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Antes da cerimônia começar, todos os lutadores foram reunidos em na sala de descanso de novo, e só esperamos sermos chamados de novo, enquanto as pessoas interagiam entre si.
Pois mesmo que alguns ali fossem só colegas de trabalho, depois de ficar nesse ramo por tanto tempo quanto eu, é meio que inevitável que você acabasse se tornando amigo de certas pessoas...
Mesmo que você não fale muito, as pessoas certas iriam até você.
O Ivan e a Lacerant estavam brincando num cantinho, rindo e contando piadas entre si mesmos.
Aqueles dois já tinham virado melhores amigos já tinha muito tempo, eles também eram meus amigos, mas eu tentei não atrapalhá-los na brincadeira deles pois sabia que esse era o momentinho deles.
A Eket e a Zaerha estavam discutindo em um banquinho diferente sobre onde elas deveriam aumentar a carga em seus treinamentos pra vencerem mais lutas no próximo torneio.
Não sabia se aquelas duas iam se dar bem nesse ramo, mas se elas conseguissem saber em quem confiar, tanto no ringue quanto fora dele, acho que no fim, tudo ia ficar bem pra elas.
O Judas estava tentando ganhar coragem pra ir falar comigo, e falhava todas as vezes. Se contentando apenas em fazer um concurso de quem encarava mais comigo, um concurso que ele perdia também, sem muitas dificuldades.
Enquanto a Leslie tava super frustrada por não ter lutado, e mostrava isso discutindo com o Jofiel, ou melhor, gritando com o Jofiel enquanto ele só escutava.
Lesli: hoje ia ser a minha estreia, A MINHA ESTREIA, hoje o meu nome ia ser conhecido por todo o Reino Vampiro, mas não, eu tive que pisar fora pro Sansão ter sua vingança
Jofiel: e você queria lutar com ele no lugar? Porque isso ia ter acontecido se você não tivesse aceitado a proposta dele.
Quando a Leslie ouviu aquilo, ela ficou assustada, ficou bem quietinha, e tremeu um pouco, até que ela começou a tremer um pouco de nervosismo e depois falou.
Leslie: hmmmm, pois é, ouvir a voz do grande Vampiro ruivo foi algo inacreditável, inacreditável a ponto que eu sabia que não podia ficar entre ele e o seu inimigo, ou eu seria morta.
Garota inteligente, eu nunca falaria em voz alta, mas eu tava disposto a matar, apenas pra fazer aquele vampiro idioa entender o quanto de rancor eu tinha dele.
E eu com certeza devia estar fazendo um rosto super assustador agora, pois todo mundo tava olhando de forma muito assustada pra mim de novo.
Todos pareciam entender isso sem nem que eu falasse em voz alta, mas mesmo assim, eu fiquei aliviado que a Leslie entendia o perigo que ela evitava.
Leslie: MAS AINDA É FRUSTRANTE PRA CARAMBA, HOJE IA SER O DIA QUE OS GRANDES TORNEIOS IRIAM ME VER, MAS ELES NÃO VIRAM NADA DE MIM
Jofiel: errado, eles viram algo bem importante de você, a sua esperteza
Leslie: minha esperteza?
Jofiel: isso já é algo que todos os veteranos entendem bem até demais, mas os novatos como você não percebem de cara, quando um peso pesado como o Sansão te pede um favor de forma "educada" pra você, o melhor é sair do caminho, pois a segunda opção pode se tornar algo bem pior pra você a longo prazo.
A Leslie ficou com os olhos arregalados quando o Kleide falou aquilo, e mesmo assim, o Kleide respirou fundo e continuou.
Jofiel: o que é mais importante pra um guerreiro, não é ser invencível, é saber quando uma batalha não vale a pena, e se todos os investidores tiverem percebido isso, então acho que, no fim, sua estreia não foi tão ruim quanto você pensa
Leslie: hm, é, assim eu espero.
E depois a Leslie falar aquilo, vi como ela ficou toda tristinha e pra baixo, ah, coitadinha, queria que ela soubesse o quanto eu me arrependo de acabar com a grande estreia dela nas grandes ligar.
Lacerant: ai, o Sam quer se desculpar por ter acabado com as suas chances.
A Leslie ficou muito assustada quando a Lacerant falou aquilo, entao ela falou.
Leslie: como você sabe disso? Ele te contou?
Lacerant: não, mas, eu meio que adivinhei pelo rosto dele.
Agora com o susto sendo substituído por surpresa e confusão, ela perguntou.
Leslie: dá pra fazer isso?
Lacerant: da sim, você só tem que ter uma conexão forte com eles, entende?
Apesar da Leslie ter ouvido a Lacerant, ela ficou olhando pro nada por alguns minutinhos, com certeza não entendendo o que ela falou.
