logo do projeto lunar

Capa
A Luz do Seu Amor
🤔🥊🙂‍↕️Jean, o lutador🙂‍↕️🥊🤔
3266 palavras • 18928 caracteres • ⏱ 13 min 04 s

🤔🥊🙂‍↕️Jean, o lutador🙂‍↕️🥊🤔

0
0
0

Uma vez que eu estava de novo na biblioteca do meu pai, eu tentei ficar calma enquanto a Lady Bruna ficava toda empolgada com o livro que ela tinha em mãos, diferente do conto da Filó-arcana Graciely, o conto do Filo-Arcano Jean era um dos contos favoritos da Lady Bruna. 


Também era o meu conto favorito, além de ser o conto favorito de muitos cavaleiros, damas, e todos que diziam serem grandes amantes de combate e das artes marciais em geral.


É, quando eu pensava desse jeito, ficava meio difícil de entender como o Sir Antônio nunca comentou alguém como o Grande Jean em nenhum dos momentos em que nós conversamos.


O conto dele era tão interessante, tanto que eu conseguia ouvir como a Bruna tava respirando bem fundo enquanto criava um feitiço de ventos, pra ela não precisar respirar em nenhum momento de todo o conto que ela iria me contar, ela não queria interromper nada em nenhum momento, é só pela preparação dela, eu sabia que aquilo ia ser muito lindo.


Bruna: tá preparada?


Isabeli: to sim


Bruna: ok, lá vai, (tosse) O Grande Filo-arcano Jean, apesar de sua importância histórica ser comparável comparado aos outros Filo-arcanos vios em seu tempo, ele era considerado muito “novo”, comparado aos filo-arcanos da época de sua ascensão, que eram considerados anciãos, tanto pelas suas idades quanto pelas suas pesquisas serem bem antigas


Bruna: enquanto isso, o Grande Jean estava apenas em seus 40 anos, algo que já era considerado “ novo” naquela época, bem novo, mas ele e sua pesquisa se tornaram importantes quando ele fez uma pergunta que muitos dos filó arcanos da época não fizeram, ou que estavam ocupados demais respondendo outras perguntas pra se importarem com aquela pergunta em específico: “o que fazer com a violência dentro de nós?”


Isabeli: muitas pessoas já fizeram essa pergunta ao longo das eras


Bruna: é, mas a ideia que o Grande Jean teve em sua época era tão óbvia, e ao mesmo tempo, tão revolucionária, que todos os Filó-arcanos na época, não tiveram escolha além de quererem entender os detalhes do pensamento dele


Bruna: segundo os registros, o Grande Jean não era muito bom com palavras, era dito que ele gritava sempre que estava encurralado em um argumento, mas de uma forma bem simples de entender, ele explicou aos seus compatriotas que em alguns anos, os reinos iriam entrar numa grande crise, mas não uma crise vinda de monstros, de inimigos, ou de emboladores de mente, mas de um instinto reprimido por muito tempo


Bruna: segundo as palavras do Grande Jean, (tosse) “por mais de 300 milhões de anos, os nossos ancestrais usam o instinto de violência pra manter aqueles que eles amam seguros, e agora, estamos entrando em uma época de profunda paz, onde essa violência não é mais necessária. Não precisamos mais ser violentos para proteger aqueles que nós amamos, ou pelo menos a maioria de nós não precisa mais. Meus compatriotas, escutem meu aviso, quando a época de paz se consolidar, milhares de jovens e adultos irão ficar mais violentos, não por estarmos em guerra, mas por estarmos em paz por tempo demais, e ninguém pensou no que fazer com o instinto violento que nos acompanhou até esse momento. Por favor, estejam preparados para quando esse dia chegar”


Bruna: muitos Filo-arcanos da época guardam profundamente as palavras do grande Jean, principalmente o grande Alaric, que estava vivo na época. E quando o que o Grande Jean previu se cumpriu, todos foram até ele, atrás de respostas, “oh, grande Jean, a violência do tempo de paz de nosso povo que você previu estava certa, e a violência de nosso povo é tanta, que irá causar outro tempo de guerra, por favor, nos oriente, como podemos destruir essa raiva que habita em nossos corações?”


