logo do projeto lunar

Capa
Caminho da Vitória 🥊 2
❤️‍🔥😈campeão e vilão😈❤️‍🔥
2940 palavras • 16469 caracteres • ⏱ 11 min 46 s

❤️‍🔥😈campeão e vilão😈❤️‍🔥

0
0
0

Eu respirei fundo quando entrei na grande arena dos dragões de novo, meus punhos, cansados com todos os socos que eu já dei e defendi, meu corpo, ainda com as feridas ao redor dele bem frescas, mas meu coração estava tão sobrecarregado de empolgação e Aura que eu pensei que iria explodir.


E do outro lado da arena, o Ron, exalando uma Aura fortíssima em si próprio, já irradiava um campo radioativo que me fez agradecer por ter ficado mais forte contra a radiação também, mesmo com aquela diferença absurda de poder, onde ele se transformou levemente em pura radiação, eu conseguia aguentar.


A apresentadora nos apresentou de novo, mas nenhum de nós ouviu uma palavra do que ela falou, naquele momento, apenas eu existia pra ele, e apenas ele existia pra mim, e uma vez com nós dois na guarda, tudo começou.


Nós andamos com cuidado na direção do outro, testando jabs no vento, pra ver a distância, ele começou com um peito do pé pra cima, mas eu desviei pra baixo, e dei uma rasteira no pé de apoio dele, mas o Ron deu um giro no ar e pousou em pé. 


Mas não dei trégua, antes dele conseguir se equilibrar, dei um direto saltado na cara dele, o empurrei pra trás com um chute frontal, e com ele desequilibrado, ele se defendeu, deixando que eu o acertasse mais vezes.


A cada golpe eu sentia as explosões de radiação nele, mas a radiação não me alcançava mais, porque enquanto ele explodia em radiação, cada golpe que eu dava explodia em raios, na verdade, a cada jab que eu acertava, a minha eletricidade se espalhava na explosão de radiação, a engolindo e impedindo que ela me acertasse, e a cada chute, uma imensa quantidade de raios entrava no corpo do Ron, mas não saia, apenas ficava lá dentro, fritando parte por parte do lagarto super desenvolvido.


Mas eu não fiquei confiante e logo depois recuei, pra não ser pego em meio a um fogo cruzado, e assim como eu pensava, assim que eu recuei, o Ron tentou me acertar com um Jab, depois peito, cruzado, uque, ura, jab jab, peito dois tempos, em cima em baixo, cruzado, direto embaixo, cobertura na cabeça, investida pra uma saraivada de socos e chutes longos.


Foi difícil, muito difícil, mas eu desviei de cada golpe, sentindo como a radiação até ondulava o ar ao redor, fazendo parecer que estávamos abaixo do mar, ou dentro de uma pintura de aquarela, tudo enquanto tentava quebrar a defesa as lutas dele, mas mesmo quando o meu raio mais poderoso, atravessava ele, o grande Ron não parecia se importar, ele só continuava atacando de forma tão frenética que todo o ambiente ao redor de nós começou a derreter.


E no momento que eu esfriei a cabeça dele com um soco na cara, eu joguei o dragão pra trás, e quando eu comecei a minha investida, além dos milhares de raios, eu criei uma torrente de chuva tão violenta, mas tão violenta que a lava que ele criou no chão começou a endurecer. 


Mas não tinha acabado ali, quanto mais água caia, mais o lugar se enchia, junto com meus socos, que sem chutes, comecei a jogar em cima do Ron como chuva, algo que me arrependi na hora já que ele me acertou nas costelas, e minhas costelas já quebradas entrará ainda mais perto do meu pulmão, mas elas não quebraram, ainda não pelo menos.


Em um rugido, o Ron reativou sua radiação, jogando uma grande onda de calor que tentou secar minha tempestade de água a força, ao mesmo tempo que ele voltou de novo a me atacar de forma implacável, me dando chutes longos, tentando me manter bem longe dele, mas eu ainda me esforcei muito, a cada faca, a cada jab, a cada direto, eu conseguia momentos certos pra acerta-lo, mesmo quando era só um soco. 


Até que ele tentou me dar um chute faca, e dando um tapa na perna dele, entrei com tudo dentro defesa dele, dei um soco direto de forma bem curta na barriga ele, e antes dele se recuperar, subi com uma joelhada no mesmo lugar, dei dois jabs, e antes de eu terminar minha sequência, ele me deu um direto tão forte na cara que minha mandíbula se desloca, mas eu nao parei nem com a mandíbula deslocada.


