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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
19🤩😴😳Zoológico Ancestral😳😴🤩
3622 palavras • 20164 caracteres • ⏱ 14 min 29 s

19🤩😴😳Zoológico Ancestral😳😴🤩

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Cara, eu fiquei fora do arquipélago vampiro por 3 meses inteiros, e no segundo que eu pisei lá , eu já estava planejando voltar à ilha Jurássica, de tao desgastante que era eu sequer existir num ambiente como o Arquipélago Vampiro.


O barulho extra, a quantidade imensa de pessoas que me assustava mais que os dinossauros, e as pessoas falando, todo mundo tava falando tanto e tão alto, que eu até considerei voltar pra ilha Jurássica...


Mas sabendo muito bem que tinha muita gente preocupada comigo agora, eu devia voltar pra casa, só pra falar pra todo mundo que eu não tinha morrido na ilha Jurássica.


Pois se o barqueiro, o cara que mal me conheci, já tava assim, mal conseguia imaginar como os outros estavam.


Eu tinha muita carne comigo, tipo, muita, mas muita carne mesmo, mas depois de sentir com mais cuidado o quão cansado fisicamente, mentalmente e espiritualmente eu tava, eu senti que podia vender o excesso de carne depois, porque agora, eu só queria voltar pra casa.


Isso principalmente porque meu corpo não relaxou ainda, pois, mesmo que nada aqui quisesse me matar, meu corpo ainda entendia que esse lugar era mais perigoso que os dinossauros pra mim, por algum motivo.


O caminho pra casa foi bem simples, pra variar, eu apenas respirei fundo e usei a minha Aura pra voar em meio ao território, pois mesmo no meu momento mais cansado, eu sempre tinha uma folha extra pra evitar pessoas e multidões.


E mais uma vez, demorei um pouquinho pra olhar o território, não importa quantas vezes eu o olhasse, ver cada uma das grandes ilhas do território conectadas com fontes de aço puro e divididas por gigantescos rios de magma fervente sempre era algo que tirava meu fôlego.


E pela forma como o magma tava começando a esfriar e a se petrificar, eu já imaginava que devia estar anoitecendo lá em cima já, hmmmm.


E quando eu virei de costas e olhei pra cima, eu ainda consegui me sentir feliz, mesmo que isso, na teoria, devia me deixar mais triste, Acima de nós, não existia nada além de um grande teto de pedra, que eram camadas, camadas e mais camadas gigantescas de rocha entre o Mar vermelho e o Mar azul, ou em outras palavras, a superfície.


Por mais que essa camada gigantesca de pedras fosse depressiva pra caramba de olhar as vezes, era essa camada que impedia que o sol queimasse os Vampiros que não tinham uma alma muito boa, então muitos eram gratos a ela, muitos incluindo eu.


Eu não sabia se "caçar animais e espancar pessoas o dia todo" me faria um vampiro digno ou indigno aos olhos do Guaracy, mas eu não queria tentar a sorte, então eu só ficava aqui embaixo, vivendo minha vida mesmo.


E também, o que tinha de tão legal no Mar Azul e no Mar Branco? Por que eu iria me arriscar e tentar ir pra superfície se tudo que eu precisava tava bem aqui?


Essa era uma pergunta retórica, eu não precisava sair do meu território e arriscar que o Sol me queimasse de alguma forma pra me divertir de verdade.


Eu fiquei pensando nesse tipo de coisas por muito tempo, mas foi tanto tempo que quando me dei por mim, eu já estava na porta da frente da minha casa, o que me aliviou bastante, de formas que eu estava prestes a descobrir ainda hmhm.


E quando eu entrei, eu senti meu corpo relaxar por completo.


"eu estou seguro, eu posso parar de resistir"


Isso foi o que meu corpo registrou assim que eu tranquei a porta, porque eu relaxei de forma tao surreal que foi por muito pouco mesmo que eu não acabei dormindo no chão, encostado na porta da minha das.


Mas eu ainda tinha coisas pra fazer, então, eu fiz uma batalha intensa com meu próprio cansaço, cheguei ate o meu Grimório e antes de apagar por completo, eu consegui escrever pra todo mundo, dizendo que eu tava vivo e bem e que eu só fiquei uns 3 meses dentro de uma ilha Jurássica.


