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Caminho da Vitória 🥊 2
😤❤️‍🔥🫡em homenagem a ele🫡❤️‍🔥😤
1827 palavras • 10021 caracteres • ⏱ 7 min 18 s

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O torneio dessa vez seria nas partes mais profundas do mar vermelho, em uma arena que eu já participei a muito tempo, mas esse torneio seria diferente, porque além dele ser um torneio misto, muitos nomes conhecidos estavam nele.


O Ivan estava lá, o Sansão também, a Artemis e a Débora também. Apenas o Márcio não estava, pelo jeito ele tinha mesmo desistido dessa vida de lutador, era triste, mas pelo menos eu conseguiria lutar com todo mundo de novo.


E numa nova grade que eu percebi, o Ivan iria lutar primeiro comigo, depois o Sansão, e eu iria lutar contra aquele que ganhasse entre a Débora e a Artemis, e mesmo que eu já tivesse uma ideia de quem venceria, eu estava pronto pra lutar contra quem ganhasse.


E depois de chegar no torneio, me aquecer e me alongar nos bastidores, eu me aprontei para lutar com tudo contra o Ivan, um lobisomem que para todas as mídias era apenas meu rival, mas eu sabia que agora ele era meu amigo.


O apresentador fez uma apresentação ultra mega exagerada de nós dois quando entramos na arena, não mais uma simples arena de pedra, mas uma gigantesca arena de pedra, que tinha uma gaiola feita de lava pura, pra impedir que nós nos movermos muito, mas tudo que eu conseguia me focar, eram os olhos do Ivan.


Meu avô, depois de tudo que passou, ainda era um beta de olhos amarelos, enquanto o Ivan, que eu não sabia nada profundo da vida dele, tinha olhos vermelhos de um alfa…eu tentei não pensar muito nisso, mas quanto mais eu olhava aqueles olhos, mais eu sentia que estava deixando algo passar.


João: hm, você estava bem mais ocupado do que eu pense


Ivan: você também…é meio estranho lutar com você depois de todas as coisas que eu te disse…


João: não, é exatamente porque você me contou todas essas coisas que podemos lutar pra valer, porque nós sabemos o que cada golpe representa.


O Ivan até pensou em falar alguma coisa, mas quando me coloquei em guarda, ele apenas sorriu e fez o mesmo, já entendendo que agora, palavras eram desnecessárias.


Quando o juiz deu a confirmação pra nós avançarmos na direção um do outro, eu saltei na direção do Ivan, mas assim que eu tentei ele me deu um jab que impediu e caminho, e depois uma sequência, Jab, direto, peito. Uma sequência simples, mas com uma velocidade tão absurda, que mesmo comigo desviando das mãos, o chute dele me atingiu em cheio, um chute carregado de força e peso de rochas sólidas.


Eu respirei fundo, tentei segurar o ataque com minha defesa de braço, e até contra-atacando mandando um raio na perna, mas nada daquilo bastou, o máximo que fiz foi aguentar não ser jogado pras grades escaldantes da gaiola.


Depois ele começou a atacar de novo, cruzado, joelhada, aper, cobertura. Desviei do cruzado e deu uma joelhada, mas o aper foi tão rápido que tive que defender e usar tudo pra não ser jogado pra trás. E vendo a cobertura chegando, usei a defesa para entrar no Ivan e dar ele uma saraivada de golpes.


Cruzado, aper, uque, sem pernas, apenas socos curtos, ele tentou me empurrar pra longe, mas sempre que ele tentava me empurrar, eu dava um shibarai nas pernas dele, ele até tentou me imitar nisso, mas mesmo ele sendo tão rápido quanto eu, eu me recuperava das rasteiras bem mais rápido.


Até que eu tentei me afastar, e ele acabou me dando um chute frontal na barriga, um chute que eu defendi com o braço, mas ainda doeu pra burro quando ele me jogou pra tras…


E indo até mim, ao mesmo tempo que se mantinha na distância certa, ele esticou os braços, me deixando o mais longe possível dele. Mas mesmo com uma velocidade como aquela, sem as luvas, o punho dele ficou bem fácil de desviar, eu desviei raspando dos punhos e dei um aper bem na cara do Ivn, ele resistiu bem, mesmo depois de eu ter continuado com um cruzado, um peito e um faca no corpo aberto dele.


Meus punhos doíam pela pele dura que o Ivan criou ao se transformar em pedra, mas eu não parei, olhando com cuidado pro Ivan enquanto eu via os golpes dele, eu tentei entrar na guarda do maluco, apenas para ser bloqueado 5 vezes, 3 socos defendidos no rosto, e 2 socos direto na cara.


He, era engraçado, eu sentia como a diferença entre dragões e ogros era absurda, mas dos monstros que eu enfrentei, o Ivan parecia o mais perto de ganhar, se bem que ele pegou um elemento simples, a “pedra” e transformou ela em uma arma letal. 


Não importava como a pedra era simples, eu sentia ao atingir o corpo dele com um soco giratório, aquela pele de pedras estava a quase 1000 anos à frente de todos que eu já enfrentei até agora, um esforço com tanta dedicação, que incendiava de empolgação e motivação ainda mais meu próprio corpo, que desejava quebrar esse esforço para ganhar.


E esse desejo era transmitido através dos meus punhos, depois de defender mais uma sequência de golpes, eu fui na direção do Ivan de novo, e mais uma vez ele tentou me arremessar pra longe com um frontal, mas eu dei um tapa na perna dele e entrei com tudo, dando um direto em baixo bem na barriga dele, mesmo com dele defendendo, então subi com um aper e novamente fiz uma sequência intensa de mão, sabendo que não poderia me arriscar em pernas com alguém que tinha pernas bem mais longas que eu.


