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A Luz do Seu Amor
💍 😨mistério revelado😨💍
1871 palavras • 10626 caracteres • ⏱ 7 min 29 s

💍 😨mistério revelado😨💍

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Eu não era muito popular com as massas, e com muitas outras garotas nobres também, por conta de certos assuntos mal resolvidos que eu tive que ajudar, eu acabei fazendo coisas que muitas pessoas entenderam como se eu estivesse possuído ou coisa pior.


Coisas como, abrir uma melancia no meio e jogá-la no mar. Fazer um desenho muito estranho, com vários círculos, pinturas de uma grande cachoeira com cores diversas no fundo, e destruir esses papéis do desenho pra estranhos. Mas essas ainda eram as coisas tranquilas que eu fazia, as coisas mais doidas ainda eram, ironicamente, as mais simples.


Que era, prender pessoas, meu reino estava em maus lençóis quando tive idade pros fantasmas mais difíceis decidirem vir até mim, com a ajuda deles pra conseguir provas, e ter argumentos bons contra os criminosos, eu consegui colocar quase 120 pessoas na cadeia.


Claro, como 90 desses presos eram nobres, eles usaram toda a influência que ainda tinham pra destruir minha imagem, mas pro reino que estava criando, eu tava tão feliz com o que eu já fiz que nem me importava de terminar minha linhagem comigo. 


Apesar de eu ser uma criança bem mimada e protegida, eu sempre via como, abaixo de mim, sempre tinha um ar pesado no lugar, como se as o meu reino não fosse muito seguro.


Mas depois de eu prender muitos criminosos com a ajuda dos fantasmas, os fantasmas assassinatos pararam de chegar, e quando isso rolou, algo pareceu acontecer nas ruas. 


Todo o lugar pareceu ter uma aura um pouco mais leve, como se, quando os fantasmas foram pro paraíso, eles deixaram uma benção nessa terra que faz tanta questão de ajudá-los.


Eu estava aproveitando bastante aquele cenário, porque aqueles rostos felizes e brilho no ar na minha frente fizeram com que eu sorrisse, pensando que, apesar da destruição da minha imagem, para ter uma cena dessas, com certeza valeu a pena.


Tava curtindo bem o climinha, até que um dos meus boldergeists particulares foram até o quarto falar comigo.


Ele tinha uma aparência bem parecida com uma pessoa normal, com a única diferença sendo que, ele tinha a roupa preta e branca, listrada, e um chapeuzinho de prisioneiro clássico, e que ele tinha um zíper na boca no lugar de dentes. Além dele ter pele amarela e olhos totalmente pretos.


Ele gostava que eu chamasse ele de Cadeado, pela quantidade de segredos de castelo que ele contava pra mim.


Depois de ficarem na terra por muito tempo, certos fantasmas começavam a se distorcer e mudar de aparência, os com mente mais fraca, viraram monstros caçados por necromantes, mas aqueles com a mente mais forte, ganhavam uma aparência beeeem diferente de fantasmas humanos, mas que ainda conseguiam manter a própria sanidade.


Hades: ah oi Cadeado, o que te trás aqui?


Cadeado: não ficou sabendo, cara? Você vai se encontrar com a princesa herdeira de Uiruquetê.


Eu tava com um copo de água na mão quando ele falou aquilo, e em cenas como essa, eu sabia que era normal pessoas cuspirem toda a água da boca, mas a minha surpresa foi tão grande que eu derrubei o copo na minha mão e gritei.


Hades: O QUE!?


Cadeado: pois é.


E como se não fosse nada demais, o Cadeado saiu voando dali, como se o que ele falou não fosse tão importante assim.


E no mais profundo pânico que eu acabei tentando ir atrás de uma princesa de um reino tão grande, eu pra sala onde meus pais estavam, surpreso demais pra entender o que tava acontecendo.


