isso e se abaixou também, e nos poucos segundos, nos desafiamos um ao outro a ver quem iria conseguir abaixar mais.


Até que eu me abaixei tanto que o meu peito quase roçou no chão, foi absurdo, mas eu consegui agarrar o Mestre por baixo, e coloquei meu braço em volta da barriga dele.


O mestre, na mesma hora, começou a dar cotoveladas nas minhas costas pra tentar me fazer largá-lo, mas ele tinha me ensinado bem demais, eu havia bloqueado bem o ângulo do corpo dele e o impedi que me deste cotoveladas com toda a força dele.


E depois de garantir mim mesmo que eu peguei o ângulo certo, eu respirei fundo e tentei levantá-lo, e...NOOOOOOSSA, já havia passado muito tempo fazendo aquela arte marcial, eu tinha que admitir, o Mestre tao pesado que ate a maior tecnica do mundo parecia falhar de levanta-lo.


Tentei ficar apenas na técnica, mas como sempre, o peso dele me forçou a usar bastante força também, não, me forçou a usar todas as minhas forças pra ser mais preciso, e quando ele se debateu no meio do meu agarrão, eu senti como se estivesse levantando a pata de um Dinossauro Pescoçudo.


E nesse breve momento onde o medo daquela corporação me paralisou, o Mestre pegou meus braços, e tentou desfazer meu agarrão na marra.


Mas depois do medo inicial, a sensação de que eu estava enfrentando um Dinossauro, fez meus instintos primitivos se aflorarem ao máximo, a ponto de aumentar muito minha força, a ponto de me permitir levantar o Mestre com tudo em cima do meu ombro, e o jogar joguei da cabeça no chão de areia com toda a minha força somada a esse mesmo peso inacreditável dele que eu ja tava acostumado..


Claro que o Mestre Bloqueou a queda com os braços, mas ele já tava sangrando e sofrendo apenas pensando na retaliação que ele faria comigo.


E quando eu disparei na cara dele de novo, dessa vez o Mestre conseguiu quase me agarrar, mas dando um pisão absurdo no solo no meio da minha investida, eu consegui recuar pra trás e escapar do agarrão.


Eu machuquei muito minha perna nesse movimento, mas pra impedir o agarrão da minha perna, valeu a pena.


E depois de eu escapar da imobilização do Mestre, ambos começamos a circular um ao outro.


O Mestre pensou que eu não iria perceber isso, mas nós estávamos lentamente nos aproximando, atéeeee que entramos dentro da área de ataque um do outro, e na mesma hora, eu tentei agarrar o Braço dele, e na mesma hora, o Mestre agarrou meu braço também.


Eu tentei me manter equilibrado, mas em uma diferença de força e técnica absurda, o Mestre me puxou com força pra baixo, eu tentei manter minha guarda, mas o Mestre, quase que sem esforço, me tirou do chão, me arremessou no ar e me jogou no chão com uma força e velocidade tão extrema que eu pude apenas tentar parar o arremesso colocando meus pés pra suavizar o impacto na cintura.


Mas no fim não adiantou de nada, porque a força do golpe foi tão intensa que todos os meus ossos quebraram de uma vez só, da ponta do meu pé até o meu crânio, de alguma forma, o Mestre conseguiu quebrar cada osso do meu corpo em um arremesso...


Aquilo era um movimento que era muito além de força, existia alguma espécie de técnica ali, mas eu era inexperiente demais pra entendê-la.


Mas mesmo com todos os meus ossos destruídos, aquele arremesso não me fez desmaiar, ele na verdade fez a minha selvageria aumentar ainda mais.


Minhas garras se alongaram, minhas presas saíram, e os músculos do meu corpo cresceram mais ainda, e todo meu corpo parecia estar se preparando pra uma batalha até a morte.


E enquanto meu corpo parecia estar entrando em um modo de sobrevivência, o Mestre se posicionou na minha frente e falou.


Mestre: por favor, não fique selvagem, isso só vai deixar a luta ainda mais fácil...pra mim.


Aquilo não era arrogância, eu sabia que o Mestre tava falando sério, eu tentei me controlar, tentei mesmo, mas com tanta raiva acumulada dentro de mim, eu corri até o Mestre, pensando em agarrá-lo pela cintura de novo, mas pelo jeito, a minha selvageria acabou destruindo meu raciocínio mais do que eu pensei.


