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Caminho da Vitória 🥊 2
☠️torneio vermelho☠️ parte 2
2481 palavras • 13906 caracteres • ⏱ 9 min 55 s

☠️torneio vermelho☠️ parte 2

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Enquanto eu me encobria de medo e criava meus raios, sentia que iria ser derrotado pela trigésima primeira vez, mas eu não ligava, se ganhasse, eu só ganharia, mas se perdesse, eu ia aprender muito com a derrota.


Eu iria buscar a vitória com minha vida, mas eu iria sugar todo o conhecimento possível caso eu apenas conseguisse uma derrota.


A Débora tinha um estilo de aura baseado em nuvens, e quando eu olhei pra ela, tentei enxergar onde estava o corpo dela, mas quanto mais eu olhava pra ela, mais ela se espalhava…E mesmo com meus raios de espinhos ficando impacientes, os forcei a se acalmarem, sabendo bem que não podia atacar aquela vampira de qualquer jeito.


E num disparo, comecei com um jab, vendo como a fumaça que ela se transformou se dissipou, escapando com tudo do meu soco, como todas as outras vezes, e agora iria ver se minhas 30 derrotas me fizeram mudar de alguma forma.


Não desfiz minha guarda, virando pra outra posição, comecei a socar o ar, ao invés de um raio limpo, criei um ponto de “dispersão” onde eu fazia meus raios se dispersarem como uma explosão, só que muito mais intensa e em ua area de 360 graus, ou seja, TUDO.


Mas mesmo com meus raios voando para todas as direções, a minha tempestade em cima de mim, voando por todas as direções possíveis, e com meus chutes acertando todos os lugares possíveis, ainda não conseguia achar a Débora, não acertar até que não teria muito problema ruim, mas eu nao tava achando ela.


Eu apenas conseguia a achar em um momento, quando ela me atacava, ela começava com uma sequência, me acertando no rosto, e nos próximos golpes eu apenas defendia sem problemas. 


E quando ela terminava de atacar, eu olhava pra frente, vendo como o corpo dela estava sólido o bastante pra eu dar uma sequência simples, jab, aper, peito e peito saltado na cabeça.


Uma sequência simples, mas no quinto golpe, ela já tinha voltado a ser fumaça. E sentindo o rosto dela em meu punho, senti que eu realmente tava conseguindo algum processo, e assim que pensei aquilo, recebi um soco na lateral do ombro, que rasgou minha carne, quase deslocou meu braço  e expôs meus ossos.


Eu gritei, gritei com a maior força que eu consegui, e com um chute giratório, dei um ura na lateral do corpo dela, eu senti meu espinho entrando fundo no braço e até atingindo a costela dela segundos antes de desaparecer.


Quando ela desapareceu na fumaça de novo, o sangue que eu arranquei dela ainda estava no meu calcanhar, e o próximo golpe foi na canela, minha reação foi rápida demais, mudei a posição da minha perna pra canela dela acertar meu joelho, e receber uma grande quantidade de raios em si própria.


O grito que ela deu quando ela quebrou a perna com meu joelho foi música pros meus ouvidos, e feliz por ter a acertado, eu corri pra dar um direto nela, todo feliz, mas com meu direto indo até ela, vi a perna dela, agora cheia de pedregulhos escondidos por neblinas, atingir minhas costelas com tudo.


Ai, foi a primeira vez em muito tempo que recebi um chute nas costelas, eu tinha certeza que eu quebrei alguma coisa, mas eu ainda me mantive no jogo, e dei uma rasteira nela, e enquanto ela se equilibrava no ar, dei uma cobertura que afundou a cara da vampira no chão, quebrando o nariz e afundando a parte de cima da mandíbula dela na boca.


Ai, droga, minhas costelas estavam quentes e queimando, tava sangrando, mas eu não podia parar, depois do último golpe, olhei ao meu redor, espalhando minha eletricidade por todo o lado…até que….eu parei de espalhar, coloquei toda a minha eletricidade dentro de mim, sentindo um intenso calor em meu corpo, e aguentando o máximo que dava o calor absurdo que aquilo causava em mim.


Chega de ataques desesperados e chega de golpes no vento, eu esperei, esperei e esperei, e então, um golpe veio do meio das nuvens, eu desviei do jab, dei um tapa no direto, defendi a perna, defendi o faca, entrei dentro da fumaça, e consegui quase a atingir, mas quando acertei o rosto dela de novo, senti a névoa dela se misturando com o sangue do rosto que eu estourei.


E novamente ela desapareceu no meio da névoa…minha respiração estava me matando, só minha adrenalina me mantinha no jogo, eu olhava ao redor, até que um chute peito veio pra minha cabeça, um chute criado segundos antes de me acertar, eu só tive alguns segundos para colocar minha testa pra receber o chute no lugar da lateral da minha cabeça. 


Um grito foi dado pela vampira ao sentir a outra perna dela quebrando, com tanta, mas tanta Aura, que eu sentia que ela não conseguiria se regenerar daquilo.