E quando cheguei na salinha onde meus pais estavam lendo um livrinho. Bom, era normal, já que eles tinham terminado o serviço deles como rei e rainha, então podiam relaxar um pouco. 


Era ótimo, porque me deu menos pena quando eu bati na mesa com a mão e gritei.


Hades: VOCÊS ME COLOCARAM COMO PRETENDENTE A PRINCEZA ISABELI!?


Mãe: não filho, você que conquistou esse mérito com suas próprias mãos.


Não sabia porque, mas ver meus pais tão calmos daquela forma me acalmou também, e depois da explosão de adrenalina passar, eu sentei na cadeira, respirei fundo, e perguntei, bem mais calmo.


Hades: (suspiro) como isso aconteceu?


Mãe: lembra daquele teste que você fez a alguns meses atrás?


Hades: sei


Mãe: ele era um teste de inteligência, pra saber se você estava pronto pra governar ao lado da rainha, e filho, você passou.


Eu fiquei com muitas perguntas na minha mente, a principal foi sendo “quem faz uma prova pra testar os pretendentes?”, mas coloquei esa pergunta no fundo do meu pensamento, enquanto eu me concentrava nas perguntas que eu sentia serem mais importantes.


Hades: e agora agente vai se encontrar?


Mãe: sim, mas não fique empolgado ainda não, você só passou da primeira etapa, a Princesa Isabeli tem muitos pretendentes então você deve tá preparado pra que você tenha que impressioná-la um pouquinho.


Eu tava com muita coisa na cabeça, mas pra pensa-la com calma, eu me levantei e falei pros meus pais.


Hades: ok, obrigado por terem me dito isso, mesmo que o Cadeado tivesse me dado os detalhes


Mãe: o bom Cadeado, eu sempre fico feliz em saber que ele não te abandonou depois que você resolveu o assunto mal resolvido dele


Hades: e olha que ele tinha o total direito de fazer isso, mas no fim ele queria ver como minha história ia acabar, não tinha o que fazer


Mãe: se continuar falando dos fantasmas assim eles vão querer te levar pro céu mais cedo


Hades: ah, quem dera mamãe, quem dera.


E antes que minha mãe pudesse me responder, já fui pro meu quarto, tentando ficar um pouco mais apresentável pra Princeza Isabeli.


Eu já tinha ouvido muitos boatos do reino Uiruuetê, bom, eles eram um reino bem antigo, então é claro que boatos iriam rolar.


Era coisas como, que eles pegavam e cuidavam Singulares de outros reinos e até fora deles. 


O boato de que o reino Uiruuetê fazia testes em papel pra ver se os pretendentes eram dignos de casar com suas crianças eram doidos demais pra eu imaginar, mas pelo jeito, esses boatos se mostravam os certos no final.


Mas também tinham reinos onde os maridos tinham que lutar num torneio pelo direito de casar com a filha de alguém, e quando eu pensava desse jeito, fazer uma prova pra poder conhecer a Princesa não parecia mais tão doido assim.


Outros boatos diziam que a Princesa era cega, mesmo que o motivo disso variam de pessoa pra pessoa, alguns diziam que ela nasceu assim, outros diziam que ela perdeu no meio da infancia, outros diziam que os pais fizeram isso com ela, e outros diziam que ela fez isso consigo mesma.


Tinha também o boato de que eles guardavam monstros no subsolo do castelo, e que eles iriam liberar todos de uma vez caso o Reino fosse destruído. E muitos outros.


Mas eu nem ligava pra essas coisas, por enquanto, pensei apenas em respirar fundo, e tentar causar uma boa impressão quando eu a encontrasse. 


Fiquei um tempinho me olhando no espelho, olhando pra minha pele morena, meu cabelo longo e liso, que ia até meus ombros, em um tom preto carvão. E meus olhos de cor roxa, que sempre fazia algumas garotas se interessarem por mim de primeira.