Bruna: hihihi, mesmo sabendo muito bem que não existia uma resposta pronta pra nada, o surto de violência que o Grande Jean previu foi tão absurda, que até os Fio arcanos estavam desesperados para encontrarem uma resposta, mas o que o Grande Jean contou aos Filo Arcanos da época, foi pior do que qualquer resposta ruim que eles podia ter recebido


Isabeli: “vocês não podem desfazer a raiva, nem destruí-la, nem contê-la, nem controlá-la. Tudo que vocês podem fazer é mirá-la, você precisa mirar a raiva em lugares que ninguém inocente será ferido”.


Aquela fala era muito séria, eu e a Lady Bruna sabíamos disso, mas quando eu falei aquilo em voz alta, não deu, eu e a Lady Bruna caímos na gargalhada, porque, mesmo sendo a frase de um Filo-Arcano, era uma frase boba demais pra ser levada a sério.


Bruna: isso mesmo, assim como Grande Jean sabia muito bem que não era possível desfazer a raiva dentro de nós, raiva essa que fez nossos ancestrais sobreviveram por mais de 300 milhões de anos, sendo uma parceira bem confiável do medo. Ele sabia que não era um caso perdido, e que se ele se dedicasse, ele conseguiria encontrar um jeito de conseguir controlar a situação


Bruna: e com um simples debate, a decisão dos grandes sábios da época foi simples, criar grandes centros de treinamento, lugares onde jovens magos podiam explodir manequins quase indestrutíveis com a desculpa de que estavam treinando o poder de sua magia; Também onde outros jovens que podiam bater o quanto quiserem em sacos de pancada, com a desculpa que estavam fortalecendo os punhos; Também outros jovens, que lutavam quase até a morte em arenas de gladiador, usando feitiços, com a desculpa de que eles estavam apenas se preparando pra combates de verdade.


A Bruna parou de falar um pouco depois dessa última frase, porque nós sabíamos muito bem que esse não era o motivo deles treinarem assim, todos que estavam realmente lendo o conto até aquele ponto, sabiam disso, por isso também, dava uma satisfação bem grande ver o tipo de coisas que um momento de paz constante, causou no nosso reino.


Bruna: com a solução do Grande Jean,o grande caos se espalhando por todo o reino ficou mais calmo, ao mesmo tempo que o Grande Jean não tinha acabado sua pesquisa, assim com muitos Filo-arcanos, quando muitos pensavam que a pesquisa dele acabou, ele apenas mostrou a todos que a pesquisa dele estava só começando


Bruna: ele olhou cada um dos grandes magos, e até pessoas comuns no meio dos campos de treinamento criados para todos, e ele percebeu algo interessante, as técnicas ditas universais, como bolas de fogo, tempestades de raios, e muitos feitiços simples, podiam facilmente cuidar de problemas como surtos de raiva mais contidos, mas para coisas mais complexas, como uma raiva mais profunda, essas técnicas eram tão eficazes quanto um soco despreparado e sem nenhum treinamento


Bruna: o Grande Jean sabia muito bem o poder que um soco bem dado tinha de diferença em questão de liberar a raiva acumulada, e entendendo que os feitiços da época não estavam sendo bons o suficiente pra liberar tanto a raiva dos jovens quanto ele imaginava, então ele começou a trabalhar em formas, mais eficazes de fazer os feitiços liberarem a raiva dos magos


Bruna: e com o Grande Jean interessado em artes marciais desde cedo, ele começou uma grande jornada, onde ele testou e treinou diversas formas de feitiços de combate. Uma arte marcial mágica, com o propósito principal de acalmar de forma mais eficaz a raiva nos corações daqueles que não aguentavam esse momento de paz sem nenhuma violência.


Eu e a Lady Bruna ficamos um pouco em silêncio quando ela terminou aquela frase, pois até hoje, assim como o Grande Alaric, não era exagero dizer que o Grande Jean era um dos que mais foram essenciais para que esse paraíso que eram os Reinos modernos, fossem criados, por isso nós duas preparamos nossos estômagos, para as atrocidades que a Lady Bruna iria ler logo em seguida.


