Já sabia que meu primeiro dia oficial como consorte não seria nem um pouco fácil, mas ficou mais claro ainda que eu teria muito o que fazer quando, logo de manhã cedo, eu já fui arrumado e preparado por 3 mordomos diferentes para estar o mais que apresentável possível para a grande reunião da manha.
Existiam duas reuniões, normalmente, uma era a reunião interna, onde todos os nobres do reino se reuniam em uma salinha, e a próxima reunião, era lá pro final da década, onde todos os reis e rainhas de cada reino, se reuniam em uma única sala pra discutir todo o tipo de assunto.
E considerando que a última reuniao decamanal foi ano passado, ia ter muito tempo antes dessa reunião acontecer.
Já a reunião do reino, era toda a segunda, às 5 da manhã, bom, eu ainda era bem novo aqui, então não fazia ideia do que poderia estar esperando por nós naquela reunião, mas eu sabia que enquanto a Isabeli estivesse comigo, ficaria tudo bem.
E então, quando ela chegou, acompanhada pela Bruna, eu senti um pequeno calafrio, porque a Lady Isabeli não estava com maquiagem, mas ela tinha colocado cílios, e sem a maquiagem, ela parecia dois cílios flutuantes, que lhe davam um ar bem ameaçador, e considerando o que se passou ontem, aqueles aparência era perfeita.
Isabeli: como eu estou?
Hades: assustadora
Isabel: perfeito.
E depois de andarmos um pouco, com a Dama de companhia, Bruna, nunca nos deixando, acabamos entrando na sala de conferências.
E não tinha muito o que falar da sala, era uma grande mesa redonda, onde tinham vários patriarcas e matriarcas sentados.
Alguns estavam com uns papéis na mão, alguns só pareciam estar tentando resolver seus próprios lances, outros estavam tranquilos, como se aquela fosse mais outra segunda-feira qualquer pra eles e outros estavam com uma carranca tão grande que parecia que só estavam ali para arranjar problemas.
Mas todos, sem exceção, quando viram a Isabeli, começaram a tremer, e ficaram quietos e imóveis, como lobos ferozes que acabaram de ver um elefante enorme bem na frente deles, eles queriam atacar, mas sabia muito bem que era suicidio.
Mas a Isabeli não se sentou, ela continuou em pé, esperando algo, até que a Bruna falou, em voz baixa, mas alto o suficiente pra todos ouvirem E se apavoraremm ainda mais.
Bruna: todos saúdem a Rainha Isabeli.
E como se o corpo obedecesse antes do cérebro, todos, aliados e inimigos, teimosos e educados, todos se curvaram. E mesmo sem poder ver o rosto dela, sabia que minha Lady estava sorrindo.
E quando ela finalmente se sentou, a reunião começou.
Patriarca: minha Rainha, duas das minhas embarcações naufragaram em meio a expedição, tinha tesouro o suficiente lá pra minha família viver por 8 meses, e ela iria voltar com um lucro de 24 meses, eu vim pedir um empréstimo por todo o dinheiro que perdi
Isabeli: tem certeza? O dinheiro que você perdeu é bem grande, vai conseguir me pagar de volta?
Patriarca: bom, estou aberto a sugestões
Isabeli: ok, vamos fazer o seguinte, irei mandar uma frota marinha pra recuperar seu carregamento, e você vende o que não tiver sido destruído pela tempestade ou água, e depois que vender o que tiver inteiro, pode se recuperar a ponto de não ficar na perda total, o que acha?
Patriarca: é, esse é um bom plano, muito obrigado, minha Rainha.
E boa parte da reunião se resumiu a isso, os patriarcas e matriarcas diziam um problema, e a Rainha ajudava, alguns tinham problema de dinheiro, outros problemas com os filhos, outros eram problemas com o próprio território e muito mais.
Quase sempre a minha Lady dava uma sugestão que fazia a sugestão mais complicada e cara dos patriarcas e matriarcas parecer bobo e idiota, por que no fundo, era mesmo.
