logo do projeto lunar

Capa
A Luz do Seu Amor
🎶💥🎶o Valhala dos sons🎶💥🎶
2025 palavras • 11234 caracteres • ⏱ 8 min 06 s

🎶💥🎶o Valhala dos sons🎶💥🎶

0
0
0

HADES


Cara, isso ia ser incrível, depois do teatro que minha Lady me levou, eu tava empolgado pra ver qual era o próximo lugar.


E com a minha empolgação, a minha Lady estava tão empolgada que foi necessário que os cachorros dela ficassem constantemente a vigiando pra ela não acabar dando de cara no chão de novo, algo que eles impediram, mais de uma vez.


E no meio da minha empolgação, e a empolgação ainda maior da minha Lady, tentei me focar em decorar meu nome falso.


E enquanto eu decorava aquilo, eu vi como, a minha Lady não estava tão errada em não se importar muito em se disfarçar de uma nobre comum.


Tudo porque aonde eu via nas ruas, nobres, camponeses e até moradores de rua, eu vi pelo menos um deles sendo um Singular da invisibilidade. 


Eles eram uma linha tênue, não tinham muitos deles, mas tinham o bastante pra minha Lady passar despercebida como uma garota invisível. 


E comigo disfarçado daquela forma, eu observei de forma discreta os cidadãos do meu reino, e fiquei bem interessado neles, tinham muitos colares de girassóis, barrigas cheias e rostos felizes. 


Um reino que parecia quase perfeito, mas que eu senti na pele como ele só podia ser perfeito assim com a pior parte dele sendo cuidada por mim e pela minha Rainha.


Algo que não era nada muito diferente do que meus pais e eu fazíamos em casa, era interessante como tinham certas coisas que não mudavam de reino pra reino.


Hades: eu sabia que teriam certas coisas iguais de reino pra outro, mas não pensei que seu reino ia ser tão parecido com o nosso em questão de “lidar com os problemas” se é que me entende


Isabeli: jura? Já eu tinha certeza disso, afinal, o Grande Alaric garantiu que essa disciplina não fosse perdida no continente


Hades: ah é, o Grande Alaric, acho que eu preciso ler com mais cuidado a história dele


Isabeli: uma coisa de cada vez Sir Luci, uma coisa de cada vez, vamos, acho que estamos chegando onde eu queria te levar.


E quanto mais nós andávamos pelas ruas, vi que algo que se destacava muito no meu mais novo reino, eram os fantasmas.


Eu fiquei surpreso, de forma boa, o quanto eles tavam tão felizes, tão calminhos, e muito alegres.


Fossem eles fantasmas livres, e só passando pelo lugar, ou seguindo uma pessoa específica. 


Eles estavam tão felizes que era até difícil de ver qual assunto mal resolvido eles tinham, e de forma interessante, era algo que eu gostava muito.


Toda a minha atenção foi roubada por uma musiquinha bem perto dali, mas musiquinha apenas porque eu tava muito longe de onde ela estava, por que até estando tão longe dela, eu conseguia ver o quão alta ela tava…


E algo naquela música estava me atraindo, mesmo que eu sentisse que meus ouvidos iriam sangrar se eu a ouvisse muito perto, eu também sentia que aquilo não importava muito pra mim agora.


E enquanto eu estava na minha espiral de dúvidas, minha Lady me puxou, me levando pra mais perto daquela música doida que já me atraia.


Isabeli: vem, estamos quase lá.


E quanto mais agente se aproximava do lugar, mais eu entendia melhor como aquele som tava vindo de uma bateria, me deixando empolgado de novo pra ouvir o grande som.


E no meio do caminho, usei toda a minha atenção pra segurar a mão da minha Lady e manter ela perto de mim e a impedir de cair.


Apesar de eu ter amado aquele “acidente” de mais cedo, eu queria impedir qualquer acidente sério que pudesse acontecer, não importa o quão simples ou doidinho ele fosse.


E quando nos aproximamos mais da música, eu vi como tinham algumas pessoas reunidas em um canto da calçada.


A maioria deles chegava e ficavam um pouquinho, depois iam embora, tinham pessoas que ficavam pra ouvir, e tinham outras que só ouviam um pouco, deixavam umas moedas e depois iam embora.