Mas sem piedade ou misericórdia, naquele momento de profunda dor e agonia dela, pisei pra frente, vendo como a dor a fazia ficar mais sólida, e logo comecei a atacá-la a acertando na defesa dos braços, fazendo os braços dela rasgarem e sangram pelas pontas do meu soco inglês. 


E numa sequência de cobertura, faca e ura, consegui deixar a carne dos braços dela em fiapos, enquanto ela tentava se afastar cada vez mais de mim pra se recuperar, mas eu a perseguia, não a permitindo sumir nas nuvens de novo, e me empolguei muito em ver o rosto de desespero da vampira.


A adrenalina estava me dando a maior força do mundo, mas então, ela se dispersou na minha frente de novo…e novamente eu estarei, com meus olhos percebendo tudo em minha volta e um pouco mais, até que eu vi a Débora concentrando quantidades massivas da fumaça que ela havia se tornado bem atrás de mim.


Eu sabia bem o que iria rolar, então eu me preparei, e espalhei a minha eletricidade por cada resquício do meu corpo, tentando me tornar a eletricidade, meu corpo logo perdeu a carne, os ossos, a pele e os órgãos, todos os lugares com feridas abertas haviam se tornado raios vermelhos, e olhando pra trás, vi a Débora ali, na minha frente, como uma nuvem completa.


Então começou, eu a ataquei primeiro, dando uma sequência de tres jabs, e depois um peito faca a perna da frente, sem deixar a perna cair também, mas a cada golpe que eu dava nela, senti uma raiva profunda, vendo como mesmo depois de 30 batalhas, ela ainda tinha aquela carta na manga.


Eu já estava bem acostumado com a Débora desaparecendo e se dispersando, mas aquilo que ela fez, foi novo. O corpo dela se tornou em algo mais que só intangível, eu via como ela não deixava suas nuvens se desfazerem de forma natural, ela modifica suas nuvens uma por uma com a própria consciência para conseguir desviar dos meus golpes.


E enquanto ela não defendia por causa da própria habilidade, ela atacava com toda a liberdade do mundo meu corpo de raios, que mesmo com todas as minhas habilidades, ainda não tinha forças para superar a nova e absurda técnica de intangibilidade que ela me mostrava agora.


Eu fiz 19 sequências diferentes, e parei pra recuar e deixar ela me atacar 21 vezes, e em todo esse tempo, eu levei 10 chutes no rosto, a ponto da minha cabeça sangrar, e a minha visão ficar vermelha, sentindo ainda que meu crânio definitivamente tava partido. 


Minha perna da frente foi bombardeada de chutes lowkik, que mesmo fazendo a técnica de jogar o joelho na direção do golpe, eu ainda tive meus dois ossos da coxa trincados, enquanto a carne deles rasgou a ponto de eu conseguir ver os ossos.


Mas o que mais me machucou foi as minhas costelas, eu recebi 20 chutes ura, 20 chutes no mesmo lugar. 


Eu fiquei muito irritado comigo mesmo por deixar um golpe tão óbvio assim me acertar tantas vezes, mas não havia o que fazer, a algum tempo, a Débora parecia apenas saber quando eu fosse dar um direto antes mesmo de mim.


Mas se tem algo que me deixou mais tranquilo foi ver como eu ainda consegui acertá-la no rosto mais 10 vezes, acertar o centro da barriga dela veses o suficiente para ela ter que recuar um pouco ela mesma, e com os braços dela se transformando em um grande amontoado de carne e pele rasgada, sendo presa apenas por ossos e juntas.


Mas quanto mais eu lutava, mais fundo minha costela entrava no meu pulmão, até que no vigésimo primeiro chute nas costelas, uma costela quebrada se partiu e empurrada pelo chute, entrou com tudo em meu pulmão, o perfurando totalmente, ai, aquilo doeu, aquilo doeu de formas inimagináveis, a ponto onde eu não podia fazer mais nada além de fechar minha guarda, e rezar pra que a Débora não me espancasse.


Eu não conseguia me mover, mas pra minha sorte, a Débora era uma garota bem legal, ela entendeu de cara o que aconteceu comigo, e me deu um único chute, um chute giratorio faca, um dos mais fortes que existem, apenas pra me jogar no chão com tudo, mas não continuou me atacando, ela esperou eu levantar pra continuar, coisa que eu não ia fazer de jeito nenhum.


Eu fiquei deitado, tanto por dor como decisão de sobrevivência, meu pulmão perfurado estava me matando, eu apenas queria que o juiz apenas fosse até mim e percebesse que eu não ia conseguir mas continuar, e assim que o juiz veio até mim, ele olhou meu corpo, e depois de alguns segundos, ele declarou o fim da partida.


E enquanto o time de curandeiros foram até mim pra me tirar de lá, eu ainda consegui ouvir o apresentador falando.


Apresentador: NOOOOOOOSSA, MAS QUE SHOW SENHORAS E SENHORES, COMO SEMPRE, A SMOKE DÉBORA ENGOLIU OS RAIOS DE JOÃO RELÂMPAGO, MAS PELAS FERIDAS, FICA A DÚVIDA!? QUANTO TEMPO OS RAIOS DEIXARAM SER ENGOLIDOS PELA FUMAÇA!?