Bruna: muitos pais ficaram bem preocupados com o que o Grande Jean estava fazendo, pensando que a violência que ele estava causando iria apenas piorar os casos de seus filhos. Por mais que tudo ao redor deles dissessem exatamente o contrário, muitos o criticaram, mais como um efeito mandela do que por opinião própria, dizendo que era o Jean que estava espalhando a violência pelo território, e não a diminuindo, por mais que não tivessem provas algumas disso, além da opinião da manada


Isabeli: isso existe até hoje


Bruna: é, mas é bem mais fraco hoje…(tosse) ok, enfim, o Grande Jean não gastou seu tempo tentando convencer aquelas pessoas, ele sabia que era um processo inútil, ele tentou o máximo possível fazer com que as pessoas com cérebro realmente entendessem o que ele e realmente estavam fazendo com os outros


Isabeli: ele não estava disseminando a violência entre os jovens, ele estava a controlando, dando às pessoas um lugar onde podiam ser violentos sem ser às custas dos outros


Bruna: exatamente, pois o que muitos dos críticos do Grande Jean não entendiam, era que a violência e a batalha era como comer e beber para os animais, era uma parte tão impregnada nos nossos corpos que era impossível se desfazer, ignorar, ou prender…E se tentasse fazer qualquer uma dessas coisas…bom, a saga do Grande Alaric tem mais do que exemplos o suficiente do que acontece.


Ai ai, era realmente uma tristeza sempre pensar nisso, o Grande Jean viu o problema que esses ditos “pais preocupados” estavam causando, e tentou os impedir. 


Eu era uma singular de nível 2 de nascença, então eu sempre fui cega, desde o início, mas tinham muitos singulares que se tornavam de nível 2 e até nível 3 apenas depois de passarem por muitos traumas e ignorar por muito tempo a própria dor, algo que esses pais idiotas estavam forçando os filhos a passarem, nós tivemos sorte que algo pior não aconteceu já que o Grande Alaric, mesmo bem velho, ainda estava vivo na época.


Isabeli: o que o Grande Jean tentou criar iria impedir que mais Singulares fossem criados, mas aqueles idiotas não percebem isso


Bruna: mas as pessoas certas perceberam Isa, e isso é o que importa, pois mesmo que não entendessem por completo o que o Grande Jean estava fazendo, muitos Filo-arcanos e até cidadãos comuns que pensavam por si mesmos, entenderam que o que o Grande Jean estava criando era algo bom, e também bem grande, algo que deveria ser lembrado. Então eles não criticam o que ele fez, mas sim foi o contrário na verdade, eles tentaram entender o que o Grande Jean estava fazendo, algo que muitas crianças hoje em dia agradecem, e muito


Bruna: o Grande Jean apenas conversava com aqueles que ele considerava valerem seu tempo, o que na maioria das vezes, era considerado todos os tipos de pessoas, excluindo apenas aquelas que pareciam apenas falar o que todos diziam, sem opinião própria elas eram as únicas que ele não escutava


Isabeli: errado ele não tava


Bruna: e por causa disso, ele ficava um bom tempo cuidando apenas de aprimorar seus feitiços, e os espalhando para todas as casas de combate, desejando que aqueles que buscassem alívio através da violência que ele estava mostrando, conseguissem descarregar toda a raiva deles nos seus feitiços, sem deixar nada pra trás


Bruna: e apesar de não serem contra os métodos do Grande jean, muitos não entenderam completamente porque ele estava criando novas formas de combate em tempos de paz, e novamente, quando seus compatriotas o perguntaram o motivo, o Grande Jean tinha uma resposta na ponta da língua, que apenas mostrava o quanto ele próprio passou muitas noites se fazendo a mesma pergunta a si mesmo no espelho