Leslie: saquei, saquei.
E quando a Leslie falou isso, ela olhou pro nada por alguns minutinhos, depois olhou pra mim, e foi na minha direção.
E quando ela ficou na minha frente, eu me mantive neutro, mas preparado pra me defender se ela me atacasse, por não saber o que ela queria de mim. Até que ela levantou a mão na minha direção em um aperto de mãos e falou.
Leslie: me deseje sorte na próxima.
E vendo como ela não tava fingindo ser amigável, eu levantei minha mão, e apertei a mão dela com a maior alegria do mundo.
Lacerant: ele deu boa sorte
Leslie: hmhmhm, espero conseguir ficar melhor em entender o que ele tá sentindo através do tempo
Lacerant: com essa atitude, eu não acho que vai demorar muito pra você conseguir isso, hihihihi.
E enquanto eu tava tendo esse momento fofinho com a novata, eu vi o Judas me olhando, me mandando ameaças através do olhar, ele ameaçou, ameaçou e ameaçou, mas não fez nada.
Pois depois do espancamento que eu dei nele, qualquer arrogância que ele tivesse acumulado até aquele ponto com certeza se enfraqueceu bastante, a ponto que ele não conseguia sequer me deixar com mais raiva do que ja tinha dele.
E depois de mais algum tempinho, todos nós fomos chamados para a arena novamente, mais precisamente, nos fomos levados para um grande palco onde todos lutadores foram postos.
Eu estava no topo daquele pequeno palco, como o campeão, a Lacerant estava logo abaixo de mim, como vice campẽa, abaixo dela estava o Ivan, abaixo dele estava o Jofiel, abaixo dele estava a Eket, abaixo dela estava a Zaerha, logo abaixo dela estava a Leslie, e por último, bem por último mesmo, estava o Judas, que estava tão baixo comparado a todo mundo, que ele facilmente podia ser perdido se as pessoas não prestassem atenção o suficiente nele, e no fim, talvez essa fosse a ideia.
E quando todo mundo estava prontinho e arrumado em cima do palco, uma grande quantidade de nuvens começou a engolir todo o teto de pedra acima de nos, mas ninguém ficou animado ou coisa do tipo, não não, a animação viria depois.
Quando as grandes nuvens escuras cobriram o céu, logo depois elas começaram a se abrir, criando uma grande estrada de luz que brilhou acima de todo o palco, uma estrada que ia muito alem do mar azul, ele ultrapassou o mar branco, e deu a todos ali uma breve olhada para o espaço, muito além de qualquer coisa que muitos ali viriam um dia.
Eu amava com todo meu coração essas premiações, pois elas eram uma das poucas oportunidades que uma pessoa normal tinha de conseguir ver o céu azul que existia acima do Mar Vermelho...e ele era mágico de tão lindo.
Mas aquela visão divina não podia estar completa sem o Guaracy, o grande Deus do Sol, descendo com tudo na terra.
E como sempre, ele estava com roupas absurdas e extravagantes, e dessa vez, ele usava um grande terno feito de pele de rinoceronte, com uma gravata feita de lava pura.
E quando ele se aproximou um pouco mais de mim, eu me lembrei novamente o que significava ser uma Divindade, eu já havia ganhado e conquistado uma quantidade imensa do grande poder divino que era a Aura, mas o Guaracy era a própria Aura em si.
Quando ele chegou na minha frente, ele não estava com nada nas mãos, mas em segundos, ele fez uma medalha de ouro maciço aparecer em sua mão, ele colocou a medalha no meu pescoço, com um respeito que eu sempre ficava feliz em ver nele, e então, ele falou.
Guaracy: Sansão, obrigado, de todos os seus guerreiros, você é quem consegue dar os melhores shows pra essa grande bola de chamas aqui.
Ele fez uma piadinha sobre si próprio enquanto me dava um abraço.
O Guaracy não era apenas o Deus do Sol, ele era o próprio Sol e a própria Aura em si, um ser de pura Aura consciente, digamos assim.
Então eu sabia muito bem que aquele não era o verdadeiro corpo do Guaraci, pois o corpo real do Deus do Sol era tão poderoso, mas tão poderoso, que o meu corpo podia ser desintegrado se eu ficasse apenas na presença dele.
Como o próprio título dele sugere, seria o mesmo que ficar a 10 metros do próprio sol, por isso ele usava fantoches como aquele pra visitar a terra ao invés do corpo real dele.
O fantoche e o corpo real estavam conectados, então eu ainda tentava respeitar o fantoche da mesma forma que eu respeitava o Guaracy, algo que considerando o poder que o fantoche ainda possuía, não era tão difícil.