E mesmo preparado pra tudo, a mandíbula deslocada ainda era uma dor totalmente nova pra mim, eu fiquei tão distraído, que não consegui me defender do chute lowkick que ele me deu precisando ficar apenas na defesa por um tempo, e mesmo com medo, meus olhos estavam tão abertos que ele não conseguiria me atingir, não importava o que fizesse.


E mesmo apenas defendendo, minha tempestade de água continuou aumentando, a ponto que ela inundou toda a arquibancada, e não entendendo o que e tava fazendo, o Ron continuou me batendo, eu senti meus ossos do braço e das pernas quebradas, mas pressionando meus ossos com Aura, conseguia fazê-los me obedecer ainda. 


Eu só precisei de mais alguns segundos, até que eu inundei a arena inteira. A plateia tava bem protegida da arquibancada, mas o Ron sentiu bem como sua Radiação ficou um pouco mais fraca quando ficou no frio congelante da água que eu criei.


Ainda tava bem abalado pelo dano que aguentei, assim que dei mais um jab nele, eu joguei toda a eletricidade que eu consegui no meu jab, depois comecei, peito, jab, peito, jab, cobertura faca com a mesma perna, sem deixá-la cair. Cada golpe carregado com muita eletricidade, eletricidade essa que em contato com a água fazia uma reação elétrica tão forte que aquele grande mar frio ficou branco de tanto brilho.


Mas assim que terminei minha sequência, logo eu recuei, porque logo depois, uma grande rajada de bolhas veio até mim, com o Ron jogando uma sequência sinistra de jab, direto, cruzado, peito e cobertura em mim, cada uma delas com a água ao redor dele borbulhando cada vez mais forte.


Depois de poucos golpes, o azul do mar se tornou vermelho, e quando eu tentei atacar, ele defendeu exalando uma radiação tão densa, que ao invés de Aura, o escudo era quase pura radiação….uma força tão pura de poder que ela se materializou no punho dele, e tentou me atingir….


Vendo aquela quantidade absurda de poder, eu soube o que tinha que fazer, e me transforme em eletricidade, tanto meu avatar gigante quanto eu.


O Ron até tentou usar a técnica de fazer com que eu virasse carne à força, mas eu tinha dominado a técnica de desconectar e reconectar a eletricidade do meu corpo à vontade, e desviei do soco destruidor do Ron antes mesmo dele ter a oportunidade de me acertar.


Mas eu senti o poder daquele soco, vendo como apenas o balançar do punho, explodiu toda aquela água em volta de nós pra cima, com extrema violência, e antes dela cair, dei uma feroz sequência, com jab, aper, frontal, e faca, e dessa vez, o Ron finalmente se moveu.


E quando a água caiu em pancadas acima de noz, o Ron tentou mais um cruzado em mim, que eu novamente dividi, e depois um peito, peito na cabeça, jab, direto embaixo, faca na cara, ate que eu fui dividido tantas vezes que me tornei pequenas faíscas de eletricidades, conseguindo apenas acertar um soco ou chute nele por vez, mas com a eletricidade ao redor dele, aquilo já valia por mais de mil socos.


Ele rugiu, e eu atendi o rugido com mais socos, enquanto milhares de dragões super empolgados rugiam por mais ao redor de nós, nós continuamos batendo, até que a água ao redor de nós dois se extinguisse, e eu não conseguisse mais manter minha forma de eletricidade. 


Nós dois estávamos cansados, e esgotados, mas mesmo com uma dor indescritível, e já querendo cair desmaiado no chão, eu ainda levantei a cabeça, mais do que preparado pra levar aquela luta ate o final…E o Ron também era assim, mesmo com seus poderes esgotados, ele não queria parar, o que me enchia de empolgação e respeito pelo Dragão.


Não tinha mais truques bonitos, não no final, nem desvios, nossas pernas e corpos não aguentavam mais desvios, eu recebi a sequência dele, jab, direto, cruzado, peito, giratório ura, e peito saltado, cruzado, aper e cobertura.


Na cobertura, eu entrei nele com a defesa, encurtei, e dei uma sequencia curta sde uque, crusado, aper, direto, peito na cabeça, faca na barriga e  giratorio lateral do pé no rosto dele.


Mas até aquilo não foi o bastante pra derrubar o dragão, ele novamente foi até mim, e no ultimo direto, eu desviei pra esquerda, indo pra dentro da defesa dele e terminando ele com um aper…ou era isso que eu queria, e pois mesmo com meu aper, ele não caiu , mas antes de parar, eu terminei com um chute frontal bem na barriga dele…aquele chute jogou o Ron pra fora com tanta força que ele até chegou a voar nos céus por alguns segundinhos, até que ele caiu no chão, rolou um pouco e ficou ali…no chão…sem se levantar.


