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A Luz do Seu Amor
😨😶‍🌫️🙂‍↕️a vez do Rei🙂‍↕️😶‍🌫️😨
3170 palavras • 17606 caracteres • ⏱ 12 min 41 s

😨😶‍🌫️🙂‍↕️a vez do Rei🙂‍↕️😶‍🌫️😨

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Hoje com certeza seria um dia pra ser lembrado, afinal, apesar de eu já ter apresentado essa sala muitas vezes ao Sir Hades, eu ainda me impressionava que, ele nunca parecia querer entrar nela por conta própria, mas talvez eu tenha explicado o lugar tão bem que, ele só entendeu que era perigoso demais entrar sem eu estar por perto.


Isabeli: aqui, chegamos


Hades: amor, fala a verdade, esse vai ser o último “teste” que a sua família tem com os pretendentes, não é?


Isabeli: em testes oficiais pelo menos, sim, esse é o último 


Hades: ah, se eu não estivesse tão empolgado pra ler esse livro, eu já teria desistido a muito tempo


Isabeli: sei disso, sei disso.


Dessa vez, quem estava conosco era a Bruna, porque para essa situação, o controle dela era o que eu mais precisava pra impedir que algo ruim acontecesse com o Sir Hades.


Isabeli: lembre se, quando você ler a primeira palavra do livro, um feitiço será ativado e uma quantidade massiva de informações será enviada diretamente pra sua cabeça, em poucas palavras vai ser que nem tomar 2 litros inteiros de água e tentar não passar mal, com a água indo pro seu cérebro ao invés da sua barriga


Hades: claro amor, eu entendi, e não se preocupe, eu não esqueci da parte em que eu posso acabar sendo jogado pra frente pra trás, pra esquerda e pra direita, e que o truque é que eu tente deslizar pelo poder, e não tentar controlar a corrente, seja lá o que isso signifique


Isabeli: quando você começar a ler o Livro, você vai entender melhor.


E depois que eu falei aquilo, uma forte ventania começou a jogar meu cabelo e roupas pra um lado, me deixando bem nervosa e estressada.


Isso porque, aquilo não era um vento normal, era poder, um poder gélido que vinha do livro mais precioso, e também mais perigoso de todo o mundo.


Um fato interessante sobre a biblioteca particular do meu pai e ex Rei, era a biblioteca cheia de livros malucos que ele coletou ao longo dos anos.


Livros com dentes que mordem sua mão se você tocá-los errado, livros que te obrigam a lê lo de ponta a ponta até que suas mãos sangrarem de tanto virar as páginas, livros que podem te aprisionar dentro deles se você os abrir, livros que podem roubar suas almas e mais todo o tipo de coisa perigosa que se pode imaginar. 


Meu pai tinha um honienesquisito de coletar esses itens e livros pra garantir que nenhum mago idiota tentasse alguma especie de ritual macabro e invocar uma besta sinistra do submundo ou coisa do tipo.


E o Donum Regis, um livro que até hoje era considerado um presente, era o maior perigo de todos esses livros amaldiçoados. 


Isso porque ele tinha algo muito mais perigoso que maldições ou pragas, ele tinha conhecimento, um conhecimento tão absurdo, que era necessário muito treino e preparação para lê-lo.


Quando foi a minha vez de ler ele, eu tive que treinar incansavelmente, e com muita dedicação por 25 anos, apenas para não perder a cabeça enquanto eu passava meus dedos nas letras em braile dele, e mesmo assim, foi por muito pouco que eu consegui.


Muitos ladrões de tesouros tentaram roubar o Donum regis, mas todos falharam, porque não importa a proteção, mecanismo, ou ferramenta que era usado pra pegá-lo, o Donum Regis, despejava qualquer quantidade absurda de conhecimento em qualquer coisa que tocasse nele, seja animal, ou ser humano. 


E os que enlouqueciam eram os sortudos, porque aqueles que mantinham, no mínimo, resquícios da própria sanidade, ganhavam uma personalidade tão sinistra que não havia escolha além de executá-los, bem mais por pena por causa do sofrimento que eles estavam aguentando do que por violarem a lei propriamente dita.


O Grande Alaric deu esse livro para o primeiro Rei que ele achou digno de ter tamanho conhecimento, e ele se provou estar certo quando aquele Rei e a sua esposa leram o livro e mantiveram a sanidade. 


E desde aquela época, era uma tradição o rei ou rainha da época ler o livro e depois de um tempo, seu consorte também.


Isabeli: eu leio fragmentos dele desde que eu era mais nova, se quiser eu posso ir primeiro, pra você ter uma ideia de como é que é


Hades: você ainda lê ele? Pensei que era só um teste pra se fazer uma vez


Isabeli: bom, normalmente é mesmo, mas depois que você cresce um pouco, o livro cresce com você.


