Você já parou pra pensar que tudo pode acabar num estalar de dedos? Não tô falando de perder o celular ou ser bloqueado por alguém que você gosta. Eu tô falando do fim. Do fim de verdade. O colapso do seu mundinho perfeito.
Soa dramático? Talvez.
Absurdamente improvável? Claro.
Mas é aqui que começa a sua dose de realidade.
Deixa eu te contar uma história.
Ela não devia nem existir. Sério. Era pra ter acabado antes mesmo do “era uma vez”. Mas não — um bando de adolescentes achou que o apocalipse era um joguinho de tabuleiro, desses que você joga até perder as peças. E no início… até pareciam estar ganhando. Depois? Bem… sangue, escolhas idiotas e arrependimento.
E o final? Ah… o final ainda me atravessa como uma lâmina que eu não consigo arrancar.
Se você ainda quer continuar, beleza. Mas não diga que eu não avisei.
Meu nome é April. Essa é a história mais insana, desesperadora e, no fundo, absolutamente decepcionante que eu já vi — e eu já vi muita coisa. Mais do que você imagina.
Tudo começou em 12 de outubro de 2008 — o dia em que os pais de Kate decidiram desmoronar o mundo dela com uma assinatura no divórcio. Ela tinha só seis anos. Já aprendeu cedo que a vida não manda recado antes de desabar.
O pai dela? Novo romance, nova gravidez, nova cidadezinha chamada Green Fields.
E Kate ficou com o resto: uma mãe destruída, uma reputação familiar em frangalhos e um silêncio pesado de doer nos ouvidos.
Nos jantares, o assunto era sempre o mesmo: a traição do pai, a vergonha da mãe e o escândalo da meia-irmã bastarda. Kate não dizia nada. Não precisava. Cada palavra atravessava ela como faca — e a faca girava.
O tempo andou. Dez anos depois, em 2018, o destino resolveu testar limites. Durante um assalto, Kate viu a mãe morrer com um tiro. Viu. Não gritou. Não correu. Não chorou. Congelou. Porque alguém que já perdeu tudo não tem mais espaço pra cenas dramáticas.
Com a morte da mãe, veio o pacote completo: viver com o pai “amoroso”, a madrasta “estranha” e a nova irmãzinha adorável, Cecília. O nome já parece um presságio, né? Cecília. Como se dissesse: “Tem algo errado aqui”.
Agora me diz: o que mais podia dar errado?
Ah, é… esqueci de avisar.
O mundo ia acabar.
E não tô falando de metáforas. Era apocalipse mesmo. Gente morrendo, voltando, gritando, mastigando outras pessoas no meio da rua. Um caos sujo, fedido, real.
Mas isso…
Isso é só mais uma variável.
E eu, por algum motivo que você ainda não entende, vejo todas elas.

