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A Luz do Seu Amor
🤕a masoquista e o exorcista👻
3503 palavras • 19679 caracteres • ⏱ 14 min 01 s

🤕a masoquista e o exorcista👻

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ISABELI


As preparações para a viagem aos 3 reinos humanos estavam quase prontos, eu iria ficar no minimo do minimo, um mês fora do território. E entre todas as coisas do território que eu queria revisar, só pra ter certeza que estaria tudo certo sem mim ou o Sir Hades por perto, tinha uma coisa que eu via como prioridade máxima: meus queridos pacientes.


E se as vezes eu me sentia uma sádica quando eu punia algum idiota da corte, porque era algo que eu gostava de fazer da forma mais humilhante e dolorosa possivel, e ate gravar a reaçao dos idiotas que tentaram se opor a mim…


Bom, enquanto eu me sentia uma sádica contra meus inimigos, quando cuidava dos meus cidadãos era o contrário, eu me sentia muito mais uma masoquista.


Porque o tipo de dor psicológica e mental que eu aguentava sempre que eu ouvia as histórias super pesadas dos meus pacientes sempre me deixavam muito mal, mas eu não queria parar, na verdade pra cada paciente que eu conseguia curar, eu apenas desejava ir logo pro próximo, e eu não podia pensar que eu era qualquer coisa além de uma masoquista quando eu fazia isso.


Mas tentando não pensar muito em meu sadismo e masoquismo seletivo, eu comecei a me ficar como aquela semana era muito especial, porque sempre que eu viajava por muito tempo, eu sempre tentava fazer a última sessão antes de viajar, ultra mega especial.


Além de hoje ser o dia em que metade dos meus Paciente iam ser liberados,junto com outros pacientes de outros Psicomantes, hoje ia ser o dia especial entre os dias especiais, e pra começar esse dia perfeito sai da minha carruagem, e entrei na primeira casa de casa de recuperação onde estava a minha primeira paciente do dia, ou melhor, pacientes, no plural.


Uma vez lá dentro, sendo guiada pelos meus cães, eu me separei do meu Rei, depois de visitarmos as casas de recuperação por tanto tempo, eu e o Sir Hades já fizemos um plano onde ele ficava na parte da frente, cuidando e conversando co o pacientes que estavam na sala mista da casa de recuperação, enquanto eu já ia direto para as salas fundas e cuidava dos pacientes mais sérios.


E quando entrei na sala da Lorenza, eu me senti orgulhosa de ver que a magia dela estava bem mais tranquila e calma que na nossa primeira sessão, a anos atras, a respiração dela estava estável, o coração dela estava calma, e todo o suor, tremedeira, ansiedade, agressividade, ressentimento, isolação, medo e raiva acumulada de vários anos atrás tinha finalmente sumido.


Claro, não foi fácil, foram várias seções e dicas de terapia da minha parte, e muitas aplicações das minhas dicas, junto com a minha querida paciente aplicando, refletindo, e pensando com cuidado pra cada um das dicas que eu dava pra ela ao longo do tempo, apenas pra chegar aqui.


Mas quando eu me sentei na cadeira, e eu ouvi o som de um cacarejo de pássaro, eu me amaldiçoei de novo por não conseguir enxergar, porque a Lady Lorenza não estava na minha frente, ela estava “dormindo” dentro do próprio corpo, e quem estava na minha frente era a Lady Sirene.


Ela é uma variação da transformação da fera dos sentimentos reprimidos, uma variação que, depois dela tentar guardar tudo que ela tava sentindo dentro de si mesma por tempo demais, ela virou uma arara ao invés de uma loba. 


Isso porque ela segurou a própria voz porque não queria falar o que tava sentindo, que era a forma que a forma de Arara se manifesta, diferente da forma de lobo, que é manifestada pela personalidade reprimida quando se reprime os sentimentos para tentar se encaixar em um lugar


E por pior que seja pensar dessa forma, eu achava a forma de Arara bem mais bonita que a forma de lobo, mesmo que eu não conseguisse vê-la de qualquer jeito também.


As pernas dela eram escamosas, e com 3 dedos imensos na frente e um grando atrás, como um pássaro gigante, ou um dinossauro pra se falar o mínimo. 


Ela tinha penas por todo o corpo, ponto que ela parecia mais um pássaro gigante do que uma híbrida de pássaro com mulher. 


