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𝕻𝖗𝖊𝖘𝖆𝖘 𝖊 𝖘𝖆𝖓𝖌𝖚𝖊 🦖1
18😡🤤🩸Carne, sangue e vingança🩸🤤😡
3448 palavras • 19381 caracteres • ⏱ 13 min 48 s

18😡🤤🩸Carne, sangue e vingança🩸🤤😡

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Era a primeira vez que eu dormi na ilha, sem voltar pra casa, mas não fiquei preocupado em voltar pra casa, não tinha ninguém me esperando lá, por escolha própria.


A minha família nunca me visitava, por escolha minha, já que nunca disse pra eles onde vivia e sempre deixei claro o quanto eu queria ficar sozinho e que eles não me visitassem.


E eu também tinha uma fama bem grande como um guerreiro fantasma, que era um tipo de lutador que apenas aparecia em torneios mega famosos quando queria, nunca tendo uma previsibilidade em qual torneio ele iria aparecer.


Eu ia ter que desaparecer por um ano antes de alguém sequer suspeitar que tinha acontecido alguma coisa comigo, isso era o quão doido o meu isolamento do mundo era.


E no fim desses meus pensamentos, eu acabei acordando no meu pequeno esconderijo que era o toco de árvore, e então, estalando meu corpo, eu saí pra procurar um pouco de água, já que a água que eu trouxe da cidade não era algo que eu queria usar tão cedo.


Eu tive que vagar pelo lugar por um bom tempo, e quando eu finalmente encontrei um rio potável, o rio tava sendo usado por uma família de Allosaurus.


Bom, encontrar o rio não foi totalmente inútil, porque seguindo o rio por um bom tempo, eu cheguei na nascente dele e consegui um pouco de água natural.


E depois de tirar a sensação super salgada da minha língua, comecei a vagar pro lugar, desejando conseguir mais carne, um pouco pra conseguir levar pra casa, e um pouco pra conseguir um pouquinho mais daquela gosma deliciosa dentro dos ossos de novo.


No fim, eu acabei só tendo uma dorzinha de estômago depois de comer aquela estranha gosma vermelha dentro dos ossos, mas era bem mais porque aquela gosma era uma coisa muito nova pra mim do que realmente ela ser algo ruim pro meu corpo.


Na verdade, seja lá o que era essa gosma, ela não era algo que me machucava, na verdade, ela parecia até algo que era muito bom pra mim, pois pra cada animal que eu casei e me alimentei...

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Eu sabia disso pois, com toda essa força nova que eu ganhei, eu cacei 10 dinossauros depois esforço, cuidado e muita dedicação. Pelo jeito, nem essa força nova me fez ficar descuidado pra atacar os grandes predadores sem cuidado, ainda bem.


Eu não voltei pra casa naquele dia, nem no dia seguinte, eu fiquei lá até que eu perdi por completo a noção do tempo, tudo que eu tinha noção agora era a força da minha fome e o meu mais novo desejo pelo novo banquete inacreditável que eu descobri naquele território.


E mesmo sem uma noção de tempo muito boa, eu ainda consegui manter 5 corpos inteiros e conservados bem pra quando eu voltasse pro território, humm.


Eu também cacei uma pequena horda de Nanossauros, que eram dinossauros com grandes penugens, e que não eram maiores que uma galinha, e com isso, matá-los e coletar suas carnes foi bem mais fácil, mesmo que nao desse pra pegar aquela gosma vermelha deliciosa dos ossos deles, já que elas eram tão pequenininhas, bom, nao se pode ganhar todas.


E nossa, isso era impressionante, mesmo nao sendo maiores que uma rainha, os Nanossauros tinham o mesmo gosto saboroso e gorduroso que os Drinossauros, na verdade, por eles eram bem menores, acho que o sabor deles era até muito mais forte que o do Driossauro, mesmo que eles não tivessem aquela gosma deliciosa dentro deles.


Sendo pego por uma quantidade absurda de confiança, e fome recém descoberta depois de pegar tantos dinossauros, eu entrei mais fundo na floresta, e pensei em ir atrás de um Camptossauro...tentando pegar um herbívoro grande agora.


Mas assim que eu encontrei um Camptossauro, eu congelei, pois a pequena horda de Camptossauros que eu encontrei, eram a horda que foi atacada por aquele gigantesco grupo de Allosaurus.


