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Caminho da Vitória 🥊 2
☠️ o torneio vermelho☠️ parte 1
1506 palavras • 8632 caracteres • ⏱ 6 min 01 s

☠️ o torneio vermelho☠️ parte 1

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Depois daquela pequena seção de pinturas que eu fiz com a Tainá, eu fui com cuidado pra casa, e dormi, tentando o máximo possível me acalmar para o grande torneio, meu sono veio mais fácil do que pensei, e com meu sono, eu acordei o próximo dia, sentindo o tremor da ansiedade, e mesmo assim, eu fui, tomei cafe da manha, me arrumei, e fui no caminho para pegar a grande minhoca que iria me levar pro mar vermelho.


A grande minhoca tinha um grande tamanho, o bastante para muitas pessoas conseguirem entrar dentro dela, e dentro dela, mesmo claramente sendo um ser vivo, ainda era absurdamente fresco lá, bom, pelo menos alguma coisa daquela viagem realmente continuou igual.


E então, olhando pela janela, vi pela última vez o arquipélago azul, que ficava entre os dois grandes mares, e depois de alguns minutos, o verme começou a se mover, e indo de forma inclinada pra baixo, ele nos levou para um ponto bem fundo da terra, foram quilômetro, quilômetros, e quilômetros ainda mais profundos de pura roxa, que não muito longe deveriam ser quilómetros de água. 


Até que finalmente chegamos em um lugar diferente, olhando as janelas dentro do grande verme, vi uma visão que até agora não me acostumei, não por ser assustadora, mas por ser tão linda que eu quase esquecia da letalidade por trás dela.


Bem abaixo de nos, era possível ver uma grande parte do arquipélago dos vampiros, que fiava no mar vermelho, eles eram seres que convivem o tempo todo com constante pressão do ar diferente, gases tóxicos do magma, radiação poderosa do núcleo da terra e uma força gravitacional muito mais forte do que a do mar azul.


Muitos guerreiros gostavam de dizer que o mar vermelho era o mar dos sobreviventes, e vendo como bolhas imensas de magma estouram de forma periódica no arquipélago, e às vezes cobrindo ilhas inteiras, conseguia entender de onde as pessoas tiravam esse pensamento.


Eu tava sozinho dessa vez, meu Mestre, a Elena, cada um deles já me esperava no coliseu, e eu estava até disfarçado, pra não chamar muita atenção, já que eu tinha conseguido uma quantidade um pouco preocupante de fãs depois de todos os torneios que eu fui.


Bom, assim que eu pisei o pé no mar vermelho, agradeci ao Guaracy por ter me treinado, depois de minha alma ter aguentado e se adaptado por tanto tempo ao reino do Deus do Sol, todas as coisas que fizeram os vampiros ser máquinas de guerra perfeitas, não conseguiam e afetar.


Bom, tirando o papel que me deram para me orientar, encontrei  o coliseu, depois de passar por algumas pontes de ferro (já que viajar com minha prancha no mar vermelho é bem perigoso). E quando cheguei no coliseu, eu entrei numa fila diferente, e depois do segurança ver que eu era um dos competidores, me deixou entrar.


Assim que eu entrei no coliseu, fui ajudado por um carinha a encontrar o meu lugar de espera, no meio do caminho senti um cheiro metálico…aquele lugar inteiro fedia a sangue que nem chegou a secar, bom, depois que eu encontrei o lugar de espera, vi que existiam muitos outros vampiros, alguns Sapiens, e outros ogros. 


Mas ninguém que eu conhecia por convivência, mas porque eu vi várias partidas deles, pra entender os golpes e manias deles para montar uma estratégia quando fosse lutar contra eles. 


Eles me deram boas vindas, acreditando que eu tinha realmente a capacidade de ficar naquele teste, já que não era fácil entrar ali, mas no meio de todos esses comprimentos e sorrisos, sentia que eles fizeram a mesma pesquisa sobre mim, assim como eu fiz sobre eles. Esse torneio ia ser bem doido e maneiro.


Era um torneio bem simples também, era um torneio de 36 pessoas (contando comigo) e em questão de estrutura, ele era igual a todos os outros torneios que já participei até agora, com a diferença que dessa vez, e sentia como eu ia me divertir bem mais nesse que o da última vez. 


Fazia muito tempo que eu não via o Márcio, como se ele tivesse desistido da vida de lutador…bom, essa vida não era pra qualquer um de qualquer jeito, então nem me impressionava.


Mas o Ivan, ah, eu e ele só estávamos desalinhados, porque enquanto eu estava em um torneio, ele estava em outro, hoje mesmo, enquanto eu enfrentava grandes vampiros abaixo da terra, ele enfrentava grandes dragões bem no mar branco. 


