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A Luz do Seu Amor
🎉 o progresso do cuidado🎉
3165 palavras • 17704 caracteres • ⏱ 12 min 40 s

🎉 o progresso do cuidado🎉

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Depois do excelente show que minha Lady deu naquele Baile, e depois de nós ficarmos trocando dias entre nós vermos nossos amigos e de passarmos tempo juntos, eu fiquei bastante tempo nesses meses visitando o Sir Matheus.


Como sempre, a Singularidade do Vazio dele continuou bem forte, eu levei meses, apenas pra conseguir fazê-lo respirar por conta própria, mais alguns meses pra fazer ele comer a própria comida, e mais alguns meses pra conseguir fazê-lo falar.


Todo esse plano minorante da minha Lady em questao do Sir Daniel, durou quase 9 meses inteiros, e durante todo esse tempo, eu cuidei apenas do Sir Matheus, e a cada seção que passava, mais impressionado eu ficava com as coisas que a minha Lady fez. 


Se o que ela me contou antes não era mentira, queria dizer que a minha Lady cuida e trata de Singulares em estados muito piores que o Sir Matheus todos os dias, e pela quantidade de dor, cansaço mental, e principalmente, desgaste, de cuidar apenas do Sir Matheus que eu sentia, eu tinha cada vez mais certeza que a minha Lady não era humana.


Ela questionava as vezes se o Grande Alaric era humano, mas se ela aguentava casos ainda mais sérios que o Sir Matheus, então eu só podia dizer que 4 diários sinistros eram pouco pro que ela deveria ter guardado em cuidar de tantos Singulares por 10 anos inteiros.


Deve ter sido bem difícil para a minha Lady cuidar de tudo isso sem minha ajuda, não era atoa que ela me abraçava tanto, não era carinho ou atenção, era necessidade, ela precisava me abraçar pra não perder a cabeça, e eu sabia disso porque EU tava fazendo isso agora com ela.


E ironicamente isso deixava minha Lady bem feliz.


Isabeli: ainda bem que você tá passando por isso, me dá chance de compensar tudo que você fez por mim


Hades: eu ainda tô longe de compensar tudo que você fez, mas esse já é um bom começo.


Minha rainha deu uma risadinha quando eu falei aquilo, mas eu consegui manter a minha calma principalmente porque ver o progresso do Matheus era impressionantemente satisfatório, por menor que fosse, ver o progresso dele era algo que tudo fazia valer a pena no final.


Eu vi ele mudar de, ficar completamente imóvel, pra começar a falar e comer, e a grande névoa de tristeza que tava ao redor dele diminuiu a ponto de que ela não era nada comparada a névoa que eu senti na primeira seção.


Claro, a névoa ainda estava ali, mas agora ele parecia uma pessoa, ao invés de alguém tão engolido pelo próprio trauma e dor que mal podia ser visto como uma pessoa, que era como eu o via na primeira sessão.


Ah, e eu descobri algo muito legal, pelo visto ele gostava de dinossauros assim como eu.


E quando comentei isso com minha Rainha, pelo quão empolgado eu estava em saber disso, a minha Rainha falou uma dúvida interessante pra mim sobre isso.


Isabeli: será que ele sempre gostou de dinossauros, ou ele só gosta de dinossauros porque você sempre falou deles, e o que restou da consciência dele usou isso como uma âncora pra conseguir voltar a ter o controle do corpo?


Essa era uma pergunta que me fazia perder o sono muitas vezes à noite, me deixando dividido entre, querer que isso fosse verdade, e querer que não fosse verdade também.


Mas no fim, isso não importava muito, eu nunca esperei que pudesse recuperar a consciência original dele, isso era impossível, ele estava em um ponto da Singularidade do vazio onde ele não podia mais “voltar a ser quem era”, apenas pegar os pedaços que restaram dele, e tentar construirem alguma coisa nova, algo que, graças ao meu amor por dinossauros, ficou bem mais fácil.


E apesar de tudo isso, tinha vezes que eu ainda saia meio sequelado das seções que eu tinha com ele, já que, mesmo acostumado, tinham certas coisas que ele fazia e dizia que meu corpo não conseguia aguentar e se acostumar de jeito nenhum.


Além, é claro, que eu perdi o medo de descer no porão.


Hoje, quando eu desci no porão, eu não vi um grande abismo escuro e cheio de sentimentos reprimidos, e via apenas uma grande escadaria, antes, eu sentia medo de desce-la, pensando que ela era infinita algumas vezes, mas agora, aqueles 5 minutos pareciam sempre passar voando.


E principalmente, eu finalmente conseguia ver o grande corredor como ele deveria ser, um lugar fofinho e calmo, cheio de tranquilidade, que deveria inspirar os Singulares a ficarem melhores mesmo que, na maioria das vezes, não funcionasse apenas com o ambiente.