E a minha rainha apenas ficava lá, conversando, calando, apoiando, e até inspirando cada papo, decidindo de forma cirúrgica o que valia a pena falar, e o que não valia, cada patriarca e Matriarca ouvia com bastante atenção cada conselho que a minha Lady dava.
Às vezes ela dava auxilio, às vezes ela dava sugestões que normalmente eram aceitas, e às vezes ela apenas “cortava” a conversa, deixando bem claro pra todos que ela não iria continuar certo assunto,e todo mundo aceitava, sem questionar.
E eu? Eu apenas fiquei ali, observando tudo, sem conseguir falar nada no meio de toda aquela situação, incapaz de falar qualquer coisa, por ainda me sentir muito “novo” naquele ambiente pra falar qualquer coisa, além do fato de que ali, era a primeira vez que eu ficava perto de tantos vivos assim.
Claro, eu vi mais vivos em festas, mas cada vivo ali estava me olhando de forma bem consciente, me dando um pouco de ansiedade, só por estar ali, junto com a minha Lady, e sem conseguir fazer nada pra ajudá-la.
E como não podia falar, eu apenas olhei tudo a minha volta, e quanto mas eu olhava, mais eu percebia que tinham alguns patriarcas e algumas matriarcas que não falavam nada, e olha quem diria, eram os mesmos que a Isabeli me falou pra ter cuidado na nossa festa de casamento.
E pelo rosto que todos estavam fazendo, eu conseguia ver que eles não estavam se recusando a falar por serem tímidos como eu, nananananão, eles estavam se recusando a falar, porque sabiam que seriam retalhados sem piedade se tentassem.
E o mais doido de eu ter percebido isso, era eu ver como a raiva em um delas foi tão absurda, que todo o medo dele foi jogado pra longe, e ele fez a ação mais ousada de toda aquela reunião.
Enquanto a minha Lady conversava com uma Matriarca um assunto que eu nem tava ouvindo direito, ele se levantou da cadeira, e bateu as duas mãos na mesa, e gritou, conseguindo a atenção de todo mundo, ao mesmo tempo.
Patriarca 2: MINHA RAINHA….acho que estamos esquecendo um tema bem importante nessa reunião!
Todo mundo olhou pra ele na mesma hora, ao mesmo tempo que todo mundo viu a indiferença completa da minha Lady para aquele patriarca, ela demorou muito pra perceber o que ele fez.
Tempo o bastante para a Bruna o ameaçar a se sentar, apenas com o olhar, mas o patriarca não recuou, e começou o concurso de encaradas mais intenso que eu já vi.
E enquanto o Patriarca tentava se manter firme, a minha Lady, lentamente, e com os cílios nele demonstrando o mais profundo tédio que ela tava sentindo com aquele Patriarca agora, ela falou, de uma forma como se zombasse do desespero do Patriarca.
Isabeli: nós estamos?
A forma que a minha rainha jogou a cabeça pra direita foi bem engraçado, ela ainda colocou confusão na própria mente de propósito, a ponto de que um sinal de interrogação gigante ficasse em cima da cabeça dela.
Mas em meio a esse ato bobinho, eu conseguia sentir algo bem mais sinistro, que era um desafio, com a mesma linguagem corporal, que eles pensavam que ela não podia aprender, “você realmente vai falar disso agora?”
MEU, SANTO, DEUS. Eu sabia muito bem que minha Lady não era uma garota vingativa, mas aquilo, aquilo era bem mais que apenas vingança, era, retaliação.
E o Patriarca, enquanto tentava convencer a si mesmo que deveria continuar falando, conseguia sentir o peso de seus pecados voltando pra esmagá-lo, como um inseto sendo esmagado por uma bota.
Apenas imaginar o tipo de pecado que alguém precisa cometer para deixar a minha Lady tão irritada assim, me fez ter nojo do patriarca da família Birched, mas ele era um racista assumido, e os racistas não merecem perdão nenhum.
Mas apesar de eu odiar muito ele, e mesmo com a pergunta/ameaça clara da Isabeli, o patriarca ainda tirou coragem, não sei de onde, pra falar.