Ela tinha grandes asas no lugar de braços, asas grandes o bastante pra medirem quase 3 metros e meio quando totalmente esticadas. 


E um bico de pássaro gigantesco, que consertada conseguia quebrar crânios se ela quisesse.


Claro, isso era o que ela me explicava, porque eu não conseguia vê-la, só toca-la, e por mais que tocar a Sirene dessa forma incrível, eu ainda sentia muita raiva de mim mesma por não conseguir ser capaz de ver uma pessoa tão fascinante quanto ela, era um verdadeiro desperdício.


Mas logo depois, eu dei um tapa em mim mesma, porque o assunto dessa última sessão não era eu, era ela, esse era o dia dela. Então eu respirei fundo, olhei pra ela, e falei.


Isabeli: ola Sirene


Sirene: ola Isabeli


Isabeli: me diz, tá empolgada pra sair dessa casa daqui a alguns dias?


Sirene: sim…mas tambem to com medo


Isabeli: medo do que?


Sirene: de que eu acabe voltando assim que eu sair, sabe. Eu fiquei aqui por tanto tempo que posso dizer que aqui é a minha primeira casa, eu “nasci” bem antes de vir pra cá, mas mesmo sendo bem acolhida, eu apenas cresci e me desenvolvi depois de vir pra cá. E todo mundo é tão gentil, todo mundo tem paciência comigo, e tudo nesse lugar parece que é feito pra mim


Isabeli: é isso que você sente? Ótimo, significa que nós estamos fazendo tudo certinho


Sirene: hihi, é, tão mesmo, mas o ponto é, que esse lugar é um paraíso para as pessoas que se abrem pra ele, e eu sei que o mundo real não é tão bonito assim, vão ter pessoas que só vão ver a minha Singularidade e vão me tratar como se eu fosse feita de vidro. E vão ter pessoas que não vão ver minha Singularidade, e vão pensar que podem me tratar como todo mundo, sendo que, não, não dá pra eles me tratarem como todo mundo.


Eu fechei os olhos e respirei fundo enquanto eu pensava um pouco pra falar tudo direitinho.


Isabeli: os nossos desejos parecem sem sentido pra quem não passa por isso, nós queremos ser vistos como pessoas e fazer trabalhos como todo mundo, mas também queremos nossos direitos respeitados, e que nos levem a sério quando nós falarmos que não podemos fazer alguma coisa. Pros leigos lá de fora, é difícil entender que somos pessoas como eles,mas que tem coisas que nós não conseguimos fazer


Sirene: é, e eu to com medo que eu acabe encontrando com muitos leigos desse nível, acabar enlouquecendo de novo e no fim todo meu esforço seja jogado pela janela e eu volte aqui na primeira vez que a realidade bater na minha cara.


Novamente, fiquei um pouco em silêncio, e depois de uns segundinhos, eu perguntei.


Isabeli: hmhmhm, isso não vai acontecer


Sirene: e como você tem tanta certeza disso?


Isabeli: quem é que tá te esperando lá fora?


Sirene: a Gabriela, o Senhor Mamuhorn, e umas amigas empregadas que e fiz antes de vir pra cá


Isabeli: bom, mesmo que você tenha uma recaída, eu tenho certeza que você tera um grande apoio através das pessoas que querem o melhor pra você. Você aprendeu muitas coisas aqui, com certeza irá aprender mais quando sair, e esse conhecimento será sua bússola quando estiver com problemas no mundo real. Não se esqueça, a casa de recuperação é um ninho, e mesmo que um filhote caia muitas vezes do ninho, no fim ele sempre aprender a voar


Sirene: a menos que o pai deixe ele cair


Isabeli: bom, ainda bem que nós não somos pássaros irresponsáveis, não é?


Mais uma vez, silêncio, mas pelo risinho que a Sirene deu, eu queria acreditar que ela gostou da minha metáfora do ninho.


Isabeli: nós passamos por um longo caminho até aqui Sirene, eu mal conheço você da nossa primeira seção, você areias bem mais um animal selvagem que uma pessoa, eu tive que dar graças a deus que meus cães estavam aqui nas primeiras seções, ou você teria me rasgado toda


Sirene: é, desculpa por isso, eu ainda tava me acostumando a ficar no controle, eu fiquei dentro da Lorenza por tanto tempo


Isabeli: tranquilo, tranquilo, você não me machucou no final, e é isso que importa.