Um silêncio poderoso se instalou depois que eu falei aquilo, provavelmente meu Rei não entendeu o que eu quis dizer com aquilo, mas tava tudo bem, era mesmo difícil entender quando eu tentava explicar daquele jeito.


E com o que eu estava prestes a fazer, eu sabia que minhas ações iam explicar tudo pro Sir Hades melhor do que qualquer outra palavra minha podia explicar.


Depois de eu falar aquilo, eu me aproximei com cuidado, do Donum Régis, e a magia do Donum Régis era tão poderosa que eu conseguia andar até ele sem precisar do apoio da Bruna, como uma mosca sendo atraída para a luz.


Até que eu parei, depois de sentir um toque gelado em uma das minhas mãos, e esse mesmo frio envolveu minha mão, como se estivesse tentando consolá-la, e antes de entrar na grande viagem que era dentro daquele livro, me virei pro lugar onde eu sabia que estava meu rei, mesmo não é chegando, e disse.


Isabeli: o Livro está vivo, meu Rei, mas não se preocupe, ele não quer fazer mal a nós, ele só quer ensinar todo o conhecimento que ele sabe que merecemos…hmhm, então, e lá vamos nós de novo.


E depois que eu passei os meus dedos um pouquinho nas páginas do livro, as primeiras bolinhas de letras em braile chegaram, me fazendo dar uma risadinha, pensando na primeira vez que eu li o Donun Regis.


Mas a nostalgia teve que esperar, pois assim como na primeira vez, eu senti como se minha mão tivesse recebido um choque.


Isso porque agora o poder total do Donum Régis estava fluindo em mim, eu já não era uma novata, eu aguentava muito mais poder dele, e o Livro sabia disso, por isso, ele despejou uma quantidade de magia totalmente diferente na minha mão, uma quantidade que ele sabia que me daria ultrapassar meu limite, e eu não podia ser nada mais do que grata do Donum Regis me dar isso.


Por mais que doesse um pouco no começo, eu sabia que tudo ia ficar mais tranquilo logo logo, eu só tinha que me concentrar um pouco na parte tranquila, e então, a troca de dimensões começou, tão intensa quanto eu já tava acostumada.


Eu também sentia muito bem como dessa vez, eu iria para lugares bem diferente do paraíso de vento fofinhos que  meu Lorde provavelmente seria mandado, já que seria a primeira vez dele.


Depois de ficar tanto tempo lendo o Donum Regis, eu basicamente fui jogada para uma dimensão nova da minha primeira leitura.


Um lugar que me faria “sentir” coisas um pouco melhor, diferente da primeira dimensão que eu fui, que depois de muito tempo, eu apenas entendi que eu precisava ver para apreciar aquela primeira dimensão por completo.


Essa dimensão nova onde eu estava, pra minha alegria, não precisava ver nada, isso porque agora, as sensações de leiteira que eu ia aprender eram bem mais físicas do que visuais.


Eu me senti viajando em uma esteira rolante, mas não uma esteira comum, era uma esteira formada por um milhão de bolinhas que pareciam levantar de vez em quando, como se meu corpo estivesse recebendo a massagem mais estranha do mundo.


Eu não conseguia mexer meu corpo, quase como se eu estivesse paralisada, mas eu ainda podia sentir perfeitamente as rodinhas rolando pelo meu corpo, e rolando, e rolando.


Às vezes elas subiam pra me atingir em num ponto das minhas costas, onde tava doendo, ou atingir outro ponto das minhas costas que tava coçando e eu não conseguia alcançar a muito tempo


E muitas vezes ate me arremessando até eu cair em outra esteira, só que com bolinhas em um formato diferente, as vezes mais quadradas, outras mais ásperas, e outras até bem mais lixas, a ponto de parecer que eu tava deslizando no gelo com elas.


Eu fiquei naquele mundo de esteira por muito tempo, até que eu fui jogada dessa vez no mundo doido das mãos, sim, mãos.


Isso porque, de alguma forma, eu consegui sentir perfeitamente como uma mão, grande o bastante pra segurar meu corpo todo, me pegava, e depois me arremessava na direção de uma outra mão, e isso se repetiu de novo, de novo, de novo, e de novo, e de novo.


E quando as mãos pararam de me arremessar pra todo o lugar, eu caí, só que pra cima, eu caí pra cima enquanto eu sentia como eu podia finalmente mover meu corpo de novo.


Só que agora era o Donum Régis que me controlava, e logo eu comecei a patinar com patins de rodinhas em uma das estradas mais lisas que eu já conheci no mundo.


Apesar de não conseguir controlar meu corpo, até que foi divertido patinar por aí, senti várias vezes movimentos acrobáticos que eu fazia no meio dessa dimensão doida, e até foi divertido os milhares de baldes de água que eles arremessavam na minha cara de vez em quando.


