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Caminho da Vitória 🥊 2
🥳🥰😇presente de Deus😇🥰🥳
1993 palavras • 11234 caracteres • ⏱ 7 min 58 s

🥳🥰😇presente de Deus😇🥰🥳

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Nós ficamos mais de 3 meses tentando, mas nada parecia acontecer, eu ouvi dizer que certos casais tinham mais problemas do que eu outros, mas eu estava começando a pensar se eu deveria ir para outro lugar.


Mas nesses 3 meses, algo em mim parecia ter mudado, meus golpes, eles pareceram perder a hesitação, meu corpo começou a defender coisas muito mais fortes, e até minha própria fala, eu me sentia mais calmo, mais conectado com todos, como se a força que minha alma precisava de mim agora fosse tão grande que tudo que era “complicado” e “penoso” antes disso não fosse mais nada agora.  


E não era só eu que percebia isso, todo mundo tava percebendo, alguns diziam “você não parece mais um moleque”, outros diziam “sei la, parece que você cresceu” e o melhor de todos, que normalmente quem dizia eram os adultos, homens, pra ser mais preciso “parabéns João, parece que você finalmente virou homem”.


Era engraçado eles falarem isso, já que eu me considerava um adulto bem cuidadoso a muito tempo, mesmo que eu também sentisse que algo mudou, mas uma transa realmente podia mudar tanto um homem? Bom essa transa, como eu mesmo pensei, era um contrato, mesmo sem ter um anel, porque desde que esses 3 meses se passaram, eu me mudei pra casa da Elena.


Foi um saco empacotar as minhas coisas e desempacotar tudo de novo, mas eu tive uma motivaçãozinha já que a Elena me ajudou, acho que o maior problema foi decidir o que ia ficar e o que eu ia doar pra algum lugar…e quando tudo tava acabado, agente inaugurou a casa nova “tentando” mais uma vez, e nada de novo.


Nós ficamos mais de 4 meses “tentando” e apesar de ter sido muito bom, estava começando a pensar se nós deveríamos ver um curandeiro ou algo do tio, enquanto pensava nisso, a Elena foi até mim, do nada, no meio da minha preparação nos bastidores, ela veio ate mim como se as proprias estrelas tivessem decorado seu rosto, e me falou.


Elena: agente conseguiu…


Ela falou aquilo, enquanto fazia carinho na própria barriga, que ainda estava liza, mas pelo que eu já tinha sacado, não ia ficar lisa por muito tempo.


Elena: não dá pra saber o gênero ainda, mas João, nós vamos ser pais.


Eu fiquei tão feliz quando ouvi aquilo, que eu não consegui fazer nada além de abraçar ela com força, gravá-la no ar, e dar a ela o beijo mais delicado que eu conseguia.


João: Elena, eu quero deixar algo bem claro, até essa altura, eu recebi muitas medalhas, e muitos troféus, mas nada em todo esse mundo me deixou mais feliz do que agora.


Eu senti uma alegria tão grande naquele momento, que eu ganhei uma medalha de ouro naquele dia, mais uma vez, a minha força aumentou, mas dessa vez, eu sentia que sabia bem de onde essa força tava vindo.


E com muita alegria, eu e Elena tentamos equilibrar as coisas pra manter o bebe bem e saudável, como eu não podia parar de trabalhar, quando ela não conseguia mais andar sozinha, tive que contratar uma empregada pra ficar tomando conta da Elena enquanto eu não estava, ainda tava cedo pra pedirmos ajuda aos nossos pais.


Mas em cada segundo que eu estava em casa, eu fazia o máximo possível para deixá-la confortável, além de conversar com o bebe, se tinha algo que eu queria, era que o carinha reconhecesse minha voz quando chegasse.


Sim, carinha, era um menininho. Os desejos de gravideis foram algo até simples de cuidar, e um pouco curioso, eu mesmo provei algumas daquelas coisas também, e eu tinha que admitir que mesmo tendo algumas misturas MALIGNAS que a Elena queria, tinham algumas, como biscoitos de chocolate e ketchup, que realmente eram bem gostosos.