Já minhas roupas, elas não eram nada demais, era o melhor terno que o dinheiro que eu tinha podia pagar, e como eu gastava muita coisa apenas em ajudar o povo, eu só tinha o bastante pra conseguir um terno confortável pra mim mesmo, mas não era tão chamativo como meus concorrentes.


E comigo pensando o que eu deveria fazer quando me encontrasse com a Princesa, um outro fantasminha veio até mim, tentando me dar avisos, como de costume.


???: e ai Campeão, tá precisando de umas dicas de romance?


Hades: na verdade, Sónar, to sim.


O Sonar, era um fantasminha que foi meu salvador, antes e depois de eu resolver o assunto dele, ele me ensinou como me comportar na corte, explicando detalhe por detalhe pra mim regras claras, e regras que apenas com convivências constantes poderia se aprender.


Foi graças aquele fantasminha doido que, apesar de todos os boatos que acabei ganhando, consegui manter uma reputação boa com as pessoas que me conheciam, tendo só problemas mesmo com aqueles que só me conheciam pelos boatos mesmo.


E esses ensinamentos acabaram fazendo eu chamá-lo de Sonar porque ele parecia ter um detector de pessoas problemáticas. 


Além dele ter um terno preto bem cuidado, tendo apenas um grande megafone na cabeça pra me lembrar que ele era sim, um fantasma, coisa que eu me esquecia sempre que eu não olhava pra cabeça dele por muito tempo.


Hades: acho que eu vou arrasar


Sonar: você vai sim, é só você fazer o que eu te ensinei que tudo vai dar certo


Hades: você acha que agente vai conseguir se amar?


Sonar: eu não posso te garantir isso, mas nunca se esqueça mano, nunca insista em algo que não ta funcionando, caso a garota mostre que não gosta de você, apenas aceite e vá para outra


Hades: sim Sonar, não vou esquecer.


Era uma regra brutal, mas que foi bem útil pra mim quando eu tava nos meus momentos mais difíceis. 


Entender bem que, no fim, eu não deveria “correr atrás” quando as garotas me ignoravam, eu não podia lutar por alguém que não queria nada comigo, eu ia destruir minha auto estima, enquanto inflava o ego dessas bruxas que se achavam boas demais pra mim. 


Eu tinha que dar o meu melhor, e se no fim, se isso não fosse o bastante, tudo bem, eu só deveria partir pra outra. Eu já fugi de muitas encrencas com aquele pensamento, muitas, mas muitas encrencas mesmo.


Mas mesmo com aquele pensamento, meu peito doía muito.


Hades: espero que essa dor pare quando eu conhecer a princesa


Sonar: não fica muito triste se ela não for o que você queria.


Hades: não irei.


Eu tentei me convencer que eu nao ia ligar caso, a Princesa Isabeli não me aceitasse, pois querendo ou não, ser rejeitado por uma Princesa de um reino tão grande, com certeza nao vai fazer bem pra minha auto-estima.


E pra garantir, que ao menos um pouco do meu auto-amor iria sobreviver, me lembrei por bastante mesmo tudo que eu fiz no território, todos os problemas que eu passei com a minha maldição, e como eu transformei essa minha “fraqueza”, em uma das minhas maiores forças.


Hades: eu não preciso me sentir menos se for rejeitado pela Princesa, meu legado já está bem forte nesse reino, mesmo que no fim eu nunca saia daqui, será bom, porque eu irei fazer esse reino prosperar.


Meus pais não gostavam que eu tivesse tentando tanto ajudar eles, segundo eles, não era a hora ainda deu assumir as responsabilidades de um Principe, essa devia estar na minha “infância feliz”, bom, considerando que eu estava me preparando pra me encontrar com uma princesa, eu já tava pensando que minha “infância feliz” já estava acabando bem rápido.


Mas não ia me enganar, ia ser muito maneiro se a Princeza me escolhesse, mas precisava ficar preparado caso isso não acontecesse.


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