E uma vez no meio da multidão, eu ouvi, a batida daquele cara, diferente da delicadeza do piano, elegante, fino e delicado.


O som daquela bateria era resistente, era bruto, poderoso, e eu amava cada canto daquilo.


Cada batida dele reverberava no meu coração, me fazia querer levantar os braços e gritar, algo que todos que viram a peça estavam fazendo agora.


Eu apenas me segurei porque eu pensei que a minha Lady queria manter o mínimo de decência no meio da rua, mas eu estava errado, muito, mas muito errado mesmo.


A minha Lady estavam rindo, gritando e jogando os braços pra cima com tanta força que mesmo com ela não usando luvas agora, ainda dava pra ver a doideira que ela tava fazendo com os braços.


E entendendo que aquilo era basicamente uma permissão pra enlouquecer também, eu enlouqueci e comecei a gritar e jogar os braços pra cima, assim como ela.


Meu santo deus, olha aquilo, ele tava fazendo aquele som inacreditável com latas, tampas, e outros lixos que ele montou pra fazer aquilo, e ele fez todo aquele lixo fazer esse som incrível, era inacreditável.


E mesmo não sendo um especialista em música, eu conseguia ver como, ele tava muito longe de ser alguém desordenado.


Eu não sabia como chamar nenhuma das latas pequenas, ou das tampas, ou do grande latão que ele conseguiu colocá-lo da forma que ele fizesse a mesma função daquela parte grandona que ficava no meio da bateria. Tudo com duas duas grandes colheres de madeira que ele transformou em baquetas.


E o mais doido de tudo aquilo, era como, de alguma forma, fez aquilo funcionar junto com todo o resto.


Mas tudo aquilo não era nem metade do motivo de eu estar amando tanto aquela música, nem de longe.


No início, o som do baterista era tão confuso pra mim que eu não tava entendendo o que ele tava tocando, e eu pensei que ele era um baterista ruim.


Mas depois de ouvir a música dele por mais algum tempo, senti que eu devia desculpas pra ele, porque o som que ele tava fazendo agora, com certeza era algo digno de um músico profissional, de tão incrível que o som dele tava.


Hades: nossa, ele toca nessas ruas a muito tempo?


Isabeli: ele toca desde que eu era uma adolescente rebelde e fugia do castelo pra me divertir.


Eu ouvi com cuidado o que ela falou e olhei devagar pra ela de novo, mas ela nem parecia notar o que falou de errado e nem reagiu, e como se eu fizesse uma promessa pra ela, eu dei um carinho na cabeça dela, e falei.


Hades: você ainda vai me contar essa história com detalhes depois


Isabeli: claro, claro Sir Luci, agora vamos continuar ouvindo a música


Hades: HAHAHA, NEM PRECISAVA PEDIR!


Eu tentei me concentrar o máximo que pude, mas quando eu vi a minha Lady gritando com todo o ar dos seus pulmões, eu me soltei por completo e parei de te ter pensar tanto e só continuei gritando, muito.


E depois de algum tempo, eu só tentei me preparar pra dar dinheiro pra pro baterista, mas eu esperei, pelo visto o pessoal tava se preparando pra alguma coisa, assim como a minha Lady, então eu segurei meu dinheiro.


Pra meus ouvidos destreinados, aquele som era uma bagunça, eu não conseguia fazer as observações inteligentes que a minha Lady sussurrava quando estávamos ouvindo o piano mais cedo.


Mas eu conseguia sentir o que aquela música queria transmitir, um caos, que em meio a toda a loucura, ainda conseguia ser um caos organizado


Eu sabia disso porque em meio a todo o barulho, gritos, e doideiras daquela música. Eu conseguia ver, bem devagar como aquele som doído tinha uma ordem, pelo menos o bastante pra não ser uma desordem completa.


Eu gritei, suei, e me senti em um grande palco, um milhão de vezes mais doido do que o teatro que estávamos a alguns segundos atrás.


E quando a música terminou, o Baterista largou as colheres em uma das latas de lixo e abriu os braços.