Eu não fazia ideia que ter um filho chegando poderia mudar tanto a vida de uma pessoa, mas quanto mais o grande dia chegava, mais forte eu me sentia, um instinto paterno forte me fez ter uma forma que me colocou em primeiro lugar em muitas competições que ninguém “grande” participasse.


E “grande” significava qualquer um que estivesse no nível do Veterano Sansão ou da Veterana Artemis.


E quando o dia chegou, e que a bolsa dela estourou, eu fiquei com medo, mas quando eu cheguei no centro curandeiro, com o coração na mão, uma das curandeiras falou.


Curandeira: bom, você está com sorte, o bebe teve um nascimento na hora certa, e uma ótima notícia, sua esposa está nas mãos da melhor parteira da ilha


João: ah, obrigado, isso me deixa bem mais tranquilo.


Eu falei aquilo, mas ainda estava bem nervoso, mas pra minha sorte, ter um marido preocupado era algo comum ali, porque junto com aquela curandeira me acalmando, tinha um cão de terapia ali, que fazia com que eu ficasse bem mais calmo.


Quando eu fui chamado de novo, meu coração parou, ali estava, meu sonho, meu maior sonho, realizado, atrás, daquela porta de madeira, e quando a parteira saiu e me chamou, eu me levantei, bem mais nervoso do que eu mesmo pensava que eu estava, e fui andando até a porta.


Eram apenas poucos passos até a porta, mas por algum motivo, aqueles simples passos pareciam maiores que muitas caminhadas que eu fiz com meu mestre, mas mesmo com muito nervosismo, tentei me manter calmo, e tentei só precisei respirar fundo, eu não queria fazer uma cena, nao ali…e quando vi o que tinha atrás da porta, me senti no paraiso.


E lá dentro, eu vi a Elena, cansada, (mesmo que tivessem aberto ela para tirar o bebe), segurando o pequenininho nos braços. E novamente meu coração parecia ter parado, ele parecia tão frágil, mesmo que eu não conseguisse vê-lo direito, mas eu ainda andei devagar até os dois. Eu ouvia o choro fraquinho do bebe, mas eu não tinha força no pulmão para gritar alto ainda.


João: e ai querida, como se sente


Elena: cansada, dolorida…(respira fundo) e apenas sendo capaz de segurar o pequenino por causa dos hormônios…(respira fundo) mas agora que você ta aqui, ate meus hormônios estão vacilando


João: deixa eu segurar ele um pouco então, somos uma dupla afinal.


Ela sorriu ao me ouvir falar aquilo, mas mesmo tentando me entregar o bebe, ela ainda demorou pra solta-lo, ela tinha medo, medo de que se o soltasse o bebe sairia pra sempre. 


Mas eu esperei, com os braços abertos, e como se estivesse lutando com a própria natureza, ela me entregou o bebe, mesmo estando tão cansada que, assim que o soltou, ele perdeu toda a força em seu corpo.


Elena: nossa, hormônios são mesmo algo assustador


João: nem me fala.


E segurei o bebezinho com muito cuidado, vidro, porcelana, cerâmica, nada daquilo parecia tão frágil pra mim quanto aquele bebe. Eu sinto que poderia lutar contra um exército inteiro, com minhas pernas e meus braços arrancados, apenas para proteger essa criança. Mesmo que ele ainda fosse bem enrugado e sem cabelo, eu apenas podia o amar. 


E quando ele olhou nos meus olhos, uma conexão foi feita ali, como se nossas almas tivessem se unido naquele momento, e de forma simples, o abracei bem forte, eu fiz um juramento, tanto pra mim quanto pra todo o universo, deuses e demônios que estivessem ouvindo minhas palavras jurei.


João: eu morrerei da forma mais horrenda do mundo antes desse bebe se machucar


Elena: (arfa) é assim que se fala


João: então, pensou em um nome pra ele?


Elena: bom, eu pensei em um nome, Mateus


João: Mateus?


Elena: é, porque significa “presente de deus”.


Depois de ouvir aquilo, olhei com cuidado pro pequenininho, um bebe recém nascido não consegue enxergar, mas eu sentia que ele estava sorrindo pra mim, como se aprovasse o nome.


João: Mateus, adorei.


