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Caminho da Vitória 🥊 2
😤🥊😡vingança😡🥊😤 parte 1
2541 palavras • 13968 caracteres • ⏱ 10 min 10 s

😤🥊😡vingança😡🥊😤 parte 1

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O dia seguinte foi bem doido, pra variar, eu pedi pro meu pai me levar até a casa do Luca, eu tinha minha prancha, mas com a grande carruagem dele, ficava mais fácil pros pais do Luca deixarem que eu o levasse.


O meu pai era um dos caras mais sinistros que eu conhecia, enquanto eu fazia algo simples que era criar uma pequena onda para surfar em pleno ar, o meu pai criava uma grande estrada vermelha, grande e resistente o bastante pros dois grandes corcéis dele conseguirem arrastar a imensa carroceria por todo o lugar sem problema nenhum, em seus dias mais loucos, meu pai até fazia com que a gente jogasse um grande looping, haha, eu sempre me divertia com meu pai.


Pai: você sentiu falta disso?


João: com certeza...olha pai, me desculpa por nao estarmos tendo tanto tempo juntos


Pai: que nada, você é adulto agora, não pode ficar o tempo todo comigo...mas vamos tirar um dia pra ficarmos apenas viajando com a carruagem por aí, sabe, como nos velhos tempos 


João: é, eu vou adorar muito isso.


Eu realmente me sentia mal de ficar tão longe dos meus pais, eles eram bem legais, mas a minha vida ficou tão agitada ultimamente que eu mal tinha tempo pra desenhar, imagina passar um tempo com meus velhos.


Quando chegamos na casa do Luca, (que era quase 25 quilômetros longe da minha ilha), eu vi que eu tava certo, levar o Luca em uma carruagem deixou os pais deles bem mais calmos.


E quando entramos na carruagem, o Luca me bombardeou de perguntas, cada uma que eu respondi com bastante cuidado, eu falei todo o rolê da Artemis com a prima. 


Que a prima era uma lutadora de jiu jitsu, e que a Veterana Artemis só virou uma boxeadora pra enfrentá-la, e com cada coisa que eu falava, o Luca ficava cada vez mais animado pro que agente iria ver.


Pai: nossa, eu nunca vi um amaldiçoado do gigante feliz falando tanto


João: agradeça aos pais dele por isso


Pai: eles tiraram a maldição dele:


João: não, a maldição dele é permanente, mas eles deram um jeito de, se sabe, diminuir ela, a ponto de que realmente é necessário que ele use o colar, pra pessoas notarem que ele tem


Pai: nossa, eles diminuíram bastante, se eu não o conhecesse, nem saberia que ele é amaldiçoado


João: essa é a ideia, ne.


O meu pai tava cheio de perguntas, mas ele não falou nada, tava na cara que ele não queria se meter na nossa vida, ainda mais agora que agente iria ver uma coisa bem doida e que ele não queria atrapalhar.


Depois de mais alguns segundos, chegamos no arquipélago da alcateia, e em segundos, o Luca percebeu a diferença no ambiente em que nós entramos, e estava adorando.


Luca: wow, esse lugar é incrível


João: se você acha isso legal, espera até chegarmos na casa do meu tio.


No fim, não demoramos muito pra chegar lá, eu já esperava que meu avô iria ser explosivamente extrovertido, a ponto de assustar o Luca, mas estava preparado pra lidar com isso, esperando que ele não ficasse assustado e machucasse meu tio. 


Mas eu estava enganado, quando nós entramos, o meu tio estava bem calmo, tão calmo que eu não acreditei que era ele.


João: quem é você e o que você fez com meu tio?


Tio: eu sou o "Tio consciente" que sabe que não pode ser muito extrovertido perto de pessoas como seu amigo, mas não se preocupe, o "tio divertido" irá voltar assim que o jogo começar


João: bom saber.


E enquanto eu olhava pro Luca, feliz que ele aprovou a atitude do "Tio consciente" só esperei para ver quando tudo iria começar.


E quando ouvi o barulho de pipoca e refrigerante caindo no chão, eu olhei pra trás, e vi o meu tio indo até nós, mudado novamente pro "tio divertido" se sentando no sofá, bem longe do Luca, e falou com uma grande narração digna de contos épicos.


Tio: a muito tempo atrás, uma rivalidade de parentes de sangue se iniciou, como mais velha, a prima recebeu uma faixa preta, e o direito de ganhar bastante dinheiro no meio da violência onde ela traumatizou sua prima mais nova, mas a brincadeira que ela dizia ser inofensiva voltou com todas as forças pra se vingar, em forma de punhos recheados de aura, preparados para destruí-la, e se todo o ódio alimentado por tantos anos será o suficiente para se vingar de sua prima, nos veremos isso hoje.


E comigo no meio, meu tio na esquerda e o Luca na direita do sofá, nós nos acomodamos e ligamos a televisão.


De começo, apenas vimos a Hera, uma sapien que tinha uma pele morena, um rosto bem parecido com a Artemis e um corpo bem magro, do tipo que não consegue ter músculos. Foi até bem fácil encontrar a prima da veterana. 


