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Caminho da Vitória 🥊 2
😇 a luz pra quem vive nas trevas😇
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😇 a luz pra quem vive nas trevas😇

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Outra coisa que mudou muito na minha vida, mas que eu fiquei bem alegre com isso foram as apresentações da Elena, eu fiquei tanto tempo apenas acompanhando o Nilo, que passar um tempo vendo as apresentações de balé da minha garota virou algo terapêutico.


E o mais doido sempre era como a Elena sempre parecia menos cansada, mesmo depois de um show, quando eu assistia, mas não era pra menos também, não importa quem ela era, uma grande rainha dragão, uma fada nascida de um flor, uma estrela guia em meio ao deserto, onde eu olhava ela no palco, ela sempre parecia a mesma coisa, uma deusa.


E o show de hoje se chamava “luz da esperança”. Me fazia imaginar qual seria a doideira que a Elena iria interpretar dessa vez.


Eu me sentei no meio do palco, como sempre, e pouco tempo depois, o palco se abriu, já exalando um grande calor que eu sabia muito bem vir do mar vermelho pela sua intensidade constante. 


A cena inicial se abriu com muitos vampiros voando aos céus com suas grandes asas de morcego, mostrando uma grande energia em seus corpos, ate descerem e começarem a usar bastões e pedras em monstros, tanto pra conseguir comida quanto pra proteger as crianças


A vida do mar vermelho não é fácil, nunca foi, e cada movimento constante dos “monstros” que eram os outros artistas, mostrava como eles lutavam constantemente, ficando machucados a todo momento, mostrando detalhe por detalhe, movimento por movimento, sem uma única palavra alem da musica de pânico e horror que eles usavam tudo que tinha contra os monstros, e as vezes nem isso era o bastante.


E os vampiros mais inteligentes, tinham a ideia de ir no meio do magma com grandes barcos de ferro, e tentar a sorte e pescar os peixes do magma, por serem uma refeição mais “fácil” que os monstros. 


E vampiros mais inteligentes ainda tinham o trabalho de criar grandes construções capazes de aguentar gigantescas bolhas de magma puro sendo estouradas por cima de todas as ilhas deles.


A cada “tarefa”, os aventureiros vampiros ficavam mais cansados, e exaustos, criando de forma literal e simbólica uma grande nuvem escura em cima da cabeça deles, uma nuvem que os empurravam pra baixo e não iam embora nem quando eles dormiam ou descansavam…elas diminuíram, mas sumir não.


Os únicos momentos que elas sumiram, era quando eles se davam o momento de viver, ao invés de sobreviver, momentos que os vampiros descobrem serem possíveis, pois em meio a grande paz que eles mesmos criaram, objetos, costumes e tradições criadas para a diversão, ou para pelo menos diminuir o grande peso invisível que eram aquelas nuvens em suas costas, foram criados, e nesses momentos que os grandes vampiros se sentiram mais abençoados do que em qualquer outro momento do mundo.


Sempre que tinham chance, os grandes vampiros aventureiros e com grandes nuvens nas costas se reuniam sempre no meio de bailarinas, e se permitem descansar na presença das belas dançarinas, não com luxuria, mas por agradecimento por conseguirem os deixar mais calmos no meio da confusão que era a vida deles, algo que não mudou muito depois de tantos séculos. 


E enquanto eles se acalmavam, de forma sublime, sempre que um deles inclinava a cabeça pra frente, uma dançarina se aproximava dele e pegava uma concha de mão da nuvem, a pegando para si mesma.


E num desses palcos dentro do palco, Elena se destacava como uma grande cantora que fazia muitos dançarinos “desmaiarem” de tão tranquilos que ficavam frente a frente com ela, e diferente das outras dançarinas, ela pegava a nuvem inteira de uma vez, ganhando um grande bolo de nuvens bem acima dela. 


E combinando as roupas brancas e longas dela com aquela grande nuvem escura de cansaço, ela quase parecia um grande anjo carregando uma grande nuvem escura super feia nas costas dela. A Elena parecia o ser mais lindo que eu já vi na vida, sendo apenas superado pela futura ela, que deveria ser ainda mais linda por que aquela garota sempre amava me surpreender linda pra mim, o que me fez perceber que eu deveria ter algum problema.