E com carinho, eu dei um beijo na testa da Elena, depois do grande trabalho que ela teve, e com inveja, o bebezinho começou a chorar, e nós dois beijamos ele, e isso pareceu o acalmar.


João: ele tem muita energia pra alguém que acabou de nascer


Elena: hehe, se ele já tá assim agora, imagina quando ele ganhar força nesses pulmões


João: ah, não quero nem pensar nisso, vamos apenas aproveitar o momento que ele ainda ta fraco demais para nos enlouquecer.


E com uma risadinha, apenas ficamos naquele momento de silêncio, eu tinha certeza que meu cérebro estava guardando esse momento em um dos cantos mais profundos do meu cérebro pra eu nunca me esquecer dele, com certeza a vida ficaria 10000 vezes mais difícil a partir de agora, mas eu estava pronto para fazer parte disso.


(vovô, você tá me vendo aí do céu? Eu juro que não vou te decepcionar).


E depois de alguns dias no centro curandeiro pra conseguirem cuidar da Elena e fazerem alguns testes no Mateus, (com alguns testes que quase me fizeram bater num curandeiro, e me deixaram no lado de fora ) nós fomos liberados.


Eu meio que já esperava meu senso de proteção aumentasse, mas assim que saímos do hospital, de repente, o mundo inteiro pareceu mais perigoso, meus sentidos estavam ligados no máximo pra proteger a Elena e o Mateus de tudo. 


A única coisa que me deixava tranquilo era que a Elena estava com o mesmo olhar de profunda preocupação, olhando tudo ao redor, pra garantir que ninguém chegasse perto do Mateus, ela estava segurando o Mateus, mas eu sabia muito bem que aquelas pernas seriam boas o bastante pra acabar com qualquer um que tentasse nos atacar.


Assim que chegamos em casa, passamos os próximos dias nos adaptando a rotina do bebe, sono? Isso a gente tinha quando dava, porque ele sentia fome de 6 em 6 horas, então ele acordava por fome frequentemente, trocar fraldas? Foi complicado e bem nojento no começo, mas com o tempo agente se acostumou. 


E sobre tentar o distrair o bebe, não teve muito problema, porque eu pintava um bom tempo, e as cores vibrantes pareceram entreter muito o Mateus, e depois que a Elena recuperou um pouco a força nas pernas, ela voltou a praticar o balé na sala, e o pequeno Mateus pareceu gostar muito disso também.


Claro, a falta de sono me deu alguns problemas nas lutas, mas nada que uns 10 copos de energético não desse um jeito…mas é claro, no meio do caminho, eu nunca me esquei da Elena, e eela nunca se esqueceu de mim.


Nós dois, no meio do cansaço e de cuidar do Mateus, nós fazíamos coisas simples, fosse descansar os olhos no sofá, ficar no colo de um enquanto o outro fazia carinho, e coisas simples assim, que mesmo não sendo super extravagante, conseguia nos manter unidos, e nos dar uma energia que nos dava mais forças pra continuarmos vivendo como sempre.


Eu e a Elena éramos um time, por mais ocupados ou cansados que estivéssemos, se quiséssemos realmente cuidar do Mateus, não podíamos esquecer disso.


E num dia, que ate aquele ponto, não parecia muito diferente dos outros pra mim, enquanto o Mateus estava dormindo, vi a Elena se olhando no espelho, bem triste enquanto olhava pras estrias da gravides.


Elena: acha que vão deixar eu praticar balé com um corpo assim?


João: com certeza, você é a melhor dançarina que eu conheço, até o Mateus concorda com isso


Elena: eu sou só um borrão colorido pra ele, é claro que ele vai gostar de mim…João, você acha que eu to feia assim?


João: não, você não tá.


Ela ficou bem feliz quando falei aquilo, mas logo ela falou.


Elena: obrigada querido, eu só queria que a apresentadora concordasse com você


João: ela vai concordar, e caso não concorde eu vou ter uma “conversinha” com ela.


Falei isso enquanto estalava os dedos na frente dela, e com uma sensação de alegria e felicidade, eu a abracei por trás, pensando que agora tudo daria certo, agente só precisava se manter junto.


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