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Caminho da Vitória 🥊 2
🙂‍↕️❤️‍🔥😤o começo de tudo😤❤️‍🔥🙂‍↕️
2121 palavras • 12381 caracteres • ⏱ 8 min 29 s

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No dia seguinte, eu falei com todo mundo, com o Luca, o Nilo, a Tainá e a Elena. E depois de conversar bastante com eles, consegui marcar um dia pra nós irmos para um templo muito mais especial do que o normal. Hmhmhmhm, e no grande dia, fiquei um pouco impressionado como todos eles cresceram tanto.


Luca: qual a graça Joãozinho?


João: é que, vocês cresceram tão rápido


Elena: você fala como se você tivesse parado no tempo


Joao: claro que eu não tô me excluindo também, todo mundo cresceu bastante


Nilo: é, mas ainda falta algo pra gente crescer, não é:


João: bom, é, tem um templo por aqui que tem uma história bem antiga, uma história que não deveria ser esquecida…e mesmo assim, eu nem sabia da existência desse templo até a Elena contar ele pra mim outro dia.


E com um rosto cheio de orgulho, a Elena sorriu, e continuei.


João: é uma história cheia de dor, drama, traição, fantasia, e um final feliz, o pacote completo, e principalmente, algo que não deveria ser esquecido, de uma forma que não pode ser explicado com palavras, se qualquer um de vocês tiver problemas em conhecer algo assim, e entendo se não quiserem ir


Tainá: ah, espera, espera aí, isso tudo foi pra nos desmotivar? Porque eu posso falar por todo mundo aqui que você fez exatamente o contrário, não é gente?


Todo mundo concordou, e eu ri da bobeira de todo mundo.


João: é, foi o que eu pensei, bom, venham comigo, acreditem em mim, vocês vão amar muito isso.


E pegando minha prancha, voei aos céus de novo, com todo mundo me acompanhando, não demorou muito pra chegarmos no lugar que nós queríamos, um templo, que diferente dos outros, era feito de madeira, mas não de uma madeira qualquer, mas uma madeira feita principalmente de navios grandes navios derrubados. 


Quando eu respirei fundo, cada madeira possuía o cheiro dos mortos daquela batalha sangrenta, e vendo aquilo, alguns começaram a se preparar caso realmente fosse muito para eles aguentarem mesmo, mas eles aguentaram até chegarmos em um ponto especial do templo, onde vários sacerdotes e sacerdotisas estavam em robes atrás de cadeiras, para contar cada detalhe da história que eles aprenderam para passar aos próximos.


João: cuidado pra não vomitar no chão


Nilo: ah, não se preocupe, eu consigo controlar bem minha barriga.


E mesmo falando isso, o Nilo mostrou um grande medo quando agente se aproximou mais das cadeiras, as garotas ficaram em volta de mim, e o Nilo nem disfarçou o quanto de inveja que ele sentiu naquela hra.


Elena: ai, quer trocar de lugar comigo?


Nilo: não, tá tudo bem.


O Nilo não ia ficar entre mim e a Elena, e mesmo que deixasse ele com raiva, ele ainda tinha mais medo da Tainá do que de mim pela imprevisibilidade que a loira carregava, então ele pretendia só olhar cheio de raiva pra nós, não falando nada, do que admitir algo, e espero que isso não acabe dando problemas na cabeça dele depois.


Bom, no fim, não precisei pensar nisso por muito tempo, porque logo depois, 5 sacerdotes colocaram as mãos deles em nossos rostos, e nos levaram para dentro de uma grande história-ilusão, que nos contava uma história que eu apenas não sabia os detalhes porque eu queria ver isso tudo com eles, enquanto a Elena já tinha visto ela, mas ainda queria ver de novo mesmo assim.


Narrador: a muito tempo atrás, todo o arquipélago era dominado por monstros marinhos, poucos sapiens sequer tinham chances de aguentar qualquer um deles.


Narrador: até que um dia, para lutar contra grandes monstros, eles ganharam dos grandes deuses, o poder de enfrentar, subjugar e matar as feras que não se curvaram a ele, e a tranquilidade e compaixão para domesticar as feras que os reconheciam como monstros alfas.


Narrador: mas mesmo com todo esse poder, ainda existiam muitos monstros, monstros que deixavam muito difícil de viver ali, até que, um poderoso Xamã conhecido como Moacir, “aquele e que vem da dor”, apareceu, e com uma grande legião corajosa de outros Xamãs, ele correu para todas as regiões do arquipélago, expulsando os monstros, e criando um território para os sapiens.