Eu vi com cuidado cada vez que a dançarina que Elena pegava mais uma luem, mais cansada e pesada ela ficava, mas ela continuou ali, dançando e divertindo os aventureiros até a apresentação dela acabar.


Apesar de saber que essa cena tranquila, fofinha e calma os meus olhos não iria durar, ainda aproveitei bastante ela, eram cenas assim que me lembraram que até nos cantos mais escaldantes e sem vida do território, podiam ter uma espécie de “vida” inacreditável.


Isso continuou até a dançarina Elena sair de perto do palco e ir pra casa…e quando ela se afastou, seu corpo ficou tão pesado que ela quase caiu no chão. E na mesma hora eu pensei, “o dançarino que tranquiliza os guerreiros na volta de suas grandes batalhas, mas quem tranquiliza o dançarino:” Uma pergunta não dita, mas que estava nítida como toda a cena, principalmente com o começo da próxima cena.


Uma vez longe da alegria de cima do palco, onde ela sempre deveria estar tranquila, segura e feliz. Ela começou a andar em um ambiente que ficava cada vez mais escuro, e enquanto ainda podia ser vista, a Elena fez movimentos propositalmente desleixados, que representavam de forma perfeita a fraqueza e fragilidade de alguém que pegou tantas nuvens para si mesma, além dela fazer um trabalho fenomenal na expressão de dor e melancolia no rosto, tava no ponto certinho.


As peças que a Elena participava nunca tinha diálogo, a história sempre se preocupava mais em contar a história através da música e dos movimentos, e eu tinha que admitir, eles acertaram certinho a melancolia daquela cena em específico, e logo, a escuridão ficou tão forte, que nao dava pra ver mais nada, mas logo depois um grande holofote de luz foi acendido bem em cima da dela.


E ainda usando o figurino de dançarina, sem nenhuma palavra,  e apenas com a música triste ao redor dela para ajudar, ELena fez um detalhado e cuidadoso o movimento dos braços, como se ela tentasse se levantar e arrancar a nuvem depressiva das costas dela, mas não conseguindo, consegui quase sentir na pele o desespero que ela tava atuando ali. (com uma pequena certeza que ela não tava apenas atuando no desespero).


Mas antes daquela nuvem a consumir por completo, enquanto ela estava sozinha e em desespero, 4 holofotes diferentes iluminaram dois bailarinos e duas bailarinas, com figurinos de pais e avós. Eles dançaram até a Elena, como se a luz e o choro de desespero mudo dela tivessem os atraído, até que ali, e quando chegaram até ela, os 4 fizeram um movimento de abraço coletivo.


E com a força do grande abraço, a Elena foi levantada pela família, e quanto mais ela se levantava, mais brilho ao redor dela aumentava, a levando para um grande mundo de flores, onde os parentes se afastaram um pouco, apenas para cada um fazer um movimento simples, que era segurar as duas mãos da Elena, ou melhor, a “filha” como ela deveria ser apresentada nessa peça, e os dois ficavam bem próximos, até tocando a testa um do outro, adicionando mais um pouco de calmaria, para as poucas nuvens que estavam nas costas delas sumirem completamente.


A cena chegou ao fim quando os 4 parentes fizeram o mesmo movimento com a Elena, e dobrando as pernas de forma bem não natural, a Elena recuou um pouco, junto com seus “parentes”.


E assim que eles se afastaram, o cenário mudou, ficando tão escuro que as florzinhas sumiram totalmente, deixando uma escuridão quase completa enquanto vários outros personagens entraram em cena, personagens não nomeados, que estava ainda com um pouco de nuvens em suas costas.


Mas diferente da Elena, eles não tinham ninguém para tirá-los daquela grande escuridão, eles tinham movimentos bem mais simples que os de Elena, como se estivessem tão acostumados ao escuro que nem se importavam mais em demonstrar em sua dor e desespero. 


O irônico é que, quando olhei com atenção pra cena, vi que em meio ao escuro, tinham pessoas no meio do palco, pessoas que eram vistas até no meio dos holofotes em cada um desses personagens, mas essas pessoas não brilhavam pra ajuda-lo e deixá-lo com o dia mais iluminado, ha, tinha gente que no tinha sorte em amizades e nem em famílias mesmo.