Os Camptossauros estavam bem machucados, com muitas feridas, e alguns com os membros faltando. Mas só os olhando, eu sabia de cara que esses Dinossauros não iriam cair fácil, e considerando os problemas que eu teria naquele lugar se me machucasse demais, era melhor eu evitá-los mesmo.


E andando só um pouco mais pela floresta, encontrei um carinha que as pessoas conheciam bem melhor, um Estegossauro.


Ele era muito maior que todos os outros herbivoros que eu vi ate agora, com suas placas osseas gigantescas, seu rosto pequeno, seu corpo robusto e cheio de carne...e a sua causa assassina, que se eu fizesse um movimento errado, podia me espetar e me matar na hora.


Eu queria muito saber qual era o gosto de um Estegossauro, mas eu sabia que seria mais fácil caçar um predador do que ir atrás desse herbivoro, então, escondido em meio a selva úmida, eu recuei, fazendo uma promessa silenciosa aquele Estegossauro que eu iria voltar pra caçá-lo depois.


E depois de passar um bom tempo vagando pela floresta, eu encontrei um carnívoro exatamente do meu tamanho, ou melhor, ele me encontrou.


Porque enquanto eu vagava pela floresta, eu acabei me descuidando, e acabei deixando alguma espécie de rastro, ou algo do tipo, pois quando eu me dei por mim, tinha um dinossauro pulando na minha cara, tentando pegar o meu pescoço.


Eu tentei me defender com as minhas mãos, mas as "mãos" daquela coisa eram tão grandes quanto as minhas, e sim, MÃOS, aquilo não eram garras, eram mãos, que podiam agarrar, arranhar, e arremessar pessoas.


E eu pensava isso porque ele agarrou minhas mãos pra eu nao conseguir defender meu pescoço e logo tentou morder minha garganta, e quando ele tentou isso, eu dei uma cabeçada nele antes dele conseguir alcançar meu pescoço e dei um chute frontal nele pra ele se afastar.


Eu não sabia qual dinossauro era aquele, não deu tempo de pensar nisso, pois quando o primeiro abate falhou, o dinossauro tentou fugir, mas eu não deixei.


Quando o Dinossauro se jogou pra trás, eu tentei avançar pra cima dele e impedi-lo de fugir, mas então ele se virou pra mim de novo e tentou arranhar meus olhos.


Consegui desviar do arranhão, mas não do Dinossauro, porque eu joguei meu rosto tanto pra trás que ele conseguiu chutar a minha barriga e me jogar no chão.

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A garra dele entrou fundo no meu peito, foi por pura concentração que ele não chegou nos meus ossos. E graças a deus que ele não conseguiu, pois...

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Eu tentei me manter calmo, mesmo em meio ao pânico da minha regeneração não funcionar, e no meio do meu pânico, o Dinossauro se jogou na minha cara, tentando mais uma vez acertar meu pescoço.


E transformando todo meu pânico em raiva eu joguei um soco no Dinossauro, um soco carregado de Aura, uma Aura que estava carregada de lava.


E o Dinossauro abriu a boca e começou meu ataque como se não fosse um lanche...


Enquanto eu tentei processar o que rolou, o Dinossauro tentou morder minha mão logo depois disso, mas eu consegui recuar a tempo, desa vez da forma certa.


Mantendo minha guarda dessa vez, eu desviei de 10 chutes do dinossauro, só pra depois o bicho arranhar minha cara, apenas não acertando meu olhos e me cegando por muito, mas muito pouco mesmo.


E claro, ele também nunca parou de tentar acertar o meu pescoço, mas no ódio, na adrenalina e no mais puro pânico, eu nunca deixei ele conseguir.

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Mas eu ainda aguentei, consegui encontrar o ângulo certo, e antes que o pior acontecesse, eu consegui pegar um dos braços dele e o jogar no chão por alguns segundos, tentando uma imobilização de Jiu-jitsu pra quebrar o braço dele.


Aquele bicho tinha mais de dois metros e dois de altura, então eu sabia que essa imobilização não ia prendê-lo pra sempre, então eu já planejei desistir do aperto do braço e tentar quebrar o pescoço dele.