Dentro do meu avatar, talvez até mais machucado do que ele, olhei por dragão, esperando que ele levantasse, preparado para o segundo round…e ele tentou se levantar, e como ele tentou..mas mesmo que a alma dele quisesse continuar, ele não conseguiu obrigar seu corpo a se levantar…quando ele tentou, o golpe na barriga dele pareceu causar uma câimbra quando ele se esforçou muito.


E então, quando o Juiz foi até ele, pra ver o que tinha acontecido, eu fiquei muito feliz, da forma que ele tava caído, quase parecia que ele tivesse se ajoelhando na minha frente…hehe, um dragão se ajoelhando na frente de um sapien, era algo bem incomum de ver, e talvez por causa disso, também era lindo demais.


E o juiz dragão levantou minha mão, declarando minha vitoria…e honrando meu título, mesmo com minhas pernas implorando pra eu sentar, eu não cai, não na frente do palco pelo menos, eu iria cair, mas no meu porto seguro.


Apresentadora: MAS QUE REVIRAVOLTA DE EVENTOS INÉDITA, DEPOIS DE ANOS COM OS DRAGÕES MANTENDO O PRIMEIRO LUGAR NOS SEUS PRÓPRIOS TORNEIOS, JOÃO, O SAPIEN INABALÁVEL APARECEU E RETIROU O OURO DA CASA DOS DRAGÕES, COMO VOCÊS VÃO REAGIR A ISSO DRAGÕES!? VOCÊS IRÃO DESAFIÁ-LO E CONQUISTAR NOVAMENTE O TÍTULO DE PRIMEIRO LUGAR!? OU IRÃO SE AJOELHAR AO VERDADEIRO FILHO DO SOL!?


Plateia: NÃO, NÓS SOMOS OS FILHOS DO SOL!


E olha só, pelo que parece a apresentadora tava me tornando o vilão do próximo dragão aspirante a campeão, bom, eu não ligava, porque tinham certas coisa que realmente eram um show, e considerando o quão maneiro era ser o “vilão” na história de alguém, sentia que podia ser te divertido, enfrentar um novato que, na própria cabeça, “iria derrotar o malvado Sapien que tirou o ouro de seus iguais” hehe, ele poderia me vencer quantas vezes quisesse, mas eu tinha ganhado daquelas raças implacáveis, que tinham poder, orgulho e cultura o bastante pra realmente se chamarem “filhos do Guaracy”, e nenhuma derrota conseguiria tirar isso de mim.


No fim, quando nós saímos do palco pra nos prepararmos, me senti de novo tão fraco e tão cansado que eu nem cheguei nos meus bastidores, mas no meio do corredor, onde eu já tava longe de todo mundo, eu fiquei tonto, me apoiei na parede e comecei a vomitar…tinha um pouco de comida ali, mas a maior parte ainda era sangue.


João: droga, eu exagerei mesmo nessa


???: e tem algum momento que você não exagera?


Ouvindo aquela voz, fiquei bem feliz em sentir que era a Elena.


João: não, não tem um momento que eu não exagere


Elena: você quer ajuda?


João: sim.


E colocando meu braço ao redor dela, ela me ajudou a ir na enfermaria.


Elena: meu deus querido, você tá muito pesado, devia fazer um regiminho


João: músculo pesa também amor


Elena: justo


João: então, cadê os outros?


Elena: ainda na arquibancada, só consegui entrar aqui porque eu falei que era sua namorada, e quando eu mostrei pra eles uma foto minha com você, eles acreditam


João: é claro.


A enfermaria dos dragões era bem único, por que ele era cheio de mesas de pedra com várias coisas diferentes, ao invés de utensílios ou outros materiais de curandeiros normais, os dragões usavam a aura deles pra realinhar ossos, curar ferimentos e acelerar a recuperação de forma quase instantânea. 


Parecia um lugar acolhedor, de uma forma toda doida, distorcida e sinistra, mas se qualquer um que não soubesse que lugar era aquele, iriam pensar que era uma sala secreta de algum culto ou algo assim. 


Eu não julgava as culturas dos outros, mas eu realmente queria saber o que fez os dragões terem um centro curandeiro assim, parecia tãaaaaao, “inconvencional”, mas ele era prático, porque assim que me sentei na mesa de cuidados, fui curado quase instantaneamente, o que me enche de alívio por causa da dor, e fez a elena me abraçar com força, vendo que eu já estava bem melhor.