E depois daquilo, eu e a Sirene conversamos um pouco sobre bobagens, depois de tudo que eu e ela já conversamos, agente tinha mais que tempo de sobra pra conversar sobre bobeirinhas. 


Já que todos os papos sérios, pensamentos intrusivos, rancores antigos, e tudo que tava pesando nela, a foi dito, interpretado e cuidado em seções muito antes depois dessa. 


E no fundo, era por isso que ela estava indo embora, ela não precisava mais de mim, agora agente só conversa com amigas, e conversar com as amigas era algo que agente facilmente podia fazer lá fora.


Isabeli: e pelo jeito, nossa última sessão está acabando.


A Sirene ficou em silêncio quando eu falei isso, ela não chorou e esperneou como muitos fazem, o que me surpreendeu, até que ela falou


Sirene: sei que vamos nos reencontrar de novo, mas me entristece como não vamos nos reencontrar assim


Isabeli: não se preocupe, mesmo diferente, nosso reencontro no “mundo real” como você se referiu, vai ser algo incrível para se lembrar também, e além disso, eu tenho uma surpresa pra você


Sirene: jura? E o que é?


E quando eu falei aquilo, eu usei um feitiço de magia dimensional pra tirar um baú em pleno ar, e entreguei pra ela, e quando entreguei o baú a ela, a Sirene ficou sem palavras quando viu o que era, era um baú cheio de cristais de gravação.


Isabeli: cada um desses cristais conta sobre as 730 sessões que tivemos ao longo do tempo, sempre que você estiver triste, perdida ou chateada, você poderá revisitar essas memórias, pra se lembrar do que você passou até chegar nesse ponto, e tentar se reencontrar. E nunca se esqueça Sirene, é bom revisitar o passado pra entender o que carregamos conosco, mas sempre precisamos olhar pro futuro.


A Sirene não falou nada, ela apenas fechou o baú, o colocou do lado dela, e andou bem devagar até mim, e quando eu ouvi os passos dela se aproximando, eu me levantei. 


A Irene era muito maior do que eu, então quando ela ficou na minha frente, eu senti o olhar dela em minha cabeça como uma tentativa dela de  me olhar nos olhos, então eu levantei a cabeça e devolvi o olhar, da forma mais gentil que consegui.


E mesmo que ela não conseguisse ver meu rosto, já que eu tava sem maquiagem, eu senti que ela virou uma das pessoas, que conseguia entender qual expressão eu tava fazendo, por que ela deu um risinho, e me enrolou com as asas longonas dela.


E quando eu senti o calor quentinho  acolhedor das as as dela, eu não reclamei por eu não conseguir enxergar, porque o amor, carinho e agradecimento que eu senti naquele abraço fez todos os perrengues que eu passei com aquelas duas valer a pena, mesmo que só uma estivesse se despedindo pelas duas.


SIrene: obrigada por cuidar de nós duas


Isabeli: obrigada por me deixarem. 


Eu estava muito orgulhosa das duas, eu me sentia uma mae vendo o filho se formar numa faculdade. 


Eu passei por todo o tipo de perrengue com aquelas garotas, a ponto onde eu já desejei bater minha cabeça na parede porque isso parecia menos louco do que atura-las um pouco mais.


Mas essa recompensa, parecia fazer toda aquela dor valer a pena, e por sorte, eu nunca fui louca o bastante pra fazer mesmo isso…mas eu sempre cheguei perto.


E quando ela me soltou, e depois dos meus queridos cãezinhos cheirarem e lamberem ela um pouquinho, fui direto pra saida, não querendo deixar esse momento de “despedida” mais difícil do que já era, então quando cheguei na porta, eu logo falei.


Isabeli: Sirene, foi uma experiência incrível ser a Psicomaga de você e da Lorenza, assim como todos os meus pacientes, eu não a vi apenas como mais um dos meus pacientes, eu te vejo como a minha amiga, e eu espero que possamos nos ver de novo sem estarmos na casa de recuperação


Sirene: ah, você deve falar isso pra qualquer outro paciente


Isabeli: sim, eu falo, porque é a verdade, eu vejo todo paciente meu como meu amigo, e como amiga, eu tento lhes ajudar a melhorarem, será que isso é tão errado assim?