Um tipo de história que, muitas pessoas, ao ouvirem ela, já iam dizer que é algo inventado, mas como eu claramente não era um Vampiro normal, as pessoas iam acreditar nessa história, esse era o nivel de loucura que eu carregava comigo, e todas as pessoas que eu me dei o trabalho pra mandar mensagens sabiam disso muito bem.


E quando eu terminei aquelas mensagens, eu deitei no chão, e dormi, cara, eu realmente subestimei o meu sono, porque quando eu desisti de me manter consciente, eu dormi em um chão duro, enquanto eu tava todo sujo e suado...


Mas no final, eu apenas agradeci a mim mesmo por ter guardado minhas carnes antes de dormir, porque se não, todos os meus "prêmios" da ilha Jurássica iriam ser estragados antes mesmo de eu saber o que fazer com eles hehehe...

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\nQuando eu apaguei de vez, algo em mim já sabia que eu não tinha só tirando um cochilo, e quando eu peguei meu Grimório pra ver a quantidade de mensagens que eu recebi, eu vi que existiam milhares de mensagens pra eu responder.


Ah, ainda bem que eu não contei pra ninguém onde eu tava morando, senão minha casa iria ficar lotada com milhares de parentes preocupados ou coisa parecida.


Algo me dizia que eu provavelmente ia me arrepender disso algum momento no futuro, mas nesse momento, eu gostei que ninguém pode interromper meu sono.


Pois pelo jeito, eu tinha dormido por 3 dias inteiros...aaaaaaaaaah, responder as mensagens da minha família, meus colegas de trabalho e meus colegas de treino foi a coisa mais chata que eu fiz em décadas, mas eu ainda tive paciência de mandar mensagens pra cada um deles e deixar bem claro que eu tava bem.


A última coisa que eu precisava era alguém fosse falar comigo e me encher de perguntas, mesmo sabendo que eu não ia responder.


Isso porque, enquanto eu não conseguia falar muito, eu conseguia escrever, pelo menos até um certo ponto, pras pessoas entenderem o que eu queria, por coisas como essas eu sempre agradecia ao criador do Grimório, ele realmente salvou a vida de muitos introvertidos como eu.


E por causa desse fato eu tinha mais que disposição pra falar sobre detalhes muito, muito, mas muito específicos mesmo de todas as aventuras que eu tive naquele grande mundo dos dinossauros.


E pelo jeito, eu fiz um bom trabalho descrevendo tudo, pois a quantidade de 😯 e 😱 que eu recebi em cada pedaço de história que eu escrevi, foi bem grande.


Até que, mais uma vez, um nome em meus contatos chamou minha atenção mais do que deveria. "Zípora".


Eu tinha dado meu número pra ela? Eu não me lembrava disso, mas então eu me lembrei o quão fácil era eu perder a cabeça perto daquela garota. Além de que eu também bem esquecido pra muitas coisas.


E com esses dois pensamentos, eu conseguia imaginar que eu dei meu número pra ela e só tinha me esquecido mesmo. E quando comecei a escrever pra ela em meu grimório, com um cuidado bem grande mesmo, eu senti minhas bochechas corando.


Cara, ainda bem que aquilo não era uma mensagem de vídeo, eu nunca iria aguentar que a garota me visse corando por ela daquela forma.

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(INICIO DA TRANSMISSÃO)
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Sansão: oi
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Zípora: oi
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Zípora: você tá bem?
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Sansão: sim, eu to otimo, nao se preocupa, aqueles dinossauros não foram nada pra mim
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Zipora: hehehe, eu nunca duvidei disso
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Zipora: ...
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Zipora: entaaaaao, sobre aquele encontro, agente ainda vai ter ele?
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Sansão: você ainda quer ter um encontro comigo? Garota, você me ama de verdade mesmo
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Zípora: é, eu te amo mesmo, mas me fala, onde agente pode se encontrar?
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Sansão: não sei, o que você acha da gente ir pra um zoológico ou coisa parecida?
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Zipora: um Zoológico? Eu não achei que você fosse um amante de animais
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Sansão: logo você vai descobrir muitas coisas sobre mim, então, agente se vê amanhã?
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Zípora: amanhã? Você acha que eu tenho tão pouca coisa pra fazer que eu não tenho nada pra fazer amanhã?
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Sansão: ah não eu...
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Zípora: porque se você pensar nisso, você tá certo, eu to livre amanhã, e você?
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Sansão: ah, eu ainda tenho dinheiro o suficiente pra nao ir pra nenhum torneio amanhã, então to tranquilo, até amanhã
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Zípora: até amanhã, eu vou te esperar as 5 no portão do zoológico
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Sansão: ta bom...até amanhã.
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(FIM DA TRANSMISSÃO)
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\nDepois que passei essa última mensagem pra ZÍpora, eu olhei pro meu corpo, das minhas mãos até os meus pés, eu tava fedendo, muito, o meu cabelo e a minha barba estavam selvagem desgrenhados e isso apenas pra começar.


