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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
23😨🥵🥰pronto pro desafio?🥰🥵😨
3529 palavras • 19537 caracteres • ⏱ 14 min 07 s

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Depois que eu falei, nós ficamos ambos em silêncio, agente ainda não entendia por completo tudo que tava rolando entre nós, mas agente sabia que precizavam de tempo pra entender tudo que agente tava passando.

Bom, eu sabia que uma vampira capas de me fazer falar "sem querer" assim, tantas vezes, não era alguém que eu podia simplesmente "passear" sem querer algo acabasse rolando, mas mesmo assim, tinha tanta coisa que agente precisava pensar sobre que agente acabou ficando quieto.

Eu não fazia ideia no que a Zípora tava pensando, mas com certeza ela devia estar conversando com a própria cabeça, só pra decidir o que seria melhor pra ela fazer.

Eu pensava assim, porque era exatamente o que eu tava fazendo agora.

No inicio, eu conseguia falar com meus pais e meus amigos proximos, mas depois de agum tempo, falar se tornou apenas um problema pra mim, um problema que eu deseja evitar a qualquer custo, falar era problemativco, dava mal entendidos, e que podia destruir totmente minha auto-estima se eu falasse demais.

Falar era complicado demais, viver com um voto de silêncio dedicado a deusa da XXX por toda a vida era mais fácil do que tentar falar. 

E eu cheguei em todas essas conclusões ainda tendo a Singularidade do Mutismo Seletivo. Algo que, querendo ou não, facilitou e muito a minha decisão.

E mesmo assim a Loira conseguiu causar esse efeito em mim, onde eu conseguia falar sem sentir vergonha, falar, sem precisar pensar em 1 milhão de coisas, falar sem fazer um esforço onde eu tinha a sensação que eu ia vomitar se forçasse ainda mais...

E enquanto eu pensava nisso, eu também pensei como, agente ficou muito tempo no grande zoológico cretáceo e eu já tava com vontade de ir embora, e pela forma como eu olhei pra Zípora, eu esperava que ela tivesse entendido o que eu queria fazer também.

Zípora: é, eu meio que cansei de ficar aqui também, vamos.

É com ela se enrolando no meu braço de novo, nós fomos pra fora do parque, mas eu meio que não sabia onde podia leva-la, ir pra casa um do outro ainda parecia algo muito cedo, então, pra onde:

ZÍpora: quer um lugar onde agente pode ficar sozinho?

Fiz que "sim" com a cabeça, e em segundos, ela encontrou um lugar bom.

Eu me senti um idiota por nao ter pensado nisso antes, mas nos fomos para o Templo da Deusa da Noite, e entramos em uma salinha onde as pessoas normalmente iam pra mediar. 

As salas eram totalmente isoladas e aprovavam o som, então, contanto que agente não passasse do limite "namorando" lá dentro, agente não ia ser interrompido.

Mas quando agente se sentou lá e ficamos sem falar nada por algum tempinho, o clima ficou um pouco pesado pelo não tava sendo dito, ao invés do que agente conversou até agora....

Mas agente não tinha medo de falar nada, então depois de nos sentarmos em duas almofadas, e ficarmos frente a frente um pro outro, eu falei primeiro...

Sim, eu sabia que esse era um ponto que não podia deixar que ela entendesse algo errado, então eu ia falar muito, depois de Séculos de silêncio quase absoluto. Com apenas alguns desvios aqui e ali. Eu finalmente iria falar de propósito por um tempo enorme. Isso era o quanto aquela Vampira era importante pra mim.

Sansão: você está com raiva de mim por ter sumido por 3 meses?

A Zípora, por já me conhecer bem até demais, ficou surpresa de me ver falando uma frase grande como essa de propósito, mas ela ainda tentou se manter sã pra e não me assustar ficando empolgada demais, então ela falou.

Zípora: ah, claro que eu to, eu to muito chateada, eu achei que você tinha morrido...e quando eu descobri que você tava vivo, eu quis te matar.

A voz da Zípora estava com tanta raiva que ela parecia que ia avançar na minha garganta bem ali, mas ela tentou se segurar...até que ela começou a se acalmar, de uma forma que eu nem conseguia entender direito.