Mas quando estávamos naquela apresentação, eu não pensei no poder imenso do fantoche como algo horrível ou assustador, pois assim que ele se aproximou de mim, ele usou todo esse poder só pra me dar um abraço.
E todo aquele calor quentinho que aquele abraço me deu era tão confortável, que por alguns segundos, eu me esqueci de todas as preocupações que eu tinha no mundo, o carinho e a medalha dele era tudo que eu precisava agora.
Guaracy: por favor, continue me dando esses espetáculos inacreditáveis em suas lutas.
Cara, ele era radiante, ele tinha um amor e carinho bem diferente da Jaci, a Deusa da Lua. Era um carinho bem diferente, mais, "radiante" e "direto", um tipo de carinho que podia me motivar muito bem em momentos certos, como nessa grande premiação.
Tanto que, eu fiquei tão animado com o que ele me pediu que eu balancei a cabeça em confirmação e ele só falou.
Guaracy: sei que vai dar seu melhor, mas quero que saiba que vou estar te observando.
Eu sabia disso bem até demais, e depois que agente terminou de conversar, o grande Guaraci começou a descer, dar medalhas e conversar um pouquinho com cada campeão, não importa se era platina, ouro, prata, madeira ou pedra.
O Guaracy deu uma medalha, e com o mesmo cuidado e o mesmo carinho para cada um presente aqui.
Eu recebi uma medalha de platina, a Lacerant e o Ivan receberam uma de ouro, o Kleide recebeu uma de prata, a Eket recebeu uma de bronze, a Zaerha e a Leslie receberam uma de madeira, e o Judas recebeu apenas uma de pedra.
E mais uma vez, a plateia nos ovacionou depois de todos recebermos uma medalha.
Em meio a todas essas pessoas, eu vi um grupinho de pessoas no meio daquela multidão que eu conhecia bem até demais, a minha família. Minha mãe, meu pai, e meus 10 irmãos, tanto mais novos quanto mais velhos. Eles estavam lá torcendo por mim enquanto estendiam uma placa dizendo "Nosso Campeão".
Hmhm, ver aquilo me pegou de surpresa, eu não tinha muito contato com a minha família desde que eu saí de casa, e eles estavam muito ocupados com meus irmãos pra conseguirem ter um tempo pra me verem...
E considerando que a casa devia ainda estar um caos, mesmo depois de eu sair, a minha família não era uma casa que eu gostaria de visitar a menos que fosse extremamente necessário...
E mesmo assim, eu dei um sorriso mais bobinho quando vi eles, a casa sendo uma bagunça ou não, eu só cheguei até aqui porque meus pais, com um algum milagre, conseguiam ter tempo pra mim assim como pra todos os meus irmãos, então, eu dei um aceno sonho pra eles, o que deixou eles muito deslizes também.
A ovação de olhares de estranhos era muito boa, mas ser ovacionado por aqueles que cuidaram e voce e voce se lembrar que antes de ser um herói, você foi amado, realmente era algo que ganhava a ovacionado de grandes plateias.
Mas parando de refletir tanto nesses momentinhos pequenos e diferentes, comecei a dar foco de novo na ovação de milhares de pessoas que eu tava recebendo agora.
Aaaaaaaah, ser ovacionado por milhares de pessoas assim era um grande vício que eu consegui depois de ficar no topo desse grande mundo das lutas por tanto tempo, eu sorri muito enquanto eu tinha a minha medalha de platina no meu peito. Eu levantei meus braços, acenei pra plateia, mandei beijos pra eles, e até peguei várias flores que muitos fãs jogaram na plateia, hahaha, eles jogavam pra todos nós.
E fiquei bem feliz em ver que eu não era o único culpado de gostar daquela ovação dos fãs, todo mundo no palco gostava das flores jogadas em nós, e muitos até fazem loucuras como tirar a camisa ou o próprio uniforme e jogar ela pra um fã.
Nós ficamos naquele palco por um bom tempo, sendo aplaudidos e amados por nossos fiéis fãs, e pelas pessoas que nos apoiaram até chegarmos ali. Todas essas pessoas que estavam tanto na plateia quanto em casa vendo tudo em suas pinturas-televisão.
E quanto mais tempo eu ficava ali, mas eu começava a pensar em algo bem específico.
Como sempre, eu fiquei com uma fome extrema depois de uma sequência de lutas tão intensa quanto aquela...
E mesmo com meu corpo desejando muito que eu fosse lá fora e enfrentar o dinossauro mais próximo que eu encontrasse, minha mente sabia que não era assim que funcionava, e enquanto eu pensava no rolê que eu teria amanhã, antes da minha grande caçada de dinossauro, eu apenas consegui pensar uma coisa
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Ai ai, é, eu mereço isso mesmo.
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