Eu andei pelo corredor e passei por muitas portas, já sentindo bem melhor o tipo de magia existente ali, dentro das magias tranquilizantes, as magias de contenção, existiam também magias instáveis, algumas paradas até demais, e tinha uma, que parecia bem tranquila, um meio termo, nem agitada e nem parada demais, e era bem ali que eu queria entrar.


Ainda tinha muito tempo antes dele conseguir sair, mas eu já ficava bem feliz com o que eu e ele já tínhamos conquistado, juntos.


Assim que eu entrei, a visão que eu tive do Sir Matheus era bem diferente da imagem cadavérica que ele tinha na nossa primeira sessão, o corpo dele, que antes, parecia apenas pele e osso, agora estava recheado de carne, ele tava meio gordinho, mas pelo menos ele parecia ter força pra se levantar agora, algo que ele não tinha antes.


O rosto dele, mesmo cansado e abatido, já carregava um fogo tentando se manter aceso em uma grande tempestade que ele e eu tentávamos atravessar juntos em seus olhos que tentava se manter aceso. Junto de uma alegria em seu sorriso que eu esperei muito pra ver.


Ele não parecia apenas que tinha rejuvenescido com aquela aparência, ele parecia como se tivesse ressuscitado dos mortos, de tão bonito que ele tava naquela hora.


Mas nem tudo eram flores, assim que eu entrei na sala, eu já senti passando pelas minhas pernas aquela névoa de tristeza de muito tempo atrás. 


Quando eu cheguei aqui pela primeira vez, essa névoa era tão densa que a sala parecia continuar escura mesmo quando eu ligava a luz, me forçando a me mover com bastante cuidado, pra não esbarrar em algo no quarto dele. Mas agora, aquela névoa não parecia mais densa do que uma fumaça em um uma panela fumegante de café.


E quando o Matheus me viu, ele acenou pra mim, e falou.


Matheus: oi Sir Hades


Hades: oi Sir Matheus.


E quando eu me sentei, nós dois iniciamos uma grande discussão sobre dinossauros, mais precisamente, quando a linha de grandes répteis e grandes pássaros foi cruzada, pois pelo jeito, os dinossauros não eram apenas uma espécie. 


Alguns deles eram cheios de escamas, e mais ligados a água e com uma força que os tornava quase Réis de sua época, esses eram dinossauros que tinham parentesco com os crocodilos. 


Enquanto alguns eram cheios de penas, com o corpo mais dinâmico pra vida terrestre e com um controle corporal que os próprios répteis não possuíam.


Isso porque, os répteis geraram as aves, com elas sendo parentes bem próximos dos répteis, e os dinossauros era onde as duas famílias se separaram de vez para serem famílias separadas propriamente ditas.


E enquanto nós dois discutíamos beeeeem sérios quais dinossauros podiam ser considerados répteis, e quais podiam ser considerados aves, o Sir Matheus parou de falar, do nada, como se estivesse se preparando pra falar alguma coisa pra mim.


Hades: voce, ta bem, Matheus?


Matheus: ah, sim, eu to sim…eu só tooooo, pensando


Hades:  pensando no que?


Matheus: em te contar como eu acabei ficando assim


Hades: eu ficarei bem feliz em ouvir o que você tem a dizer sobre isso, mas se você decidir que não é isso que você quer, então vou aceitar


Matheus: não, eu…eu quero te contar o que rolou…sóooo, precioso de mais tempo


Hades: pode ficar à vontade.


E assim ficamos ali, esperando ele ganhar coragem, discutindo um pouco mais sobre dinossauros aqui e ali, e olha só, parece que essa história era carregada de dor e trauma, eu conseguia sentir isso através da fumaça ao redor dele se tornando ainda mais forte, com a névoa ficando tão densa quanto no dia em que eu o conheci, apenas para ele conseguir me falar o que aconteceu.


Matheus: pode ficar impressionado com o que eu vou dizer, mas, os meus pais não são pessoas ruins


Hades: mesmo depois de fazer isso com você?


Matheus: mesmo depois de fazerem isso comigo.


Ok, eu podia só não estar entendendo errado, mas pela forma que o corpo do Matheus se moveu em desconforto, parecia muito mais que o Matheus “queria” acreditar no que disse, do que aquilo ser de fato verdade, e se a minha suposição estiver certa, cuidar da saúde dele vai ser bem mais complicado do que eu pensei.


Hades: entendi, estou ouvindo


Matheus: acontece que, o meu pai tinha uma ideia bem certa do que significava ser um homem, ele me jogava em todo o tipo de situação perigosa, se tinha uma criança se afogando, meu Pai apenas me empurrava pra ir salvá-la, se tinha alguém caindo, meu pai me jogava perto dessa pessoa, e se eu reclamasse, ou pedisse ajuda do meu pai, ele nao me ajudava, porque segundo ele “nunca dependa de ninguém Matheus, pois um homem só pode confiar em si mesmo”.