Mas assim que soltei a mão dele, o bicho se levantou e correu, quase não me dando tempo de segurar o pescoço dele, mas eu consegui, mesmo que tenha sido muito na pressa.


Eu não sabia aonde ele estava indo, até que eu senti ele batendo em várias árvores diferentes, tentando me tirar das costas dele, e me sentindo igualzinho a um toureiro, eu desviei dos impactos das arvores o máximo possível enquanto tentava me manter em cima do Dinossauro.


Mas antes de eu ter uma força boa o bastante pra quebrar o pescoço dele, aquela "mão longa" que ele chamava de garra, agarrou o meu pé, me puxou pra baixo e antes de conseguir me equilibrar o dinossauro me jogou no chão, bem em cima de uma pedra, e de novo ele tentou morder meu pescoço, mas dessa vez eu consegui segurar a boca dele.


O Dinossauro não era muito mais forte do que eu, então se eu me concentrasse o suficiente, eu conseguiria quebrar a mandíbula do bicho e ter um problema a menos.


O problema era que ele não tava só me mordendo, ele tava arranhando muito feio o meu peito, e além dos cortes sinistros no meu peito, tinha uma infecção sinistra nas garras dele que agia quase como um veneno. Então eu tava morrendo de dor, junto com o fato de que minha regeneração não tava funcionando direito...


Aquela dor devia te me enfraquecido, mas ela fez o oposto de me enfraquecer, ela me fortaleceu.


Toda a dor me deixou com tanta raiva, e aumentou meu panico de forma tao surreal, que o instinto de "auto preservacao" dentro de mim fez a minha força dobrar por alguns segundos, tempo o suficiente pra quebrar a mandíbula do Dinossauro e até faze-lo parar de me atacar e dar um grande rugido de dor.

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então eu coloquei ainda mais força no meu braço e fiz a mandíbula do animal ser arrancada fora dele, e eu fui ainda mais além, a mandíbula foi apenas o início de uma dilaceração absurda, onde a mandíbula já quebrada se deslocou e rasgou a carne do pescoço com meu puxão, o rasgo foi do pescoço pro peito, até que a carne se desconectou por completo na barriga...onde o bicho finalmente parou e se mover, e de me machucar ainda mais.


Depois daquele golpe, eu caí no chão junto do corpo humano, cheio de dor, muito cansado e completamente exausto...eu queria descansar, tratar seus ferimentos, mas eu sabia que não podia fazer isso aqui, se eu quisesse me recuperar, eu teria que fazer isso no meu esconderijo.


Então eu respirei fundo, peguei a carcaça que acabei de matar e fui pro meu esconderijo, esperando conseguir descansar, mesmo que só um pouquinho...


Só que, quando cheguei no meu esconderijo, vi que ele tinha sido tomado por uma família do dinossauro que eu acabei de matar.

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\nAinda bem que eu encontrei outros lugares pra me esconder no meio daquela floresta sinistra.


Eu andei pelo território, só com alguns remendos improvisados que eu fiz pra não atrair predadores com meu cheiro.


E também tava ainda carregando a carcaça do dinossauro que eu matei comigo.


E nesse meio tempo que eu fiquei vagando, 5 dos esconderijos que eu encontrei foram pegos por outros predadores, mas o sexto, pro meu alívio, estava vazio.


E quando eu me sentei no chão frio daquela caverna, eu respirei um pouco, peguei um pedaço da carcaça ainda com a pele, e suguei o sangue, eu nem tava ligando muito pro sabor (apesar dele ser tão divino quanto todo os outros), eu so tva me alimentando de sangue pra me recuperar o máximo possível dos machucados...mas a ferida ainda não ta fechando, tinha alguma coisa impedindo minha regeneração de acontecer.


Enquanto pensava nisso, fiz um curativo um pouco mais cuidadoso com um quite de primeiros socorros que eu trouxe pra lá, pra emergências como essas.


E depois comecei a desmembrar o dinossauro que eu matei com mais cuidado, mas antes, eu olhei um pouco pro predador que me atacou, pra ver o que ele era. Aaaaaaah, era um ornitholestes. Eu devia ter imaginado pelas garras dianteiras enormes dele.