Ainda tive que ficar mais um tempinho no centro curandeiro, pra ter certeza que eu estava bem, e  a Elena ficou comigo o tempo todo, mesmo que o curandeiro Dragão fosse bem competente ela tava bem preocupada comigo ainda. 


Com o meu corpo curado da melhor forma possível, uma hora depois, fui chamado para o palco, mas antes de ir até lá, eu perguntei.


João: então, quem foi que percebeu primeiro que eu não ia conseguir chegar na enfermaria?


Elena: eu e a Tainá percebemos ao mesmo tempo, o que me deixou um pouco irritada, você sabe como eu sou competitiva


João: ah, eu sei muito bem disso…eu só queria ter certeza quem foi.


A Elena ficou um tempinho ali parada, apenas tentando entender porque eu tive essa ânsia de saber quem me notou primeiro, mas considerando a história que as duas tinham comigo, pensar muito nisso acabaria não sendo muito bom.


A apresentação, mesmo parecendo muito igual as outras que eu já vi, eu via também sua diferença das outras por um detalhe mais importante do que tudo, o pódio não era normal, ele era feito de verdadeiras montanhas, com uma sendo mais incrível e impressionante que a última.


Quando subi na minha montanha, mal acreditei que eu estava acima de um lugar tão grande, que parecia até engraçado que o meu corpinho pequeno estava em algo tão grande.


Mas aquilo não importava, assim que todos os dragões, um vampiro, e eu, estávamos no palco, ele apareceu. Eu já tinha visto aquilo acontecendo milhares de vezes, mas não importa quantas vezes isso rolasse, sempre era doido demais pra mim quando acontecia.


Acima de nós, bem no ponto onde o sol artificial estava, uma pequena gota do sol pareceu cair no meio das nuvens mas no meio das nuvens aquela única gotinha ficou bem mais forte e inteira, até que ela ganhou a forma de um grande homem de pele escura, com pinturas amarelas em um corpo que agora tinha uma bermuda feita de penas de arara, e uma regata que parecia de pura casca de árvore.


Todos os dragões que não estavam no pódio se ajoelharam frente ao seu Deus, ou melhor, seu “pai” como eles gostavam de se referir, não era medo, era respeito…respeito pelo Guaraci tê-los ajudado a chegar tão longe em toda a história deles.


E assim que ele chegou perto de mim, ele logo mostrou a medalha de ouro para mim.


Guaracy: olha pra você, nem parece o garoto todo confuso que ficava todo chateado por não entender nada de aura com a Jacy, você cresceu tanto…e logo vai ajudar outras pessoas a crescer…


E com uma grande intimidade, o Deus do Sol colocou as mãos nos meus ombros e falou.


Guaracy: sei que ajudou muitas pessoas a crescer já, mas logo quem você ajudará a crescer terá seu sangue, e eu apenas digo que o pequeno sapien será tão doido quanto você


João: ah não, que pesadelo.


E colocando a medalha em minha cabeça, ele deixou aquela fala no ar, que eu realmente conseguiria ter um filho, e que eu deveria ter bastante paciência com ele, mesmo que eu ainda estivesse bem cético se eu conseguiria aguentar tudo, mas toda a minha ansiedade foi jogada pra longe com o abraço do Guaracy, que me fazia sentir que estava nos braços do meu pai de novo.


E como sempre, com um cuidado absurdo, o Guaracy desceu devagar pelo pódio, falando para cada um dos dragões do top 5, falando coisas bem íntimas para cada um deles.


Enquanto isso, eu olhei alguns segundos para a medalha no meu pescoço, he, nem lembro da ultima vez que eu recebi uma medalha dessas no pescoço, depois olhei pra frente, e quando olhei com mais cuidado pro palco, consegui encontrar sem problemas o lugar onde minha família tava, eles estavam todos com várias placas, que comparado a todos os dragões que estavam em volta deles, conseguia ser bem amigável, tranquilo e bonitinho.


Eu amava a plaquinha que meus pais seguravam “para nosso garoto de ouro”...eu tinha ficado sem ver eles direto por um bom tempo, talvez só fosse a solidão de morar sozinho falando, mas depois de tudo que eu fiz, pensei que era o mais justo que eu apenas visitasse eles. 


E considerando como a Elena, a Tainá, o Luca e até o Nilo estavam com as próprias coisas pra resolver, senti que era apenas o mais justo que eu passasse um tempinho com minha família também.


Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar ❤️

Seja respeitoso. Comentários são públicos e não podem ser apagados.