Zípora: mas quando eu recebi suas mensagens, e quando eu conversei com alguns de seus amigos, eu meio que entendi que você não ficou lá "de propósito", você entrou em um mundo duro e hostil, onde cometer um único erro poderia resultar numa morte horrível e excruciante...

Agora o rosto da Zípora ficou cheia de medo extremo, junto com uma preocupação muito profunda, e então, ela continuou.

Zípora: você viu aqueles dinossauros, eles eram máquinas de guerra vivas, e você estava no território deles. Quando eu penso dessa forma, você perder a noção de tempo depois de conseguir sobreviver naquele lugar por tanto tempo é até bem compreensível

Sansão: fico feliz que você entende

Zípora: é, mas eu não entendo exatamente porque você foi pra lá. O motivo exato de você fazer essas coisas ainda é um completo mistério pra mim. Ficar entre animais selvagens, lutar, matar, vencer e comer. Eu não entendo isso.

E agora, o rosto dela mudou totalmente pra um rosto de confusão extrema. 

Bom, fazia sentido ela não me entender, o tipo de vida que eu seguia, podia ser dita como algo mais intenso do que a vida de muitos Vampiros solares do arquipélago vermelho.

Mas eu parei de pensar nisso apenas ficando feliz em ver que eu conseguia entender tão bem as expressões daquela forma. E fazendo um gesto com a mao, como se fosse pra demonstrar meu corpo todo pra ela, eu falei.

Sansão: bom Zípora, (respira fundo e solta) isso é o que eu sou, eu sou alguém que entra em muitas batalhas que muitos consideram suicidas, passo a maior parte dos meus dias em treino intensivos atrás de treinos intensivos. E o resto dos meus dias eu gasto em ilhas pra conseguir carne, legumes e outras coisas pra eu me alimentar...e com tudo isso, desejo conseguir me tornar forte o bastante pra vencer os Reis dos Dinossauros. E sabe por que?

Zípora: porque você é louco?

Sansão: isso também, mas principalmente e porque, desde que eu era um garotinho, eu sempre tive um sonho bem simples? Ser o homem mais forte do mundo. 

A Zípora não demonstrou reações, ela só continuou ouvindo e processando tudo que eu falei, como se estivesse tendo uma discussão com sua própria cabeça pra saber se valia a pena se envolver comigo ou não.

Sansão: Claro que toda pessoa do mundo já sonhou em ser o mais forte do mundo, mas em meio ao caminho e as grandes dificuldades desta jornada, muitos desistem. 

Sansão: mas existe uma pequena porcentagem de pessoas que, mesmo com todas essas dificuldades, decisões difíceis e caminhos árduos que essa jornada causa, eles continuam no caminho de se tornarem os mais fortes, até ficarem cada vez mais perto do sonho de ser vivo o mais forte do mundo.

A Zípora não demonstrou reações, ela apenas ouviu com muito cuidado tudo que eu dizia, então eu continuei.

Sansão: então, se você quiser se envolver comigo, mesmo que seja só um namorozinho, melhor você saber já no início que eu não vou estar sempre disponível, que as chances que eu suma por alguns meses, principalmente agora, são muito altas, e também tem a chance que eu acabe me machucando tanto em alguns momentos que nós não vamos conseguir sair em encontros mesmo quando eu estiver em casa.

Zípora: unhummmm

Sansão: essa foi a vida que eu escolhi, e eu to mais que satisfeito com ela, mas sei que pra algumas pessoas, conviver com alguém com minha vida pode ser...ahn, complicado, pra se dizer o mínimo, por isso eu quero saber, depois de ouvir tudo isso, você ainda quer se envolver comigo?

A Zípora não falou nada por algum tempinho, o rosto dela tava absurdamente neutro, como se ela não quisesse que eu entendesse o que ela tava pensando por nada no mundo, algo que me deixou bem ansioso pra ouvir a resposta dela. Até que ela me deu um sorriso bem meigo e falou.

Zípora: entendo...agora entendo porque eu me apaixonei por você.

Aquela fala dela me deixou sem palavras, mas só por alguns segundos, então eu voltei a falar, porque eu sabia bem até demais que, de todos os momentos, AGORA ERA O MOMENTO QUE EU NÃO PODIA PARAR DE FALAR MESMO.