Mas o desejo do Ivan era perfeitamente transmitido nos punhos dele também, a cada soco, eu sentia como ele queria resistir, ele queria provar pra todos, pra mim, pros fãs, e até pra ele mesmo, que ele conseguia finalmente aguentar meus raios. 


Mas quanto mais ele me acertava, mais eu me sentia novamente naquele estado que eu fiquei com meu avô…eu tava ficando inundado por Aura por dentro, mas eu não dominei aquilo, já que eu levei ainda 20 minutos e quase 80 sequencias pra fazer aquilo de novo, e mesmo no calor da batalha, senti que aquilo tudo foi  bem menos intenso do que quando eu lutei com meu avô, talvez porque meus ossos não estavam quebrando tanto como naquela época…


O Ivan percebeu que tinha algo errado enquanto me dava a sequência de jab, cruzado com a mesma mão, joelhada e faca. Mas controlando meu corpo em um modo terceira pessoa, eu ataquei, jab, cruzado, peito…e no meio do giratório, em um movimento ultra complicado, eu voltei ao meu corpo beeeeeeeeem devagar.


Mas assim que estava pra fazer oo golpe, o Ivan desviou pra trás, o que foi doido pra mim, porque todo o poder que eu acumulei, não saindo naquele chute destruidor, se acumulou bem no meu coração, e ele queimou enquanto o Ivan se aproximou de mim e começou a proxima sequencia dele, Peito, frontal, faca, ele me manteve o mais longe que conseguia com milhares de chutes diferentes, e quase nenhum golpe de mão, demorou, mas ele logo deu um chute peito que deixou uma abertura pra eu entrar,.


Ele tentou me impedir com um soco, mas eu recolhi um pouco o próprio corpo, apenas para conseguir dar um chute frontal, com todo o poder acumulado no meu coraçao bem no peito dele…e foi naquele momento que eu entendi o quanto meu avô era forte. 


Porque mesmo sabendo muito bem que aquele golpe era um milhão de vezes mais fraco que o que eu dei no meu avô, eu ainda vi o Ivan sendo jogado com violência pra trás, não tendo força para manter a própria defesa, com seus membros esticados pra todos os lados, e com cada resquício da grande armadura de pedras que pareceu quase indestrutível por todo o combate se desfazendo de forma tão frágil quanto uma casca de ovo bem na minha frente.


E talvez o maior ponto de resistência do Ivan foi como ele nao bateu nas grades de lava, ele apenas caiu de forma violenta no chão, enquanto eu, mesmo cansado e dolorido, não estava nem perto de parar…e novamente, o Ivan não levantou, e mesmo feliz, estava um pouco decepcionado por isso também.


Depois daquela batalha, tive alguns segundos pra ir pros bastidores…aquela sensação de cansaço e dor era diferente do que eu tava acostumado, quando olhei pras minhas mãos, elas estavam tremendo, mas não era medo, era a confirmação, o corpo do Ivan era altamente duro, cada ataque, cada defesa, cada um fez minhas mãos doerem tanto que até depois da batalha ela ainda doía muito.


E como eu esperava, com isso já se tornando bem comum entre os jogadores que eu enfrentava, o Ivan apareceu nos meus bastidores, pra conversar. Bom, isso foi o que apareceu primeiro, mas ele demorou pra falar, dava pra ver o orgulho, raiva e frustração guardada dentro dele.


Ivan: golpe maneiro, onde aprendeu?


João: experiência, eu quase fiquei à beira da morte e aprendi isso pra sobreviver.


E depois de ouvir isso, o Ivan ficou bem cabisbaixo, como se ele tivesse somado 2+2, e chegado a uma conclusão óbvia, mas que ele não queria ver antes.


Ivan: haaaa, é inútil


João: o que é inútil?


Ivan: não importa o quanto eu treine, não vou conseguir chegar ao seu nível de dedicação, meu pai fala que as artes marciais verdadeiras apenas aparecem pra aqueles que entregam tudo que tem pra ela, e tá na cara que você tá entregando bem mais do que eu…eu nunca vou te vencer


João: não fala isso mano, você faz ideia o quão por pouco eu ganho de você toda vez? Eu faço todos esses treinos doidos porque eu sei que se não fizer você vai acabar comigo.


O Ivan sorriu depois de ouvir isso, quase dava pra ouvir o ego dele subindo.


João: e você me dá muito crédito, só nesse torneio tem gente muito mais doida que eu


Ivan: é, você tem um ponto aqui.


E no momento em que o Ivan parecia prestes a ficar mais triste, falei, bem mais no desespero do que pensando no que eu falei.


João: nem pensa em desistir, nós já perdemos o Marcio, eu não ia aguentar perder você também.


E depois de ouvir aquilo, o rosto do Ivan se fechou, como se tivesse se lembrado de algo super ruim, que nem eu sabia os detalhes.


Ivan: não precisa me lembrar disso…eu sei que nao devo parar…eu não vou parar, na verdade, você devia continuar com as suas doideiras, por que eu garanto que na próxima vez, eu vou te vencer


João: não podia pedir menos do que isso.


E quando o Ivan ouviu aquilo, ele apenas sorriu e foi embora, enquanto eu respirei fundo e meditei um pouco, sabendo muito bem que meu próximo oponente seria muito difícil pra não me preparar diante.


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