Sério esse cara está completamente louco, ele me encara, porém sua mente parece estar em outra dimensão…
— Não sei por que você me atacou, mas por favor saia de cima de mim, você é pesado e eu não sou um banco! — Aproveito para reclamar.
Em poucos segundos esse homem estranho está de pé, com a mão em volta do meu pulso me puxando para cima e se afastando como se eu fosse o problemático da história.
— Desculpe-me por isso… eu realmente não sei o que aconteceu e nem o motivo de atacar você.
Algo me diz que ele não está sendo honesto comigo… tanto faz, contando que ele não tente me atacar.
— Tudo bem… mas prefiro distância.
Minhas narinas dilatam enquanto encaro aquele homem desconhecido, seu cheiro esta por toda área ao redor, Alpha…
Ah Hazel… como sempre a sorte não está ao seu lado…
– Bem, ja que esta tudo resolvido… Adeus.
Viro praticamente correndo para bem longe. Nota mental: nunca mais voltar para essas bandas.
– espera! – Sua mão agarra minha blusa, arrastando me para trás.
– O que você quer? Olha não tenho interesse em alguém que me atacou como se eu fosse um veado trotando na estrada! — Berrei um pouco assustada, porem muito indignada.
— Eu só quero saber seu nome, para poder me desculpar da forma correta.
O que esse homem é? Um cavalheiro sem sua armadura dourada?
— Não tenho certeza se posso dizer meu nome para o homem que me atacou a poucos minutos atrás. — respondo mantendo o minimo de dignidade que me restou.
O homem me encara e ele… Se ajoelha????????
— Mesmo que não diga seu nome, irei me apresentar, sou Wes… E eu sinto muito por te-la atacado. — disse enquanto olhava no fundo dos meus olhos…
Realmente existe loucos para tudo.
— Irei aceitar suas desculpas, então solte minhas mãos.
— Eu me chamo Hazel, já que você insiste em saber.
Ele sorri levemente e murmura meu nome, sinceramente me deu calafrios.
— É perigoso sair sozinha, Hazel, irei chamar um carro para que você não corra perigo…
— Agradeço a gentileza, mas estou bem.
Assim que ele solta minhas mãos, corro o mais rápido possível, nnão estou com vontade de ter que enfrentar outro louco da lua de sangue. Minha mãe estava certa, eu não deveria ter saido hoje…
Minha pequena corrida me ajudou a chegar antes do pôr do sol.
Minha mãe me mataria se soubesse sobre Wes, melhor esconder por um tempo até a temporada de sangue acabar.
Entro em casa, mas antes olho para o céu, estava em tons dourados, a lua já estava aparecendo sutilmente, estamos no começo do inverno, daqui a poucos dias todas as folhas caíram, a neve cobrirá cada lugar desta cidade…
Suspiro trancando a porta com um click silencioso, é estranho esse silencio em uma casa cheia de pessoas tagarelas.
Subo as escadas lentamente, ainda pensando em tudo que aconteceu, atacada duas vezes, e tive sorte em ambas? Eu devia ter apostado em algo, acho que gastei toda sorte de 5 anos em poucas horas.
Meus pés travam, sons baixos, sussurros vindo do sotão, ajusto minha audição ao máximo, mãe e pai?
Seus sussurros são roucos, carregados de tristeza, mas ao mesmo tempo alegria, me aproximo nas pontas dos pés, suas palavras são embaralhadas, ainda não consigo controlar minha audição tão bem, porem escutou fragmentos.
Hazel… lua vermelha… a fuga… abandono…Lycans… atacar a cidade… lutas…
Tento juntar todas as palavras para entender.
Na noite de lua vermelha, abandonaremos a cidade, os lycans atacaram em busca de uma companheira e lutas, Hazel ficará.
E se ela não sobreviver? É nossa bebe! Não posso abandona-la!
Alana, sabe que se levarmos nossa filha, seremos caçados até o fim de nossas vidas, Hazel é forte, ficara bem.
Não tenho estômago para terminar de escutar e viro-me para o quarto, porem antes vejo uma silhueta enorme na janela do fim do corredor, meu corpo estremesse, mas não espero para descobrir o que era, com a lua de sangue subindo, a cidade se torna sem lei, acontece a cada 15 anos, não sei como, mas dizem que os deuses fazem isso para que nossa linhagem bestial não se perca com o passar dos milênios.
Me sento na cama com o coração batendo a mil por segundo.
Maldita hora que fui nascer um monstro devorador de humanos.