Sansão: PERA PERA PERA, não tá meio cedo pra você falar que tá apaixonada por mim!?

Zípora: você tem tomado meu sangue a mais de 10 anos, e eu só deixei você tomar meu sangue por 10 anos, eu acho que você ate demorou um pouco pra fazer o primeiro passo

Sansão: eu sou tímido a ponto de não conseguir falar com ninguém além de você. Você realmente tava esperando que eu desse o primeiro passo?

Estava aí outro motivo pra eu não pensar muito em relacionamentos. Na maioria das vezes, mulheres brincam, fazem insinuações e até fazem jogos mentais. Mas no fim era o garoto que devia dar o primeiro passo.

E caso ela não goste, tinha sempre a chance delas falarem algo como "ah não, você entendeu errado, não era isso que eu tava tentando fazer com você"...

Esse tipo de coisa destrói o psicológico de qualquer homem "asingular" então só imaginar o que isso faria com um Singular como eu já fazia com que eu não me aproximasse de forma romântica de nenhuma mulher que não fosse da minha família desde que eu saí de casa.

A amizade não tinha problema, mas qualquer coisa romântica, eu apenas pensava "ah não sou eu" era menos dor de cabeça pra mim.

Claro, eu fiz isso com toda mulher que conheci, exceto a Zípora. E pela forma como ela tava com um rosto pensativo agora, sinto que ela ia me mostrar que meu coração não escolheu errado a vampira que ele precisava confiar.

Zipora: é, falado desse jeito eu fui mesmo muito idiota, acho que eu exigi demais de voce. Mas vamos falar sobre isso depois, o que eu quero te dizer é: Eu gosto de você desde muito tempo, Sansão. Eu sempre vi suas lutas através da minha pintura-televisão eu gostava da sua violência, da sua brutalidade, e da masculinidade que você exalava em cada golpe que você dava nos oponentes (suspiro) eu sempre ficava toda extasiada sempre que eu via você na minha pintura-televisão

Sansão: devo ter te decepcionado quando você conheceu o verdadeiro "eu"

Zípora: pior que não, eu sempre vi voe mais como um ídolo, um sonho inalcançável, alguém tão incrível que alguém como eu teria chance sequer de te conhecer, na minha mente, alguém como você nunca olharia pra mim...até que você veio pro templo onde eu trabalhava e começou a beber o meu sangue.

O jeito que ela falou isso, o rosto que ela fez quando ela falou, tudo isso, me deu muitos sinais, a ponto que precisei me acalmar na hora ou agente poderia acabar sendo expulso daquele templo pra sempre.

Zípora: "ah, é só uma coincidência". Eu pensei na época, mas então, você começou a me dar sinais bem discretos de que...não era apenas sangue que você queria de mim

Sansão: foram sinais tão discretos que nem eu mesmo percebi.

Zípora: ue? O coração sabe o que quer, mesmo que a própria mente não saiba as vezes, hihihihihi.

Nos dois rimos quando eu falei isso, então nós continuamos.

Zípora: olha, eu não sei se vou conseguir "aprender" a conviver com alguém como você, já que você fez uma apresentação muito boa de dizer como pode ser problemático viver com alguém como você, mas só quero que saiba que agente só ta namorando primeiro, então, para de olhar tão a frente assim como se agente fosse se casar no próximo encontro

Sansão: não posso, já tentei, não dá

Zípora: pfff hihihi, ok, justo. Mas eu quero que saiba que eu to disposta a arriscar, arriscar conviver essa vida doida pra ver se eu aguento, e você? Tá disposto a arriscar deixar que eu entre na sua vida?

Sansão: meu cérebro diz que "não", mas o meu coração diz que "sim". Desde que eu te conheci, o meu coração e minha mente estavam empatando sempre que você tava envolvida...mas agora, depois de tudo que agente fez juntos, meu coração ganhou.

E quando eu falei aquilo, nós dois fomos tomados por um silêncio bem confortável, onde agente sorriu um pro outro, entendendo que o conforto que agente tava sentindo agora falava bem mais do que qualquer palavra podia falar.

Mas pra solidificar tudo através de uma ação, a Zípora arregaçou a manga do próprio vestido e me ofereceu o pulso, de novo.