Narrador: enquanto isso, uma poderosa Sapien chamada Jaciara, “a guerreira da lua”, viu como, com todos os maiores Xamãs longe, os covardes que não queriam sair na missão estavam espalhando caos por todo lugar, entanto criar uma anarquia, então com sua própria grande legião de soldados, ela manteve a ordem do lugar, criando leis, prédios, e até relíquias, para que os sapiens não se matassem enquanto os outros estavam ocupados cuidando dos monstros.


Narrador: de forma natural, os dois líderes se transformaram em transcendentes, sapiens que ultrapassaram os limites de sua raça de muitas formas, mas a forma mais notável com certeza foi a nova lentidão do envelhecimento, eles viveram por mais de 500 anos, chegando ate o nivel de idade dos dragões (1 ano de dragão=8 anos de sapien).


Narrador: demorou, mas depois de 500 anos de luta, muitas mortes e muitos problemas, os Xamãs sobreviventes voltaram pra casa, depois de criar uma incrível frota de monstros marinhos que impedia que os outros animais chegassem perto demais no território deles


Narrador: mas assim que os Xamãs chegaram em casa, o que eles receberam não foram aplausos de agradecimento, mas gritos de medo, pois em meio a grande prosperidade de dentro do arquipélago, os poucos sapiens bons que sobraram foram um problema tão grande, que muitos guardas ficam paranoicos até com a própria espécie, mas a Jaciara estava ainda esperançosa, pois ela, que era a mesma da época em que Moacir saiu para defender o território, acreditou que os veteranos não eram perigosos, mesmo depois de tudo que passaram


Narrador: mas os contratempos foram bem maiores do que qualquer um dos líderes podia pensar, depois de ficarem séculos não fazendo nada além de matar monstros, a agressividade e raiva dos guerreiros de Moacir, que aguentaram por tanto tempo junto daquela linha de frente infernal, estavam passando com muitos problemas para lidarem com a propria raiva, fazendo muitos ficarem com medo deles.


Narrador: mas então, naquele momento, onde a segurança dos monstros estava completa, mas a segurança entre um ao outro como espécie estava frágil, Jaciara teve seu primeiro sonho com a Deusa da Lua, mesmo que a Deusa tivesse se apresentado a ela como uma fada madrinha primeiro, através dela como sua primeira guia, a Deusa da Lua a instruiu como ela deveria cuidar de seus irmãos de guerra.


Narrador: e logo, eles começaram a criar várias casas para cuidarem não apenas de veteranos de guerra, mas de pessoas que precisavam fugir, seja da família, de namorados ou namoradas, Jaciara, depois de dedicar seu corpo e alma para a Lua por tanto tempo, finalmente recebeu uma resposta dela, e como um presente final, a Jaci começou a aparecer para seus fiéis usando a forma de Jaciara para se comunicar.


Narrador: já o Moacir, enquanto estava feliz em ver seus irmãos sendo bem tratados, ele ainda conseguiu ver que apesar do quão bom o tratamento de Jaciara era, não ia ser o bastante, enquanto os traumas deles realmente estavam sendo bem tratados, existia outra coisa que a Jaciara estava esquecendo de levar em consideração, o desejo de violência, que mesmo de forma inconsciente, foi o que impulsionou tantos de seus soldados a irem até a linha de frente pra começar.


Narrador: e vendo aquilo, Moacir começou a criar vários grupos, lugares de luta, competições de natação, e muitas competições que faziam o lado selvagem que o Moacir sabia que seu irmãos e irmãs estavam guardando saíssem pra fora, e depois eles ficariam melhores pra voltarem a apreciar o presente que deram a si mesmo, um lugar onde violência não era mais uma necessidade, mas uma escolha, e perto dele, todos eles podiam escolher aquilo, se quisessem.


Narrador: mas o Moacir foi pego por duas grandes surpresas, ele nunca esperou que suas brincadeira não atraíssem os homens, mas as mulheres também, apesar de já estar acostumado a ver mulheres lutando ao seu lado, ver como tantas mulheres guardam tanta selvageria assim foi um choque de realidade pra ele. Mas nenhum choque de realidade foi maior do que ver como o próprio Deus do Sol desceu na terra para ver com mais detalhes o quão divertido era aquilo que ele tava fazendo.