A peça passou um bom tempo apenas mostrando holofotes de várias pessoas com apenas o pequeno holofote acima deles pra mantê-los fortes em um mundo que parecia totalmente escuro, cenas anteriores, onde esses mesmos vampiros caçavam e pescavam, de repente pareciam muito mais tristes e melancólicas, apenas com aquele movimento de luz e sombras.


Mas antes do meu coração apertar demais, vi uma grande união conjunta, os 20 dançarinos e dançarinas que fizeram as cenas deprecivas se reuniram no escuro, 10 holofotes encontrados no meio deles, até que eles pararam no meio de algo que quase parecia um totem.


Então, um holofote bem grande mostrou uma imensa flor de ferro, a flor se abriu, e mostrou a Elena, novamente com suas roupas de dançarina borboleta, um figurino que, através das sessões, percebi que ela amava com todo o coração.


Com um sorriso no rosto, e com uma alegria contagiante, Elena balançou as asas no uniforme, se movimentando como um anjo e deu um sorriso que parecia mais brilhante que o sol. (eu estava preparado pra receber punição divina por esse elogio, mas eu nao ia retirar o que disse). 


O palco inteiro se iluminou com os movimentos da Elena, e enquanto mais ela se movimentava, mais eu sentia que eu fiz a escolha certa…ter uma namorada capaz de fazer algo como aquilo era lindo demais, e mesmo que eu tivesse um pouco de ciúme, estava feliz com o fato que a Elena com certeza salvou a vida de muitas pessoas na apresentação com um show lindo desses.


Mas ela não tinha acabado, depois de tudo aquilo, a Elena ainda fez uma cena final, de repente, depois de termos sentido o peso que aquela nuvem significava, quando ela voltou de novo para a escuridão e foi coberta pelo grande peso que tentava a consumir, assim que a cena dos pais apareceu, todos nós esperamos o abraço, mas não, o que aconteceu foi que…outra pessoa foi até ela.


Usando pinturas que brilhavam no escuro, Elena se levantou na luz sozinha enquanto seus pais se ajoelharam, e quando ela entrou no escuro, foi mostrado que o figurino dela também brilhava no escuro, nossa, como eu não tinha visto isso antes? Bom, eu já sabia de uma coisa, a atriz com pinturas brilhantes no corpo com certeza tava representando a Jaci.


Isso porque, mesmo não conseguindo ver muita coisa, dava pra ver que a dançarina do escuro estava fazendo um dueto dançarino com a Elena, com as duas rodopiando uma a outra, outras vezes ela apenas jogando a outra pra trás com a mão na cintura, até tudo acabar em um clássico movimento da Elena ser levantada pra cima, e depois de ser girada no ar por alguns segundos, a Elena foi rodopiada uma última vez, e arremessada na direção da luz.


E uma vez revelada, Elena parecia renovada, sem nenhum resquício do cansaço de antes, com ela levantando as mãos e saltando no ar com as pontas dos pés, mostrando sua grande alegria, e quando os parentes foram até ela de novo, assim que viram o estado da filha, eles voltaram a escuridão, não por indiferença, mas porque viram que não eram necessários.


Depois dessa, até eu pensei que eles pararia agora, mas ainda teve um movimento final, Elena fez uma pequena rasteira para um canto do palco, e logo depois ela saltou…ela deu o maior salto que eu pensei ser possível pra alguém, e no meio dele, grande flash de luz foi criado, onde foi mostrado no meio do caminho que tinha um grande abismo bem abaixo dela….mas era claro que ela conseguiu cair no chão seguro, em um movimento final…


E depois daquilo, a cortina se fechou por alguns instantes…e eu fiquei um pouco atônito, meio surpreso que o grande show já tinha acabado, mas assim que todos começaram a perceber o que houve, eles devagar começaram a se levantar e a bater palmas. Eu fiquei meio confuso, mas eu ainda bati palmas bastante, porque ela foi muito incrível ali…


E quando as pessoas começaram a sair, me sentei um pouco na poltrona, respirando fundo, e aprendendo um pouco com o que o conhecimento transmitido naquela Aura poderia me dar.


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