E já tinha sido atingida por baldes de água tantas vezes dentro do Donum Régis que eu até conseguia saber que aquilo era agua.


E como se as viagens que eu via já não fossem inacreditáveis o suficiente, a última parada, até eu parar de entrar no Donum Régis, foi ser arremessada em toda a velocidade na direção de algumas paredes, e usar a minha cara como uma bola de demolição.


E o melhor, era completamente indolor, então eu podia me divertir, quebrando aquelas paredes com a minha cara sem nenhuma preocupação em me machucar ou coisa parecida.


No total, eu quebrei 90 paredes antes de finalmente bater em uma parede sólida demais pra quebrar.


E eu parei naquela parede em específico, porque enquanto eu tava me divertindo adoidado nas ilusões do Donum Regis, o meu cérebro estava recebendo sem parar o conhecimento através do Donum Regis e agora, ele tinha chegado no limite.


E quando minha mente chegou nesse limite de conhecimento, eu literalmente quiquei no chão de forma  bem estranha.


Primeiro eu bati de barriga no chão, depois, cai de bunda e depois cai em pé, com meus pés bem posicionados, para que eu ficasse em pé de novo.


E logo depois, bem devagar eu senti de novo a firmeza do solo em meus pés eu tive certeza que estava de volta à terra firme, e depois de alguns segundinhos onde eu fiquei parada, em pé, e ainda segurando o Donun Regis. 


E depois de me recuperar, bem devagar, eu tirei minha mão do Donum Regis, e cambaleei um pouco, e na mesma hora, a Bruna e o Hades vieram me pegar. 


Tentei não me impressionar que a Lady Bruna me pegou primeiro, mas era difícil, às vezes o nível de treinamento dela impressionava até eu mesma.


Tentei falar alguma coisa, mas minha voz saiu bem atrasada, porque talvez eu não estivesse tão recuperada do que o Donun Regis me mostrou.


Ou talvez eu só tivesse cansada, e mesmo recuperada, receber aquele nível de informação no corpo deve ter acabado com a minha resistência, seja comigo descansando por alguns segundos ou não.


Hades: amor, você ta bem?


Isabeli: e to bem amor, só to meio, cansada


Hades: ah, você quer que eu fique com você um pouquinho?


Uma parte carente e bem romântica minha queria dizer “sim”, mas, pra variar, a “Rainha Isabeli” tomou conta da minha mente, e me fez falar na mesma hora em um tom mais sério até do que eu mesma esperava.


Isabeli: nao, eu quero que você vá agora, por favor, eu quero que você saiba como é ficar naquele mundo doido dentro do Donum Regis


Hades: mundo? Antes você disse que ele tava vivo, agora que tem um mundo dentro dele, o que mais ele pode fazer, ele consegue falar?


Isabeli: não que eu saiba, pelo menos ainda não, mas ele se comunica com quem o toca, digamos assim. 


O silêncio que rolou depois de que eu falei aquilo não foi de dúvida, eu sabia que aquele era o silêncio do mais profundo e puro terror. E antes que o medo do meu Rei ficasse forte demais até pra ele mesmo suportar, tentei o motivar da forma mais natural que eu conseguia.


Isabeli: porque você não tenta, amor?


Apesar de não conseguir ouvir o meu Rei, eu pude imaginar ele rindo, bem mais por nervosismo que outra coisa, mas mesmo assim, rindo. Depois ele me deixou aos cuidados da Lady Bruna e começou a andar bem devagar até o Donum Regis. 


A Lady Bruna me ajudou a sentar em uma cadeira que tava ali, e assim que o meu Rei chegou no Donun Regis, eu já esperei que ele não durasse muito tempo, já que era a primeira vez dele, e a primeira era sempre a mais intensa.


Mas acabei me surpreendendo, porque ele demorou bem mais do que eu pensei, bom, claro, como o Donum Régis estava bem perto de nós ainda, eu senti direitinho quando a ventania constante do Donum Regis diminuiu até ela se concentrar apenas no meu Rei.


Porque no momento em que o Donum Regis sabia que tinha um alvo na frente dele, ele parou de atacar tudo que tava em volta dele e se concentrou só em dar atenção ao meu Rei.


E logo depois disso, eu apenas esperei, enquanto ouvia as páginas do Donum Regis passando absurdamente rápido, bem a frente do meu querido Rei. E ele ficou muito tempo lá dentro, a ponto que eu falei.


Isabeli: nossa, nesse tempo eu já teria entrado no Donum Regis e saído duas vezes 


Bruna: duas vezes? Com certeza você teria entrado e saído umas 4 vezes, no mínimo


Isabeli: o que será que ele tá aprendendo ali?