“Não por muito tempo”, era o que eu queria dizer, mas eu mal tinha forças pra me manter consciente, não importa o quanto eu tentasse falar, eu apaguei contra minha própria vontade. 


E pra variar, o que foram só alguns segundos dormindo pra mim, foram algumas horas no mundo real porque eu já estava na cama de hospital, com meus machucados menos sérios todos curados a ponto de sumire, e tudo que era sério demais pra sumir por completo (como minha cabeça e minhas pernas) tava tudo remendado. 


As feridas mais sérias tinham uma quantidade imensa de Aura venenosa nela, que retardavam curas, muitas desses venenos eram sempre colocados em feridas por lutadores de alto nível de forma não natural, mesmo com a ajuda dos curandeiros vou precisar de dias pra me curar por completo, mas com a grana que eu consegui sendo o quinto lugar do torneio, deveria ficar tranquilo até conseguir me curar por completo.


Enquanto pensava no que faria nesses dias tranquilos, ouvi alguém entrando no salão dos curandeiros.


Olhei para a porta, e vi uma vampira de cabelos pretos, e cheio de ferimentos em machucados no rosto, nas pernas e principalmente nos braços, eles não estavam remendados, mas a vampira mal parecia ligar.


João: ahh, oi Débora


Debora: ola, olha, só vim aqui dizer, “bom trabalho”, você tá ficando mais forte


João: se eu não tivesse lutado com você de cara, eu com certeza teria chegado às finais


Débora: bom, é, é verdade.


A Débora tinha outro apelido, que era “pistola de prata” isso por que ela era bem famosa por ser muito boa em espancar lobisomens, e por ela sempre chegar nas finais do torneio, mas nunca recebendo o ouro, só a prata, quase no topo, mas nunca no primeiro lugar, por mais que odiasse perder pra ela…


Joao: …sinto que eu aprendo muita coisa perdendo pra você


Débora: eu concordo.


Eu nem tava mais surpreso que eu falei aquilo alto, apenas fechei os olhos, na mais pura vergonha, e depois de admitir que eu realmente falei aquilo alto, a Débora falou.


Débora: o “você” quando me enfrentou pela primeira vez e o “você” de hoje são totalmente diferentes, não minto quando falo que você facilmente poderia chegar nas finais


João: obrigado Débora, mas você também ficou bem mais forte…


Falei aquilo enquanto apertava minha mão e criava o soco inglês elétrico na minha mão.


João: …na nossa primeira batalha, um golpe dessa beleza iria fazer você desmaiar na hora


Débora: um novato estava fazendo o máximo dele para se aperfeiçoar e melhorar, não para me vencer, mas pra ficar no topo de todos neste torneio, como eu não poderia me esforçar o máximo de mim quando meu novato se esforçava tanto?


João: não fale como se seu treino fosse algo nobre, você apenas não quer perder


Débora: e você é diferente?


João: haha, não.


E com nós dois rindo por eu ter admitido aquilo, eu dei um aperto de mão na Deora, e falei.


João: carregue nossa batalha adiante, traga o ouro pra casa


Débora: eu irei.


Eu respeitava muito a Débora, por causa disso eu usava tudo que tinha contra ela e quando perdia, apenas torcia que ela ganhasse, porque se eu não podia vencer o torneio, queria pelo menos que a pessoa que me venceu ganhasse…mas como o título dela ja dizia, ela perdeu logo nas finas, conseguindo uma medalha de prata. 


E apesar de eu estar triste dela não ter conseguido o ouro, considerando as aberrações da natureza que ela tinha que enfrentar nesse estágio, ela conseguir chegar no prata já era impressionante…e como eu tava no quinto lugar, quando o pódio foi criado, eu fui chamado, eu estava no último lugar, mas não havia vergonha em mim, mesmo quando tinha só uma medalha de madeira esperando por mim.


Quando o grande Guaracy apareceu, ele cumprimentou cada um dos top 5 com muita paixão e amor, dando um abraço bem quentinho neles no final.


E quando o grande Guaracy veio até mim, ele falou.


Guaracy: olha isso: um corpo machucado, ferido e que parece prestes a colapsar, mas um olhar que mostra um espírito que nem a morte faria ele parar de lutar…João, nunca mude seu espírito, pois ele trará a vitória a você.


E com ele me entregando a medalha de madeira, com o mesmo cuidado de entregar uma medalha de ouro, me senti muito especial, então o Guaracy me deu um abraço, meus ferimentos tiveram a dor suaviza, meu corpo inteiro estava dormente, e eu quase dormi enquanto o Deus do Sol me abraçava. 


Mas eu respirei fundo, me mantive acordado o máximo que consegui e deixei ele me soltar…já sentindo uma gigantesca ânsia de ter aquele abraço uma segunda vez. Mas deixei aquele desejo e sedução pra lá, pensando apenas em encontrar aquela doidinha da Tainá no meio do treino, mesmo que aquilo me mate.


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