Todo o meu corpo exalava o que eu tinha sido por mais de 3 meses: um homem das cavernas que sobreviveu apenas caçando animais e de carne crua, sem banho e sem pasta de dente e sem nada minimamente higiênico por 3 meses inteiros...


E, eu precisava de um banho, um daqueles que limpava a alma, de tanto tempo que eu ia ficar embaixo da água.


Cara, eu pensei que eu só ia tipo, tomar banho, raspar a barba e acabou, mas depois do banho, eu me olhei no espelho, e tive um pensamento que acabei seguindo, mesmo que não fizesse ideia de onde ele veio.


"hummm, acho que eu só vou me arrumar completamente já que eu já tô me arrumando"


E então, eu tomei o banho mais demorado da minha vida, a ponto que eu tive que sair porque minhas mãos já tavam enrugadas, e depois cuidei do meu cabelo e da minha barba, e depois de me secar e me vestir, eu parei um pouco de andar de lá pra cá, apenas pra me olhar no espelho e ver se eu estava bom pra encontrar a doidinha da ZÍpora.


Eu estava limpo, com o cabelo hidratado e com minha barba bem feita(e, eu decidi ficar com a barba) e enquanto eu ainda tava de toalha, eu percebi que eu cresci, eu fiquei mais alto, meus músculos cresceram, eu tinha aumentado em todos os lugares...hummm, deve ser algum efeito daquela gosma que eu comi dentro dos ossos.


Cara, isso não era bom, se continuasse crescendo assim, eu iria ter que fazer roupas novas depois, hum, só espero que as roupas de dinossauro sejam mais confortáveis que as de pelos que eu normalmente faço, hmhmhm.


Apesar do quão insanos aqueles 3 meses na Ilha Jurássica foram, eles não eram muita coisa alem de rotina pra mim, mesmo com os machucados absurdos que eu sofri dentro daquele lugar, era tudo coisa que eu tava acostumado.


Mas a Zípora, mesmo depois de tanto tempo, ela já conseguia me desarmar a ponto de que, mesmo agora, eu só conseguia pensar nela, mesmo depois de todas as doideiras que eu passei, eu ainda só conseguia pensar no quanto ela deveria estar linda agora.


Nossa, tava me iludindo muito em pensar que eu tava conseguindo manter ela longe de mim, acho que no final, ela tinha capturado meu coração bem antes de eu mesmo perceber, a muito tempo.


Depois de me arrumar tanto, eu apenas me deitei no sofá, e dormi, apenas tentando relaxar antes de passar por um dia magnífico que eu sabia que seria amanhã.


Pois é, eu me empolguei tanto pra ficar bom pra ela que acabei me arrumando no mesmo dia que agente conversou, hehehe.

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\nDormir tinha se tornado muito fácil pra mim, tanto que, quando eu acordei na manhã seguinte, já eram 4 e meia da tarde, 30 minutos até a hora marcada, o meu relógio biológico era algo surreal, algo que eu não questionava apenas aceitava que foi algo que desenvolvi depois de tantos anos vivendo nas ilhas selvagens.


Então, depois de tomar mais um banho e me arrumar com muito mais cuidado, tirei um tempinho pra ver a roupa que eu ia usar pro encontro.


Uma bermuda preta feita com pele de javali e uma blusa verde feita de pele de camaleão pistola e uma jaqueta com listras azuis e todas as cores existentes, feita com pele de tigre arco-íris, tudo junto com um chinelinho que eu comprei... é, chinelo era algo que eu não conseguia fazer direito ainda.


E depois de ver que eu tava perfeito no espelho, eu saí de casa...finalmente.


Eu não era conhecido por ser um cara apressado, mas a ansiedade que se apossou do meu coração naquela ora foi tão grande, que eu não voei, eu decolei nos céus, igual um foguete.