Patriarca 2: CORTARAM FORA A MÃO DO MEU FILHO!
Nossa, eu sabia que ela tinha feito algo, mas considerando os rolês que eu passei na minha casa, fiquei meio aliviada que ela não matou alguém, e considerando que o Patriarca tentou deixar a mim e a minha Lady inférteis, a minha Lady foi muuuuuito mais tranquila do que pensei que seria.
Patriarca 2: era a mão dominante, e ainda cauterisaram a ferida, e agora não dá mais pra regenerar a mão dele com magias…minha rainha, por favor, me ajude a encontrar o culpado dessa transgressão
Isabeli: isso não será necessário, já sabemos quem foi o culpado.
Eu nunca vi alguém mudar o rosto de forma tão abrupta tão rápido, o Patriarca mudou de raia, tentando acusar minha Lady a todo custo, até a felicidade, pensando que a minha Lady iria usar algum bode expiatório, ou algo que ele pudesse manipular, mas antes da felicidade o dominar, ele ainda perguntou.
Patriarca: hehe, já sabem?
Isabeli: sim, a culpada sou eu.
Aquela fala, paralisou todos ali, até mesmo eu não tava esperando que ela fosse tão direta assim sobre o que ela fez.
E o Patriarca? Ah, ele ficou paralizado em puro terror, aquela revelação, pra um homem acostumado a distorcer a verdade como ele, era que nem levar um soco na cara sem aviso, o deixou completamente sem reação.
Mas a minha Lorde estava apenas começando.
Isabeli: …eu fui paciente com vocês por 10 anos, pensando que vocês parariam de ser infantis e chorões depois de verem tudo o que eu fiz, mas eu estava errada, e fico feliz por me mostrarem isso, eu entendi que algumas pessoas só são convencidas pela dor. Então eu mandei alguém cortar a mão do seu filho, pra lembrar a você e todos os seus colegas, que a partir de agora, seus atos tem consequências, consequências sérias e horríveis.
Eu não consegui falar nada, e nem ninguém ali, era óbvio que o patriarca da Birched queria vingar seu filho, e prender a Rainha bem ali…mas então ele olhou em volta, ele estava no castelo dela, os aliados dele estavam cercados, os inimigos, fortalecidos, e ao lado da Rainha, estava eu e a Dama de companhia Bruna, uma das pessoas mais poderosas do reino inteiro quando o assunto era magia.
Ele queria fazer algo, mas ele percebeu tarde demais, que ele não era uma ameaça para a Isabeli, talvez nunca tivesse sido, e que mesmo que ele se manifestasse, ele só conseguiria ser executado, na pior das hipóteses é chamado de louco tolo pelos sobreviventes de sua família.
Eu sabia que a minha Lady estava rindo, mas apenas imaginar o tipo de sorriso sinistro que ela tava fazendo agora me fazia gelar a espinha, então só foquei no Patriarca idiota de novo. E na mesma hora comecei a rir de novo.
Irritado, frustrado, e com um arrependimento profundo de ter provocado alguém que ele nem podia tocar, o Patriarca se sentou na cadeira, e falou.
Patriarca: por favor minha Rainha, não faça piadas no meio de uma reunião tão importante
Isabeli: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
A risada da Minha Lorde foi sinistra, mas estranhamente contagiante, por que na mesma hora, eu comecei a rir, e logo depois os Shags, Greenhouses, Mamohorns, e de um a um, todos os patriarcas começaram a rir, e eu vi como o Patriarca dos Bircheds começou a ficar vermelho de raiva.
Todas aquela risadas, deviam parecer que elas eram risadas dele, por ser um idiota de dsafiar minha Lorde, e de certa forma, eram mesmo, por que durante aqueles segundos, onde a Minha Lorde parecia estar olhando pra ele diretamente, ele era o palhaco daquela reuniao.
E quando a risada finalmente parou, a MInha Lorde falou.