No outro canto da arena, existia um grande vampiro, com músculos enormes e com mãos tão calejadas que pareciam quase garras de uma ave de rapina.


João: Nossa, vai ser uma luta de grablers


Luca: é.


E olha só, o quadro já colocou na mesma hora a Prima da Artemis lutando contra seu oponente, um grande vampiro, bem famoso no ringue das artes marciais mistas pelas suas habilidades de jiu jitsu.


Os dois andavam bem devagar ate um ao outro, apesar da diferença de estilos, enquanto eles ficaram frente a frente um do outro, vi a similaridade de princípios: dois guerreiros analisando os pontos fracos, vendo onde podiam começar seu ataque.


A Hera tentava agarrar o vampiro, mas ele usava as mãos para jogar as mãos dela pra longe, e depois tentava o mesmo, apenas para também ter suas mãos agarradas da mesma forma. Era uma troca de agarrões tão rápido que até mesmo iscar faria com que se perdesse muita coisa da batalha.


Isso até a Hera ganhar o concurso de agarrões, e uma vez que ela agarrou com força o braço do vampiro, ela o derrubou de cara no chão, quebrando o crânio, o pescoço e o braço do vampiro no chão. 


Mas a Hera não desfez a imobilização, porque o vampiro regenerar os ossos quebrados em segundos, e mesmo ela acostumada com isso, pela força extra graças ao braço regenerado, o vampiro jogou o braço com tanta força que a Hera teve que forçar os es no chão pra não desfazer seu aperto.


Era interessante que, mesmo com o braço imobilizado, dava pra ver que o Vampiro colocou tanta força nele que a Hera teve que fazer uma força que fraturou o chão para manter o vampiro no lugar.


E então, começou, em segundos depois daquilo, a Hera começou a pressionar o braço do vampiro de uma forma especial, enviando sua Aura no braço do Vampiro, como se fosse um veneno, impedindo que ele se regenerasse.


E percebendo isso, o vampiro usou tudo que tinha pra amolecer o braço o suficiente pra escapar do agarrão dela. Ele não tinha apenas relaxado o corpo, ele tinha deslocado os próprios ossos para escapar daquela forma, era algo bem básico pra espécie dele, mas ainda era bem impressionante.


E depois de escapar daquele agarrão, o vampiro agarrou a Hera e deixou ela por baixo dele, mas claro que a Sapien não deixou por isso, e quando ele a empurrou, ela deu um tapa nas duas mãos dele, conseguindo o desestabilizar e o colocando na lateral do corpo dele. 


Os dois tentavam colocar um de costas pro chão, mas em uma batalha de pernas, mãos, escapadas e agarrões desfeitos, os dois pareciam duas cobras se entrelaçando uma na outra, tentando encontrar e morder a cabeça da outra.


Até que o vampiro agarrou o pescoço da Hera com as pernas, mas ela bloqueou o agarrão com uma mão e deslizou pra perna esquerda dele, tentando agarrá-la, mas ficando com a perna mole,, o guerreiro fugiu do agarrão da Hera novamente.


E quanto mais a luta continuava, mais eu entendia ue luta grabler devia ser o pior cenário para um vampiro, não tinha danos muito grandes, era apenas agarrões, e imobilizações, e os agarrões que desmaiavam pessoas, eles não eram fortes o bastante pra serem realmente pegos pela regeneração, então bem devagar, a Hera deixava o vampiro encurralado.


A briga ficou bem equilibrada, até que o guerreiro encaixou o primeiro agarrão nela, onde ele enrolou as próprias pernas no pescoço da Hera, ele parecia estar bem perto de enforcá-la, mas então, ela pegou o próprio braço com a mão livre, e levantou o vampiro.


Foi algo tão absurdo de se ver que o vampiro levou alguns segundos pra entender o que aconteceu, e quando ele notou, já era tarde. 


A Hera não apenas derrubou ele no chão da arena, ela espalhou a aura dela no chão pra deixar o chão tão duro que ele não conseguiria se regenerar. 


E considerando o som que ele fez quando atingiu o chão, com certeza ele quebrou alguma coisa. 


Tio: (assovio) essa grabler é braba


João: agora eu entendo por que a veterana queria ter certeza de estar pronta pra lutar com ela.


Mas a Hera não deu trégua, com o vampiro caido, ela foi ate as costas e deu em um mata leão no vampiro, ele até tentou escapar....mas não tinha espaço pra isso, ele tentou se levantar, mas o dano nas costas dele o imobilizou, depois ele tentou se debater e até bater no rosto da Hera, socos que não faziam a mulher sequer sangrar...e depois de alguns segundos, ele desmaiou por falta de sangue na cabeça.


E com a queda do vampiro, Hera se levantou e ergueu os braços, vitoriosa, mas não havia terminado ali, enquanto ela era ovacionada por milhares de pessoas, ela olhou pra para um lugar em específico, como uma águia faminto e apontou bem onde a Ártemis estava, e reconhecendo a prima de primeira, ela a chamou para a arena.


Luca: uuuuh, desafío logo de cara


João: vocês acham que ela viu a prima treinando?