Com essa dúvida na minha mente, eu esperei meu Rei voltar, e demorou muito mesmo pra ele voltar, a ponto que a Lady Bruna teve tempo de ir até a cozinha do castelo e pegar uns biscoitos pra gente, e ainda deu tempo de nós terminarmos os biscoitos antes dele acordar de vez. 


Agente tava se divertindo e rindo de todo o tipo de bobagem, até eu ouvir as páginas parando de virar, uma respiração profunda, terminada com o vento do Donum Regis voltando a fluir de todos os lados possíveis.


A Lady Bruna reagiu rápido, do jeito que foi treinada pra agir, ela segurou meu Rei antes dele cair no chão e depois o ajudou a chegar até mim, e então nós dois ficamos ali, coladinhos um no outro, e nos recuperando da doideira que vivemos.


Eu já tinha me recuperado, mas dei todo o tempo que o meu Rei precisava pra ele se recuperar, e conseguir respirar profundamente para ter forças o bastante pra me responder, e só depois dele parecer bem após a primeira experiência lendo o Donum Regis, decidi perguntar logo a ele.


Isabeli: então amor, o que você viu?


Hades: deixa eu te fazer uma pergunta primeiro: consegue ver alguma coisa lá dentro?


Isabeli: não, pelo jeito nem essa regra o Donum Régis pode quebrar, mas digamos que eu tenho formas mais “interessantes” de sentir as coisas do que apenas ver, mas eu sou meio curiosa pra saber como é a segunda opção, então me fala Sir Hades, como é?


Silêncio profundo, e dessa vez, eu sabia que era o silêncio que as pessoas gostavam de se referir como “calmaria antes da loucura”, então eu senti o Sir Hades se ajeitando um pouquinho, antes de me dizer o seguinte.


Hades: ah, é como se eu entrasse dentro de uma pintura abstrata, tem um milhão de cores diferentes lá, alguns quadrados, alguns triângulos, alguns círculos, algumas formas misturadas dos 3. Cada uma delas com cores tão diferentes uma das outras, que é bem fácil acabar perdendo totalmente a noção de realidade, em algum momento, a minha consciência desligou, e eu acabei quase me despedaçando dentro daquele livro…mas então, eu me lembrei de você e consegui voltar a realidade…hehehe, foi lindo, mas eu quase me perdi de verdade ali


Isabeli: nossa, eu nunca passei por isso, mas também, eu eu leio isso desde que eu tenho 25 anos, acho que a minha resistência é maior que as outras pessoas…nossa, não acredito que eu quase perdi você


Hades: mesmo que você me perdesse, com certeza você acharia uma forma de me salvar


Isabeli: não brinca com isso Hades, se perder no Donum Régis é quase uma sentença de morte. Tem poucos que conseguiram ler aquele livro e conseguiram viver pra contar a história, por isso que ele está aqui, nas profundezas do castelo, longe de qualquer um que seja tolo o bastante pra lê-lo


Hades: e voce pediu que eu lesse


Isabeli: você é diferente, você treinou pra isso, eu treinei pra isso, e todo mundo que é permitido ler ele treina pra conseguir lê-lo, o que eu quero dizer mesmo é, ler esse livro despreparado é o pior erro que uma pessoa pode cometer, você foi treinado e ficou por um fio de se perder, imagina quem lê ele estando destreinado


Hades: ah, não quero nem pensar nisso.


Eu já tava mentalmente preparada pra ele dizer alguma coisa como “ah mas vale a pena mesmo passar por esse risco todo apenas pra conseguir um pouquinho de conhecimento a mais?” mas a pergunta não veio, então fiz o favor de perguntar isso por ele.


Isabeli: você não vai me perguntar se ler o Donum Regis vale a pena ou não?


Hades: não preciso perguntar…eu nao tenho certeza no que, mas eu consigo sentir na pele que eu fiquei diferente…eu me sinto melhor, mais poderoso, mas eu ainda não consegui decifrar completamente todas as fórmulas malucas que o livro me deu, porque, sério, foram muitas…mas sinto que quando eu entender todas elas, serei um homem diferente


Isabeli: um melhor, eu espero


Hades: é, eu espero por isso também.


E depois de todas as doideiras que aquele livro fez nos dois experienciamos, apenas hoje, nós ficamos ali, apenas absorvendo aquele novo nível de conhecimento. 


Mesmo cega, quando meu olhos estavam abertos, tudo era escuro, mas quando eu os fechava, números, fórmulas e outras coisas pareciam simplesmente brotar na minha cabeça sem problemas. 


Cada uma dessas fórmulas iriam me tornar uma lutadora mais letal e uma estrategista genial, isso pelo menos eu esperava, mas só se eu conseguisse as decifrar, e pra isso eu ia precisar de mais algum tempinho ali, parada, do lado do homem que eu amo…o que eu sinceramente, não conseguia ver como algo ruim


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