Isabeli: “bolas de fogo e raios são tão bons quanto soquinhos infantis, eles vão ser úteis até um certo ponto, mas pessoas com uma raiva maior precisam de um feitiço tão forte quanto a raiva que eles desejam liberar, e é isso que eu estou criando, feitiços fortes o bastante para representar as maiores raças que um ser humano pode sentir e desejar liberar de uma vez”


Bruna: exatamente, muitos de seus críticos não entenderam, mas todos que sentiram seus ensinamentos na prática, entenderam de forma instantânea que ele estava certo, deixar a sua violência sair, ao invés de prendê-la nao faz com que ela fique mais destrutiva, ou que uma pessoa fique mais violenta, é o contrário na verdade, ela faz com que a pessoa  fique mais calma


Bruna: muitos estudos do próprio Alaric na época, revelaram que, os assassinos em série, os Sapiens mais violentos, e outros casos onde a violência ainda estava descontrolada. Não estavam vindo de pessoas que vieram do grupo de ensino do Grande Jean, foi o contrário na verdade


Bruna: essas pessoas violentas vieram do mesmo “grupo do amor” que pensavam que apenas ignorar, prender ou conter a violência dentro das pessoas iria deixá-las mais calmas. 


Bruna: e olha só, o Grande Jean acabou se mostrando parcialmente certo, pois a contenção de violência realmente criou um novo problema, mas não criou apenas um novo surto de Singularidades, ela também criou algo bem pior que uma Singularidade


Bruna: essa contenção do “grupo do amor”, fez com que a personalidades das pessoas mudassem, fazendo com que muitas pessoas se tornassem algo que, diziam não ser uma pessoa Asingular, mas também não era um Singular, era uma coisa suja, sinistra, maligna algo…profano.


E mais uma vez, eu e a minha Dama de Companhia ficamos quietos por alguns segundos, apenas para entendermos por completo o que acabamos de ouvir, pois existia um nome pro que minha Dama de Companhia acabou de descrever agora.


Isabeli: um morto vivo


Bruna: é, foi assim que o Grande Jean chamou esse estado, assim como um zumbi não está vivo e nem morto, existem muitas pessoas que entram em um estado de consciência onde o corpo deles não é mais o de um ser vivo, se tornando apenas uma casca do que eles já eram, mas uma casca recheada com tudo o que eles contiveram por tanto tempo, muitas pessoas dizem que pessoas assim são Singulares do vazio, mas não, os mortos vivos e os Singulares do vazio não eram iguais, tinham diferenças gritantes entre eles


Bruna: o Grande Alaric, ficou impressionado como ele deixou que tantas pessoas que precisavam de ajuda, passassem por eles, ao mesmo tempo que ficou feliz em ver como alguém como o Grande Jean poderia estar cuidando de tudo quando o momento de sua partida chegasse, mesmo que esse momento estivesse bem longe de acontecer


Bruna: e o mais sinistro, foi que mesmo depois de tudo isso, os idiotas ainda negaram que o que o Grande Jean estava fazendo realmente podia estar evitando que algo cenários acontecessem, na verdade, muitos até culparam o Grande Jean por esses casos estarem acontecendo, mesmo, de novo, não tendo nenhuma prova disso além do pensamento da manada


Isabeli: eles venderam o cérebro quando eram crianças? Porque é isso que eu to entendendo dessa história


Bruna: talvez eles tenham vendido sim, porque, como você pode ver, esses críticos do Grande Jean não eram pessoas normais, eu podia dizer que eles eram burros, mas até os burros conseguiam entender que o Grande Jean não era o problema, ele estava tentando achar a solução, hihihi


Bruna: (tosse) enfim, como sempre, o Grande Jean não ligou muito pro que aquelas pessoas falavam dele, ele se focou apenas em terminar seus feitiços, feitiços que ele chamou de “as artes para a paz” o que ironicamente era uma arte carregada da mais profunda violência, feitiços destrutivos, e grandes feitiços de destruição em massa


Bruna: o Grande Jean nunca se importou com a opinião do povo, ele estava preocupado sim com o futuro do mundo, mas nunca forçou ninguém a segui-lo, ele apenas falava para todos o que ele acreditava ser o certo, mostrava suas pesquisas, seus feitiços, e quem estivesse interessado, que o seguisse. Uma atitude que fez ele ter muitos mais seguidores do que se tivesse apenas exigido que eles se juntassem a ele…


Mais uma pausa da Bruna, mas dessa vez não foi por medo ou por raiva, eu sabia bem o que a Lady Bruna estava vendo agora, e como sempre, ela devia estar tendo o rosto de maior credibilidade de toda a vida dela, ela sempre ficava assim quando nós chegamos nessa parte.