Ele era grande, com garras enormes e longas, que se assemelha mais com braços, uma boca, estranhamente pequena comparada ao resto do corpo, e uma cauda enorme que era quase metade do tamanho dele, eu poderia me alimentar por 4 dias só com essa cauda.


Ele também tinha penas coloridas por todo o corpo, demonstrando que ele devia ser um macho.


Hummmm, e enquanto eu dissecava o predador, eu comecei a pensar um pouco como eu deveria ir embora, pois o ornitholestes não era um grande predador, na verdade, talvez ele fosse o menor predador de toda a ilha menor até que o Ceratossauro, e ele quase me matou, eu não tava pronto pra ir atrás dos grandões...


Se eu fosse descuidado como o Vampiro, eu poderia chamar a atenção de um grande carnívoro ou um grande herbívoro e não ia conseguir fugir...


E quando comecei a pensar mais naquilo, eu pensei também como o que eu passei não foi um descuido, eu apenas dei azar de ficar na presença de um Ornitholetes, foi apenas uma coincidência incrível e extremamente azarada pra mim.


E o pior era que isso não era raro de acontecer, tinham muitas presas que morriam no mundo animal, às vezes só tinham o azar de ficar frente a frente com um predador na mais pura coincidência mesmo...presa, presa, presa.

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Alguma coisa naquela palavra ativou algo na minha mente, algo ancestral, algo...

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...eu suguei a última gota daquela carcaça que me atacou, eu bebi tanto sangue, que uma quantidade imensa dele foi usada pra regenerar meus ferimentos.


E eu bebi tanto daquela gosma dentro dos ossos do Ornitholestes, que a minha regeneração voltou ao normal, fazendo os arranhões que eu recebi se fecharem completamente.


Quando sai do meu esconderijo de novo, algo mais primitivo, ancestral e sinistro do que a raiva, me fez sair do meu novo esconderijo.

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Eu apenas cansei Ornitholestes por muitos dias, às vezes eu vencia, e às vezes eu tinha que fugir. E as vezes, quando voltava pro meu esconderijo, via que ele tinha sido pego por outro Dinossauro e eu tive que encontrar outro lugar pra ficar.


Eu dormi, bebi água das nascentes, passei dias me alimentando das sobras que eu fiz dos outros animais, e até comecei a passar por dias de jejum de sangue e de comida, apenas pra conseguir caçar com uma ferocidade maior entre aqueles animais, o que funcionou bem ate demais.


Eu já perdi a conta de quantas vezes eu quase morri naquele lugar, tanto pelos lagartos, quanto os mosquitos com doenças, pois é, aqueles mosquitos me picaram deixaram doente e incapaz de caçar muitas vezes.


Mas diferente do Ogro, eu vim preparado, e aprendi quais plantas eu tinha que pegar pra fazer um antídoto pra cada mosquito. Aprender sobre cada folha, cada mosquito e cada antídoto foi muito chato, mas quando era a minha sobrevivência que estava em risco, sabia que valeu a pena no final.


Ah, era realmente uma pena que aquele Ogro já tava em um estado onde os antídotos não iam ajudar mais ele, essa selva era realmente brutal pra quem nao se preparava direito.


Eu demorei muito pra ficar satisfeito, os meus instintos mais primitivos se alinharam naquele ambiente, e por mais difícil que fosse viver ali, algo em meu interior se sentia em casa aqui...Talvez pelo fato de eu não precisar falar aqui, o máximo que eu falava ali eram meus gritos de dor, gritos que a floresta abafava com suas constantes tempestades.


Eu fiquei naquele lugar por muito tempo, tempo o bastante pra eu conseguir mapear parcialmente o lugar, mesmo que eu não soubesse direito como era o território onde os "grandes dinossauros" andavam, eu já tinha uma boa ideia de onde estavam as plantas e frutas comestíveis (depois de ver os herbívoros comendo elas) quais lagos eram seguros e quais não eram (depois de ver carnivoros pegando herbívoros desavisados), e comecei a escolher melhor meus esconderijos, esconderijos que não eram tão fáceis de serem pegos por outros dinossauros.


Eu bebi tanto sangue de dinossauro e tomei tanta gosma de osso, que eu entendi na hora que, provavelmente, nunca mais iria conseguir beber outro tipo de sangue.