Isabeli: HAHAHA, É MESMO, SINTO MUITO, eu só queria melhorar o clima, só isso, todo mundo aqui tá com a cara de quem voltou de um enterro, vamos lá rapazes, se animem, afinal, uma era incrível está chegando.
Tentei não me sentir intimidado pelo que ela falou, já os outros patriarcas, ficaram absurdamente assustados com aquela fala, aliados e inimigos.
Apesar de ninguém ter coragem de falar em voz alta, depois de saber foi a Isabeli mesmo que cortou a mão do patriarca da Bircheds, e o fato que ela podia dizer isso, na cara deles e usá-los a fazer algo contra ela, era algo que despertou um medo muito primitivo neles, algo quase ancestral.
Tudo junto com o simples medo que, um deles poderia ser o próximo se a irritasse, era o bastante pra manter todos em silêncio absoluto.
Depois daquilo, a reunião acabou em um estalo de dedos, e logo, todos saíram, menos nos três, nós ficamos na sala, por alguns minutinhos, porque? Eu não sabia, mas nós estávamos ali, faz uns minutinhos e depois de um tempo, a Isabeli me perguntou.
Isabeli: então, acha que dá conta de ficar nessa mesa?
Hades: ai depende, o que você fez agora, é algo muito normal?
Isabeli: por incrivel que pareca, nao, hoje foi um caso bem especial, a maioria das reuniões não tem ameaças como essas, ou pelo menos nenhuma tão explícita quanto a que eu fiz
Hades: bom saber, nesse caso, acho que eu até dou conta, só queria poder falar alguma coisa no conselho
Isabeli: essas coisas levam tempo, Sir Hades, eu levei anos para conseguir falar nesse conselho, e mais alguns anos, pra conseguir falar sem que alguém me interrompesse, e ainda alguns outros anos pra conseguir ameaçar pessoas de forma tão linda quanto eu fiz a alguns minutos atrás, essas coisas levam tempo, meu Lorde
Hades: e nós temos esse tempo?
Isabel: enquanto eu tiver do seu lado, sim, agora vem comigo, temos muito o que fazer ainda.
E depois de falar isso, a Isabeli foi guiada pelos corredores até o trono real, eram dois, era um trono luxuoso, com várias almofadas, e muitos detalhes esculpidos em madeira, que lembram corvos. A Isabel se sentou em um dos tronos, e fez um carinho em um dos braços.
Isabeli: quando eu era mais nova, minha mãe deixava eu ficar sentada no colo dela enquanto ela ouvia a voz dos cidadãos, ela tinha muito orgulho de dizer que, um dia, esse trono seria meu.
E quando olhei melhor pro rosto da Isabeli, vi que as sobrancelhas falsas que ela botou foram tiradas, mas mesmo sem nenhuma maquiagem, pude ver que ela estava sorrindo.
Só pra aquele sorriso ser quebrado em uma postura super seria dela quando ela falou alto, no alto pra ser um grito, mas não baixo pra ser uma fala normal.
Isabeli: podem trazer o primeiro!
E assim, dois homens entraram, muito carrancudos por sinal.
E ao lado esquerdo do trono, ao meu lado, estava um mordomo, que pelo terno roxo e chapéu ciano que se destacava de todos os outros, presumem ser o conselheiro real.
Conselheiro: esses dois homens dizem ser donos da mesma ideia o Sir Enzo afirma ser ele que criou a ideia original. Enquanto o Sir Beto afirma ter aperfeiçoado a ideia é deixado ela popular
Isabeli: não vejo qual é o problema aqui, por que não admitem que os dois são donos da mesma ideia?
Enso: e que, minha Rainha, apenas um dos nossos nomes pode ser colocado no livro de registros
Isabeli: quem foi o imbecil que contou isso a vocês?
Os dois homens ficaram paralisados, mas não de medo, o tom da voz da minha Lady era de pura incredulidade, o mesmo tom de voz que alguém usa, quando escuta alguém falar, “macacos voam” quando é senso comum que, não, eles não voam. Os normais pelo menos.
Enso: foi uma Lady chamada Isis
Isabeli: Isis de que?