Narrador: sim, o que Moacir criou foi algo tão impressionante que o Deus do Sol em pessoa desceu na terra apenas para participar de seus shows, claro, o Moacir nunca o notou, diferente da Jaci, que só apareceu em sonhos para a Jaciara, o Guaracy aparecia como uma pessoa normal, entregando ao grande Moacir a benção dele através de uma maçã que de princípio, parecia uma maçã comum, mas o Moacir aceitou e ainda comeu ela com muito gosto.


Narrador: os deuses, apesar de tudo, não se manifestaram para os dois líderes no meio de suas matanças, porque acreditavam que ao aparecerem durante carnificinas, crueldades futuras poderiam ser justificadas através da fé, apesar da dor e do desespero, Guaracy e Jaci apenas apareceram depois de quase todo o sangue parar de cair, quando os monstros ficaram longe o bastante para não ser mais preciso matar constantemente, e quando o grande reino eles não tinha mais pessoas se rebelando, matando roubando ou fazendo coisa pior a cada 5 segundos.


Narrador: não, os deuses apenas aparecem quando os maiores líderes dos Sapiens mostraram o auge da sua humanidade, tentando entender como ajudar seus traumas, ou pensando em formas de acalmar os instintos mais primitivos deles. Apenas depois deles terem certeza que eles eram realmente os escolhidos que eles realmente se mostraram, não como um fã ou como um sonho, mas como duas metades, dois deuses, dois lados da mesma moeda que precisavam ficar em constante equilíbrio.


Narrador: e apenas depois de tudo aquilo, eles começaram a construir os templos, templos esses que não tinham ensinamentos dos deuses, mas sim, ensinamentos que os dois líderes aprenderam ao chegarem na casa de seus 900 anos, em seus últimos dias de vida, eles se desfizeram em pó, sem terem nenhum herdeiro de sangue, mas com o último dos templos que facilitava o encontro com os deuses, completado, eles puderam descansar, deixando suas últimas palavras como…


Moacir e Jaciara: não precisamos de herdeiros, aqueles que entrarem nesses templos, serão quem herdarão nossa vontade, e por nós, isso já basta…


E assim, eles caíram de cima da última pirâmide, mas antes mesmo de acertarem o chão, eles se transformaram em pó, as túnicas que eles usavam começaram a ser carregadas pelo vento.


Depois de vermos aquilo tudo, nós nos levantamos, e eu já me preparei para que alguém vomitasse, mas pelo jeito eu realmente fiquei paranoico atoa, porque todo mundo parecia bem até demais, em deu até uma vergonha de como eu tinha duvidado deles assim…Todo mundo tava bem abalado com tudo que ouviram…até que a Tainá falou.


Taina: você mentiu pra mim


João: jura? Como


Taina: voce disse que tinha de tudo nessa historia, e voce tava certo, tinha drama, ação, e um final feliz….mas não teve traição


João: jura: nós realmente vimos a mesma ilusão?


Tainá: acho que não, porque você com certeza viu mais alguma coisa, né


Luca: ai Tainá, chega


João: ah não, tá tudo bem Luca, bom Tainá, sim, eu vi mais uma coisa, porque a traição que nos vimos não foi de relações, mas uma traição que existe até hoje, enquanto os fortes saíram pra lutar, muitos dos fracos pensaram que podiam fazer o que quisessem, em um momento de crise, onde todo mundo deveria ter se juntado, eles ficaram ainda mais separados, apenas tentando pagar de fótons, sendo que só a atitude deles de atacar pessoas mais fracas que eles os tornaram tão desprezíveis, que até crianças conseguiram se livrar de certos adultos fracos.


E com um olhar afiado demais pra conversa que nós dois estávamos tendo, eu ouvi a Tainá dizer.


Taina: humpf, e isso também deixa mais fácil de entender porque poucos guerreiros acabaram morrendo de forma não natural dos dois líderes


João: fazer o que? E como dizem, a Aura é a melhor amiga dos malucos e corajosos


Nilo: ah, então é por isso que você é tão forte.


E com uma risada um pouco mais calma do que antes, eu me senti mais tranquilo pra passar no grande torneio daqui a alguns dias. 


Mas enquanto eu me preparava para a diversão daqui a alguns dias, eu recebi uma ligação, uma ligação da…Valentina…e não era uma ligação qualquer, foi uma ligação que me fez perder totalmente a minha alegria, a substituindo apenas por dor e tristeza


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