E como se fosse uma deixa, todo mundo começou a jogar dinheiro nele, e rindo, eu fiz isso, junto com a minha Lady.


Achei bem doido e bem incrível como o baterista passou a mão na barriga e no peito, como se estivesse adorando cada segundo daquele show.


Hades: ISSO É INCRÍVEL, HAHAHAHA!


E depois de vermos aquilo, agente riu, respirou um pouco, e vimos que o baterista iria começar mais um show, eu tava mais do que preparado para ver outro show, mas logo depois, a minha Lady me puxou para longe do baterista, e mesmo sendo muito a contragosto, eu só obedeci e sai de perto do baterista. 


Hades: HAHAHAHAHA, aquilo foi muito legal, o cara podia tá matando, podia tá roubando, mas tava ali, fazendo música de qualidade.


A minha Lady não respondeu, mas pelo risinho que ela deu pra mim, sentia que ela concordava comigo, haha.


Aquela risadinha me deixou mais calmo sobre deixar ele pra trás, mas quando eu olhei pra trás e vi como uma boa parte da multidão ficou, só pra ouvir ele tocando mais uma vez, e depois jogarem mais dinheiro nele.


Vendo aquilo, eu falei, não como uma pergunta, mas um fato que eu entendi quando vi tudo ao meu redor com mais calma.


Hades: nossa, com o dinheiro que jogam nele, acho que ele não vai ficar com aquela bateria feita de lixo por muito tempo


Isabeli: humpf, com a forma que ele é apegado àquela bateria, não ficaria surpresa se ele usasse o dinheiro pra melhorar a bateria de coisas dele ao invés de comprar uma nova, o equipamento dele tem um som de frequência única, não teria como imitar aquilo, nem com o melhor dos equipamentos do mundo


Hades: é, eu senti a diferença do som dele pro resto, realmente seria difícil substituir essa frequência diferente, hehehe.


E depois de andarmos mais um pouquinho, minha Lady falou.


Isabeli: então Sir Luci, você está satisfeito com a segunda forma de música que eu mostrei a você


Hades: mas é claro Lady Bia, mas eu estou surpreso, depois do teatro que nós fomos primeiro, não pensei que você gostava de artistas de rua também


Isabeli: digamos que, depois de (sotaque chique zombeteiro) testar as artes mais chiques do território. (Para o sotaque). Eu comecei a me interessar por tipos de artes mais rurais, e com o tempo eu aprendi uma coisa bem interessante


Hades: e o que seria?


Isabeli: a arte consegue ser bem mais livre quando ela não é algo convencional, algo que não está no meio dos holofotes e de grandes palcos, como o do nosso querido baterista ali


Hades: humpf, isso até algum nobre se interessar por ele, patrocina-lo e fazer esse tipo de música ser uma espécie de padrão


Isabeli: justo, mas também é normal, artes boas vem de uma incrível inspiração, e artes lendárias são as inspirações, e aquele baterista ali, eu tenho certeza que ele se encaixa no último tipo


Hades: concordo com você, Lady Bia.


WOW, eu nunca pensei que andar iria ser algo tão incrível, eu sempre gostei de caminhar, mas sinto que podia aproveitar bem melhor a minha linda esposa com cada passo que agente tava dando agora, e eu tava muito feliz com isso.


Hades: o próximo lugar que agente vai, também é surpresa?


Isabeli: vou te dar uma dica, você vai conhecer uma moça que é muito importante pra mim


Hades: nossa, eu quero tanto ter uma boa primeira impressão que eu já tô nervoso ao quadrado 


Isabeli: não se preocupe Sir Luci, você não conseguiria fazer uma impressão ruim, só se quisesse


Hades: e eu não quero


Isabeli: como eu imaginei, então tá tudo bem, (respira bem fundo) e só sente o cheiro.


Eu não prestei muita atenção aonde agente estava, até que ela me falou isso, e eu respirei bem fundo, e eu senti na hora o cheiro incrível de pão recém saído no forno, e vi como nós estávamos frente a frente a uma padaria.


Isabeli: vem, nós chegamos.


Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar ❤️

Seja respeitoso. Comentários são públicos e não podem ser apagados.