Tio: com certeza, o olhar dela, esse é o olhar de alguém que sabe muito bem o quanto a própria prima estava se esforçando


João: eu até diria pra nós torcemos, mas assim que vocês virem do que a Veterana é capaz, vocês verão que não precisamos torcer.


E assim que eu falei aquilo, o quadro mudou na mesma hora para a próxima partida, Artemis, contra um grande guerreiro também, com uma leve diferença, enquanto a Hera lutou com um vampiro, a Veterana lutou contra um gigantesco Ogro. 


Hum, eu sabia que eram artes marciais mistas, mas ver as duas lutando com homens de outras espécies ainda era estranho pra mim, era engraçado como tinha poucas mulheres nesses pontos de artes marciais mistas, e mais doidos ainda como tinha tão poucos Sapiens realmente enrolava muito minha cabeça, hummm.


E quando a Veterana Artemis entrou dentro do palco, todo mundo já a ovacionou, sabendo muito bem de quem elas estavam falando, e o grande oponente dela, estava olhando pra Veterana, sabendo muito bem que não podia a levar na brincadeira.


E com os dois com a guarda levantada, os dois avançavam devagar um até outro, o ogro, por ser maior que a Ártemis, estava dando socos no ar, pra ver onde ele poderia atacá-la.


Claro, a Ártemis não ligou pra isso e avançou com tudo, tentando ficar colada com ele. O ogro tentou desviar pro lado, como um toureiro, mas a Ártemis não era um touro, ela era um tigre, ela parou a investida, deu um giro com os próprios pés e deu um direto no queixo do ogro.


O ogro conseguiu defender, mas em segundos, a Artemis jogou uma sequência de jab, direto, chute peito, chute faca com a mesma perna, mais um jab, até que ela o desestabilizou com shibarai(rasteira) , tentando o derrubar.


Diferente de sua prima, a Ártemis não usava a Aura dela para enfraquecer o corpo do seu oponente, mas sim fortalecer seu próprio corpo. E a Veterana fazia aquilo de forma tão perfeita que ela dominava essa técnica de forma instintiva, aquilo era tão maneiro.


O ogro não caiu fácil, ele se recuperou de forma instantânea e deu um chute bem forte nela, mas como um monumento, a Artemis aguentou o golpe e fez o ogro quase ser jogado pra trás, mas quanto mais ela avançava, mais o ogro andava devagar pra trás, dando a ela uma sequência de jab, direto, peito, e até cobertura. 


Mas na cobertura, a Ártemis fez a defesa de cobertura, que era dar um passo pra frente, e colocar o braço no ponto mais alto possível, conseguindo desequilibrar o ogro, e antes dele se recuperar, a Artemis deu um chute frontal nele, o atingindo na barriga e tirando todo o ar de seus pulmões, enquanto o derrubou no chão no final.


Com ele caído no chão, Artemis parou, só esperando ele levantar, e depois de alguns minutos com ele parado, o juiz foi até ele, e vendo como ele não conseguia mais se levantar, o Juiz levantou a própria mão e declarou.


Juis: FIM DA PARTIDA, FIM DA PARTIDA.


Era sempre incrível ver a Artemis lutando, ela tinha a força e a graça que eu queria possuir um dia, mesmo sabendo muito bem que meu "estilo" não era esse.


Tio: nossa, mas que diferença de habilidade


João: se você acha isso impressionante espera pra ver o que ela faz quando a Aura é liberada para ser mais livre na batalha, (se vira pro Luca) e ai Luca, tá bom o bastante pra você.


O Luca ficou um bom tempo apenas olhando pra televisão, e não fazia ideia se ele tava realmente gostava, porque em certos momentos, eu não fazia ideia do que o Sapien pensava.


Luca: ai senhor, Tio do João...


Tio: ah, por favor, senhor é meu pai, me chame de José.


E com uma surpresa genuína que eu não esperava ver no Luca, nunca na vida, eu vi ele pensando bastante, até que falou.


Luca: João, Jonathan, é agora José, então o pai do João se chama...


Tio: é, Rafael.


O Luca olhou pro meu tio um bom tempo, mas ele traiu a própria piada e começou a rir um pouco.


Tio: pffffhahaha, é, eu sei o quão engraçado parece, hehe


Luca: não muda de assunto, José, você pode fazer uma narração pra o que vai acontecer agora?


E olhando a tela, vendo com toda certeza o que ia rolar, meu tio riu bastante, cheio de expectativa e empolgação, e falou.


Tio: nada me deixaria mais feliz. (Tosse) Depois de provarem a própria força uma da outra, Hera provando ainda ser a grande guerreira que traumatizou a Ártemis, não, é melhor dizer que ela apenas se fortaleceu muito com o passar dos anos. E entre esse grande poder, Artemis entra no palco, testando se realmente ficou forte o suficiente para se igualar a grande guerreira que ela usou por tanto tempo buscar.


Ah, eu amei muito aquele discurso, e com uma empolgação tremenda dentro de mim, eu peguei a pipoca e a comi comia com a maior velocidade do mundo enquanto quase morria de empolgação pro que iria acontecer.


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