E mais uma vez, a fumaça ficou mais densa, tirando todo o brilho do quarto, com a exceção do brilho que cobria meu rosto e o rosto do Matheus, então, depois de um silêncio interminável, ele falou.


Matheus: eeeeee, quando eu tentava falar qualquer coisa pra ele, que algo tava doendo, que eu tava com medo, ou que eu só tava nervoso com alguma coisa, ele não e levava a sério, sim, ele se importava que eu tava feliz e sempre me deu o que eu precisava, ou o que eu pedia pra ele…ele me deu tudo, menos alguém pra confiar meus próprios sentimentos.


Depois do Mateus falar aquilo, a névoa ficou tão densa que tudo ficou escuro, mas mesmo coberto de escuridão, não tive medo, só continuei me concentrando, sabendo que a conversa ia ficar mais interessante a partir daqui.


Matheus: O meu pai, e minha mãe, eles…pensavam que tavam me ajudando, me deixando forte pro mundo…mas eles estavam me destruindo, com o passar do tempo, eu apenas entendi que eu não devia sentir nada, pois sentir qualquer coisa, era o pior erro que eu podia cometer onde eu vivia.


Eu ainda me impressionava quantas pessoas ainda passavam por situações como essa, pelo amor de deus, nós já passamos da época em que sentir coisas era errado…


Bom, não era todo mundo que tinha entendido isso, então fazia sentido ter tanta gente com problemas pra entender que essa época acabou, mas pra mim, tava tudo bem, pois cuidando de pessoas como o Sir Matheus, eu queria acreditar que um dia, todos iriam entender que essa época acabou.


Nossa, eu tava falando igual minha Rainha, eu precisava me focar mais, senão eu ia perder o fia da meada da história do Sir Matheus.


Matheus: começou como algo simples, de repente, minha comida favorita não tinha o gosto que eu me lembrava, eu comecei a sair um pouco e casa, e as ameaças dos mas pas, como aquela fala clássica de que se eu tirasse uma nota baixa eles iam me jogar pra fora de casa ou coisa do tipo, essas coisas também não me afetam mais.


Eu fiquei bem tentado a falar alguma coisa, mas eu não podia, não agora, principalmente quando o Matheus estava entendendo tanto sobre si mesmo. 


Não sabia se ele tinha notado, mas o modo nevoeiro que envolvia a nós dois estava se dissipando, a cada parte da memória dele desenterrada, era possível ver que, ele tava raciocinando, e pensando um pouco sobre, de quem é a culpa dele ter ficado assim. 


O meu primeiro Paciente estava prestes a passar pela mudança mais relevante em toda a vida dele, eu não podia falar algo e corromper o raciocínio dele com o que EU pensava que ele devia sentir.


Matheus: os meus pais não entenderam que tinha algo errado, mesmo quando eu não saia mais do quarto, não falava mais com ninguém e mal comia direito. Eles ainda me forçaram a ir pra escola, a sair da cama, pensando que eu só tava fazendo drama e essa dor que eu sentia não existia de fato.


Ah, sim, ele tava percebendo a dor, dava pra ver isso pela forma que ele apertava forte o próprio braço. Se ficasse intenso demais, e ele precisasse parar, eu faria isso, mas agora, eu tinha certeza qe ele nao queria parar


Matheus: de novo, eles pensavam que estavam me ajudando, mas a cada dia que eu levantava, menos coisas eu parecia sentir, mais cores em geral eu parecia perder, e logo eu comecei a passar tempo demais escondendo em lugares calmos onde ninguém podia me incomodar.


Matheus: eles não acreditaram em mim até a minha Singularidade ficar tão intensa que eu acabei, fazendo o vazio do meu pai sair pra fora, o tornando um Singular do Vazio que nem eu


Matheus: depois disso, não demorou muito pra nós dois viramos Singulares do nível 3, e antes que minha mãe fosse “mudada” também por nós, ela fez a coisa mais inteligente desde que eu comecei a ficar desse jeito, e mandou eu e meu pai para um centro de recuperação


Hades: uhum, entendi, então, me fala, você sente, raiva dos seus pais por isso?


O Matheus ficou sem responder por alguns segundos, olhando pra esquerda, olhando pra direita, olhando pra frente, mas não pra mim, mas sim literalmente pra frente, até que ele falou.


Matheus: não…na verdade, eu não sinto nada pelos meus pais, não sinto raiva, nem pena, nem compreensao, nao sei se é porque a minha Singularidade ainda tá muito forte na minha cabeça(da toquinhos na própria cabeça), mas eu não sinto nada pelos meus pais, nada de bom e nada de ruim, eles são uma página totalmente branca de qualquer apego emocional meu


Hades: mas me diz, você tá sentindo algo por alguma coisa?