Enzo: Isis Galdino.
E pelo jeito aquele nome era bem familiar pra Rainha, porque assim que ouviu esse nome, a Rainha deu um tapa no próprio rosto e balançou a cabeça enquanto falava.
Isabeli: aqueles malditos de novo…(respira fundo, e solta) ok, vou deixar algo bem claro pra vocês, vocês foram enganados, a Lady Iris nao tem autoridade pra colocar seus nomes no registro do reino, na verdade, ela não tem direito a nada, mas isso nao vem ao caso aqui, irei chamar um escriba a casa de vocês pra registrar a ideia dos dois, sim, o nome dos dois pode estar na ideia, não precisam se preocupar em decidir quem eu verdadeiro dono dela.
E depois de ouvir aquilo, os dois homens ficaram bem aliviados, bem felizes que poderiam compartilhar a ideia, com os dois até se abraçando com a felicidade da notícia.
Já mostrando que eles eram muito amigos, e a caranca provavelmente era por que eles tinham medo de perder a amizade depois do caso encerrado, e pra variar, minha Lady salvou a amizade de mais um grupo de amigos.
Beto: OBRIGADO MINHA RAINHA, MUITO OBRIGADO MESMO.
Ainda bem que o trono tava um pouco acima de nós, porque eu senti que aqueles dois estavam bem perto de beijar os pés da minha Lady, algo que eu não ia aguentar ver, por milhares de motivos diferentes.
Bom, depois que eles se acalmaram, fiquei feliz e aliviado que acabou tudo bem, mas quando eles foram até a saída, um deles se virou e perguntou.
Enzo: a bruxa que nos enganou, ela vai ser levada à justiça?
Isabeli: pode contar com isso senhor, agora por favor, vá para casa.
E depois disso, outro cidadão entrou, e outro, e outro, eles variam bastante, às vezes eles eram nobres de baixo escalão, às vezes eram camponeses e às vezes eram moradores de rua.
Mas a minha Lady escutava cada um deles e dava auxílio sem exceção, às vezes parecia que ela queria descansar, mas sempre que ela “travava” em algum dos pontos, o conselheiro estava lá para ajudá-la.
E ainda depois de tudo aquilo, a Lady Isabeli ainda teve uma última coisa a fazer, lidar com toda a papelada do reino, era coisa simples, como distribuição de dinheiro, nomes dos guardas, e exportações e importações pra fora do reino.
Tudo escrito em braile, pra que ela conseguisse ler.
Haes: é sério que você vai ter que ler tudo isso?
Isabeli: eu preciso, porque algo fora do lugar pode ser o fim do reino, algumas moedas faltantes significa que tem um nobre roubando dinheiro, um nome e rosto não registrado no meu reino significa que tem um espião andando por aí nas ruas, um empregado que não é visto a mito tempo, pode ter sido vítima de sequestro assassinato ou ate coisa pior, quem sabe? Por isso eu sempre leio esses papéis um por um, pois nunca se sabe quando algo horrível pode estar escondido em ações tão simples.
Ela falou aquilo, enquanto lia com muita atenção outra parte da papelada em Braile, eu até ajudei um pouco, por aprender, mas tava na cara que ela conseguia ler bem mais rápido que eu.
Hades: e você já descobriu alguma coisa em algum desses papéis?
Isabeli: já encontrei 10 casos pra cada coisa que eu te falei, você não iria acreditar na quantidade de coisas que dá pra fazer quando você percebe algo errado nesses papéis, muitas vezes eu conseguia perceber coisas bem antes dos patriarcas e matriarcas perceberem que havia algo errado no territorio deles
Hades: que doideira
Isabeli: é, doideira.
E sinceramente, eu não sabia o que era mais doido, que nos tínhamos feito tudo isso só no primeiro dia, ou que agente tinha feito tudo isso antes do almoço.
Hades: nos acordamos as 5 da manhã…nós realmente fizemos tudo aquilo só em 7 horas
Isabeli: 7 horas seguidas, e sim, nós conseguimos.