Sirene: não, e se a Lorenza estivesse no controle agora, tenho certeza que ela também diria “não”


Isabeli: até a próxima Sirene Moss.


Rever meus pacientes sempre era uma grande montanha russa de emoções, eu ficava bem triste, pois agente não ia se ver por muito tempo, e ao mesmo tempo aliviada porque não iria ter que aguentar mais as loucuras deles.


E eu ainda fiquei feliz, porque eles finalmente ficaram bons o bastante pra não precisarem mais da minha ajuda e tudo isso misturado com o último, mais perigoso e mais sinistro sentimento, o desejo supremo de fazer tudo de novo. 


Esse era o último sentimento que me fazia ter certeza que, quando o assunto eram os meus cidadãos, eu era uma masoquista. 


Eu passava por muito stress, dor de cabeça, e às vezes até agressões com aqueles pacientes, mas por algum motivo, só pra conseguir ver mais um paciente melhorando e depois voltando a sociedade parecia ser o suficiente pra eu fazer tudo aquilo de novo.


E quando eu voltei aonde o Sir Hades estava, eu vi o quão cansado ele estava, me fazendo meio que já agradecer que a gente iria viajar a alguns dias, por mais cansativo que fosse, seria uma prefeita quebra da rotina perfeita pras doideiras que agente tava passando.


E eu não sei porque eu falei aquilo, eu realmente não sei, mas quando eu senti que o Sir Hades começou a olhar pra mim, eu perguntei.


Isabeli: Hades, você acha que eu sou masoquista?


Hades: você não é masoquista Isa, você só, se importa muito com o seu povo, isso só seria perigoso se eu não tivesse do seu lado, mas não se preocupe, eu vou garantir que você não vai passar nos limites com o seu cuidados com os outros.


E ouvindo aquilo, eu dei um risinho, e falei.


Isabeli: esse foi só o primeiro de hoje, ainda temos um dia inteiro pela frente


Hades: hehe, então pode liderar o caminho.


E com um bom humor muito melhor do que eu estava a 5 segundos atrás, eu entrei na carruagem de novo, e atende mais de 180 Pacientes diferentes, com cada um deles me dando uma canseirinha no final da seção.


Mas comigo também ficando bem mais calma conversando com meu rei no final de cada sessão e com cada sessão me deixando bem mais tranquila e calma.


Foi um dia bem difícil, como normalmente era, mas hoje, o peso de tudo estava bem mais fácil do que o normal, isso porque daqui a alguns dias, eu podia dar bie bie para esses problemas por um tempo. 


A ponto que quando eu tava dentro da carruagem de novo, eu respirei fundo, suspirei em um alívio absurdo e falei.


Isabeli: haaaaaa, mais uma remessa de Singulares que vão voltar ao seus lugares de direito no reino, e outra remessa que vai voltar aos reinos vizinhos. 


E quando eu falei aquilo, eu já tava esperando que o meu pessimismo começasse a atacar, já que não me lembrava da última vez que eu saí tão feliz de um dia cuidando dos meus Pacientes assim. 


Mas porque? Porque eu fiz aquilo? Eu não podia só aceitar que eu tava feliz?


Pelo jeito não, pois assim que eu comecei a pensar demais no meu pessimismo logo eu pensei porque eu tinha esse pessimismo pra começar. Eu pensei em todos aqueles singulares, tudo que eles passaram até chegar naquele ponto, e principalmente todos os idiotas que ignoraram os sinais deles até precisarem da nossa ajuda.


Todos aqueles pensamentos foram mais que o suficiente pra minha dor, pessimismo e raiva apareceram na mesma hora pra dizer um “olá”. E eu basicamente abri a porta da minha mente pra deixá-las entrarem.


Haaaa, é sério, as vezes eu me sinto uma babá, porque todo mundo tem tanto problema pra entender quando uma pessoa está realmente mal?


Hades: a maioria só não entende os sintomas quando alguém tá passando por algo ruim, você mesma me falou isso


Isabeli: haaaa, eu sei, eu sei que todas essas pessoas são só, tipo, 10% de todo o continente, mas a minha cabeça sempre fica muito ruim quando eu venho aqui, eu sempre fico jogada apenas ver o pior do pior do pior das pessoas quando vejo o quão pesadas essas coisas dos 10% do continente passa…aaaaaaaah, preciso de alguma coisa pra melhorar meu humor.