E eu comi tanta carne desses bichos, que eu também entendi que era provável que as fibras do meu corpo já tivessem mudado totalmente, mesmo que eu já não fizesse ideia quanto tempo eu tava naquele lugar.


E depois de um tempo que eu nem sabia direito quanto era, eu respirei fundo e fui para a borda da ilha, prontinho pra ir embora.


E em todo esse meu tempo na ilha Jurássica, o uniforme que eu levei ficou arrasado em vários lugares, eu ganhei uma barba ruiva completa e as minhas garras e presas ficaram pra fora por tanto tempo que tava até difícil de fazer elas se retrairem pra dentro de mim de novo.


O lance das garras eu sabia que ia ter que esperar ate que eu voltasse pro barquinho do Barqueiro, e então eu só tentei ficar calmo escondido até eu cheguei na borda da ilha, e depois de respirar um pouco naquela borda, eu peguei uma pequena joia de comunicação, e estalei os dedos 3 vezes.


E quando eu fiz isso, eu ouvi a pedrinha dando um suspiro de surpresa, e depois a pedrinha ficou muito quietinha. E depois que eu esperei por 10 minutos, o barquinho do Barqueiro voltou, e diferente do rosto tranquilo que ele sempre carregava quando agente se viu, ele tava cheio de medo enquanto olhava pra mim.


Mas o medo no rosto dele não era pela forma super assustadora e animalesca que eu tava, na verdade, ele tava olhando pra mim muito mais como se estivesse vendo um fantasma do que uma pessoa, e dependendo de quanto tempo eu fiquei ali, aquela reação podia ser válida até demais.


E quando ele chegou na borda da ilha e eu entrei no barco, ele falou.


Barqueiro: nossa, eu não acredito que você tá vivo, normalmente, quando um vampiro fica 3 meses numa ilha dessas, sem nenhuma notícia é porque ele já tá morto.


Eu arregalei os olhos quando ele falou aquilo, "3 meses?" nossa, eu sabia que tinha ficado muito tempo lá dentro, afinal, eu tava com uma barba completa na cara, mas eu não tava esperando ter ficado 3 MESES INTEIROS lá dentro.


E quando pensei naquilo, eu fiquei um pouco assustado, porque se o Barqueiro achava que eu morri, então, o que a Zipora teria pensado?


E algo no meu rosto deve ter feito o Barqueiro voltar ao clima todo brincalhão dele.


Barqueiro: wow, que rosto assustado, tem alguma coisa mais assustadora do que um dinossauro te esperando voltar?


Eu não respondi aquilo, eu apenas revirei os olhos. Mas se eu conseguisse falar de forma normal, eu ia responder "comparado a viver em sociedade, esses dinossauros não me assustam".


E pelo jeito, o Barqueiro não entendeu o que eu pensei, agente não era íntimo nesse nível ainda, agente só ficou quietinho enquanto continuávamos o caminho...


Nossa, eu to sempre cercado por pessoas que conseguem me escutar sem que eu fale, que às vezes eu até esquecia que não existiam pessoas que não me entendiam quando eu fazia gestos com o rosto.


E enquanto eu olhava tudo em volta de mim, e via o belíssimo ambiente de puro magma fervente a minha volta, com o grande mar amarelo brilhante à minha volta tendo milhares de pedacinhos de pedra escura e camadas vermelhas.


Eu olhei o mar por um bom tempo, e cada vez que eu respirava, minhas garras e presas diminuiram um pouco, respira...e solta, minhas garras voltaram a aparecer unhas super grandes, respira...e solta, minhas unhas voltaram ao tamanho normal...respira...e solta...minhas presas voltaram ao tamanho normal.


Barqueiro: e aí jovem, tá mais calmo?


Eu olhei pro Barqueiro com um olhar bem mais calmo, balancei a cabeça de forma positiva e dei um Joinha pra ele, isso ele entendeu.


Barqueiro: ótimo, porque agente tá quase voltando pro arquipélago.


E dando um sorriso um pouquinho com nervosismo e um pouquinho com brincadeira, eu balancei a cabeça de novo e dei ouro joinha pra ele de forma mais brincalhona, algo que ele também pareceu entender pela forma como ele riu pra mim enquanto mais agente se aproximava do Arquipélago Vampiro


ORNITHOLESTES

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