Eu voei tão rápido que eu quase fiz um "sonic boom" por causa da minha velocidade, mas acho que acabei superestimando a minha velocidade, pois mesmo eu sendo bem rápido, eu não cheguei a quebrar a barreira do som uma única vez em todo esse voo que eu fiz com a minha velocidade.


E quando eu pousei no chão de novo, eu estava frente a frente ao grande Zoológico do território, ou melhor dizendo, um zoológico cretáceo. Hehehe, eu tinha escolhido o zoológico com as maiores "estrelas" do período dos dinossauros pra ser o nosso encontro.


Acho que eu tava tentando impressionar ela de alguma forma e nem percebi, hihihi.


E enquanto eu pensava naquela linda plaquinha dizendo "Zoológico Cretáceo", eu ouvi um risinho atrás de mim, um risinho que foi familiar até demais pra mim.


Zipora: hihihi, ora hora, 4 horas e 32 minutos, parece que nós dois chegamos adiantados.


Eu olhei para ela com um sorriso envergonhado, e enquanto eu ainda tava envergonhado, ela se enrolou no meu braço, quase fazendo eu recuar, mas eu sabia que ela nunca mais ia me deixar em paz se eu fizesse isso, então eu resisti.


Zípora: olha só, Sansão, o Vampiro que possui o conceito de força no nome e que caça dinossauros por diversão, tá com medo de uma mera dama?


Eu tentei não pensar nisso, mas eu pensei de forma mais natural com ela do que com o barqueiro antes, "comparado com você, os dinossauros não me assustam".


Zípora: hmhmhm, não sei se deveria me sentir ofendida ou orgulhosa de ser mais assustadora que um dinossauro, acho que vou descobrir isso no nosso encontro.


E com um sorriso, nós dois entramos no grande Zoológico do período cretáceo e de forma boba, não tinha nada muito diferente desse zoológico pra muitos outros, ele era cheio de jaulas cheias de animais atrás de jaulas e com placas pra se entender direito onde cada animal estava.


Claro, acho que a maior diferença desse zoológico para os outros era como os sistemas de segurança ali eram tipo, muito mais pesados do que o normal, era normal pensar assim, mas ainda era impressionante.


Zípora: pra mim isso é o mais normal, a última coisa que esse lugar quer é que um dinossauro escape e cause o terror pelo parque, não é?


Hmhm, e mesmo, enquanto pensava nisso, nós chegamos nas plaquinhas do parque e tentamos ver onde devíamos ir primeiro.


Primeiro, nós decidimos ir até um dos dinossauros mais famosos do período cretáceo: o triceratops. Ou melhor, a grande manada de triceratops, porque existia uma grande quantidade de triceratops correndo com a maior força do mundo no meio de um grande campo aberto bem abaixo de nós, enquanto os turistas viam tudo de cima.


Nossa, apenas aquela atração de triceratops era gigantesca, só ela devia ser do tamanho de 6 campos de futebol.


E além de tudo isso, o triceratops eram muito bonitos também, tinha muitos triceratops no meio de todo aquele bando todos coloridos como pássaros, e enquanto eu tava vendo alguns triceratops só calminhos e outros triceratops só comendo uma graminha, eu ouvi a Zípora lendo a plaquinha deles que tava na nossa frente.


Zípora: "triceratops, um dinossauro equipado com três chifres e uma grande crista defensiva em sua cabeça. Evoluídos para conseguir proteger seus pescoços de monstros que desejam os devorar."


Zípora: "eles são famosos pelo seu comportamento social, onde, além da grande defesa de seus crânios, eles também andam em grandes bandos, pra impedir que os grandes predadores, como o Tiranossauro, conseguissem matar um triceratops filhotes sem problemas"


Zípora: "muitos estudos sugerem que triceratops e tiranossauros possuem uma rivalidade biológica única. Onde ambas as raças estão sempre em constante evolução apenas pra tentar dizimar a outra. Enquanto o tiranossauro evolui pra ficar maior, mais forte e ter uma mordida mais poderosa, o triceratops evolui pra ficar mais pesado, chifres mais fortes e uma cabeça maior. Uma guerra biológica infinita que nunca terá fim, resultando apenas na evolução constante e eterna das duas raças ".


Quando a Zípora falou isso, eu olhei pra baixo, e vi que, os triceratops não eram nem um pouco parecidos com o que eu sabia deles, sim, eles eram grandes e coloridos, mas eles eram bem maiores do que eu pensei que seriam, tendo mais de 9 metros de altura, algo que não parece ser muito grande, mas considerando só o tamanho dos chifres dele, apenas o chifre deles já era muito maior que eu.