E considerando o que ela tava prestes a ler, ela tinha motivos pra ficar assim.


Bruna: e depois que ele fez tudo aquilo, ele apenas parou de ser um Filo-arcano, e começou a viver a vida como se ele nunca tivesse sido um Filo-Arcano pra começar. Muitos Filo-Arcanos ficaram curiosos pra saber porque ele parou de ser um Filo–arcano é apenas decidiu viver uma vida normal, e o Grande Jean, mais uma vez, deu uma última fala, antes de se aposentar como Filo-Arcano


Isabeli: “eu não sou um grande sábio, eu só tive uma ideia, e queria mostrá-la pra quantos jovens eu conseguisse, e essa era a única ideia boa que eu tinha, então, eu não tenho muito mais o que dizer para ninguém, mas sinceramente, eu to feliz em só ser mais uma pessoa no mundo, sabendo que o que eu fiz realmente fez sentido na vida de tantas pessoas”.


Hmhmhmhm, aquela parte da história sempre fazia meu coração ficar mais levinho e feliz, pois muitos poderiam dizer aquilo, mas poucos podem realmente fazer o que o Grande Jean fez. 


E, de forma irônica, essa atitude do Grande Jean o fez ser reconhecido como um dos maiores Filo-Arcanos de sua época, tanto pelo que ele fez, tanto pelos estudos de combate filosófico quanto as pesquisas dele e todos os alunos dele continuaram após sua aposentadoria, o que foi muita, mas muita coisa mesma.


Bruna: a vida do Filo-Arcano Jean foi simples depois disso, ele conseguiu o emprego, se casou, teve um filho, e morreu de velhice, 10 anos depois da morte de velhice da própria esposa…uma vida simples para um Filo-arcano que mudou tanto o mundo


Isabeli: no fim, é tudo o que todos querem, não é? Morrer no conforto daqueles que realmente se importam com você, amado por muitos


Bruna: ou o contrário, morrer em uma batalha gloriosa, com você sendo a última coisa que impede que as forças inimigas avancem, e que mesmo resultando em uma morte no final, você irá mostrar para a Criadora, que a criação dela não foge de uma batalha.


Eu não respondi imediatamente a Bruna, eu apenas sorri de forma bem sutil, e então falei.


Isabeli: os dois desejos são formas gloriosas de morrer, mas acho que irei morrer pela primeira


Bruna: essa é a ideia, mas sinto que você daria um grande show se morresse pela última


Isabeli: hmhm, também acho.


Eu dei uma risadinha bem sincera quando a Lady Bruna falou aquelas coisas pra mim, eu queria muito morrer do primeiro jeito, no conforto do meu quarto, apenas com o meu Rei do meu lado, e talvez meus filhos perto de mim, enquanto eu lentamente perdia as forças, e depois ia direto para o outro lado.


Mas se meu destino  fosse morrer em uma grande batalha, protegendo meu Reino, meus pacientes, meus embaixadores, meus amigos, minha família e todos que eu amo, com apenas minha varinha, minha magia e meus cães do meu lado, eu estava completamente de boas com isso também.


Por mais que eu quisesse muito, tipo, muito mesmo, que a primeira possibilidade acontecesse.


Isabeli: vamos rezar que a primeira opção aconteça


Bruna: não se preocupe Isa, eu sempre rezo, já estou meio adiantada em comparação a você, hihihi.


Ai ai, eu tinha boas amigas mesmo, hahaha.


Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar ❤️

Seja respeitoso. Comentários são públicos e não podem ser apagados.