Era uma espécie de encontro tão surreal e tão desigual que nós dois sabíamos que nossos patrocinadores tinham algo a ver com isso, e não importa o que eles estavam planejando, sabíamos que iria ser algo absurdamente lindo.


Mas apesar de não estar muito alegre de não ter ninguém conhecido comigo, eu estava empolgado, apenas pensando que talvez eu encontrasse um bom rival naquele lugar.


Tinham 18 guerreiros do meu lado do ringue, mas eu pensei apenas que eu teria apenas que vencer 9 guerreiros para conseguir ser o campeão, com esse pensamento em mente, eu entrei com tudo no meu primeiro round com uma mente bem mais calma que muitos oponentes meus.


O vampiro que eu iria enfrentar era um guerreiro bem interessante, toda a pele dele era revestida por várias vinhas que tinham uma grande peste de coceira. 


Olhando pra ele, não me contive, e nem tentei esconder minhas cartas, na hora eu ativei meus socos ingleses feitos de raios, e concentrei uma grande quantidade de força neles, e no segundo em que minha partida começou, eu fiz um golpe relâmpago naquele vampiro.


Em um golpe, eu tentei acertar com um grande raio nele, as vinhas dele fritaram bastante, mas com a guarda de boxe normal ele conseguiu aguentar, bom, eu ainda bati nele, com uma sequência, de jab, direto, faca, peito, cruzado e direto.


Minha grande tempestade giratória foi formada ao redor dele, com o vampiro tentando aguentar, mas além das vinhas, a eletricidade também pegava o corpo do vampiro, e enquanto meus raios pegavam o corpo inteiro dele, a peste de suas vinhas não conseguia passar pelos meus raios, meus espinhos perfuravam com tudo nas vinhas do vampiro, a ponto de quem um grande chute frontal na cara, consegui jogar o Vampiro no chão.


Eu respirei fundo enquanto eu olhei pro vampiro caído, eu olhei com cuidado pra ele, meu corpo estava coçando bastante, mas tirando isso, eu estava inteiro, todo mundo gritou em euforia quando me viu ganhando, com o apresentador até falando.


Apresentador: OLHA ISSO, PELO JEITO O JOÃO RELÂMPAGO CONSEGUIU ENCARNAR O PRÓPRIO TUPÃ EM SEUS INTENSOS RAIOS, SERA QUE ALGUEM POSSUI PODER PARA DESFAZER ESSA GRANDE BENÇÃO?


Hmhm, apesar de gostar do apresentador estar tão animado com o que eu fiz, eu sabia muito bem que não era isso, se o Tupã me abençoou com alguma coisa, foi com o foco e a determinação para buscar esse poder em minhas mãos, porque aquele poder, eu tinha certeza que era 100% meu, e mesmo que não fosse 100%, era uma porcentagem bem grande pelo menos.


Depois do primeiro vampiro, o segundo tinha a aura de ferro puro, ele tentou absorver e até parar meu poder, mas ele não conseguiu, incorporando completamente minha eletricidade, abandonando meu corpo de carne por alguns segundos, consegui atravessar meu corpo de raios nele, o queimando por completo.


O terceiro era um irmão elétrico, que tentou fazer uma disputa de tempestades comigo, eu já tinha lutado com aquele cara uma vez, na nossa última luta, a tempestade dele engoliu a minha, mas agora, eu que engolia a dele. 


O quarto foi bem mais complicado, por ser baseado em um tigre, e mesmo com os punhos fechados, ele conseguiu arranhar meus braços, cortar meu olho, e cortar minha coxa, me fazendo sangrar bastante, mas com um direto em baixo, no peito, consegui o paralisar por segundos o suficiente para dar um aper na cara dele, que o fez girar 4 vezes no ar antes de enfiar a cabeça no chão.


Mas o quinto…HAHA, O QUINTO. OU MELHOR, A QUINTA. ME TIROU DO SÉRIO. É SÉRIO, ÀS VEZES PARECIA QE AQUELA VAMPIRA ME PERSEGUIA. 


Muitos, mas muitos vamos mesmo fizeram com que eu perdesse os torneios desde que comecei a participar dos torneios do mar vermelho, mas existia um ciclo comum, onde eles me derrotaram, eu ficava motivado e depois conseguia os derrotar. 


Mas aquela vampira, Débora, era uma vampira que eu não derrotei em todas as 30 vezes em que eu a enfrentei, nenhuma das 30 vezes em todos os torneios seguros que participei junto com ela, me fazendo sentir que eu provavelmente iria perder agora que as regra são bem menores nesse torneio.


Mas eu não iria recuar, enquanto eu apertava meus punhos com toda a força que eu tinha, já estava me preparando pra perder, mas perder batendo, e aprendendo algo no meio de tudo.


João: {oh, grande Guaracy, use meu corpo como uma folha de aprendizado e que eu possa analizar tudo que essa luta me der}


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