Zípora: hmhmhm, a evolução de espécies é realmente algo fascinante, não é mesmo?


Nessa aí eu só balancei a cabeça em concordância com a Zípora, não entendendo se ela ouviu o que eu falei ou se era apenas um pensamento dela mesmo.


Mas eu não tive a chance de perguntar isso pra ela, porque logo, eu comecei a pensar em qual seria o gosto da gosma dentro do osso desses triceratops? Deve ser delicioso, mas enquanto pensava nisso, a Zípora continuou lendo a tabela de fatos do Triceratops, talvez pra tentar me distrair, bom trabalho, loira.


Zípora: "apesar de sua fama de serem gigantes gentis, Triceratops são capazes de machucar e matar pessoas como qualquer herbívoro ameaçado, então, se por alguma circunstância mítica você encontrar um bando de triceratops na vida real, não se aproxime deles, eles irão te matar se se sentirem ameaçados, mesmo que só um pouco ".


Humpf, se tiverem que colocar isso, significa que muitos idiotas morreram por bobagens.


Zípora: ah, mas isso é certeza absoluta Sam, certeza absoluta.


Eu não liguei muito pelo fato da Zípora conseguir ler minha mente tão bem, eu tava fascinado demais por essa versão evoluída do triceratops pra ligar dela conseguir ler a minha mente.


Eu olhei pros Triceratops por um bom tempo, eu sabia que, se eu quisesse caçar um desses um dia, eu iria precisar ficar bem mais forte, agora, nós estávamos em um Zoológico seguro e confiável, conosco estando em cima de uma plataforma segura, onde nenhum de nos estava correndo qualquer perigo de ser pego por um triceratops, não tinha jeito nenhum de que o Triceratops, mas mesmo estando tão seguro assim, eu já conseguia sentir o poder sinistro, primitivo e "ancestral" daquele animal.


E o pior, era que , aquele triceratops estava bem longe de ser um herbívoro selvagem, destruidor e moldado pra destruir e matar tudo que tentava devorá-lo, mas ele ainda possuía a grande forca, poder e Aura pra conseguir ser assustador pelo gigantesco potencial que ele carrega em si próprio.


Zípora: eu sei né?


Eu olhei pra Zípora, meio que sem entender o que ela entendeu do meu rosto.


Zípora: tem muita gente que nao entende direito porque esses animais fantásticos estão aqui, mas tem certos animais que passaram muito tempo com Humanos e não acabam desenvolvendo o instinto selvagem pra serem colocados na selva, colocar animais doces, que não sabem ser selvagens, em uma selva, sem nenhum preparo certo, não é muito diferente que só matá-los...


Após falar isso, a Zípora fechou os olhos com bastante calma e quando os abriu, ela ficou um bom tempo só olhando para os grandes Triceratops, ela parecia estar vendo algo além dos dinossauros, mesmo que eu ainda não entendesse direito o que ela tava vendo.


Zípora: ...além disso, tem muita gente que quer ver um Dinossauro, então não é melhor você fazer isso em um lugar seguro, ao invés de uma selva onde você pode morrer a qualquer minuto?


Hehehe, ela tinha um ponto, eu não fazia ideia se aquilo foi uma indireta pra mim ou não, mas não importa se era ou uma indireta ou não, ainda foi engraçado.


Eu ri um pouquinho de forma muda pra ela, e depois ela falou algo que me deixou bem pensativo.


Zípora: além disso, olha pra esses carinhas, eles não parecem felizes?


E o pior que era mesmo, era um campo aberto gigantesco para os animais, mas "normal" pros triceratops, era uma atração que dava pra ver que o triceratops estavam bem confortáveis naquele ambiente, tinham até alguns que até faziam um showzinho pros observadores. "olhem aqui, esse é o meu melhor lado". Hehehe, além deles darem mugidos bem graves, e um pouquinho sinistros também, como se o som de uma vaca e um crocodilo tivessem se misturado e depois amplificado em 100 vezes. Maneiro.


Nós observamos o triceratops por um bom tempo, até que nos decidirmos ir embora e ir pro segundo lugar mais cheio do lugar, eu achei que ia me arrepender disso, mas não, eu até gostei bastante do lugar, mesmo que eu ainda estivesse um pouco com medo de ver um animal tão enorme tão perto de mim.


TRICERATOPS

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