Zípora: tá com sede?

Sansão: não, mas não preciso de sede pra tomar seu sangue

ZÍpora: que bom, então, posso tomar o seu?

Aquela pergunta foi muito mais assustadora do que eu mesmo queria admitir, eu respirei fundo, e tentei ficar o mais calmo que meu corpo permitia, o que não foi muita coisa.

Namorar ela, falar com ela, tudo isso até era bem tranquilo pra mim, mas dar o meu sangue, isso parecia um passo grande demais...até que eu comecei a pensar algo básico: "mano, ela deu o sangue dela pra você por anos, só ofereça um pouco pra ela."

E com aquela lógica vencendo parcialmente o meu medo, eu acabei não conseguindo pensar em uma resposta boa o bastante e acabei só arregaçando um pouco a manga e falei.

Sansão: você primeiro.

Eu não sabia de onde veio aquela coragem toda, mas eu gostei bastante dela, e pelo jeito a Zípora gosta também, porque logo depois que eu falei isso, ele pôs a manga no lugar, e se aproximou do meu pulso...

E quanto mais ela se aproximava, eu senti que meu coração tava tentando escapar pela boca, a Zípora não se levantou, ela caminhou de 4 até o meu pulso bem devagar, segurou a minha mão com muita calma, e com a delicadeza de alguém desarmando uma bomba ela alongou os caninos quase como um teatro particular pra mim mordeu meu pulso...

Eu que já levei todo o tipo de soco, imobilização, mordida, veneno, doença, infecção e arranhões por mais de 160 anos (40 anos Sapiens), e eu nunca senti a dor que senti quando ela enfiou as presas dela no meu pulso e sugou meu sangue.

Não foi apenas dor, não sabia explicar em palavras, mas claramente tinha algo ali que era bem mais do que uma simples dor, só não sabia qual o nome dessa sensação, não ainda. Ela sugou meu sangue com muita força, como se eu fosse a coisa mais saborosa que ela sentiu em toda a vida dela.

Ela sugou tanto sangue meu, que se eu não fosse um guerreiro de elite, que era capaz de produzir litros de sangue em segundos, eu podia estar em perigo dela beber meu sangue todo, mas no nivel nivel de poder que eu tinha, o meu corpo já conseguia produzir mais sangue do que ela conseguia tirar.

Ela bebeu, bebeu, e bebeu. Até ela beber algo equivalente a 8 litros de sangue em uma única mordida, eu acho que nunca perdi tanto sangue tão rápido quanto naquele momento. O que me impressionou mais que essa perda não foi em uma briga.

E claro, ela também tava me dando uma estase que eu não sabia se devia sentir ou não.

Quando ela terminou de beber, ela tirou a boca do meu pulso, novamente com um nível de teatralidade que parecia que ela queria dar um show pra mim, e então ela lambeu os próprios lábios, ainda sujos com o meu sangue, e então ela falou.

Zípora: nossa, agora eu entendo o quão pobre é a minha imaginação, o seu gosto, é muito melhor do que eu imaginava, seu sangue e grosso, forte, com um sabor digno de um animal selvagem recém caçado, e com um gosto que não pode ser comparado nem ao vinho mais caro que eu já provei em minha vida inteira.

Ouvir algo assim dela, normalmente me deixaria nervoso, mas sabendo bem o quanto o gosto do sangue de alguém muda, dependendo do quão saudável ele e, eu não pude me conter e eu me enchi de orgulho, a ponto que eu fiquei com o peito estufado e com o nariz empinado de tão feliz que eu fiquei com o que ela falou.

Sansão: hmhmhm, mas pra que tanta surpresa? Eu tento o máximo possível manter meu corpo saudável, e eu sou um atleta de elite, é claro que eu sou delicioso.

Mas antes de eu conseguir aproveitar esse orgulho que eu sentia de mim mesmo, a Zípora se acomodou no banquinho dela, sorrindo de forma provocadora pra mim de novo, arregaçou as mangas do vestido dela, e falou

Zípora: sua vez.

Ela sorriu pra mim enquanto me mostrava o próprio pulso, e dessa vez, tinha alguma coisa muito, muito, mas muito diferente das outras vezes que eu me alimentei dela.