Eu tinha que ficar mais calma, aqueles pacientes eram apenas uma pequena porcentagem desafortunada dos Singulares, o Alaric ganhou, os Singulares ganharam, nós não éramos perseguidos, excluídos ou mal vistos por outras pessoas, nós éramos vistos como iguais, não éramos mais diferentes do que os outros pra aquelas pessoas ignorantes. 


Aqueles 10% apenas eram os infortunados, que foram confundidos demais com pessoas normais, e acabaram tendo que provar que eram Singulares enlouquecendo de vez.


Isabeli: é ironco que, a solução do grande Alaric acabou criando um outro problema pra nós. Ele ficou anos tentando convencer os outros de que os Singulares também são pessoas como todos, e eles conseguiu, mas agora os Singulares passam dificuldades de terem suas Singularidades tratadas de forma séria.


Eu parei de falar por alguns segundos, porque, por mais que aquilo fosse a realidade, falar aquilo sempre era muito doloroso pra eu dizer em voz alta.


Isabeli: o problema é que agora os leigos não entendem como lidar com um Singular da forma boa, afinal, todos são iguais, e não devemos tratar alguém diferente por ser um Singular, mas tem uns doidos que tem milho no lugar do cérebro que não entendem que isso nao serve pra quando agente precisa de ajuda com nossas condições de nascimento, e nós sermos repreendidos, como sentir dor por nós estarmos sendo desrespeitados fosse ruim. O QUE ESSAS PESSOAS PASSAM, É QUASE COMO SE AS PESSOAS NÃO LEVASSEM MINHA CEGUEIRA A SÉRIO E BRIGASSEM COMIGO SEMPRE QUE EU ESBARRASSE EM ALGUMA COISA, É ABSURDO


Hades: é, absurdo…então ainda bem que só um pequeno numero de pessoas que passam por isso, né?


Isabeli: haaaa, essa é a única coisa que consegue acalmar minha mente


Hades: a próxima geração sempre tem quase que o dever de resolver os problemas que a antiga geração não consertou, por não ser urgente o suficiente na época deles. Primeiro foi segurança, depois foi aceitação, e agora é o cuidado. É fascinante se você parar pra pensar, dá até um pouco de curiosidade pra saber o que nós vamos resolver no futuro


Isabeli: você quer dizer os nossos trinetos, não é? Porque eu sinto que nós ainda estamos no processo da resolução do problema do cuidado, vamos precisar de mais algumas gerações antes de cuidar dele


Hades: ah, sim, claro claro, e, vamos nos focar um pouco no presente também.


E depois de todo aquele papo, eu e o Sir Hades saimos da carruagem, andamos bem devagar ate a porta da frente da nossa casa, e mesmo com um pouco de nervosismo, por eu saber o quanto o mes que vem fosse dificil,  eu ainda sorri.


Isso porque se tinha algo que sempre fazia eu agradecer a criadora por ser uma Rainha, eram as visitas que eu fazia nos reinos humanos vizinhos, eram uma das maiores alegrias que eu passei depois de colocar essa coroa na minha cabeça.


Isabeli: Sir Hades, me fala, você já viajou pra algum lugar fora do seu reino?


Hades: a maior visita que já fiz foi visitar o seu reino, minha Rainha 


Isabeli: hihihi, nesse caso, é melhor você se preparar meu Rei, porque daqui a alguns dias, nós vamos fazer muitas viagens diferentes


Hades: nossa, me deixa curioso pra saber se vamos encontrar algum outro nobre Sapien no meio do caminho


Isabeli: isso não vai acontecer, nós estamos intencionalmente desencontrados, muitos reis e rainhas Sapiens não gostam de encontrar outros Sapiens enquanto estão encontrando outros humanos


Hades: essas viagens são pra encontrar Humanos, se encontrar com outras Sapiens deve ser complicado mesmo


Isabeli: e isso sem nem contar as rixas que outros Sapiens tem um com o outro, (suspiro) mas vamos apenas nos acalmar um pouco, vamos ter um dia bem cheio amanhã.


E recebendo um carinho na cabeça do meu Rei, eu dormi da forma mais tranquila do mundo, sabendo que amanhã seria um dia muito incrível.


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