Pois dessa vez, o Mestre se agachou de uma forma em que eu consegui agarrar ele por baixo, mas também permitiu que ele agarrava minha cintura por cima, e quando eu tentei levantá-lo, o Mestre segurou minha cintura com força e fez os meus pés abandonarem o chão, de novo.


E enquanto eu era levantado eu ouvi o Mestre gargalhando enquanto falava.


Mestre: SABE PORQUE EU AO ENSINAR VAMPIROS!? É PORQUE É TÃO DIFÍCIL MATAR VOCÊS QUE EU POSSO FAZER COISAS ASSIM!


E depois de falar isso, o Mestre, me arremessou com tudo no chão, jogando minha cintura no chão, quebrando minha espinha, meus ossos da Pelve foram quebrados como um biscoito sendo quebrado por uma mão enorme...


E diferente do dano generalizado de antes, esse dano foi concentrado, cirúrgico, e carregando muito mais poder do que os últimos golpes.


Eu que ja aguentei tantos golpes, e pensei que tivesse me tornado imune à dor, mas aquele dano foi tão sinistro que eu nem mesmo gritei, eu apenas senti uma dor tão absurda, que o meu cérebro literalmente desligou, ficou tudo preto.

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\nEu fiquei apagado por um bom tempo, tipo, um bom tempo mesmo, mas depois de algum tempo, eu finalmente acordei, abri meus olhos bem devagar, e com cuidado toquei minha cintura.


E pro meu alívio, ela estava totalmente inteira, ainda bem que consegui me curar enquanto eu dormia, quando uma dor era forte o bastante pra me fazer desmaiar, é porque ela é uma dor bem sinistra de cuidar mesmo.


E quando eu olhei pro lado, vi que o Mestre tinha esperado eu acordar, e pelo jeito eu dormi por um bom tempo, porque o Mestre não tava só me esperando, ele também tava todo arrumado e até lendo um livro do meu lado.


E quando o Mestre viu que eu acordei, ele sorriu, foi até mim, me ajudou a levantar e ainda falou.


Mestre: você melhorou, muito, mas você não está pronto pra parar seus treinos comigo, pelo jeito você ainda não entendeu como passar por essa grande muralha que é a diferença de peso, mas não se preocupe, se isso faz você se sentir melhor, essa muralha 'é difícil de atravessar mesmo.


Eu sabia muito bem que o Mestre não estava brincando, afinal, ele, assim como muitos, sabiam o que eu fazia no meu tempo livre, eu estava muito tentado a tentar encontrar um Dinossauro pescoçudo pra caçar, mas se eu não conseguisse nem mesmo ganhar do Mestre, como eu iria querer ganhar de um pescoçudo?


Mestre: ah, não duvide tanto assim da sua própria força...


O Mestre falou aquilo pra mim enquanto colocava a mão no meu ombro e continuava.


Mestre: ...você pode usar técnicas, aqueles animais não. Use isso ao seu favor. Quem sabe, talvez quando você enfrentar alguém que não consegue contra-atacar suas técnicas, você tenha mais chances de vencer do que lutar comigo.


Eu dei um sorrizinho cético quando o Mestre falou aquilo...era engraçado isso, eu tava feliz por não ter sido liberado dos treinos com ele, mesmo que eu tivesse ido pra lá exatamente pra fazer isso.


Eu já sentia que tinha passado o suficiente com o Boxe e o Jiu Jitsu, mas algo em mim me dizia que eu não tava nem um pouco pronto pra parar os treinos da Luta Livre.


Mestre: acho que você só sabia que não tava pronto pra me deixar.


Eu ri um pouco quando ele falou aquilo, mesmo que não tivesse usado minha própria voz, pensando como o que ele falou era mais verdade do que eu mesmo queria admitir, então, como despedida, nós apenas apertamos as mãos, e eu fui embora pro próximo Mestre que eu iria encontrar.


E enquanto eu ia embora, eu me dei um pouquinho de tempo apenas pra olhar o interior do templo, e sorri...como um caçador de dinossauros, eu sabia como a era antiga possuía um poder que poderia defendê-la contra a era moderna muitas vezes, e mesmo assim, eu ainda me impressionava com o poder ancestral que eu via com templos assim.


Uma vez fora do templo, a minha felicidade iluminou meu coração, me deixando energizado pros próximos confrontos.


Era bom que, pra variar, o meu corpo já não estava mais tomado por tristeza, pelo menos por enquanto.


Nananananão, depois do que eu passei com o Mestre de Luta livre, tava até mesmo Feliz.

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