E eu sabia o que era, era tudo..."isso", toda essa situação era uma promessa, uma promessa que, não importa as doideiras que iriam rolar no futuro, nós dois iríamos tentar, uma promessa que eu tava mais que disposto a fazer, por ela eu iria tentar de tudo, ou pelo menos era isso que meu coração tá dizendo pro meu cérebro, e eu esperava muito que ele não estivesse enganado agora.

Eu já tinha sugado o sangue dela muitas vezes, mas dessa vez, o sangue tinha um gosto diferente na minha boca, um gosto mais, doce do que o normal, algo parecido com um coquetel de frutas cheio até a boca de açúcar do que o simples gosto de suco natural que ela tinha.

E o gemido que ela deu quando eu tomei o sangue dela, quase fez eu perder o controle, mas como um guerreiro de elite e um artista marcial respeitado, eu consegui manter o controle desse instinto pelo menos, mesmo em uma situação como aquela.

Eu tentei tomar cuidado, eu não queria acabar tomando sangue dela demais sem querer, eu ja tava me acostumado a tomar sangue de dinossauros agora, se me descuidasse eu podia acabar bebendo mais que o necessário, e acabar matando ela por falta de sangue.

Pelo que eu sabia dela, a Zípora não era uma mega guerreira poderosa como eu, então eu não sabia se podia beber tanto sangue dela quanto ela bebeu de mim.

E então, eu senti ela me dando um beijo na testa.

Zípora: tudo bem, não precisa se segurar.

A minha mente tentou continuar controlada, mesmo depois daquela fala, mas meu corpo reagiu rápido demais pra minha mente impedir, talvez porque foi a Zípora que falou que eu podia me soltar, ah, que ótimo, depois dessa, acho que ela percebeu o quanto de controle ela realmente tem sobre mim, que maravilha.

A última coisa que eu registrei com exatidão era que eu comecei a sugar o braço dela com muita força.

Eu devo ter sugado sangue o bastante pra equivaler a 3 rinocerontes juntos, ou seja, mais ou menos 130 mil litros, algo que facilmente mataria Vampiros inexperientes, mas a Zípora não pareceu se importar nem um pouco, ela tava bem, acho que eu acabei subestimando muito ela mesmo.

Zípora: eu sou uma doadora, lembra querido? Você achou mesmo que eu não fui treinada pra conseguir ter sangue o bastante pra um batalhão de 1000 Vampiros?

Sansão: haha, pior que não, eu não cheguei a pensar nisso, hehehe...(respira fundo, e solta) ok, você quer ir pra algum outro lugar? Ou tá pronta pra ir pra casa?

Zípora: acho que pra mim já deu por hoje (sorri) até a próxima, querido.

E depois de falar isso, ela se levantou, mandou um beijinho pra mim(aquele lance de beijar a mão e soprar na direção da pessoa) e foi embora...enquanto eu, eu só fiquei lá mais algum tempo, ainda tentando entender O QUE CARAMBAS EU ACABEI DE FAZER!?

Eu sabia que ela se despediu de mim de uma forma íntima até demais pro meu próprio bem, mas meu senso de perigo para aquela garota já acabou a muito tempo, pro melhor caso e pro pior caso também. 

Eu realmente não sabia onde eu tava com a cabeça quando pensei em namorar ela, principalmente enquanto eu tava entrando nessa faze super sinistra da minha vida onde eu ia sair no soco com dinossauros.

Sério, seja lá o que eu tava pensando quando aceitei namorar ela, eu só esperava que eu também estivesse preparado pra consequências.

Porque, relações assim, sempre exigem sacrifícios, compreensões e consequências. Tentando me manter otimista, tentei me convencer que eu só precisava de mais tempo pra entender cada uma dessas coisas, eu ia entender quais regras eu ia ter que seguir, não importa quanto tempo levaria.

Mesmo que, no ponto mais profundo do meu coração, eu ainda estivesse coberto da cabeça aos pés de medo do que eu teria que passar com ela ainda.

Hehehe, é sério isso? Eu estava prestes a entrar numa vida onde eu vivia no meio de dinossauros e tudo que eu conseguia sentir medo era no namoro que eu ia entrar? Eu era realmente um garoto esquisito, haha. 

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