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Caminho da Vitória 🥊 2
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1615 palavras • 9320 caracteres • ⏱ 6 min 28 s

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Apesar das luvas serem algo bem famoso por serem frutos de segurança e conforto, existiam tinham muitos lugares que rejeitavam esse mundo da segurança e conforto, tanto como uma forma de alimentar a violência mais faminta deles, como pra manter vivo um costume que, na mente dessas pessoas, nao devia ser extinto. 


E considerando o tipo de coisas que nós aprendemos com esses costumes mais antigos, só conseguia pensar que esses malucos tinham um ponto.


Nesse ponto onde se estudavam e mantinham vivas as grandes, perigosas e nada seguras, grandes raízes da violência, um novo tipo de Aura era desenvolvida, uma força, controle e nível de poder incomparável a tudo que os “treinos modernos” criaram. 


E essas técnicas eram chamadas de “técnicas primitivas”, e o muitos Mestres tinha uma técnica única pra isso, cada técnica, apesar do nome “primitivo”, era linda em sua simplicidade e única, e a técnica do meu mestre tinha algo que realmente combinava comigo.


O meu Mestre me ensinou esse método a muito tempo, era um método bem simples, eu tinha que ficar com a Aura nas minhas canelas e nos meus dedos, enquanto recitava um mantra, tanto mentalmente quanto em voz alta.


João: “a luva de boxe, grande símbolo de segurança, renunciou sua segurança em troca de letalidade e dor para os meus dedos, caneleiras que protegem um dos ossos mais dolorosos do corpo humano, se rompam em perigosos espinhos músculos construídos para receber e aguentar, eu sacrifico vocês em troca de poder, Aura e velocidade”.


E depois de recitar aquelas palavras várias vezes, senti meu corpo mudando, músculos que eu levei tanto tempo para aumentar, diminuíram, enquanto a Aura exalando deles saia como verdadeiros raios, que se transferiram para meus punhos e canelas.


Em minhas mãos, dois socos ingleses com espinhos gigantescos surgiram, enquanto em minhas canelas, no meu calcanhar e peito do pé, surgiram um único e gigantesco espinho.


E os espinhos não eram como o de uma planta, eram espinhos com grandes formas de raios.


Eu abri meus olhos totalmente eufóricos, apenas pensando nos próximos torneios que eu usaria, mas não tava pronto, mesmo com o poder que sentia da ponta do meu mindinho do pé até o fio mais distante do meu cabelo, de forma contraditória eu sentia que eu só tava arranhando a superfície desse poder.


E enquanto eu pensava no quão não estava pronto, o Guaracy ficou na minha frente, com as mãos levantadas, preparados para o combate.


Guaracy: muito bem, vamos começar com algo básico, da um Jab.


E quando ele falou aquilo, eu dei um Jab, mas não no rosto dele, mas sim na direção da mão dele. 


Meu golpe não virou raio, ele criou um trovão tão poderoso que ele fez o barulho real, criou um gigantesco tremor e terminou com o reino do Guaracy tendo muita lava da superfície sendo jogada pra todas as direções pelo impacto do meu golpe. 


Senti a eletricidade passando por todo meu corpo, por enquanto meu corpo só tava momentaneamente quente, algo que eu sabia que não ia durar muito. E o Deus do Sol sequer se moveu.


Guaracy: de novo.


E assim eu repeti.


Guaracy: bom, então acho que tá tudo certo, SEQUÊNCIA RÁPIDA, JAB, DIRETO, APER.


Assim eu fiz, de forma tão rápida que uma nuvem de tempestade me deu raios ao redor de mim, e depois de eu fazer a sequência, ele gritava “de novo” toda a vez, comigo ainda mais rápido, mais rápido e mais quente, mais rápido e ainda mais quente…até que eu sentir meu corpo se superaquecendo…


Guaracy: você ainda não aguenta né?


João: por enquanto


Guaracy: muito bem convencido, agora sequência simples, Jab, peito, cruzado, direto faça.


E assim fiz a sequência, cada golpe puxando o outro, assim que eu dava o jab, ao invés de voltar pra guarda, movia meu corpo pra dar o peito do pé, depois eu girava novamente pra dar o cruzado, o direto, e terminar com o faca perna da frente.


E com cada golpe, e cada nova sequência, o Guaracy nem se mexia quando eu dava esses golpes destruidores…era muito doido pra mim pensar que, mesmo com aquele poder absurdo, o Guaracy ainda era um avatar, um fantoche controlado pelo verdadeiro Guaracy, porque o corpo verdadeiro do Deus era tão poderoso que ele me fritaria até virar pô se eu ficasse na presença do corpo verdadeiro dele, alma ou não, mas também, eu não deveria esperar menos do grande deus do sol.


Mesmo meu golpe mais poderoso(mesmo incompleto) não conseguia sequer mover o Guaracy sem uma única luva de impacto.


E mesmo percebendo cada vez mais o quão insignificante eu era, principalmente comparado com o Deus do Sol, eu ainda conseguia acertá-lo com todas as minhas forças, aquilo era apenas um treinamento, não precisava levar tudo tão a sério, além, é claro, que eu também estava eufórico em usar esse grande soco ingles, mesmo ela estando incompleta.