Matheus: além dos dinossauros? Bom, eu to ficando bem interessado em magia de combates


Hades: hum, isso pode dar um problema se não cuidado do jeito certo, você quer uma orientação ou algo assim?


Matheus: ah, não, é só uma curiosidadezinha mesmo, não precisa se preocupar muito com isso


Hades: tem certeza que você não quer minha ajuda?


Matheus: sim.


Ok, era a hora de eu recuar, sim, eu tinha que dar um empurrãozinho pro Matheus em alguns momentos, mas também tinha momentos em que eu não podia forçar muito, senão eu acabaria fazendo ele parar de pensar, ou se fechar, do que se abrir ou pensar no problema real.


Mas ainda tinha uma coisinha que eu poderia fazer.


Hades: se é só uma curiosidade, me diga, o que você aprendeu até agora?


Matheus: humpf, nada demais, só que o método para aprender como passar a mana através de cada va do sangue de uma pessoa é mil vezes mais complicado que o de Aura, que tem um processo quase automático. Isso faz com que a magia de muitos magos corpo a corpo esteja incompleta, é algo bem doido sobre isso foi como, mesmo sempre estando incompleta, a força ainda é grande o bastante para conseguir se igualar com a forma completa dos lutadores de aura, isso não é fascinante?


Hades: é, é mesmo, foi muito difícil eu conseguir fazer minha musculatura de mana ficar completa quando foi a minha vez


Matheus: espera, o que você quer dizer com…


O Sir Matheus não soube o que eu quis dizer no início, mas quando ele olhou pra mim com mais atenção, ele soube bem o que eu quis dizer, e depois de tudo que eu já falei pra ele, ele arregalou os olhos, quase deixou a boca cair no chão de tanto que ele abriu ela, e colocou as mãos na lateral da cabeça, como se estivesse tentando recriar a imagem da pintura “o grito”.


E o pior era que, a comparação era muito boa.


Eu não falei nada, só continuei rindo pra ele, até que ele acabou falando.


Matheus: ah, sir Hades, se não for de muito incomodo, você poderia, sabe…me dar umas dicas de treino?


Hades: nada me deixaria mais feliz, Sir Matheus.


Eu estava feliz que, mais uma sessão bem sucedida tinha acontecido, claro, às vezes aconteciam recaídas, mas quase sempre agente conseguia fazê-lo melhorar, mesmo que só um pouquinho .


Tinha um caminho longo, mas muito longo mesmo antes dele conseguir sair desse lugar sem problemas, mas por enquanto, aquilo já estava bom.


E depois de sair da sala do Sir Matheus, eu fiquei muito cansado muito mesmo, e novamente, eu subi aquela grande escadaria, subir a escadaria durava só 5 minutos, mas quando eu saia das sessões, sempre sentia que tinha que subir aquela escadaria por quase 10 horas pelo quão aquelas sessões me deixavam.


E eu já estava esperando ter que passar por aquilo, ter que me acalmar e me tranquilizar sozinho, mas quando eu subi, eu vi a coisa mais bela que existia naquele reino.


A minha Rainha, estava ali, me esperando, e pronta pra me dar um abraço…eu não tentei entender o que era aquilo, eu só corri até ela, e dei nela um abraço bem forte, um braço que rejuvenesceu minhas forças, e depois de um dos braços mais longos que eu ja dei com a minha Lady, eu olhei pra ela e perguntei.


Hades: ai, minha Lady, minha Linda Rainha, o que você tá fazendo aqui?


Isabeli: estamos sincronizados agora, sem compromissos diferentes, sem planos mirabolantes, pela primeira vez em muito tempo, o Reino está tranquilo, o que me deixa muito mais tempo pra ficar com você e com os Pacientes.


Ela não estava usando maquiagem, mas eu conseguia ver de forma perfeita como ela devia estar me olhando de forma apaixonada agora, e bem devagar, eu a levei pra perto de mim e tentei beijá-la, mas antes de eu conseguir, ela colocou o dedo na minha boca, como se estivesse me impedindo.


Isabeli: cedo demais querido, eu ainda tenho que voltar la pra baixo


Hades: ah, claro claro, voce tem muito o que fazer ainda


Isabeli: só seja paciente, eu quero isso tanto quanto você.


E depois de minha Lady cuidar mais de alguns pacientes, de eu abraçá-la pra recuperar as forças que ela tem, nós finalmente conseguimos um tempinho sozinhos pra nós. 


E com isso eu finalmente consegui beijar minha Lady com calma, e quando senti com cuidado aquele beijo, eu entendi melhor que ela tava certa, valeu a pena mesmo ter esperado por esse beijo ao invés de tê-lo assim que eu saí de lá.


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