João: HAHAHA, A JACI TAVA CERTA, UMA ARMA COM TANTA PERSONALIDADE QUE SÓ PODERIA PERTENCER AO MEU MESTRE É REALMENTE ALGO ESPECIAL


Guaracy: ver alunos se esbaldando com as técnicas secretas sempre dá um sorriso no meu rosto


João: IMAGINO.


Continuei batendo, batendo e batendo no Guaracy, usando toda a força que ainda existia dentro de mim para atacá-lo, cada vez mais com as técnicas que ele mesmo me falava.


Mas infelizmente, quanto mais eu batia, mais eu sentia que meu corpo estava no limite, eu era acostumado com eletricidade, mas aquela eletricidade era tão intensa que meu corpo queimava por dentro, e a cada segundo, mais eu agradecia que eu era apenas uma alma naquela dimensão por causa dos danos que eu tava sofrendo, e com meu corpo bem cansado e desgastado, me sentei no chão, olhando pra cima e vendo como o Guaracy estava sem nenhum arranhão.


João: quantas vezes eu já morri nessa dimensão?


Guaracy: contando as duas vezes do treino de hoje, umas 84 vezes 


João: hum, pensei que teria morrido mais 


Guaracy: você é durão João, deveria apenas aceitar isso e continuar em frente


Joao: humpr, vou tentar, Guaracy


Guaracy: bom, agora já chega por hoje, descansa um pouco antes de voltar.


E assim mesmo eu fiz, fechei meus olhos e descansei por 10 minutos, o mesmo tempo que eu sempre descansava quando voltava pra casa antes de tomar banho…e depois de respirar um pouco ainda na dimensão do Guaracy, comecei a flutuar bem devagar de volta pro meu corpo físico. 


No meio do caminho, olhei de volta pro grande espaço, antes eu apenas via grandes estrelas, mas aquela grande imensidão de planetas realmente tinha uma beleza que me fazia questionar se um dia chegaríamos a visitá-los.


Ah, do que é que eu tava falando, os grandes deuses provavelmente tinham dado esse privilégio pra gente, e eu apenas não sabia onde encontrar essas coisas, ainda. 


E cada planeta possuia cores tão lindas, o primeiro lindamente branco, o segundo em seu grande amarelo pálido, o terceiro em seu verde, azul e pintadas de branco que era minha casa, o lindo vermelho do planeta mais distante da terra, o gigantesco planeta marrom, vermelho e branco que se destacava dos outros, o mais diferente, que tinha grandes anéis, uma coloração dourada nele, o segundo mais distante com uma predominância azul que parecia bem fria, e o mais distante que estivesse, a coloração azul do último planeta me dava a necessidade de visitá-lo.


Ver aquela bela cena me deu mais motivação pra levantar assim que voltei ao meu corpo, e apesar de ainda doer bastante me levantar depois de um treino, estava bem melhor do que quando eu comecei. 


E com o veterano Sansão longe de mim, vi ele me dando um joinha, um que eu retribui, porque ele estava numa sessão de treinamento com dragões também. 


Bom, os dragões também treinam conosco, já que quando conseguiamos ficar fortes de verdade, eles realmente ficavam mil vezes mais poderosos, mas acho que isso não importava agora.


Quando saí do quartinho, um braço me enrolou pelo pescoço, primeiro pensei ser a veterana Artemis, mas era a novata Tainá.


Tainá: João, meu rapaz, o que vai fazer amanhã?


Ela não me deu chance de falar, ela com certeza tava chateada de eu não ter visto e nem ajudado ela a treinar ultimamente


João: eu vou ver o jogo do Nilo.


Ouvir aquilo fez a Tainá se acalmar um pouquinho, ela sabia muito bem que eu não brincava quando o assunto era o Nilo, então ela falou


Tainá: e depois de amanhã?


Joao: aí eu vou tá livre


Tainá: ótimo…eu quero que agente se encontre na casa artística, faz muito tempo que agente nao fica junto, (aperta) eu quero ter você pra mim, é apenas pra mim um pouquinho, você pode fazer isso pra mim:


João: se continuar falando desse jeito, vao pensar que você é minha namorada


Tainá: jutra: Eu me esfriei o máximo pra parecer uma criança birrenta que quer ficar um tempinho sozinha com o pai


João: tenta mais


Taina: as vozes também tão me dizendo isso, mas você pediu pra eu ignorá-las, vai, me fala, você pode fazer isso por mim?


João: claro


Tainá: IEPIIIIIII.


A Tainá, quando ouviu aquilo, soltou meu pescoço e começou a dar vários saltos no ar, como uma criançinha de verdade.


Não importa o quão grande ela ficasse, enquanto ela ainda agisse assim, ela continuaria sendo a criancinha que precisava da minha orientação.


E considerando a forma como ela continuava olhando pra mim como se eu fosse bem mais maduro que ela, apesar da gente ter a mesma idade, sabia que ela pensava a mesma coisa.


Joao: agente se ve depois de amanhã


Taina: claro, até depois de amanhã.


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